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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Casos de gripe suína crescem 62% na Bahia

A Secretaria de Saúde da Bahia emitiu alerta para médicos, hospitais e postos do Estado por causa do avanço da gripe suína, ou gripe A, transmitida pelo vírus H1N1. De janeiro e agosto deste ano, o número de casos aumentou 62% na comparação com o mesmo período de 2012.

A Bahia registrou neste ano 46 casos da doença e 9 mortes - ante 16 registros em 2012 e nenhum óbito.
 
Segundo a secretaria, as temperaturas mais baixas registradas no inverno deste ano, na comparação com os anos anteriores, têm contribuído para a maior contaminação.
 
Na madrugada de ontem, por exemplo, a capital, Salvador, teve a temperatura mais baixa dos últimos três anos: 17,7ºC. Em Vitória da Conquista, no sul do Estado, os termômetros chegaram a 12,8ºC.
 
Vacinação
A Secretaria de Saúde da Bahia informou que a campanha de vacinação contra a gripe suína, realizada no primeiro semestre, imunizou 1,9 milhão de pessoas no Estado, atingindo a meta do programa. A distribuição da vacina nos postos de saúde, porém, continua para os integrantes dos chamados grupos de risco, que incluem grávidas, bebês de até 2 anos e pessoas com mais de 60 anos.
 
Estadão

Estado de SP cria prontuário digital com dados de 20 milhões de pacientes

Informações de usuários do SUS serão integradas em sistema da Prodesp e permitirão que médico agilize e qualifique atendimento
 
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo lança hoje um modelo inédito de prontuário eletrônico unificado dos pacientes. O projeto permitirá acesso imediato ao histórico de atendimento em qualquer unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) da rede estadual paulista. Esse será o último grande anúncio da gestão do secretário Giovanni Guido Cerri, que pediu demissão na semana passada. Ele será substituído pelo infectologista David Uip.
 
Atualmente, o sistema dos hospitais não é integrado. Se um paciente é atendido em uma unidade e depois se dirige a outra, não existe em rede um histórico do prontuário. Por isso, o médico precisa reiniciar o processo de anamnese, a avaliação clínica. O mesmo procedimento vale para as internações.
 
O projeto, que recebeu o nome de S4SP (Saúde para São Paulo), começou a ser desenhado no início do ano passado. Ele foi desenvolvido em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) e recebeu investimentos de R$ 56 milhões. A empresa estatal garantirá o sigilo das informações de cerca de 20 milhões de pacientes do SUS no Estado.
 
Todo o sistema vai funcionar em "nuvem". No ano passado, o programa foi implementado em 11 hospitais da capital, entre eles o Instituto do Coração (Incor), que serviram como piloto para análise e ajustes. Agora, o programa será estendido para outros 22 serviços, até mesmo em cidades do interior e do litoral, como Sorocaba e Santos. O modelo foi inspirado em outros semelhantes usados no Canadá, na Inglaterra e na Austrália.
 
A ideia da secretaria é que, até o fim de 2014, o sistema esteja funcionando nas 57 unidades de administração direta (incluindo hospitais, ambulatórios, laboratórios e farmácias) e nas 37 unidades gerenciadas por organizações sociais (OS).
 
Tecnologia
Segundo André Luiz de Almeida, diretor de Tecnologia da Informação da secretaria, atualmente cada unidade tem seu modelo de sistema de informatização e cada uma arquiva os dados do seu jeito - uns de forma mais moderna, outros ainda precários, com níveis de informação muito distintos. "Há casos de unidades que ainda fazem a admissão do paciente no livro, em papel", diz.
 
Os laboratórios, farmácias e ambulatórios também usam sistemas independentes, o que impedia a integração dos dados.
 
"Agora, o prontuário eletrônico será instalado em todas as unidades, de hospitais a laboratórios, e o sistema de preenchimento dos dados será padronizado, mantendo um nível mínimo e básico de informações que poderá ser acessado por qualquer unidade do Estado", explicou Almeida.
 
Com a integração, farmácias e laboratórios também vão alimentar o sistema online, com dados sobre pacientes que fazem uso de medicação contínua e resultados de exames, por exemplo. Os pacientes terão acesso a seu prontuário eletrônico e a resultados dos exames pela internet, por meio de um login e de uma senha.
 
"Todos os dados antigos, de prontuários que ainda eram feitos no sistema analógico, serão digitalizados em outra fase do processo. Por enquanto, todos os dados que já são informatizados, como os dados de farmácias e de exames, estão sendo integrados ao sistema", disse.
 
