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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Síndrome do olho seco pode causar lesões à superfície ocular

Síndrome do olho seco pode causar lesões à superfície ocular Divulgação/MorgueFile
Diagnóstico da síndrome é feito por meio do exame clínico e
 de testes realizados pelo oftalmologista
Problema causa sensações de irritação e de areia nos olhos
 
As sensações de irritação e de areia nos olhos, que se agravam no final do dia, são as principais queixas dos pacientes que apresentam a síndrome do olho seco: doença caracterizada por diminuição da produção lacrimal, por evaporação da lágrima ou pela deficiência em alguns dos seus componentes – afetando a qualidade da secreção lacrimal.
 
Trata-se de uma doença multifatorial, que pode ser motivada por doenças crônicas como a Síndrome de Sjögren (que compromete as glândulas lacrimais e salivares), por outros distúrbios oftalmológicos ou mesmo por condições ambientais como baixa umidade do ar, uso de lentes de contato, atividades que exigem concentração e diminuem a frequência do piscar, e ambientes com ar-condicionado.
 
Estima-se que aproximadamente 7 milhões dos adultos brasileiros tenham sintomas do olho seco e, destes, 65% já tenham recebido o diagnóstico.
 
— No entanto, poucos sabem que, se não tratado adequadamente, o problema pode causar alterações na superfície ocular — alerta o oftalmologista César Lipener.
 
Isto porque a síndrome do olho seco, além de provocar sintomas de desconforto e distúrbios visuais, traz instabilidade ao filme lacrimal, comprometendo a lubrificação adequada da córnea.
 
A importância da lágrima
— O filme lacrimal, que recobre e auxilia a manter a umidade adequada nos tecidos da superfície ocular, contém substâncias bactericidas, impede a aderência de micro-organismos e ainda desempenha papel importante na oxigenação da córnea — explica o especialista.
 
Ele agrega ainda nutrientes às células das córneas e da conjuntiva, e possui função refrativa, pois regulariza a superfície da córnea do ponto de vista óptico, possibilitando uma visão mais nítida. Além disso, lubrifica os olhos evitando o atrito das pálpebras durante o piscar e ainda é responsável pela limpeza da superfície ocular, removendo detritos e gás carbônico.
 
— É pelo fato do filme lacrimal acumular tantas funções fundamentais à saúde ocular que a manutenção de uma lubrificação adequada é tão importante — complementa Lipener.
 
Diagnóstico
O diagnóstico da síndrome do olho seco é feito por meio do exame clínico e de testes simples realizados pelo oftalmologista no consultório. Em um dos testes, por exemplo, aplica-se um colírio que colore a superfície ocular e mostra os pontos de descamação celular da conjuntiva e da córnea.
 
— Somente o médico especialista poderá avaliar o quadro e indicar o tratamento mais adequado, com uso de colírios lubrificantes na maioria dos casos — orienta Lipener.

Fonte Zero Hora

Dormir de conchinha faz mal à saúde?

A cabeça de quem é abraçado pode pressionar o braço de quem
 abraça, uma região sensível, com muitos nervos
Especialistas dão dicas para dividir a cama sem atrapalhar a qualidade do sono e proteger o corpo contra os males do cansaço
 
“Dormir bem” é hábito propagado pelos médicos como receita universal para a boa saúde. Mas dividir a cama com alguém pode comprometer os mecanismos de descanso e ser gatilho de dores, fadiga, insônia e até doenças cardiovasculares.
 
A famosa posição de “conchinha”, em que os parceiros iniciam o sono abraçados, em posição fetal, um coladinho no outro, pode até representar carinho entre os parceiros, mas nem sempre favorece os dois envolvidos.
 
“A cabeça de quem é abraçado pode pressionar o braço de quem abraça, uma região sensível, com muitos nervos. Após horas nesta mesma posição, o resultado pode ser dor, dormência e dificuldade para dormir. A longo prazo, o resultado pode ser uma lesão”, afirma a quiropraxista Bia Pimentel, diretora da clínica QuiroVida, que recebe pacientes com dores nas costas, muitas resultantes da posição inadequada durante o sono.
 
Não é somente a posição conchinha que interfere na paz entre os lençois. Segundo a médica especialista em sono, Ângela Beatriz Lana, o ritmo de descanso dos parceiros é diferente e as condutas distintas na hora de dormir e acordar podem ter consequências negativas para o organismo.
 
