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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mortes por H1N1 em São Paulo podem estar relacionadas ao uso tardio de Tamiflu, diz Padilha

O ministério orienta que os médicos receitem o Tamiflu nas
 primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas
São Paulo – As 55 mortes registradas no estado de São Paulo de pessoas infectadas pelo vírus Influenza A (H1N1) podem estar relacionadas a doenças preexistentes ou ao uso tardio do antiviral fosfato de oseltamivir (Tamiflu).
 
“A suspeita do ministério, que está investigando junto com o governo do estado, é que pode ter acontecido aqui em São Paulo a mesma coisa que aconteceu no Rio Grande do Sul no ano passado: o principal fator de evolução para o caso grave ou óbito foi ou presença de outras doenças nos pacientes, ou o uso tardio do Tamiflu”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, após participar do Congresso Internacional de Serviços em Saúde, na capital paulista.
 
Até 12 de maio, foram registrados 388 casos da doença em todo país, com 61 mortes. Destas, 55 foram no estado de São Paulo. O número representa 90% das mortes envolvendo o vírus Influenza A (H1N1) registradas no país. “Há garantia da distribuição do Tamiflu, que é distribuído gratuitamente pelo Ministério da Saúde, e há unidades suficientes. A recomendação é que o Tamiflu tem de estar presente em todos os serviços de saúde”, ressaltou o ministro.
 
O ministério orienta que os médicos receitem o Tamiflu nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento nos pacientes que integrem o grupo de risco e que apresentem sintomas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como crianças até 2 anos de idade, gestantes, puérperas (parturientes), indígenas que moram em aldeias, idosos, obesos e doentes crônicos.
 
Fonte Agência Brasil

Anvisa abre consulta pública para normatizar recall de alimentos

Imagem da internet
As autoridades sanitárias deverão acompanhar a destinação
 final das unidades recolhidas
Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu ontem (23) para consulta pública uma proposta de regulamentação para casos em que, por algum tipo de contaminação ou desacordo com as normas, empresas fabricantes ou importadoras precisem fazer o recolhimento de alimentos.
 
Entre as medidas propostas está o prazo de 24 horas para o responsável avisar a agência reguladora sobre o recall a partir do momento em que o responsável tiver conhecimento do problema.
 
A norma deve suprir uma lacuna que ficou evidente no caso da bebida à base de soja Ades, no qual a Unilever, empresa responsável, fez voluntariamente o recall de um lote do produto contaminado por soda cáustica, mas sobre o que a Anvisa só tomou conhecimento pela imprensa.
 
A proposta feita pela agência reguladora também prevê que a empresa responsável pelo alimento alvo de recall, fabricante ou importadora, elabore e implemente um plano de recolhimento dos produtos que deve indicar procedimentos para recolhimento, forma de segregação e destinação final, definição dos responsáveis pela execução das atividades previstas e os procedimentos de comunicação do recolhimento dos alimentos à cadeia de produção, às autoridades sanitárias e aos consumidores.
 
A proposta sugere ainda uma divisão dos alimentos alvo de recall em duas categorias. Na classe 1 ficam produtos considerados impróprios para o consumo, como, por exemplo, alimentos contaminados com soda cáustica e formol. Nesse caso, por implicar risco para a saúde, a empresa deverá encaminhar à Anvisa relatório de acompanhamento do recall a cada 15 dias.
 
Já para situações caracterizadas pelo descumprimento da legislação sanitária nas quais os erros não  causem riscos à saúde ficam na classe 2. Nesse caso, o relatório deverá ser encaminhado a cada 30 dias.
 
O trabalho de recall deverá ser finalizado em 60 dias, nos casos de recolhimentos de alimentos classificados na classe 1 e em 120 dias nos da classe 2. As autoridades sanitárias deverão acompanhar a destinação final das unidades recolhidas.
 
A consulta pública ficará aberta para contribuições por 60 dias. As sugestões podem ser enviadas por meio de formulário específico, disponível no portal da Anvisa.
 
Fonte Agência Brasil

Aumentam casos de doença transmitida por gato no Rio de Janeiro

85% dos pacientes não contraíram a doença pela forma
clássica e, sim, por meio de mordidas, arranhões ou outros
 contatos com gatos doentes
Rio de Janeiro - O Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), informou que, nos últimos 15 anos, 4 mil pessoas contraíram no estado a esporotricose, doença transmitida por gatos, que causa feridas na pele que não cicatrizam. Elas foram tratadas na instituição. O agente causador é o fungo Sporothrix schenckii, transmitido devido à falta de assistência veterinária e controle de profilaxia do animal.
 
A maioria dos casos é de moradores de municípios da Baixada Fluminense e, mais recentemente tem acometido pessoas da zona oeste do Rio. Classicamente, a doença, também conhecida como doença do jardineiro, é adquirida por meio de materiais contaminados e atinge principalmente jardineiros, agricultores e floristas.
 
De acordo com o médico Antonio Carlos Francesconi-do-Valle, pesquisador da Fiocruz, a doença já foi considerada rara no estado, mas nos últimos anos o Ipec constatou um número alto de gatos contaminados.
 
