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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Bactéria presente em 60% da população pode causar câncer de estômago

Esse tipo de tumor maligno é o terceiro mais frequente nos homens, o quinto nas mulheres e responsável por 700 mil mortes anuais no mundo
 
Belo Horizonte — Em 1984, os médicos australianos Robin Warren e Barry Marshall publicaram a versão completa do estudo em que descreveram uma bactéria capaz de sobreviver à acidez do suco gástrico, de infectar a mucosa do estômago e causar inflamações.
 
A Helicobacter pylori, popularmente conhecida como H. pylori, já atingia a população há milhares de anos. Por “reescreverem” a literatura científica no que diz respeito à causa de úlceras gástricas e gastrites, os pesquisadores ganharam o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2005. Trinta anos depois da descoberta histórica, a bactéria transmitida por água e alimentos contaminados continua causando doenças gástricas, entre elas, o câncer de estômago.
 
Esse tipo de tumor maligno é o terceiro mais frequente nos homens, o quinto nas mulheres e responsável por 700 mil mortes anuais no mundo. Todos os anos, são descobertos no Brasil 20 mil casos, uma incidência considerada moderada pelos especialistas. Países com alta incidência desse câncer, como Japão e Coreia do Sul, recentemente consideraram a infecção pelo H. pylori um problema de saúde pública e criaram programas de tratamento em toda a população infectada com o propósito de reduzir ocorrências futuras.

Mas, segundo o presidente do Núcleo Brasileiro para Estudo da Helicobacter pylori, Luiz Gonzaga Vaz Coelho, não só a bactéria causa o câncer. “Ela é um fator necessário para o desenvolvimento do câncer, não a causa”, alerta o também professor titular da Faculdade de Medicina e chefe do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas, ambos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo o especialista, também estão envolvidos fatores ambientais, como alimentação, e hereditários. “A simples presença da bactéria no organismo não é suficiente para o desenvolvimento da doença”, explica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos de câncer gástrico poderiam ser evitados com a erradicação da bactéria. Essa é a razão pela qual a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), da OMS, classificou a H. pylori como um carcinógeno classe I para o câncer de estômago. Isso quer dizer que o micro-organismo está na mesma categoria do tabagismo para o câncer de pulmão e do trato respiratório e dos vírus da hepatite B e C para o câncer do fígado.

Como qualquer bactéria com transmissão fecal-oral, por meio da ingestão de alimentos e água contaminados, os casos de H. pylori são mais comuns em países em desenvolvimento, com saneamento deficiente. No estômago humano, a bactéria causa uma inflamação. Segundo Luiz Gonzaga, a imensa maioria das pessoas fica por toda a vida com o micro-organismo sem ter nenhum tipo de problema. “Entretanto, cerca de 10% desenvolvem os sintomas da gastrite, como a dor no estômago, ou ainda mais graves, como os da úlcera gástrica. Um percentual ainda menor, menos de 1%, pode desenvolver o câncer de estômago”, explica o especialista. A maioria das pessoas se contamina antes dos 10 anos de idade.

Correio Braziliense

Doença celíaca faz hóstias de baixo glúten tornarem-se mais comuns em igrejas dos EUA

Tendência vem beneficiando fiéis que não conseguem digerir as hóstias tradicionais, devido à presença de glúten em sua composição
 
Cleveland — Recentemente, Rachel Rieger se viu diagnosticada com a doença celíaca, o que a levaria a eliminar o glúten de sua dieta e interromper o consumo da hóstia à base de trigo da comunhão, algo fundamental para a sua fé católica. No entanto, a jovem de 23 anos ficou emocionada quando o seu padre em Cleveland, no estado de Ohio, lhe disse que a igreja permitiria o uso de uma hóstia de baixo glúten, num movimento que tem se multiplicado pelos EUA.
 
Consideradas seguras para pessoas que sofrem danos no seu intestino delgado caso comam a proteína do glúten, presente no trigo, cevada e centeio, as hóstias especiais estão se tornando disponíveis em diversas igrejas americanas, com líderes religiosos respondendo ao aumento da prevalência de pessoas com intolerância à proteína, e com fabricantes cada vez mais de olho neste mercado.
 
Os pesquisadores dizem que a doença celíaca é agora quatro vezes mais comum do que era há 60 anos, embora aproximadamente uma em cada cem pessoas que a têm não são diagnosticadas. A desordem auto-imune pode causar dor de estômago grave, perda de peso e fadiga.
 
A irmã Lynn D'Souza passou vários anos ajudando a criar uma receita para hóstia de baixo glúten feitas pelas Irmãs Beneditinas da Adoração Perpétua em Clyde, Missouri, depois de ouvir de fiéis que não poderiam mais receber a comunhão, devido à sua sensibilidade ao trigo.
 
Assim, desde que as freiras começaram a produção das suas hóstias especiais, há quase 11 anos, as vendas do produto têm disparado. Tanto que, este ano, elas estimam vender o equivalente a cerca US$ 150 mil em hóstias, um aumento de cinco vezes frente aos US$ 30 em vendas em 2007, disse a irmã.
 
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— Nós continuamos a obter novos clientes a cada semana, se não todos os dias — afirmou.
 
O Globo

Sono ruim, mau humor e vontade excessiva de ir ao banheiro podem ser sinais de dependência do álcool

Especialistas listam sintomas de quem está exagerando na bebida alcoólica
 
Beber uma cervejinha, um vinho e até mesmo um drink após o expediente e aos finais de semana pode parecer normal para algumas pessoas, mas, mesmo quem está habituado a beber, pode não saber quando a quantidade ingerida já está fora de limites.

Mas como saber se você está passando dos limites? Especialistas consultados pelo site britânico DailyMail mostra quais são os principais sintomas de quem está começando a se tornar dependentes do álcool.
 
