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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Doença de criança não é brincadeira: conheça os sintomas das enfermidades mais comuns

Foto: Getty Images
Vacinação é a melhor forma de se prevenir e pode ser feita até na vida adulta
 
As crianças são muito mais suscetíveis às doenças infectocontagiosas, como a catapora e o sarampo, por exemplo, por não terem ainda sistema imunológico totalmente desenvolvido. E é por se desenvolverem exatamente nesta fase, quando o  sistema de defesa ainda não é capaz de combatê-las, que são chamadas de "doenças da infância".

A maior parte dessas doenças está sob controle no Brasil, e, por isso mesmo, jovens médicos às vezes nem sabem do que se trata e não chegam a um diagnóstico correto. É importante conhecer os sintomas e estar preparado caso elas apareçam. Confira, na galeria, as principais características dessas doenças de criança, segundo a Fundação Oswaldo Cruz.
 
Catapora
Também chamada de varicela, a catapora é uma doença muito contagiosa causada por um vírus chamado Varicela Zoster. Essa doença é uma das mais comuns na infância, principalmente porque só se pega catapora uma vez. A principal característica é deixar o corpo coberto de pintinhas vermelhas, essas pintinhas começam no tronco da criança, espalhando-se rapidamente para o rosto, braços e pernas podendo se espalhar para dentro da boca, do nariz, das orelhas e de outros orifícios do corpo da criança.

Depois de um tempo as pintinhas vermelhas se transformam em pequenas bolhas de água que, quando começam a cicatrizar de 4 a 5 dias, formam ‘casquinhas’ e caem. Quando estas pequenas feridas são coçadas infeccionam e deixam na pele cicatrizes permanentes, isto é, não somem jamais. Além disso, a criança tem febre alta, bastante coceira na pele, cansaço, cefaléia e perda de apetite.
 
Uma criança pode pegar catapora se estiver no mesmo local que outra criança infectada. O vírus, presente na saliva, se espalha quando a criança infectada tosse e espirra. Também pode-se contrair a doença através do contato direto com a criança infectada, geralmente através da secreção das bolhas. 
 
Uma criança com catapora pode espalhar a doença para outras 1 a 2 dias antes do surgimento da erupção, ou até que todas as bolhas tenham secado, possivelmente depois de 10 dias. Não existe um remédio específico para tratar a catapora. O que se deve fazer é repousar, ingerir bastante líquido e principalmente, evitar coçar as feridas para não infeccionar. A recuperação dura de 7 a 10 dias. A catapora pode ser prevenida com a vacina ‘Varicela’.
 
Caxumba
A caxumba também chamada de papeira ou parotidite é uma infecção viral das glândulas salivares, sublinguais ou submandibulares. Os sintomas costumam surgir de 12 a 25 dias após o contágio. As glândulas ficam inchadas, podendo-se perceber pelo pescoço logo abaixo da orelha, e doloridas. Também causa dor de cabeça, dores musculares, fraqueza, febre, calafrios e dor ao mastigar ou engolir.
 
Nos meninos, pode ocorrer orquite, isto é inflamação do testículo e em casos femininos, a ooforite, isto é, inflamação dos ovários. A seqüelas podem ser diminuição da capacidade auditiva e esterilidade.
 
A caxumba é transmitida pelo contato direto com secreções (saliva ou espirro) da pessoa infectada. O indivíduo infectado não deve exercer atividades escolares e nem trabalhar pelo período de nove dias após o início da doença. Ocorre usualmente sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças sendo mais severa nos adultos, é uma doença que ocorre mais no período do inverno e primavera. 
 
A caxumba não tem tratamento, o próprio organismo se encarrega de resolver a infecção. O tratamento é para aliviar os sintomas com o uso de analgésicos e repouso. A prevenção para não pegar caxumba é a vacina tríplice viral, que deve ser administrada aos 15 meses de idade.
 
Coqueluche 
A coqueluche é uma doença infecto-contagiosa que ataca o aparelho respiratório. É uma doença bacteriana causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença inicia-se com leves sintomas que surgem de 7 a 14 dias após o contágio, que podem ser confundidos com uma gripe, como  febre baixa, coriza, mal estar e uma tosse seca.
 
Com o passar do tempo a tosse vai ficando mais intensa e repetitiva seguida de período de calma. Quando a tosse está muito intensa o doente chega a sentir falta de ar, ficando com o rosto vermelho e até mesmo azulado. A tosse é seguida por um som de guincho específico e vômitos. Isto dura cerca de duas semanas até ir diminuindo gradativamente.
 
A doença é transmitida por contato direto com secreção de indivíduo doente como gotas de saliva lançadas ao ar ou por objetos contaminados. É uma doença que tem risco para criança abaixo de 6 meses de vida pois podem apresentar complicações tais como: convulsões, alterações neurológicas, desidratação e até morte.   
 
A doença dura aproximadamente 30 dias. A prevenção contra a coqueluche é através da vacina Tríplice Viral que deverá ser administrada em crianças de dois meses até quatro anos e onze meses. Já está em vigor no Brasil a orientação de que gestantes, a partir da 27 ª semana, devem tomar a vacina contra coqueluche para proteger os bebês desde o nascimento.
 
Meningite 
A meningite é uma inflamação das membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central localizado no cérebro que recebem o nome de ‘meninges’. A meningite é uma doença que tanto pode ser causada tanto por vírus quanto por bactéria, sendo esta a mais comum.
 
O período de incubação da meningite é de 2 a 10 dias e evolui em 3 etapas tais como: nasofaríngea, septicêmica e meningítica. A criança com meningite tem febre, rigidez na nuca, fortes dores de cabeça, vômito, mal estar, calafrios, dores musculares, confusão mental e etc. Estes sintomas variam de acordo com a fase da doença. 
 
