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terça-feira, 18 de junho de 2013

Laboratórios investem na criação do 'Viagra feminino'

Medicações vasculares, como o componente do Viagra, já foram
  tentadas em mulheres, mas não aumentam o desejo sexual
Para a indústria farmacêutica, é como a busca pelo Santo Graal: encontrar a pílula do desejo feminino tem se mostrado um processo tão complexo e infrutífero quanto a perseguição ao mitológico Cálice Sagrado por cavaleiros medievais.
 
Hoje, no entanto, as pesquisas parecem estar mais próximas de um medicamento que dê às mulheres com distúrbios sexuais a satisfação que o Viagra e seus concorrentes dão aos homens.
 
O principal contendor nessa corrida é o laboratório Emotional Brain, segundo aponta o jornalista Daniel Bergner, autor de "What Do Women Want?: Adventures in the Science of Female Desire" (o que as mulheres querem?: aventuras na ciência do desejo feminino), lançado neste mês nos EUA.
 
A empresa, fundada na Holanda, vem realizando testes com as drogas Lybrido e Lybridos. Espera ter ainda neste ano aprovação da FDA (vigilância sanitária dos EUA) para fazer testes com um número maior de mulheres e estima em dois anos o prazo para chegar ao mercado.
 
Apesar do otimismo do dono da companhia, Adriaan Tuiten, experiências anteriores citadas no livro acabaram suspensas depois de milhões de dólares gastos e resultados insatisfatórios.
 
Ratas escitadas 
Há o caso do Bremelanotide, que teve bons resultados em testes em 2006 e 2007. Ratinhas que usaram o medicamento deram explosivas demonstrações de disposição para o sexo.

Quando chegou às mulheres, relata o livro, as reações foram animadoras """Eu estava totalmente focada em sexo, não pensava em mais coisa nenhuma", disse uma das participantes da experiência.
 
O medicamento, porém, provocava náusea e aumento da pressão, e o projeto acabou abortado.
 
O Bremelanotide, assim como outras drogas experimentadas no passado, estão sendo testados novamente, em outras formulações.
 
Ataque duplo
Mas, diferentemente de seus predecessores, os medicamentos da Emotional Brain se baseiam na combinação de dois agentes. No Lybrido, a pílula é coberta por uma camada de testosterona, que derrete na boca --o gosto é de hortelã--, e o remédio engolido tem um componente semelhante ao do Viagra.
 
A ideia é que os dois deixem a mente mais aberta aos impulsos eróticos, ao mesmo tempo em que melhorem o fluxo sanguíneo na região genital, diz Bergner no livro, que já recebeu uma oferta para publicação no Brasil.
 
No Lybridos, em vez do componente semelhante ao do Viagra, a pílula engolida tem buspirona, ansiolítico.
 
Enquanto a mágica pílula não chega, médicos procuram opções para atender as mulheres --5,8% das brasileiras de 18 a 25 anos não têm desejo, índice que sobe para 19,9% depois dos 60 anos, informa o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, liderado pela psiquiatra Carmita Abdo.
 
Abdo, 62, que é coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP, diz que uma opção é o uso de medicação que age sobre neurotransmissores, como o antidepressivo bupropiona.
 
"O remédio não foi idealizado para isso, mas melhora a disposição para o sexo, pois coloca a dopamina mais à disposição, e a dopamina vai agir nos centros do prazer."
 
Seu uso, porém, deve ser "criterioso". "A substância não pode ser usada no caso de a paciente ter predisposição para convulsão, ter sido ou ser anoréxica, bulímica, ansiosa, insone ou usar drogas ou bebidas em excesso."
 
Outra opção é a aplicação de testosterona, hormônio masculino que, em menor concentração, também está presente nas mulheres.
 
"Existem pesquisas mostrando que a testosterona pode oferecer vantagens para melhorar a libido feminina", afirma o ginecologista César Eduardo Fernandes, 62, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.
 
Ele lembra que medicações vasculares, como o componente do Viagra, já foram tentadas em mulheres, mas não aumentam o desejo sexual. "Para que o Viagra funcione, é fundamental que o homem tenha a libido preservada."
 
No caso das mulheres, explica o ginecologista, o grande problema é a ausência de desejo. E só melhorar o fluxo sanguíneo para a área genital não resolve: "A libido feminina é multifatorial. Ela não depende só de ter um parceiro que possa causar o desejo. Ela precisa ter uma relação afetiva de boa qualidade, depende de odores, de ambiente, do nível hormonal em que ela se encontra".
 
