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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Insônia pode ser causada por genes hereditários

Pesquisador acredita que seja uma característica evolutiva
 
Estudo do Instituto de Neurociência da Holanda indentificou um novo grupo de pessoas que sofrem de insônia. Elas nascem com genes que impedem o sono fácil, como mostra reportagem do jornal britânico Daily Mail. Isso significa que, em boa parte das vezes, estão imunes ao sentimentos de relaxamento que leva um indivíduo normal a dormir em até 15 minutos. Ao contrário, parecem ficar em estado de alerta permanente, o que torna um sono prolongado algo praticamente impossível.
 
A pesquisa também mostra que há outros genes hereditários da insônia. Alguns fazem a pessoa acordar repetidas vezes durante a madrugada ou com mínimos ruídos. Ao todo, suspeita-se que existam seis diferentes tipos do problema gerados pelo DNA, o que significa que será possível produzir, no futuro, remédios para bloquear os efeitos químicos produzidos.

Para chegarem aos resultados, os pesquisadores enviaram um questionário a 10 mil pessoas. O teste fazia perguntas sobre os hábitos de sono de cada um. De acordo com os resultados, os cidadãos foram divididos em grupos. Os que possuíam o problema de maneira mais grave passaram por exames de sangue e saliva.

Autor do estudo, Eus van Someren diz que os genes da insônia remontam aos ancestrais da humanidade. Um ou dois membros de uma tribo ganhavam a confiança do grupo para permanecerem acordados enquanto o restante dormia, assim poderiam fazer a segurança do local. Revela também que o problema raramente afeta as crianças, mas parece ficar mais intenso na fase adulta, por razões ainda desconhecidas.

Até recentemente, a insônia era considerada um desconfroto psicológico causada por estresse, dor ou simplesmente excesso de trabalho ou de viagens. Agora, porém, médicos estão descobrindo novas explicações genéticas para o fato de ao menos um terço das pessoas no mundo apresentarem constantes problemas com o sono.
 
Fonte O Globo

Fazer exercícios aumenta expectativa de vida em até 4 anos, diz pesquisa

Uma rotina de exercícios diários está associada a um aumento na expectativa de vida, independente da intensidade e de haver ou não sobrepeso. A conclusão é de uma pesquisa financiada pelos Institutos Americanos de Saúde (NIH).
 
A pesquisa tentava comprovar se a atividade física tinha reflexos na expectativa de vida. Foram acompanhados os históricos de saúde de mais de 650 mil pessoas com mais de 40 anos monitorados para outra pesquisa ampla sobre o câncer. A conclusão foi que pessoas que faziam algum tipo de atividade física na idade adulta viviam até 4,5 anos a mais do que aquelas com hábitos mais sedentários.
 
“Os protocolos americanos indicam que indivíduos entre 18 e 64 anos façam em média 2,5 horas de exercícios moderados semanais, divididos entre os dias da semana. O exercício moderado é aquele que a pessoa ainda consegue ter fôlego para falar mesmo durante a atividade”, explicam os autores.
 
De acordo com a pesquisa, fazer o dobro do mínimo sugerido fez a expectativa de vida dos participantes ser mais de 4 anos maiores que outros grupos observados. Proporcionalmente, a média daqueles que faziam apenas o mínimo recomendado era de 1,8 anos, o que já é um ganho.
 
Ganhos independem do peso, gênero e ascendência
“Nossos resultados indicam a necessidade dos adultos terem alguma atividade física em sua agenda semanal. Esse é um dos segredos da longevidade”, diz Stevem Moore, principal autor do estudo. “As atividades físicas aumentaram a expectativa de vida mesmo entre aqueles com sobrepeso ou obesos”, completa.
 
“A obesidade diminuir a expectativa de vida, mas os exercícios podem contrabalancear essa equação. Também descobrimos que o benefício independe do gênero, ascendência e histórico de doenças como o câncer”, afirma Moore, pesquisador da Universidade de Harvard.
 
Diversos outros estudos já comprovaram que uma rotina de exercícios ajuda a manter o peso estável, melhora a saúde dos ossos, músculos e joelhos, além de melhorar a saúde mental e proteger contra certos tipos de câncer.
 
“Não se deve subestimar as vantagens dos exercícios físicos. Mesmo pequenas rotinas diárias, como 20 minutos de caminhada, podem somar anos de vida às pessoas”, finaliza I-Min Lee, outro autor envolvido no estudo publicado no periódico PLoS One.
 
Fonte O que eu tenho

Prevenindo o câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero no Brasil, diferente de outros países, tem grande incidência na população feminina, talvez perdendo somente para o câncer de mama. Mas a prevenção é simples e para a população mais jovem há ainda a possibilidade de imunização contra o HPV, que diminuiria ainda mais sua incidência.
 
“Diferente de outros tipos de câncer ginecológicos, o câncer de colo de útero é prevenível, ou seja, apenas com o diagnóstico precoce já seria possível minimizar os problemas que ele causa, sem precisar fazer cirurgias para a retirada do órgão, por exemplo”, explica Celso Luiz Borreli, médico ginecologista e membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
 
No caso do câncer de mama, por exemplo, também é possível para fazer o diagnóstico precoce, mas os exames são muito mais complexos, explica o especialista. No caso do câncer de colo de útero os exames para identificá-lo são simples e menos invasivos.
 
“Algumas mulheres têm predisposição genética. Identificar isso através do histórico familiar, seria importante. Identificando desde cedo um possível problema é possível fazer o tratamento antes que ele comprometa as células mais profundamente, o que traria benefícios para a paciente”, diz Borreli.
 
