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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Portugal: Diabetes vitima 23 mil

A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia.

A Câmara Municipal do Funchal associou-se à data que assinala o Dia Mundial da Diabetes (14 de Novembro) e vai manter, até o próximo Domingo,dia 20 ) a Praça do Município toda iluminada de azul, a cor que marca o evento e que corresponde à doença crónica que afecta na Madeira entre 22 a 23 mil pessoas.

A edilidade realizou ontem uma conferência de imprensa onde o vice-presidente, Bruno Pereira, disse que o Funchal faz questão de se associar, já desde 2008,a esta iniciativa da Federação Internacional da Diabetes.

O médico Silvestre Abreu, em representação da organização, aproveitou a ocasião para recordar que os números mais recentes apontam para 336 milhões de pessoas com diabetes em todo o Mundo. Para 2030, são previstos 552 milhões.

Tal como o secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, já disse numa iniciativa que decorreu no Funchal neste fim-de-semana, na Madeira, cerca de 10.9 % da população é diabética (no escalão etário entre os 20 e os 79 anos de idade).

O lema da Federação para este ano é o “ede educar para prevenir”. Só uma pessoa que é «educada é que irá prevenir a sua doença», sublinhou o médico.

Assim, aquele responsável lembrou que a diabetes depende muito dos hábitos alimentares e da prática da actividade física.

Silvestre Abreu elogiou o facto de a Câmara Municipal do Funchal, lpropiciar vários espaços aos seus munícipes para prática da actividade física.

«Por vezes, há cidades que não têm a atenção de planear condições para que as pessoas possam andar a pé e em segurança. E quanto a isso o município do Funchal e outros da Região têm tido uma atitude muito importante», referiu ainda o médico.

Mais cinco Câmaras da Madeira se associaram a esta iniciativa, nomeadamente Câmara de Lobos, São Vicente, Santana, Santa Cruz e Machico (esta última Autarquia pela primeira vez).

Doença surge cada vez mais cedo
Alimentação adequada, exercício físico regular e medicação, são três pilares de extrema importância para prevenir ou controlar a diabetes e evitar complicações futuras.

Foi esta a mensagem que a enfermeira Nizeta Maria Figueira levou ontem à tarde a cerca de meia centena de pessoas que se deslocaram à Biblioteca Municipal da Ribeira Brava que promoveu uma conferência, no âmbito do Dia Mundial da Diabetes.

Nizeta Figueira deixou o alerta para a problemática do número crescente de diabéticos e para a necessidade de formação, tanto por parte dos pacientes como dos familiares, por maior controlo da doença.

A família é uma mais-valia para o diabético que precisa do seu apoio, daí que também deva receber formação, nomeadamente em questões como a alimentação e a vigilância.

É que todas as aprendizagens sobre as questões da diabetes, proporcionam o conhecimento que vai permitir mais vigilância e uma melhor actuação nos momentos de crise, defendeu aquela profissional da saúde.

A diabetes é um problema de saúde que diz cada vez mais respeito a todas as pessoas, uma vez que já não é só uma doença de idosos e obesos; transformou-se numa epidemia e há cada vez mais o registo de pessoas jovens com diabetes, do tipo A, principalmente, com idade inferior a 30 anos e do Tipo dois, em pessoas com mais de 40 anos, mas que tem surgido cada vez mais cedo.

Adesão forte aos rastreios da diabetes
A adesão foi significativa. Maior que em anos anteriores. Isto mesmo foi confirmado por algumas das farmácias que ontem contactámos a propósito do primeiro dia de rastreios gratuitos para portadores de diabetes. Na farmácia Nacional, por exemplo, até meio da tarde, já duas dezenas de pessoas tinham feito o teste da glicemia.

A nutricionista Nancy Castro disse ao JM que a maioria daqueles que procuraram o serviço prestado era do sexo feminino mas ainda assim muitos homens quiseram também saber do seu estado de saúde. A iniciativa que decorreu ontem nas farmácias Nacional, Almeida, Santo Amaro, Solanja e Parafarmácia Farmamine, prossegue até o próximo dia 18 de Novembro.