“Os ritmos de sono são individuais. Ter o hábito de assistir televisão na cama ou ler antes de dormir pode atrapalhar o descanso do outro”, comenta ela, que é especialista pela Universidade Federal de Minas Gerais.
 
“Despertar em horários diferentes sempre pode fazer barulho e ainda há a falta de cuidado em acender a luz. Neste contexto, há ainda as preferências diferenciadas por cobertas, temperatura do ar condicionado e espaço ocupado no colchão”, pontua a médica.
 
Tudo isso compromete o descanso alheio, em especial quando há sensibilidade à claridade e aos sons. Falta de sono, já endossaram os cardiologistas, faz mal ao coração. Os endocrinologistas ressaltam ainda que é mais difícil emagrecer para quem não dorme as preconizadas oito horas por noite.
 
Ronco e insônia
Por falar em barulho, o ronco do outro é mais um culpado recorrente entre as justificativas para a dificuldade de dormir. Tanto é assim que um mapeamento feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) contabilizou os problemas do sono mais frequentes na população brasileira e descobriu que insônia, com 42%, e apneia, com 33%, são os mais numerosos.
 
Nos consultórios médicos especializados, afirmam os especialistas, as duas doenças costumam aparecer de forma simultânea. Entre os casais, as noites em claro reclamadas por um paciente – o sinais clássicos da insônia – costumam ter origem no ronco excessivo de quem está ao lado, o sintoma mais frequente da apneia.
 
“Não é só o barulho que incomoda. As mulheres, principalmente, não conseguem descansar porque ficam aflitas, já que o ronco dos apneicos atrapalha a respiração, fazendo com que eles fiquem sem respirar por alguns segundos, o que é angustiante para quem assiste.”
 
Antes só...
A boa notícia é que uma revisão de estudos sobre o sono, feita por neurologistas da Universidade de São Pittsburgh (EUA), concluiu que quando um dos parceiros recebe tratamento para problemas como apneia, automaticamente, melhora a qualidade de sono do outro.
 
O fato é que as necessidades de sono são individuais e o tema é de difícil negociação entre o casal. Isso não significa que o “sonos dos justos” seja um privilégio exclusivo dos que dormem sozinhos. Ao contrário. O mesmo levantamento feito por pesquisadores norte-americanos alertou que dividir a cama faz com que as pessoas despertem com níveis menores de cortisol, conhecido como hormônio do estresse, e níveis maiores de ocitocina, chamado de hormônio do amor e da felicidade.
 
Dicas
A dica de Ângela Beatriz Lana para desfrutar só das vantagens de dormir com outra pessoa é respeitar as características de cada um.
 
“Se for sensível à claridade, use máscara. Caso se incomode com o barulho, utilize plug no ouvido”, orienta.
 
Além disso, é importante cada um escolher o travesseiro mais adaptado às posições em que costuma dormir (de lado, travesseiro mais indicado é o baixo; de barriga para cima, o travesseiro sugerido é o mais alto; para todos, é orientado evitar dormir de bruços). Sempre é bom virar o colchão de vez em quando. Com o passar do tempo ele fica 'viciado' nas formas do corpo e pode comprometer o descanso. Levando tudo isso em consideração, é só desfrutar dos bons sonhos, sozinho ou acompanhado.
 
Fonte iG

Condicionamento físico da juventude chinesa tem pior índice em anos

AP
Universitário chuta bola de futebol em campo em Pequim, na China
Apesar do desempenho excelente nas olimpíadas, país que tem testes de aptidão física em suas universidades vê declínio na aptidão de seus jovens
 
Xiao Ru passou seu último ano do ensino médio estudando de manhã até a noite. Isso não contribuiu para que ela completasse uma tarefa específica em seu primeiro ano de faculdade: uma corrida de 1,5 mil metros.
 
Com dois amigos ditando o ritmo ao seu lado, ela por conseguiu terminar a prova de educação física da universidade por pouco. Momentos depois, ela caiu e vomitou. "Estamos no inverno, então eu não tenho treinado muito", ela murmurou. "E, de repente, hoje eu tive que participar desta corrida. Eu simplesmente não aguentei.”
 