“Além da disposição genética, é necessário que todas as mulheres, a partir da iniciação sexual ou após os 23 anos, façam o exame de Papanicolau. Dessa forma colhe-se material do colo uterino e estuda-se para identificar ou não algum tipo de célula atípica, que pode indicar o câncer”, detalha.
 
Esse diagnóstico de prevenção é o mais recomendado, de acordo com o especialista. Além disso, após os 30 anos outro exame também pode identificar a doença.
 
“Recomenda-se fazer a partir dos 30 anos fazer um teste do DNA do Papiloma Vírus Humano (ou HPV). A presença do HPV é indicativo de maior risco para desenvolver o câncer do colo do útero, pois pode gerar diversas infecções ao longo da vida e aumenta a possibilidade desse tipo de câncer, o que não quer dizer que ele é determinante para a condição. Mas é necessário acompanhar o problema para ver se ele vai ou não evoluir”, aponta Borreli.
 
Mais recentemente o combate ao câncer de colo de útero ganhou mais um aliado. A vacina contra o HPV, que diminui bastante a possibilidade dessa doença vir a se desenvolver.
 
“A prevenção primária é a imunização com vacinas de meninos e meninas na faixa de idade escolar, por volta dos 10 anos de idade, antes do início da vida sexual. Vacinados eles têm o risco para o câncer de colo de útero diminuídos radicalmente, apesar da persistência do componente genético”, completa.
 
Fonte O que eu tenho

Sono prolongado ajuda a diminuir sensibilidade à dor

Pesquisa diz que aumentar a quantidade de tempo do sono noturno em adultos ajuda o organismo a lidar melhor com a dor.
 
“Nossos resultados sugerem que acompanhar de perto o padrão de sono de pessoas que estão passando por algum processo que envolva dor ou esteja preparando para uma cirurgia pode ser uma boa estratégia para diminuir os efeitos negativos das dores”, diz Timothy Roehrs, principal autor do estudo publicado no periódico Sleep. “Isso nos deixou muito surpresos, similar ao de tomar analgésicos leves”, completa.
 
O estudo acompanhou voluntários que passaram a dormir 10 horas por dia, e depois testados para nível de alerta durante o dia, que tem relações na modulação da sensação de dor. Aqueles que dormiam mais (até duas horas a mais por dia) conseguiam suportar níveis maiores de dor.
 
Essa sensibilidade ficou até 25% maior do que os indivíduos que dormiam as 8 horas recomendadas. Os resultados comprovaram pesquisas anteriores e podem beneficiar, por exemplo, pessoas que sofrem com a chamada dor crônica ou que passam por um pós-operatório mais doloroso.
 
Fonte O que eu tenho

Ministério da Saúde orienta cuidados que hospitais devem ter com as mães

Critérios serão cobrados de instituições credenciadas ao projeto Amigos da Criança para manutenção do título
 
A partir de 2013, hospitais credenciados ao projeto Amigos da Criança devem cumprir os princípios das boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para continuarem com o título. A norma, conhecida como Cuidado Amigo da Mãe atende ainda às prioridades do Ministério da Saúde, recomendadas na estratégia da Rede Cegonha.
 
As boas práticas incluem a garantia de acompanhante à gestante, respeito à privacidade da mulher e à liberdade de movimentar-se e alimentar-se durante o trabalho de parto e de escolha da posição do parto. Além disso, possibilitam a redução do uso rotineiro de intervenções desnecessárias, como a realização de cesariana sem indicação precisa. A ideia é incentivar cada vez mais a humanização do parto e do momento entre mães e bebês. Essas mudanças serão publicadas no próximo ano em substituição à Portaria nº 8 de 2011, que estabelece as normas para o processo de credenciamento do Hospital Amigo da Criança integrante do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Ao ser reconhecido com o título Hospital Amigo da Criança, esses estabelecimentos se tornam referência em amamentação para seu município, região e Estado. Nessas unidades, as mães são orientadas e apoiadas para o sucesso da amamentação desde o pré-natal até o puerpério, aumentando dessa forma os índices de aleitamento materno exclusivo e continuado e reduzindo a mortalidade materna e infantil, o que tem gerado grande interesse pelos gestores nessa habilitação.
 
A Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) foi criada em 1990 pela OMS e pelo Unicef com o objetivo de resgatar o direito da mulher de aprender e praticar a amamentação com sucesso. Nos últimos 20 anos essa iniciativa tem crescido, contando atualmente com mais de 20 mil hospitais credenciados em 156 países, incluindo o Brasil, que conta com 315 Hospitais Amigos da Criança.
 
Cuidados Amigos da Mãe
 
Incentivar que as mulheres tenham acompanhantes de sua escolha para oferecer apoio físico e/ou emocional durante o pré-parto, parto e pós-parto, se desejarem.
 
Permitir que as mulheres bebam e comam durante o trabalho de parto.
 
Incentivar as mulheres a levarem em consideração o uso de métodos não medicamentosos de alívio da dor, exceto analgésicos ou anestésicos necessários devido a complicações, respeitando as preferências pessoais das mulheres.
 
Incentivar as mulheres a andar e a se movimentar durante o trabalho de parto, se desejarem, e a adotar posições de sua escolha durante o parto, a menos que haja restrição em virtude de complicações, e, que isso seja explicado à mulher.
 
Assegurar cuidados que não envolvam procedimentos invasivos, tais como rupturas de membranas, episiotomias, aceleração ou indução do parto, partos instrumentais ou cesarianas, a menos que necessárias em virtude de complicações, e, que em caso de necessidade de utilizá-los, que seja explicado à mãe.

Fonte Zero Hora