Estadão

Quatro são denunciadas por morte de idosa que recebeu café com leite na veia

De acordo com a denúncia do MP-RJ, após a injeção de café
com leite, por volta das 16 horas, a idosa sofreu insuficiência
respiratória aguda, além de taquicardia e pouca oxigenação
  no sangue.
Duas técnicas de enfermagem e duas estagiárias são acusadas pelo MP de homicídio culposo; caso ocorreu em São João de Meriti em outubro de 2012
 
RIO - O Ministério Público do Rio denunciou à Justiça por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) quatro pessoas acusadas de provocar a morte de uma idosa de 80 anos ao injetarem 40 mililitros de café com leite em sua veia. O caso ocorreu em 14 de outubro do ano passado, no Posto de Atendimento Médico (PAM) Abdon Gonçalves, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
 
Palmerina Pires Ribeiro estava internada com infecção renal no setor de repouso feminino do PAM, e apresentava quadro estável. De acordo com a denúncia do MP-RJ, após a injeção de café com leite, por volta das 16 horas, a idosa sofreu insuficiência respiratória aguda, além de taquicardia e pouca oxigenação no sangue. A paciente morreu quatro horas depois de embolia pulmonar, quando já tinha sido transferida para o setor Enfermaria de Paciente Grave.
 
Foram denunciadas as técnicas de enfermagem Rayane Brito da Silva Inácio e Adriele da Silva, e as estagiárias de técnica de enfermagem Rejane Moreira Telles e Luciana Cristina Rodrigues Carvalho. Se condenadas, a pena para as estagiárias pode chegar a três anos de prisão e, para as técnicas de enfermagem, a quatro anos de reclusão.
 
"As denunciadas Rayane e Adriele, apesar de terem ficado sentadas na mesa da sala do Repouso Feminino, com visão das pacientes, de forma negligente, deixaram que Rejane e Luciana ministrassem o café com leite em Palmerina, sem a necessária supervisão...", diz trecho da denúncia do MP-RJ.

Estadão

Reduzindo o risco do HIV em transfusões

Estudo multicêntrico realizado no Brasil com doadores de sangue acaba de ser publicado na revista "Vox Sanguinis", da Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue
 
Por Julio Abramczyk
 
O autor, o médico Cesar de Almeida Neto, da Fundação Pró-Sangue - Hemocentro de São Paulo, com a colaboração de especialistas dos hemocentros do Rio, Belo Horizonte e Recife, introduziu nova técnica para identificar fatores de risco para o HIV em doadores brasileiros, com base na epidemiologia e em padrões locais de transmissão do vírus.
 
Doadores de sangue dos quatro hemocentros nacionais de transfusão que eram HIV positivos, confirmados por exames, passaram por entrevista áudio computadorizada de autopreenchimento, em substituição às entrevistas pessoais que podem proporcionar inibição, influenciando negativamente as respostas.
 
Essa técnica permitiu identificar fatores de risco em 3 de cada 4 portadores do vírus.
 
O estudo constou de 341 casos positivos, inclusive 47 com infecção pelo HIV recentemente adquirido, e 791 controles (sem o vírus).

Os fatores de risco mais relatados, para os dois sexos, foram relação sexual com pessoa HIV positiva e ser usuário ou parceiro de usuário de droga endovenosa.
 
Os autores do estudo também identificaram fatores de risco inesperados, como exposição ocupacional ao vírus e cirurgia e endoscopia nos últimos 12 meses.
 
Folhaonline

Tomar cápsulas de placenta virou moda entre mães americanas

Sara Pereira chega com um balde e uma mala de rodinhas. Coloca suas luvas cirúrgicas e limpa o balcão da cozinha e todos os seus apetrechos. A dona da casa, com seu bebê recém-nascido no colo, observa.
 
Sara traz uma panela de aço inoxidável vermelha, uma faca profissional, um "desidratador" e um "mixer". Começa a cozinhar no vapor a peça que tirou da geladeira, e um cheiro de carne toma conta do ambiente. No cardápio, a mais nova obsessão de muitas mães nos Estados Unidos: placenta.
 
No caso, a placenta da produtora de TV Stacie Krajchir, 45, que pagou cerca de R$ 650 pelo trabalho de Sara. Cozido e desidratado, o órgão é triturado e transformado em cápsulas que, segundo quem acredita, combatem depressão pós-parto, ajudam na produção de leite e na reposição de hormônios.
 
A placenta, formada no útero e expelida durante o parto, é rica em nutrientes como ferro e vitamina B12. Na gravidez, realiza trocas entre o feto e a mãe por meio do cordão umbilical, alimentando, oxigenando e eliminando resíduos. Em muitas culturas, é enterrada ou incinerada. Muitos mamíferos ingerem a placenta --o que leva alguns humanos a copiá-los.
 