Vestida com um moleton de lã roxo para se proteger do frio da manhã de inverno, a estudante de 18 anos desmaiou nos braços um de seus colegas após a corrida na prestigiada Universidade de Tsinghua de Pequim. Cada um deles a segurou pelos cotovelos enquanto a escoltavam para fora da pista.
 
Tais ocorrências estão se tornando cada vez mais comuns nas pistas da China, que, apesar de seu desempenho formidável nas últimas olimpíadas, está presenciando o declínio da aptidão de seus jovens.
 
"Nosso poder econômico cresceu enquanto o físico de nosso povo não apenas parou de melhorar, mas está cada vez pior. Isso é inaceitável", disse Sun Yunxiao, vice-diretor do Centro de Pesquisa de Crianças e Juventude, em Pequim. "Isso é algo que preocupa o país".
 
O governo pediu para que as escolas reforcem seu currículo em educação física após um protesto desencadeado por uma série de eventos no final do ano passado. Dois estudantes universitários chineses morreram quando estavam treinando para uma corrida anual de 1 mil metros obrigatória no final de novembro.
 
Outros dois corredores com 20 anos de idade morreram em corridas de 5 mil metros e 10 mil metros durante um evento esportivo na cidade de Guangzhou. As mortes súbitas foram consideradas acidentais, mas foram suficientes para chamarem a atenção para a educação física na China.
 
Várias universidades chinesas também cancelaram suas corridas de 5 mil metros para os homens e 3 mil metros para as mulheres de seus eventos esportivos, por motivos que incluíam o medo de serem responsáveis por fatalidades e também pela falta de interesse dos estudantes.
 
Sun atribuiu o declínio da capacidade física a uma obsessão com pontuações de testes acadêmicos diante do ambiente cruelmente competitivo da China para admissões em faculdades, assim como a proliferação de opções de entretenimento como jogos de vídeogame e a internet.
 
Embora a qualidade do ar em muitas cidades chinesas tenha piorado nos últimos anos, os educadores físicos têm considerado a poluição do ar como um grande empecílio para atividades ao ar livre.
 
Sun disse que uma grande maioria de jovens estudantes chineses citaram seu desempenho acadêmico como sendo a principal preocupação de seus pais, e uma parte assinalou que essa era a única coisa que importava para seus pais.
 
Lou Linjun, um ex-professor de educação física em Hangzhou, no leste da China, disse que o cansativo trabalho escolar fazia com que muitos alunos desistissem de fazer exercícios. "Tornou-se uma norma que os pátios escolares estejam vazios no período da tarde em muitas das principais escolas da cidade ", disse Lou que hoje é assistente de diretor.
 
Os resultados ficam claros com os testes de aptidão anuais obrigatórios para estudantes universitários chineses. Dados do Ministério da Educação mostraram que, em 2010, os estudantes universitários do sexo masculino correram 1 mil metros de 14 a 15 segundos mais devagar, em média, do que os alunos que correram o mesmo percurso na década anterior.
 
Alunas diminuíram para cerca de 12 segundos na corrida de 800 metros. Os alunos também se saíram pior em outros testes físicos como salto à distância mais curtos e poucos conseguiam completar uma sequência de abdominais.
 
Enquanto isso, as taxas de obesidade entre os estudantes universitários chineses aumentaram. Em 2010, 13,3 % dos estudantes urbanos do sexo masculino eram obesos, comparado a 8,7 % na década anterior.
 
Xiao, aluna de Tsinghua, estudava constantemente enquanto ainda frequentava o colegial na província de Shanxi, ao norte da China, acordando às 7h e dormindo depois da meia-noite todos os dias, para se preparar para o vestibular.
 
"A escola não nos obriga a participar de aulas de educação física no último ano", disse ela, acrescentando que sua atividade física semanal consistia apenas da prática de um pouco de badminton com os amigos.
 
As longas horas de estudo valeram a pena. Os funcionários da escola concederam a família 20 mil yuans (US $ 3,2 mil) e uma televisão LCD quando ela obteve pontuação alta o suficiente nos exames para entrar na universidade de prestígio.
 
Educadores de esportes em Tsinghua se dizem obrigados a compensar as oportunidades perdidas pelos estudantes de praticar exercícios na escola. "Nós temos a melhor educação", disse Ma Xindong, reitor de educação física da universidade. "Se você viver mais tempo, pode contribuir mais para a sociedade."
 
