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terça-feira, 4 de junho de 2013

Tomando a medicação para esquizofrenia

Confira dicas para conviver melhor com os remédios que tratam este transtorno mental
 
A esquizofrenia é uma doença mental grave, que necessita tratamento medicamentoso. Hoje, o transtorno pode ser tratado com diversos medicamentos, que devem ser ministrados corretamente para atingir sua eficácia máxima.
 
A Academia Americana de Médicos da Família, dos Estados Unidos, dá algumas dicas para quem está tomando medicação para esquizofrenia:
 
- Tome o medicamento todos os dias no mesmo horário

- Consuma bastante líquido ao longo do dia

- Como a medicação pode aumentar a sensibilidade à temperatura, evite climas quentes e use roupas em camadas em climas frios

- Não interrompa a medicação sem consultar o médico

- Converse com seu médico sobre quaisquer efeitos colaterais ou outros problemas relacionados ao medicamento
 
Fonte iG

Pesquisa indica que uso de avatares ajuda a tratar esquizofrenia

Divulgação/University College London
Os pacientes foram convidados a criar avatares das
vozes que diziam escutar
Após montarem no computador um rosto e uma voz que combinavam com a voz que diziam escutar, pacientes esquizofrênicos relataram melhora em sintomas da doença
 
Uma pesquisa britânica indica que o uso de avatares pode ajudar no tratamento de pacientes esquizofrênicos, que escutam vozes. O estudo, divulgado na publicação científica British Journal of Psychiatry e conduzido por uma equipe da University College London, se concentrou em pacientes que não responderam à medicação padrão usada para tratar da doença.
 
Os pacientes criaram avatares, escolhendo um rosto e uma voz que combinavam com as vozes dentro de suas cabeças. Depois de seis sessões de terapia, quase todos os 16 pacientes que terminaram o tratamento disseram que as vozes melhoraram, e três deles disseram que as vozes pararam completamente.
 
Confrontando
O estudo, liderado pelo psiquiatra e professor emérito da University College London, Julian Leff, comparou 14 pacientes que se submeteram à terapia com avatares com 12 pacientes que receberam a medicação antipsicótica padrão e tiveram sessões ocasionais de terapia.
 
Mais tarde os pacientes do segundo grupo também se submeteram à terapia com avatares. Leff falou com os pacientes por meio de seus avatares em sessões de terapia. Aos poucos, ele treinou os pacientes a confrontar as vozes.
 
"Eu incentivo o paciente dizendo: você não pode aceitar isso, você deve dizer ao avatar que o que ele, ou ela, está dizendo é um absurdo, que você não acredita nessas coisas, e que ele, ou ela, deve ir embora, e deixá-lo em paz. Você não precisa desse tormento," disse Leff.
 
"Gradualmente o avatar muda de atitude dizendo, 'tudo bem, vou te deixar em paz. Eu sei que tornei sua vida muito infeliz, como posso te ajudar?' E então começa a incentivá-los a fazer coisas que podem melhorar suas vidas," contou Leff.
 
No final do tratamento, os pacientes disseram que ouviam as vozes com menos frequência e que não ficavam mais tão perturbados com elas. Os níveis de depressão e os pensamentos suicidas também diminuíram, o que é particularmente relevante em um grupo de pacientes onde um em dez tenta o suicídio.
 
Alta taxa de abandono
O fato de apenas 16 dos 26 pacientes terem completado o tratamento foi atribuído por pesquisadores ao medo incutido pelas vozes que os pacientes escutam, algumas das quais "ameaçaram" ou "intimidaram" os pacientes a deixar a terapia.
 
Novas opções de tratamento foram aceitas por um em cada quatro pacientes com esquizofrenia que não respondem à medicação. A terapia cognitiva comportamental pode ajudá-los a lidar com as vozes, mas não costuma aliviá-las.
 
Um estudo maior, com 142 pacientes, está previsto para começar no mês que vem em colaboração com o Instituto de Psiquiatria do King's College London.
 
O Professor Thomas Craig, que vai conduzir o estudo maior, disse: "A beleza da terapia com avatar é sua simplicidade e coragem. A maioria das terapias para esse tipo de doença é cara e demorada."
 