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Atividades em grupo têm sido mais procuradas por pais de crianças com autismo

Wilker Vilela, 12, encena peça musical no teatro Dias Gomes, em SP
Ze Carlos Barretta/Folhapress
Wilker Vilela, 12, encena peça musical no teatro
 Dias Gomes, em SP
Assim que a cortina desceu e o teatro lotado começou a aplaudir, Wilker Vilela, 12, ficou feliz com a sua estreia nos palcos. "Gostei, é muito bom o calor dos aplausos."
 
Wilker é um dos 21 jovens do projeto Aut, que busca, por meio do teatro, ajudar crianças com autismo a melhorar suas habilidades sociais e a superar dificuldades de comunicação.
 
"Para ser um ator é necessário se expor ao público, esperar a vez de entrar, interagir, passar um certo charme. Tudo o que uma criança com autismo não tem", diz a neuropsicóloga Tatiane Ribeiro, que montou o projeto com a ajuda da também especialista em neuropsicologia Liège Felício, da fonoaudióloga Lais Mazzega e do diretor Deto Montenegro.
 
Depois de um ano de ensaios semanais, a estreia do musical teatral aconteceu no mês passado, no teatro Dias Gomes, em São Paulo.
 
No início, conta Ribeiro, os jovens não olhavam uns para os outros, apenas para baixo. O som alto, o ambiente apertado da coxia e a expressão das emoções em cada fala foram dificuldades superadas pelos agora atores.
 
Apesar de o objetivo inicial não ter sido uma terapia formal, as aulas de teatro acabaram dando resultados. A melhora na empatia dos jovens será medida por testes.
 
Esse tipo de atividade em grupo tem sido cada vez mais procurada pelos pais das crianças com autismo, segundo a psicóloga Roberta Marcello, diretora do instituto Priorit, no Rio.
 
"O foco é estimular a troca social das crianças", diz ela. Entre as atividades oferecidas na Priorit, especializada no tratamento de crianças com autismo e deficit de atenção, estão a capoeira, o judô, o canto e o desenho, indicadas a partir dos quatro anos de idade e realizadas com terapeutas que as adaptam à realidade do transtorno.
 
Segundo a psicóloga, muitos pais buscavam essas atividades em escolas normais, mas as crianças não conseguiam se adequar.
 
"É importante não só contornar as dificuldades da criança mas estimular suas habilidades", diz Marcello.
 
Segundo a psicóloga Caia Pacífico, colaboradora no Ambulatório de Autismo do IPq (Instituto de Psiquiatria) da USP, essas atividades não podem ser consideradas terapias, pois carecem de evidências científicas, "mas podem ter caráter terapêutico, na medida em que favorecem uma interação com o outro".
 
Terapias
Entre os tratamentos individuais do autismo, destacam-se as terapias comportamentais e a psicanálise, sendo que a última tem sido alvo de críticas pela alegada falta de estudos científicos que comprovem seus resultados.
 
O método ABA (análise aplicada do comportamento, em inglês), usado desde a década de 1960, baseia-se em programas estruturados sob a ideia de um comando, um comportamento resultante (reação ou falta de reação) e uma consequência, como a recompensa por um comportamento desejado, explica a psicóloga comportamental Cláudia Romano, diretora do grupo Gradual.
 
"Há programas para desenvolver a sociabilidade, treinar o uso do banheiro, para alfabetização, linguagem etc.", completa Pacífico.
 
Já o Teacch (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Deficits relacionados com a Comunicação), desenvolvido no início dos anos 1970, usa estímulos visuais, como figuras, e corporais, como gestos, para a comunicação.
A psicanálise, por outro lado, não se concentra nos sintomas. Segundo Vera Regina Fonseca, diretora científica da Sociedade Brasileira de Psicanálise, o método busca a superação das dificuldades de relacionamento da criança por meio de jogos e da participação ativa do analista, como objeto de desenvolvimento da criança.
 
O objetivo é que ela consiga compartilhar emoções e compreender o que outras pessoas estão sentindo.
 
"Buscamos identificar quem a criança é, e não como gostaríamos que ela fosse. As outras terapias têm uma ideia de como a criança deve ser."
 
O Centro de Educação Terapêutica Lugar de Vida, em São Paulo, usa uma abordagem que mescla a psicanálise com a educação e também as atividades em grupo.
 