Tsinghua vai além do padrão de exigência de uma corrida de 1 mil metros e faz seus alunos do sexo masculino correrem 3 mil metros para seus testes de aptidão.
 
Xu Sicheng, estudante do segundo ano, diz que nunca havia corrido uma distância tão longa antes de vir para Tsinghua,. Segundo ele, seus colegas estavam "chocados" ao saber desta exigência da escola. "Para nós isso foi algo muito difícil de se considerar!"
 
Fonte iG

“Não existe medicamento para burlar a Lei Seca”

Não existe medicamento para burlar a Lei Seca e  não
há remédio para álcool e direção
Gerente do laboratório fabricante do Metadoxil rebate uso da droga para anular álcool no sangue e diz que misturar bebida e direção resulta em morte
 
Em 2008, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso e a venda do Metadoxil. É um medicamento derivado da vitamina B6, indicado para tratar as sequelas do fígado de consumidores abusivos de álcool, mas que ganhou a fama de ser capaz de enganar os agentes de trânsito e o bafômetro.
 
Isso porque, no mesmo ano do lançamento do produto, o governo federal promulgou uma legislação que endurecia a pena e a multa para quem fosse flagrado dirigindo após consumir, ainda que moderadamente, bebidas alcóolicas.
 
Já naquela época, informações controversas sobre o Metadoxil começaram a pipocar na internet, nos bares e nas casas noturnas. As notícias davam conta de que um comprimido da caixinha seria capaz de anular, em 60 minutos, a presença de álcool no organismo e assim permitir que motoristas alcoolizados burlassem a fiscalização da lei.
 
Quase cinco anos se passaram e a fama do remédio voltou à tona com a decisão federal de endurece ainda mais o rigor da Lei Sec. Entrevistamos o gerente médico do laboratório Baldacci, fabricante do Metadoxil, para entender se a droga – que só pode ser vendida mediante apresentação de receita médica – de fato coloca em xeque as informações do bafômetro. "Não", responde o cardiologista Paulo Roberto Chizzola, há um ano à frente da farmacêutica.
 
Ele rebate veementemente o mau uso da medicação, decidiu alertar sobre a utilização inadequada da medicação nas redes sociais e já começou uma campanha contra a fama conquistada pelo remédio. Na entrevista, ele diz que “não existe medicamento para burlar a Lei Seca e que não há remédio para álcool e direção”. Segundo ele, o resultado da mistura é a morte. “É o que eu vejo, infelizmente, todos os dias”, lamenta.
 
iG Saúde: A fama de que o Metadoxil pode burlar a lei seca é prejudicial?
Chiazzola: Sim. Nossas evidências científicas mostram que é um excelente medicamento, com ação farmacológica, utilizado como parte do tratamento do alcoolismo, uma doença séria. O mau uso da droga é muito ruim para o laboratório e também para quem precisa usar a medicação. Parece que a única finalidade dos comprimidos é essa (burlar a lei seca), quando sabemos que o objetivo é outro. Todas as drogas existentes são mau utilizadas. Só para citar um exemplo, temos o Viagra, voltado para homens que têm um problema sério de disfunção erétil mas também é usada por jovens sem queixa que só querem potência sexual a qualquer custo. A população acaba com acesso indevido aos medicamentos, o que é muito ruim. O Metadoxil não está isento de efeitos adversos se for usado inadequadamente (taquicardia e comprometimento do fígado são alguns). Ele age no sistema nervoso central e tem ação no fígado. O propósito é acelerar a função hepática no processo de metabolizar o álcool e outras substâncias tóxicas, indicado para quem já tem lesões no órgão ou está profundamente intoxicado pela bebida alcóolica. Por ter este fim, surgiu esta associação de que ele seria capaz de burlar a Lei Seca.
 
iG Saúde: O laboratório, além do público consumidor, também prepara uma carta de esclarecimento para os médicos. Por que decidiram alertar também os profissionais?
Chiazzola: Se o médico não tem uma boa orientação em relação aos medicamentos, após a primeira notícia da imprensa leiga, ele passa a desconsiderar a droga para o tratamento do alcoolismo. O profissional pode acreditar que é uma ‘medicação do bafômetro’, como tem sido chamada, e isso não existe, não há medicamento capaz de burlar a Lei Seca. O uso pode até acelerar a metabolização do álcool mas não faz da pessoa um não infrator da legislação. A recomendação dos policiais, inclusive, é que o motorista espere 12 horas para dirigir, caso tenha bebido. Não há mágica.
 
