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domingo, 19 de junho de 2011

Governo muda regras para tratamento da gripe suína

Médicos devem dar antiviral para pessoas do grupo de risco após os primeiros sintomas

Portadores de doenças crônicas que não tenham sido vacinados deverão também tomar o remédio quando tiverem contato com outra pessoa infectada

Diante da chegada do inverno e da tendência de aparecimento de novos casos de gripe H1N1, conhecida popularmente como suína, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação do uso do antiviral oseltamivir entre pacientes com a doença.

Agora, todos que apresentem fatores de risco devem tomar o remédio a partir do aparecimento dos primeiros sinais. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, diz que “essas pessoas não devem esperar os sintomas se agravarem ou a confirmação laboratorial”.

Além disso, qualquer pessoa que apresente sinais de síndrome respiratória aguda deve tomar a droga - independentemente de quando os primeiros sintomas apareceram.

Pela recomendação anterior, o início do tratamento somente era permitido até 48 horas contadas a partir dos primeiros sinais da infecção. Moradores de instituições fechadas (como asilos) e portadores de doenças crônicas que não tenham sido vacinados deverão também tomar o remédio quando tiverem contato com outra pessoa infectada.

Embora descarte a possibilidade de uma epidemia de gripe H1N1, Barbosa reconhece o risco de aparecimento de pequenos grupos com pessoas infectadas pelo vírus em pontos isolados do país. Neste ano, foram registrados dez casos graves no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (16), mais uma morte foi notificada no Estado, aumentando para quatro o número de casos fatais este ano. Além disso, outras 19 infecções foram identificadas no Acre, nenhum deles grave.

Barbosa diz que “houve casos isolados no Chile, México e Venezuela”.

– Não descartamos a possibilidade de que no Brasil haja pacientes com a infecção sem ser identificados.

A nova recomendação, feita depois de discussão com médicos especialistas, foi apresentada para representantes de Estados e municípios. Secretarias locais foram aconselhadas a fazer um levantamento dos estoques do remédio.

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