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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Série de pesquisas aponta lentidão para conter o avanço da obesidade

Em menos de uma geração, as taxas de obesidade infantil
 aumentaram drasticamente em todo o mundo
As crianças dos EUA, por exemplo, estão 5kg mais gordas do que as que viviam no país há 30 anos
 
Os passos rumo ao fim da obesidade no mundo estão curtos, até demais. Alguns poucos resultados positivos começam a surgir de políticas públicas implementadas em países a favor da alimentação equilibrada, mas não se sobrepõem à oferta de produtos altamente industrializados e açucarados.
 
Os dados sobre o tema foram divulgados ontem, em uma apresentação no 9º Encontro Anual da Pesquisa em Alimentação Saudável, em Baltimore, nos Estados Unidos; e também compõem uma série de artigos publicados na edição desta semana da revista científica The Lancet. Segundo cientistas, o progresso global para combater a obesidade tem sido “inaceitavelmente lento”, com apenas um em cada quatro países implementando programas nesses sentido.
 
Em menos de uma geração, as taxas de obesidade infantil aumentaram drasticamente em todo o mundo. Embora o problema tenha começado a se estabilizar em algumas cidades, nenhum país, até 2010, chegou a experimentar um declínio dele em toda a sua população. Crianças norte-americanas, por exemplo, pesam em média 5kg mais que 30 anos atrás, sendo que uma em cada três tem sobrepeso ou obesidade.

Por outro lado, em países de baixa e média rendas, o nanismo ainda afeta mais de um quinto das crianças com menos de 5 anos, ao mesmo tempo em que a obesidade cresce rapidamente. A situação cria uma sobrecarga nutricional duplicada, que pode afetar não só a mesma população, como o mesmo indivíduo: crianças mal-nutridas que não chegaram à altura esperada e pesam mais do que o ideal. Os cientistas destacam a importância de garantir um suprimento de alimentos que estimule o crescimento saudável sem causar a comercialização agressiva de produtos menos nutritivos e baratos.

“A subnutrição e a supernutrição realmente têm muitos gatilhos e soluções comuns. Por isso, é necessária uma política de nutrição integrada, que aborde essas duas questões em conjunto”, destaca Tim Lobstein, coautor da série e integrante da Federação Mundial de Obesidade. Para ele, as crianças com excesso de peso representam um investimento em vendas futuras para a indústria.
 
“A exposição repetida a alimentos altamente processados e a bebidas açucaradas durante a infância constrói preferências de gosto, fidelidade à marca e lucros elevados”, explica.
 
Os pesquisadores contabilizam para este ano o valor de impressionantes US $ 19 bilhões para o mercado global de alimentos infantis industrializados — acima dos US$ 13,7 bilhões em 2007.
 
Correio Braziliense

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