iG Saúde: E vocês conseguiram identificar como foi a origem desta divulgação de que é um remédio para a Lei Seca? Em alguns relatos, os usuários dizem que a indicação, não oficial, partiu de médicos e farmacêuticos
Chiazzola: Não sabemos de onde surgiu esta fama. Não posso negar que a utilização acelera a metabolização do álcool, mas isso não indica que a pessoa pode continuar bebendo. A abstinência é uma condição para os efeitos positivos do medicamento. Estou no laboratório há um ano, não fiz parte do lançamento, mas quando cheguei ao laboratório fiz reuniões para que relançássemos o produto para afastar essa associação de enganação da lei seca. As evidências científicas mais sólidas que temos mostram que a droga melhora doenças hepáticas já instaladas. Já temos dados também que ela pode ser uma ferramenta para diminuir a vontade de beber, pois atua no cérebro junto aos receptores cerebrais. Mas tudo isso dentro de um tratamento médico, com orientações especializadas.

iG Saúde: O tratamento do alcoolismo é complexo, multifatorial, e os especialistas reclamam que ainda são restritas as opções terapêuticas e quase sempre são exigidas ações diversas. O medicamento de vocês trata o alcoolismo?
Chiazzola : O alcoolismo tem alguns estágios de evolução. O que temos na prática diária é um uso crescente do álcool e uma sociedade que negligencia o consumo abusivo e deletério quando ele não está em uma fase de dependência crônica. Mas antes de chegar ao alcoolismo crônico, já são muitas sequelas importantes. Existe uma propaganda intensa que incentiva o uso de álcool. Os jovens se divertem, confinados em quartinhos, só consumido bebida. As complicações cardíacas e hepáticas resultantes desse uso abusivo são desconsideradas até mesmo pelos médicos. Dificilmente, os clínicos perguntam aos seus pacientes sobre o histórico de uso de bebida. Pois bem, primeiro precisamos alertar que o consumo deletério de álcool é nocivo em qualquer fase e causa dano. O Metadoxil é uma excelente ferramenta indicada, por médicos, para situações em que é constatado um consumo elevado de álcool, em uma fase em que os danos sociais, como desestrutura familiar, ainda não apareceram, mas já há sinais de comprometimentos físicos na função hepática.
 
i G Saúde: Nesta campanha, vocês pretendem acionar a Anvisa e o Conselho de Farmácia para coibir a venda sem prescrição e o mau uso?
Chiazzola: Não elaboramos nenhuma ação direcionada, mas esperamos que a fiscalização sanitária e os farmacêuticos cumpram seu papel. Não há remédio para álcool e direção. Não é proibido beber, mas é proibido beber e dirigir. A mistura de direção e álcool resulta em morte. É o que eu vejo infelizmente todos os dias. Jovens que não chegam em casa porque morreram no caminho. Por isso, somos favoráveis a Lei Seca rígida.
 
Fonte iG

Município paulista registra primeira morte por dengue hemorrágica

No caso de dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava
 rapidamente com sinais de insuficiência circulatória e choque,
 podendo levar à morte
São Paulo - A Secretaria de Saúde de Tupã, no interior do estado, confirmou a primeira morte por dengue hemorrágica na cidade este ano. Segundo a prefeitura, a vítima é Luís Otávio Gomes, 40 anos, que morreu na última terça-feira (12) após passar 24 dias internado depois de ter contraído dengue. Gomes era hipertenso e tinha diabetes, o que pode ter agravado a doença.
 
Desde o começo do ano, 18 casos de dengue foram registrados em Tupã. Por isso, a campanha de combate ao mosquito transmissor da doença foi intensificada na cidade.
 
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo ainda não fechou o balanço sobre os casos de dengue ocorridos no estado este ano. No ano passado, 21.967 casos autóctones (contraídos dentro do estado) foram registrados em São Paulo, número 75,5% inferior aos 90.021 casos que ocorreram em 2011. Segundo a secretaria, 14 pessoas morreram em todo o estado no ano passado por dengue.
 
Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da dengue clássica são febre, dores de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos. Os sintomas da dengue hemorrágica, a forma mais severa da doença, são os mesmos da comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta tais como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência. No caso de dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, com sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar à morte.
 
Fonte Agência Brasil