Hoje, quem quiser fazer o rastreio gratuiro poderá deslocar-se às farmácias Funchal, São Ficente e Parafarmácia Local Pharma.

O rastreio que está a decorrer insere-se na dada que assinala o Dia Mundial da Diabetes. A Sidefarma, S.A. oferece rastreios com uma nutricionista especializada. Estes rastreios consistem em medições de glicemia e consultas de nutrição para corrigir e alertar alimentações menos equilibradas.

A alimentação nem sempre é feita da forma mais correcta. Os diabéticos devem ter uma dieta semelhante à restante população mas segundo estudos recentes, o tipo de alimentação actual nem sempre preenche as necessidades do organismo, situação agravada na diabetes.

Fonte Jornal da Madeira

Diabetes aumenta em três vezes o risco de tuberculose

Em congresso internacional, médicos discutem como prevenir o desenvolvimento desta perigosa associação

Nos anos 80, a explosão do vírus HIV fez crescer também os casos de tuberculose. Na época, os especialistas atestaram que a aids facilitava o aparecimento do grave problema pulmonar.

As autoridades de saúde agora estão em alerta máximo porque descobriram que a bactéria que adoece os pulmões também caminha de mãos dadas com uma outra doença ainda mais epidêmica: o diabetes, presente em 15% da população brasileira.

A associação entre as duas doenças, uma transmissível e a outra crônica, começou a ser pesquisada na China e na Índia, dois países que simultaneamente assistiram o crescimento expressivo de portadores de diabetes e tuberculosos. O diretor da Fundação Internacional do Diabetes, Anil Kapur, afirmou que a dupla diabetes/tuberculose foi confirmada em quase todos os países América Latina e em nações em desenvolvimento, justamente os campeões de crescimento da doença metabólica, como mostrou o último Atlas mundial.

“Fizemos um trabalho de pesquisa, publicado no final do ano passado (a Public Libery of Science foi apenas um dos veículos) que confirmou a presença do diabetes como fator que aumenta em três vezes o risco de desenvolver tuberculose”, afirmou Anil Kapur. “Os especialistas em saúde precisam encontrar estratégias eficazes de prevenir e tratar as duas doenças em parceria, porque sabemos que a tuberculose dificulta o controle dos índices glicêmicos. E os índices glicêmicos descontrolados atrapalham o tratamento da tuberculose. É um ciclo sem fim.”

Novo cenário
Os grandes nomes da saúde pública alertaram que a parceria entre doenças crônicas e doenças infecciosas é o grande desafio atual. Roger Glass, diretor do Instituto Nacional de Saúde (NIH) afirmou que há uma associação entre diabetes e vários outros problemas, que vão desde o câncer até infecções mais simples. “A minha geração de médicos precisou trocar o foco de atenção. Primeiro começamos uma batalha muito forte para combater a desnutrição. Agora precisamos atuar com a obesidade, fator que está por trás do crescimento expressivo de problemas crônicos como o diabetes tipo 2.”

O novo estilo de vida, que mistura mais sedentarismo, má alimentação, alcoolismo e tabagismo, é o que justifica a necessidade imediata de transformar as doenças crônicas em prioridade máxima, diz Alan Alwa, vice-diretor da Organização Mundial de Saúde na área de doenças não transmissíveis. “Só hoje, com o diabetes, temos 8 milhões de mortes antes do doente completar 60 anos. Se nada for feito, teremos um aumento de 16% até 2015 destes óbitos precoces. Prevenir doenças crônicas, é também atuar na prevenção de doenças infecciosas, prevenção da pobreza e da diminuição da expectativa de vida.”

Fonte IG

Tratar é 167 vezes mais caro do que educar paciente diabético

Os custos foram calculados para pessoas com a doença descontrolada que precisam de amputações

Ficar sem comer doce é o que Dilza Nascimento do Carmo, de 47 anos, menos sente falta hoje. A vida de restrições imposta pelo diabetes tipo 2, descoberto há 26 anos, sempre se mostrou complicada, mas as coisas conseguiram piorar há três meses. “A doença tira pedaço mesmo”, afirma, exibindo o curativo no pé direito.

