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terça-feira, 4 de novembro de 2014

MPF quer que bolsa seja paga diretamente a médicos cubanos

O Ministério Público Federal (MPF) quer que o governo pague diretamente aos médicos cubanos a bolsa de R$ 10 mil pela atuação no Programa Mais Médicos
 
Na manifestação, emitida em ação civil pública e em ação popular que tramitam na Justiça Federal, o MPF defende que o acordo entre o governo brasileiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Cuba, ainda coloca os cofres públicos “sob risco de prejuízos incalculáveis”, pois o destino dos recursos empregados no projeto e repassados à Opas é desconhecido.
 
Pelo acordo, o Brasil paga pela atuação dos médicos cubanos à Opas, esta repassa os valores ao governo cubano e é este quem paga aos médicos um valor que é inferior ao pago as médicos de outras nacionalidades que atuam no programa. Segundo apurou o MPF, foi verificado, por meio de um contrato com um médico cubano, que o valor repassado a estes profissionais é 1 mil dólares (cerca de R$ 2,5 mil), enquanto o governo brasileiro repassa R$ 10 mil por profissional para a Opas.
 
O Ministério Público destaca, em uma das ações, que cerca de R$ 510 milhões foram gastos com o Programa Mais Médicos para a vinda dos médicos de Cuba somente em 2013, “mas não se sabe como exatamente esse montante foi aplicado”.  A procuradora da República, Luciana Loureiro, que assina as ações, diz que a falta de conhecimento preciso da União sobre as remunerações exatas pagas pela Opas e pelo governo cubano aos médicos intercambistas desse país "revela claro descontrole sobre o que efetivamente tem sido feito com o dinheiro brasileiro".
 
Segundo o MPF, nas ações em andamento na Justiça Federal, quando questionada sobre os termos firmados entre a Opas e o governo cubano e entre este e seus cidadãos, a União informou ter solicitado tais documentos e que a organização teria se recusado a fornecê-los, alegando proteção por cláusula de confidencialidade.
 
As ações são de outubro, mas o MPF só divulgou ontem (3) as informações.
 
O Ministério da Saúde defende que o modelo adotado com os profissionais cubanos é usado por mais de 50 países que têm o mesmo tipo de parceria.
 
O Programa Mais Médicos tem mais de 14 mil médicos atuando nas regiões carentes desses profissionais. Do total, cerca de 80% são cubanos.
 
Agência Brasil

Entenda as consequências que cada tipo de sapato pode causar na sua saúde

Técnico em baropometria (análise do caminhar) ressalta pontos que devem ser considerados na escolha do sapato
 
Com as temperaturas mais quentes chegando, as mulheres tendem a tirar as sandálias do guarda-roupa e começarem a usar sapatos mais abertos. Mas usar continuamente saltos finos e altos pode causar o encurtamento das fibras e dos músculos das panturrilhas, explica o técnico em baropometria (análise do caminhar) Jefferson Selaimen Machado.
 
Entre as consequências que o uso frequente dos saltos pode trazer, indica o especialista, estão as deformidades nos joelhos e nos dedos do pé, os problemas de postura e as dores. Se o uso do salto for inevitável, a recomendação é optar pelos calçados largos e quadrados, tanto na parte anterior quanto a posterior, ou usar plataformas, além de revezar com um salto mais baixo.
 
Confira os cuidados com cada tipo de sapato:
 
Anabela: deve-se observar a largura da base do calçado, pois, se for muito estreito, existe a possibilidade de uma torção do pé. É importante verificar a diferença entre o calcanhar e a parte da frente do pé em razão da altura do salto. Quando a altura for superior a quatro centímetros, o pé não deve escorregar para frente, pois as tiras da sandália irão formar uma pressão no pé, diminuindo a circulação sanguínea. Soluções: adotar o uso de uma palmilha em gel no apoio da ponta dos dedos para dar absorção de impacto e firmeza ao pé, evitando o deslocamento para frente.
 
Boneca: este perfil proporciona um apoio no peito do pé, em geral, regulado por uma fivela, o que permite o uso em pés finos e mais espessos. Caso o pé se movimente, pode gerar pressão na tira da fivela e isso pode ser ajustado com o uso de uma palmilha específica para cada pé.