"Partimos da ideia de que a educação constrói a subjetividade e molda um modo de ser e como a criança se relaciona com os outros", diz Maria Cristina Kupfer, uma das fundadoras da instituição.
 
Uma característica do local são os grupos de educação terapêutica. "Formamos minigrupos com crianças com diferentes dificuldades, formando uma pequena experiência do que seria uma socialização de fato", diz Cristina Keiko, do conselho administrativo da instituição. Entre as atividades propostas estão oficinas de música, de cozinha e de escrita.
 
Maria Eugênia Pesaro, também da Lugar de Vida, diz que há uma busca por dar voz à criança autista: "Isso não significa que ela tenha de falar, o objetivo é que o que quer que a criança produza, seja fala, seja outro meio de expressão, tenha a ver com querer estar com o outro."
 
 
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Menina que desafiou leis de transplantes nos EUA é operada com sucesso

Sarah comemou com os pais no fim de maio o centésimo dia no hospital, quando ainda esperava pela cirurgia
Associated Press
Sarah comemorou com os pais no fim de maio o centésimo
 dia no hospital, quando ainda esperava pela cirurgia
A menina de 10 anos que conseguiu uma mudança nas leis de transplantes para menores nos Estados Unidos recebeu nesta quarta-feira um pulmão adulto em uma cirurgia bem-sucedida, informou a família.
 
Sarah Murnaghan, que sofria de uma fibrose cística avançada e tinha poucas semanas de vida, conseguiu - após uma operação de seis horas - ter um pulmão adulto transplantado no hospital Infantil da Filadélfia.
 
Por enquanto, não houve complicações, mas este tipo de transplante implica em um grande número de riscos e, inclusive, a paciente pode voltar a sofrer problemas no longo prazo.
 
Sua família conseguiu na semana passada, através da ordem de um juiz, que a rede responsável por autorizar e regular os transplantes de órgãos nos Estados Unidos não obrigasse Murnaghan a esperar por um pulmão de um doador infantil menor de 12 anos (como pede a lei) e que pudesse optar pelo de um adulto.
 
A família pediu uma revisão das normas de transplantes, já que pessoas em estado menos grave que o de sua filha tinham preferência para optar por um pulmão válido.
 
Seus pais argumentaram que sua filha e outras crianças dos EUA estavam em desvantagem na hora de esperar por um transplante e que, em alguns casos, a utilização de um órgão adulto poderia salvar vidas.
 
O caso de Murnaghan encorajou à família de Javier Costa, de 11 anos e também com um caso avançado de fibrose cística, a iniciar um processo similar, o que permitiu que optassem por um pulmão adulto que ainda não chegou.
 
Fonte Folhaonline

Gravidez, cuidado pré natal e saúde bucal

Gestantes com problemas nas gengivais têm maior
 propensão a dar à luz a bebês prematuros
Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais
 
A saúde bucal pode afetar a gravidez?
Há cada vez mais evidências sugerindo a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal. As gestantes portadoras de enfermidades gengivais têm maior propensão a dar à luz a bebês prematuros e abaixo do peso normal.
 
Outros estudos devem ainda ser feitos para que se estabeleça de que maneira as enfermidades gengivais afetam a gestação. Parece que essas doenças aumentam os níveis dos fluidos biológicos que estimulam o trabalho de parto. Os dados também sugerem que quando uma enfermidade gengival piora durante a gravidez, o risco de o bebê nascer prematuro aumenta.

Que posso fazer para garantir uma gravidez saudável?
O melhor conselho que se pode dar a uma mulher que está pensando em engravidar é ir ao dentista e resolver todos os problemas bucais, antes de ficar grávida.
 
Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais. Uma higiene bucal adequada, o uso diário do fio dental, uma alimentação equilibrada e visitas periódicas ao dentista são medidas que ajudam a reduzir os problemas dentários que acompanham a gestação.

Que problemas orais podem ocorrer durante a gravidez?
Os estudos revelam que um grande número de mulheres tem gengivite durante a gravidez, com acúmulo de placa bacteriana que se deposita nos dentes irritando a gengiva.
 
Mantendo seus dentes sempre limpos, especialmente na região do colo dentário, área em que a gengiva e os dentes se encontram, você pode reduzir significativamente ou até evitar a gengivite durante a gravidez. E além disso, você pode ajudar ainda mais a saúde de seus dentes, substituindo os doces por alimentos integrais tais como queijo, verduras e frutas frescas.