Dilza está nas estatísticas de portadores da doença metabólica que devido às complicações precisam amputar parte dos membros inferiores, circunstância chamada de pé diabético. Dilza também está entre os numerosos pacientes que poderiam ter custado bem mais barato ao Sistema Único de Saúde (SUS), se a política educativa em prevenção fosse mais efetiva.

“O impacto econômico do diabetes é impressionante”, afirma o professor Pierre Lefébvre, presidente da Federação Internacional do Diabetes (WDF), durante sua apresentação na Conferência Latinoamericana para o Diabetes, em Salvador, na Bahia. A entidade colocou na ponta do lápis as diferenças em valores dos programas educativos, das amputações e dos tratamentos ligados ao diabetes.

O custo educacional é de 3 dólares por paciente. “Já o tratamento da complicação chega a 400 dólares. A amputação, sem incluir os valores das próteses, é de 500 dólares”, completou Anil Kapur, diretor da WDF. “Uma diferença gritante.”

A diferença de 167 vezes nos valores dispensados marcou a história de Dilza e de inúmeros pacientes do Brasil, afirma o cirurgião vascular do Centro de Diabetes da Bahia (Cedeba), Cícero Fidélis. “Ainda não sabemos os reais motivos, mas em alguns pacientes o diabetes se manifesta de forma mais severa, compromete os nervos, diminiui a sensibilidade e o processo de cicatrização. Isso pode evoluir para feridas graves, que gangrenam e exigem uma amputação”, afirma o especilista. “Como não sabemos quais pacientes terão a manifestação mais grave da doença, é necessário orientar a todos. Atitudes simples podem evitar complicações sérias”, diz.

Dilza, por exemplo, não poderia ter usado chinelo de dedo, que provocou uma ferida que nunca mais fechou. Ela também não poderia ter andado descalça. Isso lhe custou o polegar do pé direito. “O jeito é me conformar agora.”

Educação na prática
O Ministério da Saúde sabe que são as complicações do diabetes – e não a doença em si – que mais oneram os cofres públicos. “É o que pesa no orçamento”, afirma Rosa Sampaio Vila Nova de Carvalho, coordenadora nacional de Hipertensão e Diabetes do Ministério da Saúde. Adriana Forti, ex presidente da Sociedade Brasileira do Diabetes e atual coordenadora da área do Estado do Ceará, lembra que além das amputações, a hemodiálise entra na conta das sequelas da doença metabólica. “Sabemos que 30% dos pacientes que param nas máquinas devido à falência renal, é por causa do diabetes mal cuidado”, acrescenta.

“Todo o nosso investimento agora é para transformar conhecimento e os métodos educativos em atitudes práticas. Se apenas informação fosse suficiente, você não veria um médico acima do peso ou fumante”, diz Rosa, já puxando a orelha de seus colegas.

Por receber inúmeros pacientes como Dilza, outros tantos que precisam fazer hemodiálise e um sem número que ficam internados por complicações metabólicas, o Cedeba da Bahia saiu a campo, em 2006, com o desafio de transformar informação em mudança de atitude na população. “Capacitamos os agentes de saúde para que eles levassem informação de um jeito que as pessoas entendessem. Fizemos jogos didáticos para os analfabetos, brincadeiras para as crianças, jogos mais radicais para os adolescentes e os adultos”, conta a presidente do Cedeba Reine Marie Chaves Fonseca.

A análise comparativa antes e depois do treinamento mostrou uma redução de 63% das internações por diabetes e de 41% das amputações de pés diabéticos.

IG

Brasil avança no ranking internacional do diabetes

Em 20 anos, projeção é aumento de 67% nos casos brasileiros

Uma mistura de envelhecimento da população, sedentarismo, obesidade e alimentação nada saudável tem feito com que o Brasil avance no ranking internacional de diabetes.