A transmissão é feita pelo contato direto com a criança infectada através das secreções expelidas no ar ou de pequenas gotas de saliva lançadas no ato de falar, tossir ou espirrar. A meningite dura cerca de 20 dias e pode deixar sequelas. 
 
A forma de prevenção da meningite é através da vacina ‘anti HIB’ e evitar estar com crianças pequenas em lugares que tenham aglomerações de pessoas e ambientes abafados, evitar fazer visitas a hospitais.
 
Poliomielite 
A poliomielite também chamada de paralisia infantil, pólio ou ainda doença de Heine-Medin é uma infecção viral aguda causada por um dos três poliovírus existentes. É uma doença contagiosa, que ataca o sistema neurológico afetando o corpo inteiro podendo causar paralisia dos movimentos musculares.

É caracterizada clinicamente por paralisias resultantes do comprometimento do neurônio motor periférico, de tipo infeccioso, causadas por vírus específicos.

Introduzido no organismo por diferentes vias, o vírus é eliminado pelas fezes. Uma criança pode pegar poliomielite pelo contato direto, isto é, tendo contato com outra criança infectada pela doença ou pelo contato indireto, por meio de água, alimentos, picadas de insetos e etc.

Uma vez no organismo, o vírus se prolifera na submucosa do intestino ou faringe alcançando logo após a corrente circulatória espalhando-se por todo o organismo. O período de incubação desta doença leva de 3 a 35 dias. Em geral a doença se manifesta próximo ao 10 dia após ter contraído o vírus.
 
A poliomielite em sua fase aguda onde já existe o comprometimento do sistema nervoso pode apresentar febre, dores de cabeça, dores de garganta, coriza, vômitos e às vezes rigidez de nuca. Não existe tratamento específico para combater o vírus da poliomielite. Como a maioria dos casos evolui para a cura completa, é importante manter o bom estado geral do paciente.

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa, portanto são necessárias medidas rigorosas de profilaxia. Sendo o vírus eliminado, sobretudo pelas fezes, deve-se, em caso de epidemias, evitar aglomerações de pessoas, comer vegetais crus e beber água que não seja tratada, deve-se também observar as medidas de higiene pessoal, reduzir ao mínimo as atividades físicas das crianças e usar seringas e agulhas descartáveis.

O vírus da poliomielite é um dos vírus mais resistentes sobrevivendo durante meses nas águas dos esgotos. A vacinação é o meio profilático mais eficiente contra esta doença, visto que desde 1960 quando começarão as campanhas de vacinação, a poliomielite deixou de ser uma das doenças causadoras de epidemias entre a população infantil. A vacina de prevenção para esta doença é a Sabin ou anti-pólio.
 
Rubéola
A rubéola  é uma doença causada por vírus e transmitida através do contato direto através de minúsculas gotas de saliva liberadas no ar ao tossir, espirrar ou falar, ou através da mãe para o feto através da circulação comum. Apresenta este nome pelo aspecto avermelhado ou rubro do paciente. É uma das poucas infecções virais que podem causar anormalidade fetais, no caso da gestante ter contato com a doença.

O paciente deve ficar isolado durante uns 10 dias após o aparecimento da erupção, visto que é uma doença contagiosa. O período de incubação é de 14 a 21 dias e logo após começam os sintomas tais como: febre alta, cefaleia, mal-estar, dor de garganta, aumento das glândulas perto do pescoço e ouvidos e pintinhas vermelhas na pele. A rubéola dura cerca de uma semana.    
 
Existe a chamada rubéola congênita, ou seja, transmitida da mãe para o feto pela circulação sanguínea, é a forma mais grave da doença porque pode provocar malformações congênitas como surdez e problemas visuais na criança. Também pode levar a parto de natimortos. Para a rubéola não há tratamento.

O médico pode apenas aliviar alguns sintomas como a febre e a cefaleia com medicamentos específicos. E, também é aconselhado que o paciente faça repouso. A rubéola é prevenida com a vacina Tríplice Viral  viral sendo eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 15 meses de vida. Mulheres que não tiveram a doença devem ser vacinadas antes de engravidar.
 
Sarampo 
O sarampo é uma Infecção viral facilmente transmitida de pessoa para pessoa, e, também é extremamente contagioso sendo muito comum na infância. É uma doença parecida com a catapora, pois também faz surgir bolinhas vermelhas pelo corpo e coceira.

No início a criança tem febre, tosse, olhos inchados e irritados em lugares muito iluminados, podendo surgir pequenas ínguas no pescoço. Com o passar das 24 horas os sintomas vão piorando com o desânimo e surgem diversas pintinhas vermelhas pela pele da cabeça para os pés.

Estas pintinhas ficam por um período de cinco a seis dias onde a criança passa para a fase de convalescença onde as manchas tornam-se escuras e começam a descamar.
 
Esta doença deve ser tratada com muito cuidado e com acompanhamento médico, pois podem surgir complicações tais como: pneumonias, encefalites, otites, diarreias e etc. A principal medida de prevenção do sarampo é a vacinação.

Deve ser aplicada uma dose da vacina anti-sarampo a partir dos nove meses, dose adicional a partir dos 12 meses, juntamente com o reforço da tríplice bacteriana (DTP) e da Sabin ou com a tríplice viral (sarampo. rubéola, caxumba — MMR).

O único tratamento para esta doença é repouso absoluto, e medicação prescrita pelo médico para alívio dos sintomas. O sarampo pode facilitar infecções bacterianas deverão ser tratadas com antibióticos adequados para o tipo da infecção ocorrida. O sarampo é uma doença que dura até duas semanas.
 
R7

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