Veja a seguir!
 
Ir muito ao banheiro durante a noite 
O cirurgião urológico Rizwan Hamid afirma que acordar várias vezes durante a noite para ir ao banheiro pode ser um sinal de que você está bebendo mais álcool do que seu corpo pode aguentar. Segundo ele, naturalmente, o corpo produz um hormônio antidiurético que envia sinais aos rins para eles tornarem a urina mais concentrada.

— Durante a noite produzimos mais quantidade desse hormônio e, por isso, não precisamos ir ao banheiro. Mas quem ingere mais álcool acaba diminuindo a quantidade desse hormônio no organismo.
 
Mau humor e pouca memória 
Muitas pessoas bebem álcool para conseguirem pegar no nosso mais rapidamente, mas, de acordo com o diretor clínico da Escola do Sono de Londres, a bebida fragmenta os ciclos do sono e deixa as pessoas mais cansadas ao longo do dia.

— O álcool libera açúcares e outras substâncias que nos fazem despertar mais. Ele também impede que entremos na parte mais ativa do nosso sono, fase que ajuda a melhorar nosso humor e memória.
 
Olhos secos ao acordar 
Rob Scott, oftalmologista do Hospital de Birminghan, na Inglaterra, afirma que o excesso da bebida pode deixar os olhos mais secos. Segundo ela, o álcool desidrata o corpo inteiro e, assim, acaba com a lubrificação natural dos olhos.

— Seus olhos se tornam mais secos quando você bebe. Então, se você estiver com esse sintoma, veja se a bebida não é a culpada.
 
Sono ruim   
O consumo excessivo de bebida alcoólica pode fazer com que seu cérebro “esqueça”  a melhor maneira de dormir. De acordo com o Médico Meadows, cerca de 60% dos alcoólatras sofrem com insônia.

— Esses pacientes fica pouco tempo no sono de ondas curtas e na parte mais ativa do sono. Curiosamente, mesmo que a pessoa pare de beber, esses padrões de sono podem continuar por um bom tempo.
 
Problemas digestivos 
O gastroenterologista David Sanders afirma que ter muito problema digestivo também pode ser um sinal de que você está passando dos limites.

— Se suas fezes “boiam” no vaso, há uma chance de que seu fígado não está processando gordura corretamente. E como a bebida afeta diretamente o órgão, ela pode ser uma possível causa.
 
Ansiedade para beber 
Se você passa o dia pensando em beber no fim do expediente, você pode estar com um problema mais grave. De acordo com a psiquiatra do Hospital Priory, em Londres, beber após um dia conturbado não é um problema, mas a partir do momento em que você gasta um tempo do seu dia para pensar na bebida, você deve prestar atenção.

— Usar o álcool como “remédio” para tristeza ou estresse pode piorar as coisas, já que o álcool funciona como um depressor natural.

R7

Suspenso prazo para adequação do registro de radiofármacos

A Anvisa publicou, na última terça-feira (23/12), a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº70/2014, que trata sobre a suspensão do prazo para adequação do registro de radiofármacos – medicamentos com finalidade diagnóstica ou terapêutica produzidos a partir de substâncias radioativas e de uso restrito a hospitais e clínicas especializadas – estabelecido na RDC Nº 66/2011
 
A suspensão aplica-se aos radiofármacos comercializados dentro do prazo para adequação indicado na RDC 66, que é de três anos.
 
As empresas, radiofarmácias, clínicas e institutos produtores de radiofármacos têm o prazo de seis meses (180 dias) para protocolar pedido de registro junto à Anvisa.
 
A RDC Nº70/2014 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Confira também as outras normas relacionadas – RDC 66/2011, RDC Nº63/2009 e RDC Nº 64/2009.
 
Assessoria de Imprensa da ANVISA

Vai fazer uma viagem longa? Deixar de beber água pode provocar irritação e sonolência

Alongamento, água e saúde em dia são fundamentais para evitar complicações no período
 
Seja de avião, ônibus ou navio, as viagens de fim de ano podem se tornar mais longas e demoradas, principalmente pela grande quantidade de pessoas que resolvem passar as férias longe de casa.
 
Para garantir o bem-estar e a diversão do passeio é importante tomar alguns cuidados antes e durante o trajeto, como manter a hidratação e ter uma alimentação leve.  O clínico geral José Marcos Góis, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, da algumas dicas.
 
Veja a seguir!
 
De acordo com o médico, procure, mesmo que sentado, fazer movimentos com as pernas e rotacionar tornozelos para evitar inchaços e dores nas pernas.   

— Se puder, levante-se e faça alongamentos.
 
Outra dica é alimente-se com moderação.

— Não embarque com a barriga cheia ou com fome e evite refeições pesadas antes da viagem, desta forma você diminui os riscos de enjoo.
 
Góis ainda afirma que a hidratação também é fundamental em viagens longas. Segundo o especialista, o ideal é beber um copo de água a cada uma hora para evitar a desidratação, que causa irritação, sonolência. A água também ajuda a reduzir a pressão arterial.
 
Mantenha seus medicamentos habituais em um local de fácil acesso, como nécessaire, e informe para seus acompanhantes onde estão guardados. 

— Em casos de crises e dores, você terá facilidade para se medicar. Lembre-se que nenhum medicamento pode ser administrado sem orientação médica.
 
De acordo com o especialista, se você sofre com doenças como hipertensão ou diabetes, avise a equipe responsável pela viagem ou seus acompanhantes. 

— Caso você tenha alguma alteração, todos estarão preparados para eventuais emergência.
 
O clínico geral salienta que, se o período longe de casa for longo, é fundamental que um check-up preventivo seja realizado.

— Não corra riscos e aproveite os dias de descanso.

R7