Os relatórios da Federação Internacional de Diabetes (FID) colocam luz neste problema. Os dados divulgados para as sociedades médicas de todo mundo mostram que o País ocupa, atualmente, o 5º lugar na lista mundial de nações com o maior número de portadores da doença. Em 2007, último ano da publicação do chamado “atlas global da doença”, os brasileiros estavam na 8ª posição.

Ainda que a própria FID reconheça que a metodologia para contabilizar os casos foi aperfeiçoada (o que comprometeria a comparação de resultados), os autores do trabalho afirmam que o avanço mundial em proporções da epidemia do diabetes é consolidado, saindo de 135 milhões em 1995 para os atuais 285 milhões de habitantes.

Os já numerosos diabéticos do Brasil (7,6 milhões atualmente) vão aumentar ainda mais, segundo as projeções da FID. Em 20 anos, os adultos com a doença (entre 20 e 79 anos) vão crescer 67,1%, o quinto maior aumento mundial de população que convive com o problema metabólico.

Estão à frente do Brasil no grupo de maior aumento expressivo de diabetes, o Paquistão (94,3% de aumento), a Indonésia (81,4%), México (75%) e Índia (71,2%). Não por coincidência, define Harvey Katzeff – professor adjunto de Medicina do Albert Einstein College of Medicine e médico do Ambulatório de Diabetes do Montefiore Medical Center – são países em desenvolvimento, que passam por uma transformação cultural na questão da alimentação (mais fast food) e dedicam cada vez menos tempo para atividades físicas.

Irmã da obesidade
“O aumento do diabetes está em todos os lugares, mas é mais forte em locais que estão em desenvolvimento”, afirmou Katzeff em entrevista ao iG. “O crescimento do diabetes acompanha o avanço da obesidade. A alimentação, a má alimentação, é responsável por este fenômeno”, diz.

No Atlas, o grupo de pesquisadores do FID alertam para as diferenças de incidência de diabetes na população mundial. Segundo eles, “nos países desenvolvidos, a maior parte dos portadores de diabetes tem mais de 60 anos”. Já nos países em desenvolvimento, “o grande aumento de casos é na chamada população economicamente ativa, entre 40 e 60 anos”.

O prejuízo do diabetes atingir diretamente as pessoas que dão fôlego para a mão-de-obra dos países foi calculado em uma pesquisa feita por um dos laboratórios fabricante de medicamentos para o controle da doença. Entre os 600 diabéticos que participaram do estudo da Merck Sharp & Dhome, 20% informaram que a capacidade de trabalhar foi afetada, sendo que deste total 12% informaram que estão sem trabalhar ou tiveram de abandonar o serviço no ano anterior ao da pesquisa.

Medicamentos e novas tecnologias
No Brasil, só até março deste ano, os diabéticos ocuparam 36.267 leitos em todas as unidades de saúde públicas. Os pacientes internados por causa da doença estão em ascensão, o que mostra que as complicações relacionadas à dificuldade de controlar a glicose (em casos mais graves há casos de cegueira e amputação de membros) também estão crescendo.

Entre 2008 e 2009, mostram os números, a ampliação de pacientes com diabetes internados foi de 7,1%, passando de 131.734 para 141.174. Os medicamentos para controlar a doença já aumentaram a qualidade e hoje têm menos efeitos colaterais – antes a maior reclamação dos pacientes era o ganho de peso (ainda assim, as drogas metabólicas não podem ser usadas para emagrecer).