O que posso esperar de uma consulta com o dentista durante meu período de gravidez?
Em primeiro lugar, não deixe de informar o dentista que você está grávida. É melhor marcar uma consulta entre o quarto e sexto mês de gravidez, porque os três primeiros meses são os mais importantes no desenvolvimento da criança. No último trimestre da gravidez, o estresse associado com a consulta ao dentista pode aumentar a incidência de complicações pré-natais.
 
Na maior parte dos casos, radiografias, anestésicos dentais, medicação contra a dor e antibióticos (especialmente a tetraciclina) não são receitados durante o primeiro trimestre da gravidez, a não ser que sejam absolutamente necessários. Além disso, sentar-se em uma cadeira de dentista nos últimos três meses da gestação pode ser algo muito desconfortável. Há também evidências de que as gestantes podem ser mais suscetíveis à náusea. Mas, não se preocupe, pois seu dentista está preparado para ajudá-la nesta situação.
 
Se precisar fazer uma consulta de emergência, avise o consultório, antes de chegar lá, que você está grávida. Informe a respeito de qualquer tensão que estiver sofrendo, abortos naturais anteriores e medicamentos que esteja tomando. Tudo isso pode influenciar a forma pela qual seu dentista vai atendê-la e tratá-la. É bem provável que seu dentista entre em contato com seu médico, antes de iniciar qualquer tratamento.
 
Se tiver qualquer dúvida, insista para que seu dentista fale com seu médico. E se o dentista prescrever qualquer medicamento, não aumente a dosagem recomendada, mesmo no caso de uma simples aspirina.
 
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2013 Colgate-Palmolive.

Lúpus eritematoso sistêmico

Lúpus eritematoso sistêmico
Definição
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica. O LES pode afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos.
 
Nomes alternativos
Lúpus eritematoso disseminado; LES; lúpus, lúpus eritematoso
 
Causas, incidência e fatores de risco
O LES (lúpus) é uma doença autoimune. Isso significa que há um problema com a resposta normal do sistema imunológico do organismo.
 
Normalmente, o sistema imunológico ajuda a proteger o corpo de substâncias nocivas. Mas nos pacientes com uma doença autoimune, o sistema imune não consegue diferenciar entre substâncias nocivas e substâncias saudáveis.
 
O resultado é uma resposta imune excessiva que ataca células e tecidos que de outro modo seriam saudáveis. Isso leva a inflamação a longo prazo (crônica).
 
A causa subjacente das doenças autoimunes não é totalmente conhecida. O LES pode ser brando ou grave o suficiente para levar à morte e afeta nove vezes mais mulheres do que homens. Pode ocorrer em qualquer idade, mas aparece mais frequentemente em pessoas entre 10 e 50 anos. Os afro-descendentes e os asiáticos são afetados com mais frequência do que pessoas de outras raças.
 
O LES também pode ser causado por algumas drogas.
 
Sintomas
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e podem aparecer e desaparecer. A doença pode afetar primeiramente um órgão ou sistema do organismo. Outros podem ser afetados posteriormente.
 
Quase todas as pessoas com LES têm dor e edema nas articulações. Algumas desenvolvem artrite. As articulações frequentemente afetadas são as dedos, mãos, punhos e joelhos.
 
Outros sintomas comuns incluem:
  • Dor no peito ao inspirar profundamente
  • Fadiga
  • Febre sem outra causa
  • Desconforto geral, ansiedade, mal-estar
  • Perda de cabelo
  • Feridas na boca
  • Sensibilidade à luz do sol
  • Rash cutâneo – um rash em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponte do nariz afetam cerca de metade das pessoas com LES. O rash piora com a luz do sol. O rash também pode ser generalizado.
  • Linfonodos aumentados
Outros sintomas dependem de qual é a parte do corpo afetada:
  • Cérebro e sistema nervoso:
    • Dores de cabeça
    • Deficiência cognitiva leve
    • Dormência, formigamento ou dor em braços e pernas
    • Alterações de personalidade
    • Psicose
    • Risco de acidente vascular cerebral (AVC)
    • Convulsões
    • Problemas de visão
  • Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômitos
  • Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmias)
  • Rins: sangue na urina
  • Pulmões: tosse com sangue e dificuldade para respirar
  • Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud)
 
Exames e testes
O diagnóstico de LES se baseia na presença de pelo menos 4 das 11 características típicas da doença. O médico auscultará o seu peito com um estetoscópio. Um som chamado atrito pericárdico ou atrito pleural poderá ser escutado. Também será realizado um exame neurológico.
 