Os benefícios das pílulas nunca foram comprovados, mas o boca a boca transformou Sara em uma especialista requisitada em Los Angeles, com 20 a 30 clientes por mês (seus serviços podem ser requisitados no site Mommy Feel Good). A atriz January Jones, da série "Mad Men", testou e recomendou seu trabalho em 2012. "Mas ela foi tão criticada quando revelou que estava tomando as pílulas que muitas celebridades que atendi não querem mais ter seu nome divulgado", diz Sara, 34, que também é terapeuta corporal e massagista especializada em grávidas. "É um tabu, um conceito novo para o mundo ocidental, mesmo que exista há séculos na medicina oriental."
 
 
"Eu amo placenta"
Foi por recomendação de uma amiga que Stacie Krajchir conheceu Sara. "Estava nervosa. Achei que poderia ser sujo, cheio de germes. Mas ela parecia uma personagem do seriado 'CSI', transformou minha cozinha num laboratório."
 
Depois de dar à luz um menino, Stacie teve a placenta empacotada e guardada num freezer do hospital, até uma amiga chegar com um "cooler" para transportar o órgão até sua casa. "Meu médico disse: 'Você é uma daquelas mães doidas, não é mesmo?'"
 
Sara costuma entregar cerca de cem ou 200 cápsulas por placenta, que devem ser tomadas duas vezes ao dia por duas semanas. "Depressão pós-parto é muito comum. Se há algo que possa ajudar, elas querem tentar. A outra opção é tomar remédios tradicionais", diz.
 
Também faz parte do pacote de Sara o cordão umbilical, guardado numa bolsinha de veludo, e uma solução em extrato alcoólico com um pedaço da placenta, que ela diz funcionar como um remédio homeopático.
 
Natureza selvagem
Descendente de portugueses de Açores, Sara ouviu falar do uso de placenta quando fazia um curso de medicina chinesa. Lá, o órgão desidratado é misturado com ervas e outros ingredientes para tratar doenças diversas. Intrigada, Sara foi atrás do certificado da organização Placenta Benefits (PBi), fundada em 2006 em Las Vegas e hoje com 350 alunos.
 
"O encapsulamento de placenta vai se tornar parte essencial do processo de nascimento", acredita Jodi Selander, criadora do PBi e famosa por fazer protestos em frente a hospitais que não liberam a placenta de suas clientes. Ela fundou o PBi após tomar as pílulas na segunda gravidez, por sugestão de seu acupunturista, para evitar a depressão que teve no nascimento do primeiro filho.
 
Jodi, cujo site vende camisetas com a inscrição "Eu Amo Placenta", faz parte de um grupo de pesquisa sobre "placentofagia" do Departamento de Antropologia da Universidade de Nevada, liderado pelo antropólogo Daniel Benyshek.
 
Em 2010, ele publicou um estudo em que não foi encontrada nenhuma evidência de consumo de placenta por humanos, após o parto, em 179 sociedades ao redor do globo --apesar de a prática ser universal entre outros mamíferos, com exceção de golfinhos e baleias.
 
Neste ano, com ajuda de Jodi, ele entrevistou 200 mães que comeram a placenta (além das pílulas, há receitas de pratos, sucos e doces). Noventa e cinco por cento delas relataram experiências positivas e melhorias no humor, na produção de leite e no nível de energia. O próximo passo é realizar estudos com placebos.
 
"Cientificamente, não sabemos ainda dos riscos da placentofagia entre humanos", diz Daniel. "A placenta é um órgão filtrador que, no caso de grávidas fumantes, pode conter substâncias prejudiciais se ingerida após o parto." O ginecologista e obstetra Dani Ejzenberg, doutor pela USP, diz que, ao mesmo tempo em que não há benefício comprovado por estudos da ingestão da placenta, existem riscos reais no consumo do órgão, como a contaminação da placenta por micro-organismos depois do parto.
 
Além disso, diz, no processo de cozimento as proteínas se perderiam. "Muitos mamíferos comem a própria placenta por instinto. Estudos indicam que os motivos podem ser vários: porque estão famintos depois do trabalho de parto, para reduzir o odor e não atrair predadores ou para diminuir a dor [a ingestão da placenta poderia ter um efeito anestésico]", explica o médico. "Mas o que é natural não é sempre saudável. Alguns mamíferos também matam o marido, outros comem os filhos. Não é preciso copiá-los."
 
Folhaonline