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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Parto prematuro? Evite cuidando da gengiva

Problemas como a periodontite, em que a gengiva fica gravemente inflamada, tendem a aumentar durante a gestaçãoO tratamento desse quadro pode ser feito com visitas regulares ao dentista, além de manter uma correta higiene bucal no dia a dia

Atenção com a saúde da gestante sempre é redobrada, e isso deve valer também para a saúde da boca. Problemas como a periodontite, em que a gengiva fica gravemente inflamada, tendem a aumentar durante a gestação, principalmente devido ao aumento dos hormônios, em que a progesterona e o estrógeno chegam a ficar cerca de 10 e 30 vezes maiores, respectivamente. Além disso, há maior vascularização local e os pequenos vasos sanguíneos da boca se tornam mais frágeis.

A inflamação severa na gengiva pode causar dores, sangramento e sensibilidade, mas o maior problema é que a doença pode prejudicar a formação do feto. A inflamação pode induzir a hiperirritabilidade da musculatura do útero, provocando contração e dilatação cervical, o que pode ser um gatilho para um parto prematuro.

“Há fortes evidências de que as mães com doença periodontal têm mais chances de ter filhos prematuros (abaixo de 37 semanas de gestação) e com baixo peso (inferiores a 2,5kg) e ainda desenvolver quadros de pré-eclâmpsia”, diz Rosana Possobon, coordenadora do Cepae (Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais).

No entanto, é bom lembrar que a gravidez não causa a doença periodontal e sim oferece condições para que a doença se agrave. Uma higienização inadequada associada ao fato de que mulheres grávidas costumam ter desejos alimentares malucos e uma certa impulsividade por comida faz com que o desenvolvimento de problemas gengivais fique ainda mais facilitado.

“Muitas gestantes diminuem a frequência de escovação nesta fase por causa de náuseas (algumas relatam que chegam a vomitar escovando os dentes) ou porque alegam que estão mais preocupadas com a saúde da criança do que com sua saúde oral”, diz Rosana.

Agende sua consulta
O ideal é marcar uma consulta preventiva antes da gestação, mas, se não for possível, a melhor época é o segundo trimestre (entre o quarto e o sexto mês). “Isso porque no primeiro trimestre o bebê está se formando e deve-se evitar o uso de medicamentos, e no terceiro trimestre, a mãe está numa mais ansiedade devido à aproximação do parto”, diz o cirurgião-dentista Mario Groisman. Se for necessário fazer radiografias também é melhor esperar o segundo trimestre. “Se forem essenciais, podem ser realizadas, desde que se utilize o avental de chumbo”, alerta o especialista.

Foto:  Elena Vasilchenko/Shutterstock  

Saúde Terra

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