Os exames usados para diagnosticar o LES incluem:
  • Exames de anticorpos, como:
    • Teste de anticorpos antinucleares
    • anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)
    • Anticorpos antifosfolipídeos
    • Anticorpos anti-Smith
  • Hemograma completo para mostrar baixa contagem de glóbulos brancos, hemoglobina ou plaquetas
  • Radiografia de tórax evidenciando pleurite ou pericardite
  • Biópsia renal
  • Uranálise para mostrar sangue, cilindros ou proteína na urina
 
Essa doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
  • Anticorpos anti-SSA ou anti-SSB
  • Anticorpo antitireoglobulina
  • Anticorpo microssômico antitiroide
  • Componentes do complemento (C3 e C4)
  • Teste de Coombs – direto
  • Crioglobulinas
  • Velocidade de hemossedimentação
  • Fator reumatoide
  • RPR – um exame de sífilis
  • Eletroforese de globulina sérica
  • Eletroforese de proteína sérica
 
Tratamento
Não há cura para o LES. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas. Os sintomas individuais determinam o tratamento.
 
A doença branda que envolve rash, dores de cabeça, febre, artrite, pleurisia e pericardite não necessita de muita terapia.
  • Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são usados para tratar artrite e pleurisia
  • As pomadas com corticoides são usadas para tratar o rash cutâneo
  • Uma droga antimalárica e corticoides de baixa dosagem também são usados às vezes para a pele e os sintomas de artrite
Você deve utilizar roupa protetora, óculos de sol e protetor solar quando estiver ao sol.
 
Sintomas graves ou que acarretem risco de morte (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central) frequentemente necessitam de tratamento com um reumatologista e outros especialistas.
- Corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imune podem ser prescritos para controlar os diversos sintomas
 
- São usadas drogas citotóxicas (drogas que bloqueiam o crescimento celular) para tratar as pessoas que não respondem bem aos corticoides ou que não conseguem parar de tomar corticoides sem que os sintomas piorem
 
Lúpus, discoide no rosto de uma criança
Evolução (prognóstico)
O prognóstico para pessoas com LES melhorou nos últimos anos. Muitas pessoas têm a forma branda da doença.
 
As mulheres que sofrem de lúpus e engravidam, frequentemente são capazes de manter a gravidez e dar à luz um bebê normal, desde que não sofram de doença renal ou cardíaca grave e o LES esteja sendo tratado adequadamente.
 
A presença de anticorpos antifosfolipídeos pode aumentar a possibilidade de perda na gravidez. A taxa de sobrevivência em 10 anos para os pacientes de lúpus é de mais de 85%.
 
As pessoas com  comprometimento grave do cérebro, pulmões, coração e rins têm resultados piores do que outras em termos de sobrevivência e incapacidade.
 
Complicações
Algumas pessoas com LES têm depósitos de anticorpos nas células (glomérulos) dos rins. Isso leva a uma doença chamada de nefrite lúpica. Os pacientes com essa doença podem acabar desenvolvendo insuficiência renal e precisar de diálise ou de um transplante renal.

O LES causa danos em diferentes partes do corpo, inclusive:
  • Coágulos sanguíneos nas pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar)
  • Destruição dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) ou anemia crônica
  • Líquido ao redor do coração (pericardite), endocardite ou inflamação do coração (miocardite)
  • Líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais), danos ao tecido pulmonar (doença pulmonar intersticial)
  • Complicações da gravidez, incluindo aborto espontâneo e recidiva de LES durante a gravidez
  • AVC 
  • Contagem muito baixa de plaquetas no sangue (trombocitopenia)
  • Vasculite, que pode danificar artérias de qualquer parte do corpo

Ligando para seu médico
Ligue para seu médico se desenvolver sintomas de LES. Ligue também se tiver LES e os sintomas piorarem, ou caso apareçam novos sintomas.
 
Referências
Ruiz-Irastorza G, Ramos-Casals M, Brito-Zeron P, Khamashta MA. Clinical efficacy and side effects of antimalarials in systemic lupus erythematosus: a systematic review. Ann Rheum Dis. 2010;69:20-28.
 
Hahn BH, Tsao BP. Pathogenesis of systemic lupus erythematosus. In: Firestein GS, Budd RC, Harris ED Jr., et al., eds. Kelley's Textbook of Rheumatology. 8th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 74.

Fonte iG