"A equipe do Ipec verificou que cerca de 85% dos pacientes não contraíram a doença pela forma clássica e, sim, por meio de mordidas, arranhões ou outros contatos com gatos doentes. O dado chama a atenção, porque durante muito tempo a esporotricose felina foi considerada rara. Porém, nos últimos sete anos, foram diagnosticados no Ipec mais de 1.500 gatos com esporotricose provenientes do Rio".

A doença já foi considerada rara no estado, mas nos últimos
 anos o Ipec constatou um número alto de gatos contaminados
De acordo com o dermatologista, o paciente com sintomas da esporotricose deve procurar um posto médico e iniciar o tratamento nas unidades que oferecem esse tipo de tratamento.
 
“Primeiramente não devemos falar que os gatos são os grandes vilões. A doença pode pegar em humanos por meio de contato com animais ou pelo solo contaminado. Para ser contaminado precisa ter um agravo, seja um furo ou uma arranhadura na pele. O paciente diagnosticado precisa tomar um medicamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde [SUS] e se submeter a um tratamento de, no mínimo, três meses”, disse Francesconi.
 
Para o pesquisador, as lesões causadas pela doença, dependendo da área do corpo, deixam a pessoa com a autoestima baixa, pois “os nódulos aparentes são feios, parecidos com um tecido cicatricial”. Segundo ele, a lesão na pele começa como um pequeno caroço avermelhado, que, com o passar do tempo, fica mole, libera uma secreção purulenta e se transforma em uma ferida. A ferida, que quase sempre aparece nas mãos, braços ou pernas, pode originar outras, em uma espécie de rastro a partir da lesão inicial.
 
Nos pacientes atendidos no Ipec, de acordo Francesconi, têm sido observadas manifestações raras de esporotricose, como feridas com múltiplas localizações, inclusive com vários trajetos, e lesões nas mucosas da boca, do nariz e dos olhos. Entre as unidades de saúde que oferecem atendimento estão a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz.
 
Fonte Agência Brasil

Estudo avança rumo à vacina universal contra a gripe

Nanopartícula desenvolvida em laboratório foi capaz de neutralizar diversas cepas de influenza em testes preliminares
 
Pesquisadores dos Estados Unidos conseguiram dar um passo importante para desenvolver uma vacina contra a gripe que possa valer por um período mais longo e proteger contra as diferentes versões dos vírus.
 
A cada ano, diante da rápida mutação do H1N1 – responsável pela versão mais grave da influenza –, laboratórios precisam produzir novas vacinas para tentar frear as epidemias, como a que atinge São Paulo desde abril e já matou 30 pessoas no ano na capital e pelo menos 55 no Estado.
            
No trabalho publicado na edição desta quinta-feira, 23, da revista científica Nature, cientistas do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas desenvolveram uma vacina que, em testes feitos com animais, teve um desempenho superior às equivalentes do mercado.
 
O grupo, liderado pelo pesquisador Gary Nabel, fundiu uma proteína viral imunogênica com uma proteína que armazena ferro para criar uma nanopartícula. Aplicada em furões, a substância foi capaz de neutralizar diversas cepas de influenza.
 
Universal
Ao contrário das vacinais atuais, que atacam a variante do vírus que estiver circulando no momento, o modelo criado pelos pesquisadores trabalha estimulando a produção de anticorpos neutralizantes que se ligam a partes dos vírus que são comuns a diferentes cepas. Pode ser o caminho para a tão desejada vacina universal contra a gripe.
           
Mesmo se não levar à vacina universal, o modelo pode servir para o desenvolvimento mais rápido de novas vacinas para novos surtos epidêmicos. Isso porque ela não depende, como ocorre com as vacinas tradicionais, de desenvolver o vírus em ovos de galinha em laboratório.
 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
 
Fonte iG

Conselho Federal de Medicina propõe alternativa à 'importação' de médicos

Agência Brasil
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estuda recrutar médicos
 estrangeiros para trabalhar em áreas consideradas prioritárias
No documento o órgão diz ser essencial que médicos recrutados no exterior sejam submetidos a um exame para validação do diploma, e um teste de fluência em português
 
O Conselho Federal de Medicina (CFM) lança uma última cartada para tentar convencer o governo a desistir do plano de recrutar médicos estrangeiros para trabalhar em áreas consideradas prioritárias. O documento propõe uma estratégia alternativa, com alterações no Programa de Valorização de Atenção Básica, o Provab, o que traria mais atrativos para médicos formados no Brasil a trabalhar nesses locais.             
 
A proposta condiciona a abertura de vagas à instalação de infraestrutura adequada, oferta de insumos, equipamentos de diagnóstico e terapias. A proposta sugere que profissionais recrutados tenham vínculo contratual com o Ministério da Saúde, uma jornada de 40 horas semanais; direito a licença-maternidade e auxílio-doença, férias e aviso prévio de desligamento de 30 dias.              
 
O Provab foi criado em 2011 para tentar atrair médicos para áreas consideradas de difícil provimento: periferias de grandes cidades e postos em municípios afastados. Na edição deste ano, dos 13 mil profissionais solicitados pelas prefeituras, 3.800 assinaram contrato, o equivalente a 29% das vagas abertas. No documento o CFM diz ser essencial que médicos recrutados no exterior sejam submetidos ao Revalida, um exame para validação do diploma, e um teste de fluência em português.
 
Fonte Agência Estado