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Peep-toe: neste tipo, a parte que segura o calçado é a gáspea, que circunda os dedos. Cuidado: quando utilizado por pés muito finos, podem ultrapassar a base que dá firmeza e, assim, impulsionando os dedos para frente. Solução: uso de uma palmilha chamada “meia pata”, com a finalidade de absorção de impacto no apoio das cabeças metatarsianas. Isso irá proporcionar mais conforto e equilíbrio.
 
Plataforma: aplicam-se as mesmas recomendações do tipo Anabela. Detalhe: na plataforma, devemos ter o cuidado com o bico do sapato, pois deve ser em curva para facilitar o “balanço” do pé e tornar o caminhar mais suave.
 
Rasteirinha: por ser muito baixo e com a sola muito fina, provoca um alongamento na musculatura e nos tendões, ocasionando dores nas pernas. Para os pés que têm tendência de pisada para dentro ou para fora isso é um agravante, pois o pé sai da sua posição normal dentro do calçado. Em certos casos, chega a deslocar o calcanhar para fora da base, gerando calos ou dores localizadas na região do calcâneo. É bom observar que normalmente esse tipo tem uma estrutura mais rígida. Solução: evitar o uso diário ou por período prolongado, além de fazer alongamentos com frequência.
 
Sapatilha: seu uso frequente requer a necessidade de alongamento. É um calçado fácil de colocar no pé e prática utilização no dia a dia. Por ter a gáspea mais elevada, permite a utilização de palmilhas. Por outro lado, por ser rasteiro, não é indicada a utilização por período prolongado.
 
Scarpin: é recomendado que a parte traseira, área que acomoda o calcanhar, seja mais fechada para dar maior firmeza no caminhar. Há limitações para ajustes com palmilha, pois os calçados fabricados em grande escala não comportam o uso desse acessório que, em geral, têm entre cinco e seis milímetros de altura.
 
Stiletto: é importante observar que este tipo exige um ótimo tônus muscular para manter o equilíbrio corporal, em razão do salto. Caso contrário, há uma facilidade de torção, devido ao fato de limitar a área de contato com o solo. Há dificuldade de ajuste com palmilha personalizada.
 
Salto com bico fechado: é um sapato elegante, porém, requer um cuidado: quando o pé escorrega para frente, pode provocar vários tipos de dores, até mesmo o joanete. Se o pé escapar do calcanhar, poderá provocar bolhas pelo atrito gerado na região do calcâneo. É um calçado mais difícil de ser ajustado com o uso de palmilhas por ser muito “decotado” e, ao mesmo tempo, tem menos espaço para colocação de uma palmilha.
 
Zero Hora

Reclamações contra planos que negam atendimento crescem 440% em quatro anos

Em 2013, ANS registrou 72 mil queixas de clientes que não conseguiram autorização para realizar procedimentos médicos
 
O número de negativas de atendimento por planos de saúde comunicadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quintuplicou nos últimos quatro anos. No ano passado, o órgão recebeu a notificação de mais de 72 mil casos de clientes de convênios médicos (média de 8 casos por hora) que não conseguiram aval para procedimentos. Em 2010, o número de negativas comunicadas à ANS foi de pouco mais de 13 mil. A alta no período foi de 440%.

Uma das recusas registradas em 2013 foi a do corretor de seguros Sandro Bove, de 44 anos. Após mais de duas décadas tentando emagrecer com dietas e medicamentos, ele decidiu, em outubro do ano passado, que era hora de fazer a cirurgia bariátrica. Na ocasião, o paciente já havia ultrapassado os 120 quilos e desenvolvido hipertensão, apneia do sono e dores nas articulações.

O que Bove não esperava é que sua maior tensão não seria por causa do processo complexo da cirurgia, mas, sim, pela recusa do plano de saúde em custear a operação.

— Sou cliente desde 1995 e pago R$ 1 mil por mês. Quando realmente precisei, eles parecem nem ter olhado o pedido médico, já bateram o carimbo de negado — contou o cliente da SulAmérica.
 
Para André Longo, diretor-presidente da ANS, duas questões ajudam a explicar o crescimento de negativas por parte dos planos.

— Por um lado, o cidadão está buscando mais os seus direitos e reclamando mais para a agência. Hoje em dia já estamos recebendo mais queixas do que todos os Procons do país. Por outro lado, o número de beneficiários de planos vem aumentando e algumas operadoras têm dificuldades de acompanhar essa demanda — explicou Longo, que também cita as regras criadas em 2011 pela agência que definiram prazos máximos para atendimento.