"Se nós mostrarmos que este tratamento é eficaz, esperamos que ele esteja amplamente disponível no Reino Unido em apenas dois anos. A tecnologia básica usada no tratamentos está bem desenvolvida, e muitos profissionais de saúde mental já têm as habilidades terapêuticas necessárias para aplicá-lo."
 
Fonte iG

Sujeira e riscos esvaziam abrigos e enchem as ruas

Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia
Vidros de janelas quebrados e paredes sujas próximo à cama
 em que uma mulher dorme no abrigo de Paciência: muitos
 voltam para as ruas
Vistoria de comissão da Câmara encontra alimentos fora de validade, percevejos, colchões inadequados, falta de médicos e banheiros sujos em unidade de Paciência
 
Rio - Mau cheiro, riscos de doenças e abandono. Tais condições poderiam ser características de quem vive ao relento, mas, na verdade, é o cenário encontrado por moradores de rua quando chegam ao Rio Acolhedor, abrigo da prefeitura em Paciência, na Zona Oeste.
 
O DIA acompanhou a visita da vereadora Teresa Bergher (PSDB) ao local ontem e constatou várias precariedades, como banheiro masculino em condições insalubres e sem papel higiênico, alimentos na cozinha fora da validade, proliferação de percevejos e colchões deteriorados.
 
Além disso, segundo a assessora técnica do abrigo, Michele Larrubia, havia 107 pessoas a mais do que a capacidade do espaço (350) e viciados em crack, tuberculosos, doentes mentais e alcoólatras conviviam com demais frequentadores. Não há médicos trabalhando no local, apenas dois enfermeiros e quatro auxiliares de enfermagem.
 
Na triagem, onde ficam 80 pessoas, algumas declararam estar lá há 50 dias, como Paulo Cristiano Souza, de 19 anos. “Quem não está doente acaba pegando alguma coisa”, disse Paulo, que tinha picadas de percevejo no peito.
 
Cosme de Almeida, de 47, alegou que está há dois meses sem conseguir tirar seus documentos e, por isso, era difícil sua reinserção na sociedade. Ele contou que parte do pouco dinheiro que recebia como auxiliar de construção era usada para pagar funcionários do abrigo para lavar suas roupas (cerca de R$ 20).
 
Em um quarto escuro, cinco tuberculosos convalesciam. Frequentadores declararam que eles comem no mesmo refeitório de todos.

A Secretaria de Desenvolvimento Social informou que estuda ampliar abrigos e atribuiu a superlotação à chegada do frio e ao aumento do número de ações de abordagem.
 
Sobre os percevejos encontrados no local, disse que houve imunização e que os banheiros passam por faxinas regulares, e a limpeza e a conservação seguem normas de higiene para ambientes deste porte.
 
Vereadora: precariedade explica evasão
O cenário de ontem no abrigo, segundo a vereadora Teresa Bergher, pode explicar o motivo pelo qual poucas das cerca de 70 pessoas que chegam diariamente ao local, levadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, declaram que querem permanecer.

Ela fará nesta terça-feira, às 9h30, audiência pública sobre o tema na Câmara. “O abrigo não oferece nada. Só serve para comer e dormir” afirmou Teresa.
 
Sônia Silva do Nascimento, de 54, disse que aguarda desde março para receber tratamento médico no joelho e na coluna. Outros moradores, que não quiseram se identificar, relataram truculência por parte dos educadores. “Eles já jogaram até uma pessoa à força na rua. Teve caso que foi parar na delegacia”.

Fonte O Dia

Como se proteger das superbactérias

Arquivo pessoal
Gabriel Montagnani foi hospitalizado por causa da
 Staphylococcus Aureus resistente à meticilina
Elas são motivo de preocupação, mas não de pânico. Saiba mais como acontece o contágio e o que você pode fazer para se prevenir
 
O prefixo super pode assustar, mas o temor em relação às superbactérias tem fundamento. Uma das grandes preocupações médicas atuais é a escassez de medicamentos para combater esses micro-organismos cada vez mais resistentes. Algumas atitudes simples, como um sistema imune fortalecido e medidas de higiene fáceis de incorporar na rotina podem ajudar a mantê-las longe do corpo.
           
Por muito tempo, o uso indiscriminado dos antibióticos foi negligenciado pela população e pelas autoridades de saúde. O resultado desse longo período de abusos foi a mutação das bactérias. Muitas se tornaram resistentes à maioria dos antibacterianos convencionais disponíveis no mercado, existindo até mesmo casos de resistência total – de onde veio a denominação super.
 