Além das medicações, os pesquisadores brasileiros também estão empenhados em descobrir técnicas cirúrgicas capazes de controlar a doença metabólica. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica afirma que o País é um dos principais em pesquisas na área, mas nenhum procedimento ainda foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. O CFM montou um grupo para avaliar estas propostas.
Ranking de 2007
1º - Índia
2º - China
3º - EUA
4º - Rúsiia
5º - Alemanha
6º - Japão
7º - Paquistão
8º - Brasil
9º - México
10º - Egito

Ranking de 2010
1º - Índia
2º - China
3º - EUA
4º - Rússia
5º - Brasil
6º - Alemanha
7º - Paquistão
8° - Japão
9º - Indonésia
10º - México

Ranking de 2030 (projeção)
1º - Índia
2º - China
3º - EUA
4º - Paquistão
5º - Brasil
6º - Indonésia
7º - México
8º - Bangladesh
9º - Rússia
10º - Egito

Fonte IG

Diabetes gestacional

Definição

O diabetes gestacional é o alto nível de açúcar no sangue (diabetes) que começa ou é diagnosticado durante a gestação.

Nomes alternativos

Intolerância à glicose durante a gravidez

Causas, incidência e fatores de risco


Foto: ADAM
Diabetes gestacional

Os hormônios da gravidez podem impedir que a insulina cumpra sua função. Quando isso acontece, os níveis de glicose podem aumentar no sangue da gestante.

O diabetes gestacional é definido como intolerância à glicose durante a gravidez. Durante a gravidez, mudanças hormonais podem fazer o corpo ser menos sensível ao efeito da insulina.

Essas mudanças podem levar ao alto nível de açúcar no sangue e diabetes. Altos níveis de açúcar no sangue na gravidez são perigosos tanto para a mãe quanto para o bebê.

 
Você corre mais risco de ter diabetes gestacional se:
  • Estiver com mais de 25 anos ao engravidar
  • Possuir histórico familiar de diabetes
  • Tiver dado à luz um bebê com mais de quatro quilos ou com algum defeito de nascença
  • Apresentar açúcar (glicose) na urina quando fizer uma consulta de pré-natal periódica
  • Tiver hipertensão
  • Apresentar líquido amniótico em excesso
  • Tiver passado por um aborto espontâneo de causa indeterminada ou tiver tido um natimorto
  • Estava acima do peso antes de engravidar

Sintomas

Geralmente não há sintomas ou os sintomas são leves e não apresentam risco de morte para a grávida. Com frequência, o nível de açúcar (glicose) no sangue volta ao normal após o parto.

Os sintomas podem incluir:
  • Visão borrada
  • Fadiga
  • Infecções frequentes, incluindo as na bexiga, vagina e pele
  • Aumento da sede
  • Aumento da micção
  • Náusea e vômitos
  • Perda de peso, apesar do aumento de apetite

Exames e testes


Foto: ADAM
O pâncreas, localizado atrás do fígado, é o local de produção da insulina hormonal. A insulina é usada pelo corpo para armazenar e utilizar glicose

O diabetes gestacional geralmente começa no meio da gravidez.

Todas as mulheres grávidas devem fazer um teste oral de tolerância à glicose entre a 24ª e a 28ª semana de gestação para verificar a ocorrência da doença. As mulheres que possuem fatores de risco do diabetes gestacional devem fazer o teste antes desse período.

Depois que o diabetes gestacional é diagnosticado, você pode verificar seu estado testando o nível de glicose em casa.
A forma mais comum consiste em fazer um pequeno furo na ponta do dedo e colocar uma gota de sangue em um aparelho que faz a análise de glicose.

Tratamento

O objetivo do tratamento é manter o nível de açúcar no sangue (glicose) dentro dos limites normais durante a gravidez e garantir que o bebê em formação seja saudável.

CUIDADOS COM O BEBÊ
O médico deve acompanhar atentamente você e seu bebê durante toda a gestação.


O monitoramento fetal que verifica o tamanho e a saúde do bebê geralmente inclui ultrassom e testes sem estresse:
  • Um teste sem estresse é um teste muito simples e indolor para você e o bebê. Um aparelho que ouve e exibe os batimentos cardíacos do bebê (monitor fetal eletrônico) é colocado sobre o seu abdome. Quando o bebê se movimenta, a frequência cardíaca normalmente aumenta 15 a 20 batimentos acima da sua frequência normal
  • O médico compara o padrão dos batimentos cardíacos do bebê quando ele se movimenta e determina se ele está bem. O médico procura elevações na frequência cardíaca do bebê que ocorrem dentro de um período específico
DIETA E EXERCÍCIOS
A melhor maneira de melhorar sua dieta é comer uma grande variedade de alimentos saudáveis. Você deve aprender a ler os rótulos dos alimentos e sempre verificá-los quando precisar tomar decisões em relação à sua alimentação. Se você for vegetariana ou seguir alguma outra dieta especial, converse com seu médico ou nutricionista.