— Mais de um terço das reclamações por negativas de cobertura se refere aos prazos descumpridos — acrescentou.

Mesmo considerando o aumento no número de beneficiários no período analisado, as negativas também cresceram proporcionalmente. Em 2010, quando o país tinha 45,1 milhões de beneficiários de convênios médicos, a média foi de uma negativa para cada 3.365 clientes. Em 2013, quando o número de clientes de planos passou para 50,5 milhões de pessoas, a proporção de recusas de atendimento foi de uma para cada 697 beneficiários.

— As pessoas estão conhecendo melhor os canais de reclamação, mas não se pode negar que as operadoras estão tentando diminuir o acesso aos tratamentos para reduzir custos — disse Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

— As operadoras já orientam médicos a minimizarem a demanda por exames e outros procedimentos. Quando os profissionais não acatam isso, eles tentam negar a cobertura — salientou Oliveira.

Justiça 
No caso de Bove, a cirurgia bariátrica só foi autorizada após o paciente entrar com uma ação na Justiça. Para isso, porém, teve de gastar cerca de R$ 8 mil com advogados.

— O que mais me revoltou foi que passei semanas fazendo exames para entregar o dossiê detalhado ao plano, explicando a necessidade da cirurgia. Quando deu dois dias que eu tinha entregue a documentação, eles já deram o retorno da recusa. Parece que negam sem ter razão e acabam sendo beneficiados nos casos em que o cliente não sabe que pode entrar na Justiça — relatou.

A SulAmérica afirma que negou a cirurgia porque o Índice de Massa Corpórea do paciente não atendia norma que estabelece a necessidade da cirurgia, mas ressaltou que "cumpre todas as ações judiciais".

Especialista em direito à saúde, a advogada Renata Vilhena Silva conta que o número de clientes que buscam o escritório tentando reverter na Justiça a negativa de cobertura cresce, em média, 30% ao ano.

— Temos 80 novos processos por mês e o juiz dá parecer favorável ao paciente em 95% dos casos — afirmou.

Para o gerente do Idec, a operadora só pode negar cobertura de um atendimento quando há desrespeito ao período de carência.

— Mesmo quando um procedimento não estava previsto no contrato, o juiz pode entender que o cliente tem direito porque a cláusula do contrato era limitadora e abusiva, o que fere o Código de Defesa do Consumidor — disse Oliveira.

Estadão Conteúdo

Restaurantes terão que divulgar tabela nutricional

Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia
Opções  saudáveis nem sempre são as preferidas de
quem frequenta restaurantes. Informações nutricionais
 estimulariam melhores escolhas
Objetivo de Projeto de Lei é evitar a obesidade e proteger quem tem alergias
 
Rio - Restaurantes e lanchonetes de todo o Brasil poderão ser obrigados a fornecer informações nutricionais dos alimentos aos consumidores. O objetivo é conscientizar a população em geral, prevenir doenças como a obesidade e também proteger pessoas com restrições alimentares, como os alérgicos. A proposta é do Projeto de Lei 498/2011, que tramita no Senado.        
 
Segundo o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor do projeto, a intenção é garantir o direito de escolha do consumidor e prevenir futuras doenças ligadas a maus hábitos alimentares. “Se o cidadão não quer ou não pode ingerir determinados nutrientes, ele precisa saber se eles estão naquele prato”, defende.
                      
As informações que vão estar disponíveis ao cliente ainda não foram determinadas. O senador explica que, se o projeto for aprovado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será responsável por regulamentar quais serão esses dados e onde eles vão estar dentro do estabelecimento.
                      
Para Thaianna Velasco, nutricionista da Clínica Helena Costa, a mudança só terá pontos positivos. “Grande parte da população não sabe o que são carboidratos, proteínas e gordura. Ter acesso ao teor da comida que você ingere na rua só traria benefícios”, analisa.
                      
Ainda na opinião dela, algumas substâncias precisam estar na lista: lactose, sódio, açúcar, gordura e proteína. Em excesso, causam doenças graves e crises de alergia. Em relação ao lugar em que a tabela vai estar, ela defende que seja o mais próximo possível do alimento, para que de fato as pessoas leiam e se conscientizem.
 