Atualmente, as superbactérias mais temidas são a MRSA ( Staphylococcus Aureus resistente à meticilina), KPC ( Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase ) e a NDM-1 ( New Delhi metallo-B-lactamase-1 ), esta última responsável pelas recentes infecções hospitalares em hospitais de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 
 
"É importante ressaltar que desde a descoberta da penicilina as bactérias têm sofrido mutações", explica Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
 
"Elas querem sobreviver a qualquer custo e sob qualquer condição, por isso adquirem a capacidade de transmitir códigos genéticos entre si e para outras bactérias de outra espécie e começam a neutralizar os antibióticos. Elas podem destruir o antibiótico com que entraram em contato, podem expulsar o medicamento da célula ou até mesmo inativá-lo", explica o infectologista.

Erra quem pensa que as pessoas afetadas pelas bactérias resistentes são somente aquelas que se medicaram frequentemente com antibióticos, seja ele prescrito pelo médico ou administrado por decisão própria, a conhecida automedicação.
 
A maioria dos casos de infecção hospitalar é causada por bactérias endógenas, ou seja, por aquelas que carregamos naturalmente no organismo. Um exemplo disso é a Escherichia coli (E. Coli), que habita o intestino. Quando ela migra para outras partes do corpo provoca uma infecção difícil de tratar.
 
"Se algumas bactérias do intestino vão para o trato genital, por exemplo, podem causar infecções. Para serem consideradas bactérias boas, elas têm de permanecer no lugar que foi designado a elas", explica Gorinchteyn.
 
Infecção hospitalar
No caso hospitalar, a infecção acontece, na maior parte dos casos, no paciente que já está internado há algum tempo, já tomou muitos antibióticos e tem o sistema imunológico fragilizado.  Muitos pacientes com a imunidade fragilizada são preventivamente tratados com antibióticos, para evitar que as bactérias internas se manifestem, caso contrário ele será literalmente atacado por um "fogo amigo".
 
Os outros casos causados por bactérias que não vivem no corpo, considerados minoria em relação às bactérias que já carregamos, já têm a atenção dos hospitais, que trabalham para minimizar qualquer tipo de surto ou infecção. Muitos hospitais já têm UTI com controle da pressão do ar, uma medida para evitar a disseminação de bactérias.
 
"Se alguém estiver com tuberculose, eliminando bactérias para o ar, o paciente ficará em um quarto com com pressão negativa. Quando a porta se abre, o ar de fora entra. Se o ar sair, as bactérias podem sair junto, contaminando outros espaços", explica o diretor do departamento de infectologia do Hospital Heliópolis (SP), Juvêncio Furtado.
 
Novas regras
Há pouco mais de um ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou a venda de antibióticos. O medicamento só pode ser vendido mediante a apresentação e retenção da receita, que vale somente por 10 dias, além de outras normas de controle. Segundo Jean Gorinchteyn, além da restrição da Anvisa,  médicos estão recebendo orientação sobre a prescrição racional de dessa classe de remédios. Quem faz esse controle são as comissões de controle de infecções hospitalares.
 
“O controle da ingestão de antibióticos está sendo feito, mas só vamos ver o resultado provavelmente depois de 5 anos ou 10 anos”, explica Furtado.
 
Ele também ressalta que seria necessário um controle no uso de antibióticos na agricultura e na pecuária. “Se você come uma carne de um boi que foi tratado com antibióticos, você ingere antibióticos também”, explica Furtado, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.
 
Susto no Exterior
Outra bactéria comum que circula por aí causando preocupação nos médicos é a Staphylococcus Aureus. Na versão ‘original’, ela é combatida por antibióticos comuns sem maiores complicações. O problema está na versão super, mutação que agora resiste à maioria dos antibióticos existentes no mundo.
 
O publicitário Gabriel Montagnani, 24 anos, foi uma das vítimas dela. Ele teve uma infecção na glândula salivar parótida (localizada um pouco abaixo da orelha, responsável pela produção de saliva).
 
“No hospital, fui medicado com antibióticos comuns que não mataram a bactéria, apenas mascararam a infecção”, conta.
 
