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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) desmente boatos da internet

boatos blogInformações errôneas de todos os tipos circulam na internet. Por isso, antes de compartilhá-los é preciso atestar as informações e confirmar se a fonte de origem é segura

Para desmentir alguns dos boatos associados aos casos de microcefalia associados ao vírus Zika, a Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues, responde a alguns comentários deixados na página do Ministério da Saúde no Facebook.

Lembre-se: Compartilhe informações de fontes seguras!


Boato - “Muitas doenças começaram a surgir depois das múltiplas vacinas, parece até controle da população brasileira, pois aqui é o país do surto”
Carla Domingues - O Programa Nacional de Imunizações é um programa reconhecido nacional e internacional. Por mostrar, não só a segurança das vacinas ofertadas pelo SUS, como os resultados alcançados. Nós eliminamos a poliomielite e a rubéola do país, graças às vacinas que tem. Todas com segurança e eficácia comprovada. As vacinas ofertadas, não só pelo PNI, como pela rede particular, passam por um rigoroso processo de controle de qualidade. Desde as fábricas, no processo produtivo, até quando as vacinas são entregues ao Ministério da Saúde. Cada lote, antes de ser distribuído pela população, é ainda reatestado pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQS) que é um órgão independente que valida a segurança demonstrada pelos laboratórios.

Boato - “As vacinas vieram vencidas. É o que dizem, e eu acredito!”
CD - Isso não procede. Todas as vacinas vencidas são descartadas por ordem do Ministério da Saúde e da Anvisa. Portanto, utilizar uma vacina vencida é um crime contra saúde pública. O PNI, por sua história de sucesso, garante a qualidade e jamais usaria vacinas vencidas. Isso, ao invés de resolver os problemas de saúde, criaria outros.

Boato - “A microcefalia aconteceu porque as grávidas tomaram a vacina da rubéola”
CD - Isso é uma notícia falsa que circula na internet e que ao invés de esclarecer a população, causa ainda mais desinformação. A vacina de rubéola nunca foi aplicada em gestantes. Se for procurado nos manuais e relatórios no Ministério da Saúde, encontra-se que esta vacina é contra indicada. E o Brasil desde 2009 eliminou a rubéola do país, por isso, não há necessidade de uma campanha de vacinação fora do calendário normal. E não só a vacina de rubéola, mas qualquer uma com vírus atenuado (enfraquecido), não é indicada para grávidas, que só tomam vacina com vírus inativados (mortos). O ministério só recomenda imunização em gestantes com substâncias que os estudos comprovam a seguranças da mãe e do feto. Mesmo que a mulher não tenha tomado a vacina de rubéola antes de engravidar, ela deverá tomar no puerpério, após o nascimento da criança. E se ela foi imunizada pouco antes de engravidar ou se não sabia que estava grávida, não existe problema. Não foram comprovadas associação de defeito congênito no feto. O Ministério da Saúde sempre trabalha com cautela, por isso ela não é aplicada nas grávidas.

PNI
O Brasil conta atualmente com mais de 36 mil salas de vacinação espalhadas por todo território nacional, que aplicam por ano 300 mil imunobiológicos. Entre eles estão 27 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas, todos distribuídos gratuitamente com materiais seguros e de qualidade. Há ainda vacinas especiais para grupos em condições clínicas específicas, como portadores de HIV, disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

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