Mitos vão perder força                     
Quando a lei entrar em vigor, a especialista afirma, alguns mitos perderão força e hábitos vão mudar aos poucos. “Todo mundo acha que o queijo minas é light, por exemplo. Não é bem assim. Ele tem gordura e muitos apostam que não. A carne vermelha seria motivo de susto. O percentual de gordura é alto e a maioria consome de forma exagerada,” explica.
 
O projeto está na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Se aprovado, irá para a Câmara dos Deputados, e, por fim, para a sanção da Presidência da República. Valadares acredita que o texto não vai ser vetado, já que se trata de Saúde.
 
O Dia               

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Está com dor de garganta? veja o que fazer para amenizar o problema

Quando o clima fica seco ou a temperatura começa a cair, o resfriado e a consequente dor de garganta, dois dos problemas mais comuns nessas ocasiões, acabam vindo à tona
 
O problema é que na maioria das vezes as pessoas não estão preparadas para lidar com esse tipo situação de modo efetivo, pelo que, muitas acabam optando por aguardar até que os sintomas se dispersem naturalmente.
 
Felizmente, no entanto, existem algumas medidas que podem ser adotadas por aqueles que querem amenizar os incômodos sintomas.
 
A seguir, por exemplo, listamos algumas delas. Veja!
 
1. Uso de menta para alívio da dor de garganta
A menta auxilia no aumento da produção de saliva, proporcionando uma sensação de frescor, causando alívio dos sintomas.
 
Vale ressaltar aqui, que em determinados casos a sensação de frescor proporcionado também pode agravar o quadro, por isso, a dica é avaliar atentamente a reação provocada e suspender o uso da menta em caso de aumento da irritação.
 
2. O própolis age no alívio da dor de garganta
O própolis é uma substância que proporciona alívio aos sintomas decorrentes de inflamações, no entanto, é preciso ficar atento à composição do mesmo, produtos à base de própolis que possuem álcool em sua composição podem acabar irritando ainda mais a garganta.
 
3. Gengibre também auxilia no alívio do problema
Apesar de a raiz de gengibre se mostrar poderosa em sua ação anti-inflamatória, é preciso esclarecer que ela apenas proporciona alívio esporádico aos sintomas, não acabando efetivamente com o problema (na maioria dos casos).
 
Em todo caso, se a intenção é um alívio temporário, o consumo de chás à base da raiz é naturalmente recomendável, assim como o consumo das famosas balinhas doces de gengibre.
 
4. Chás para dores de garganta podem funcionar
O consumo de chás tende a ser fundamental para o tratamento principalmente por causa da água. Além disso, os chás feitos à base de gengibre ou alho ajudam na redução do inchaço.
 
A precaução que se deve ter diz respeito à temperatura do mesmo na hora da ingestão, quando muito quente ele pode acabar agravando a irritabilidade da garganta.
 
5. Frutas cítricas
As frutas cítricas são ricas em vitamina C, sendo também anti-inflamatórias e antioxidantes. Apesar de não existir nenhum estudo capaz de comprovar a eficácia desse tipo de fruta na cura efetiva do problema, elas proporcionam aumento na salivação, o que aumenta a lubrificação das cordas vocais.
 
6. Hexamidina em spray
Medicamento à base de hexamidina e que possui efeito analgésico. Ele traz alívio apenas enquanto o paciente está sob efeito dos componentes presentes no mesmo. Contudo, é preciso cuidado com o seu uso
 
O fato dele anestesiar a garganta por determinado período pode acabar levando a pessoa a forçar a garganta involuntariamente, prejudicando assim o quadro. Diante disso, recomenda-se o uso moderado do produto.
 
7. Misturas caseiras para dores de garganta
O ditado que diz que “de médico e louco, todo mundo tem um pouco”, faz todo sentido. Afinal, a maioria das famílias tem aquela pessoa que sempre tá recomendando um produto natural à base de própolis mel e gengibre para os problemas mais comuns da garganta.
 
Essas misturinhas caseiras prometem curar rapidamente a dor, mas de acordo com especialistas, essas misturas de anti-inflamatórios não necessariamente resultam na cura.
 
Eles ressaltam, no entanto, que no caso do própolis, mel e gengibre, elas também não tendem a ser prejudiciais, podendo contribuir de alguma forma com a solução do problema.
 
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Obs.: jamais use qualquer medicamento sem autorização do seu médico.