O publicitário foi liberado do hospital, e, sentindo-se melhor, embarcou para Nova York no dia seguinte. A infecção e o inchaço voltaram com força total em plena viagem e lá foi Gabriel para o hospital. Após uma junta médica norte-americana diagnosticar que a Staphylococcus Aureus resistente à meticilina (MRSA) era a visitante indesejada, ele foi medicado com um antibiótico eficaz contra a mutação ‘super’ da tal bactéria.
 
“Voltei mais cedo dos EUA porque a assistência médica lá é muito cara”, diz Montagnani. Para efeitos de comparação, uma dose intravenosa ou 1 comprimido desse antibiótico custa cerca de R$ 200 – e foram necessárias duas por dia – por três semanas.
 
Prevenção
O infectologista Juvêncio Furtado, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia esclarece que ninguém pega uma bactéria simplesmente por andar na rua.
 
"Elas precisam de uma porta de entrada. Para pegar uma infecção, a pessoa precisa ter um machucado, ou levar a mão com a bactéria à boca ou por meio de soluções não estéreis injetadas no sangue", explica.
 
Para prevenir o contágio por bactérias é importante lavar as mãos com frequência, evitar colocá-las em contato com boca, nariz, olhos e ouvidos quando estão sujas e manter o corpo descansado e bem alimentado – isso ajuda o sistema imunológico a se manter forte para lutar contra qualquer visitante indesejado.
 
“É um mito a história de que pessoas saudáveis que visitam doentes em hospitais contraem superbactérias”, esclarece o médico.
 
Fonte iG

Outra paciente registra queixa contra técnico acusado de atacar mulher no Quinta D’Or

Foto:  Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Paciente ficou internada entre 14 e 17 de fevereiro. No período,
 enfermeiro teria feito visitas sozinho ao leito
Rio - Mais uma mulher diz ter sido vítima do técnico em enfermagem que está sendo investigado pela 17ªDP (São Cristóvão) por estupro a uma universitária no Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão.
 
A ex-paciente, de 66 anos, procurou a polícia nesta segunda-feira e relatou que foi molestada quando fazia tratamento de câncer no fígado, em fevereiro.
 
Em nota, a instituição informou que não há qualquer registro de denúncia ou reclamação anterior ao dia 13 de maio, quando a estudante fez a queixa contra o profissional.
 
“Ele encostava o órgão sexual na mão dela e tentou forçá-la a fazer sexo oral. Na época, ficamos transtornados. Mas resolvemos não levar adiante, porque minha mãe estava bastante debilitada e ainda passa por quimioterapia. Se não fosse por essa pessoa, talvez, a gente não teria contado. Que outras pessoas apareçam. Tenho certeza que esse cara fazia isso com rotina”, contou J. S., de 45 anos, filha da idosa.
 
A paciente ficou internada entre os dias 14 e 17 de fevereiro. Durante este período, o enfermeiro teria feito visitas sozinho ao leito no CTI da paciente. “Nosso erro foi não ter documentado a denúncia no hospital. Apenas fizemos queixas verbais. A minha mãe tinha acabado de passar por uma cirurgia e teve que viver isso. Ela contou que o enfermeiro entrava no leito, apagava a luz e ficava se esfregando”, afirmou J. S.
 
Como divulgamos com exclusividade na semana passada, a polícia abriu inquérito para investigar a conduta do profissional após denúncia de uma universitária de 36 anos.
 
O técnico foi demitido do Quinta D’Or por ter quebrado protocolo: deu banho sozinho na paciente.
 
“Numa das vezes, ele disse que mal podia esperar o próximo plantão para me encontrar. Estava recém-operada, no CTI, e ele tentou abrir minha boca e colocar o órgão genital”, contou a estudante.
 
Polícia pede preventiva outra vez
A polícia encaminhou, nesta segunda-feira, novamente, o pedido de prisão preventiva contra o técnico em enfermagem. Na primeira vez, o Ministério Público indeferiu e pediu mais provas. O acusado já foi indiciado por estupro de vulnerável.
 
Imagens do setor de monitoramento do hospital mostram ele entrando várias vezes no quarto da paciente.
 
Em depoimento, o técnico contou que foi ao leito, pois o alarme do monitor tocava constantemente.
 
Ele disse que ficou sozinho com a universitária, durante o banho dela, por três minutos.
 
Isso teria acontecido porque ele mandou a outra enfermeira verificar o soro.
 
Fonte O Dia