Em geral, a dieta deve ser moderada em gordura e proteína e fornecer níveis controlados de carboidrato com alimentos como frutas, hortaliças e carboidratos complexos (como pão, cereais, massa e arroz). Será necessário diminuir os alimentos que contêm muito açúcar, como refrigerantes, sucos de fruta e doces.

Você deve fazer três refeições pequenas ou médias e comer um ou mais lanches diariamente. Não pule as refeições nem os lanches.

Mantenha a mesma quantidade e os tipos de alimentos (carboidratos, gorduras e proteínas) todos os dias:
  • O médico receitará uma vitamina pré-natal diária. Ele ainda pode recomendar que você tome ferro ou cálcio. Se você for vegetariana ou seguir alguma outra dieta especial, converse com seu médico
  • Lembre-se de que "comer por dois" não significa ter que ingerir o dobro de calorias. Geralmente são necessárias apenas 300 calorias a mais por dia (como um copo de leite, uma banana e 10 bolachas tipo água e sal)
Para obter mais detalhes sobre o que você deve comer, consulte: Dieta para diabéticos – gestacional
Se a melhora na sua dieta não controlar os níveis de açúcar (glicose) no sangue, pode-se receitar medicamentos para diabetes tomados por via oral ou terapia insulínica. Você precisará monitorar seus níveis de glicose durante todo o tratamento.

A maioria das mulheres que desenvolve o diabetes gestacional não precisa tomar medicamentos para diabetes ou insulina, mas para algumas isso é necessário.

Evolução (prognóstico)

A maioria das mulheres com diabetes gestacional consegue controlar a glicose no sangue e evitar danos a elas e aos bebês.


Grávidas com esse tipo de gestação tendem a ter bebês maiores que o normal. Isso pode aumentar a chance de ocorrerem problemas no momento do parto, como:
  • Lesão de parto (trauma) devido ao tamanho do bebê
  • Parto por cesariana
Esses bebês têm mais probabilidade de apresentar períodos de pouco açúcar no sangue (hipoglicemia) durante os primeiros dias de vida.

As mães com diabetes gestacional têm mais risco de apresentar hipertensão durante a gravidez.
O risco de o bebê morrer aumenta ligeiramente quando a mãe apresenta diabetes gestacional não tratado. Controlar os níveis de glicose diminui esse risco.

Os altos níveis de glicose no sangue geralmente voltam ao normal após o parto. Entretanto, as mulheres com diabetes gestacional devem ser observadas atentamente depois do parto e durante as consultas médicas para identificar sinais de diabetes. Muitas mulheres com diabetes gestacional desenvolvem diabetes dentro de 5 a 10 anos após o parto. O risco pode ser maior para mulheres obesas.

Complicações

  • Complicações relacionadas ao parto por causa do tamanho do bebê
  • Desenvolvimento de diabetes no futuro
  • Risco maior de dar à luz um natimorto ou de o bebê morrer pouco tempo depois
  • Pouco açúcar no sangue (glicose) ou outra doença no recém-nascido

Ligando para o médico

Ligue para seu médico se estiver grávida e apresentar sintomas de diabetes.

Prevenção

Começar o pré-natal cedo e realizar consultas regulares ajuda a melhorar sua saúde e a do bebê. Conhecer os fatores de risco do diabetes gestacional e fazer exames de triagem entre a 24ª e a 28ª semana de gestação ajudam a detectar a doença mais cedo.

Se você estiver acima do peso, diminuir seu índice de massa corporal (IMC) para um valor normal antes de engravidar diminuirá o risco de desenvolver diabetes gestacional.

Fonte IG