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terça-feira, 12 de maio de 2015

Saiba o que é e como evitar o glaucoma


Foto: ARZTSAMUI / Shutterstock
Doença não costuma apresentar sintomas
 
Enquanto algumas doenças manifestam os sintomas a tempo de o paciente iniciar um tratamento, outras se desenvolvem de maneira sorrateira, causando danos irreversíveis antes mesmo de o paciente identificar algum sintoma. O glaucoma, por exemplo, faz parte desse grupo.
 
De acordo com a oftalmologista Camila Ray, do Hospital do Coração, a doença é a principal causa de cegueira irreversível no país - com mais de um milhão de casos registrados - justamente por ser progressiva e silenciosa.
 
Doença que já atinge cerca de 2% dos brasileiros acima do 40 anos de idade, o glaucoma se manifesta por meio de lesões do nervo ótico, principalmente em função de um aumento da pressão intraocular. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), existem aproximadamente 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, e a cada ano surgem mais 2,4 milhões de novos portadores da doença.
 
— Em geral a doença costuma aparecer a partir dos 40 anos, mas pode ocorrer mais cedo, caso a pessoa sofra, por exemplo, algum dano capaz de provocar essa mesma elevação de pressão na parte interna dos olhos — afirma Camila.
 
No início muitas pessoas só conseguem notar a doença quando o problema atinge estado crítico, com a perda da visão periférica. Depois disso, o paciente pode ficar cego, caso não conte com nenhum tipo de tratamento. A oftalmologista do Hospital do Coração diz que em casos de glaucoma agudo - outro tipo da doença - o paciente costuma sentir fortes dores de cabeça, fotofobia, enjoo e dor ocular intensa.

O diagnóstico precoce da doença só pode ser obtido por meio de exames oftalmológicos de rotina. Por isso, o recomendado é que pessoas a partir dos 35 anos já procurem um oftalmologista para fazer check-ups regulares. Diabéticos, pessoas negras com mais de 30 anos de idade, usuários de corticoides, míopes, pacientes que já sofreram alguma lesão ocular e indivíduos com pressão intraocular elevada também fazem parte deste grupo de risco.

— O histórico familiar também é muito importante para o diagnóstico da doença. Afinal, cerca de 6% das pessoas com glaucoma têm ou já tiveram algum outro caso na família — alerta Camila.

Em um primeiro momento, o tratamento da doença é clínico, à base de colírios, ou com medicamentos de via oral. Para pacientes em casos mais sérios a recomendação é tratamento cirúrgico.

A oftalmologista afirma que é importante ficar atendo aos sintomas e, caso a doença apareça, é imprescindível consultar um especialista para iniciar um tratamento o mais rápido possível.

Zero Hora

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