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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Hospital da Mulher do Recife fica pronto em agosto de 2014

O equipamento terá 13 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 30 mil metros
Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR             
O equipamento terá 13 mil metros quadrados de área construída
 em um terreno de 30 mil metros
Data de entrega da unidade de saúde foi antecipada em 45 dias
 
O Hospital da Mulher do Recife, que está sendo construído no bairro do Curado, Zona Oeste da cidade, teve o tempo de obras reduzido. A antecipação em 45 dias do término dos trabalhos mudou a data de entrega de outubro de 2014 para a segunda quinzena de agosto do próximo ano. 
 
A mudança foi anunciada pelo prefeito Geraldo Júlio nesta quarta-feira (24), após uma vistoria realizada no terreno onde está sendo erguida a unidade de saúde. Segundo ele, a antecipação será possível porque a fase de fundação da obra - onde são cravadas as estacas que darão sustentação ao prédio do hospital - foi acelerada. 
 
“As coisas estão acontecendo antes do previsto e essa intervenção será entregue à população antes do prazo. Estaremos sempre aqui visitando a obra, para ver o hospital começar a subir a partir da fundação que está sendo concluída agora”, afirmou. 
 
O primeiro Hospital da Mulher do Recife está orçado em R$ 58 milhões, com recursos da Prefeitura do Recife (PCR), governos estadual e federal, e emendas parlamentares dos três senadores e 25 deputados federais pernambucanos. O terreno da unidade foi cedido pelo Departamento Nacional de Transportes (DNIT).
 
Serão 13 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 30 mil metros. O equipamento vai oferecer às mulheres recifenses um centro cirúrgico moderno com capacidade para realizar exames de mamografia, além de um banco de leite, setor de diagnóstico e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
 
Com informações da assessoria
 

Estudo nega existência de células-tronco VSEL no sangue

Amostra sendo preparada para análise em laboratório
Amostra sendo preparada para análise de laboratório
Em estudo publicado nesta quarta-feira (24), pesquisadores americanos negaram a existência de pequenas células-tronco do tipo embrionário, chamadas de VSEL, no sangue e na medula óssea, identificadas em investigações anteriores. Em 2006, cientistas anunciaram a detecção dessas células-mãe em camundongos, e estudos posteriores indicaram sua presença também nos seres humanos.
 
Como as células-tronco provêm do embrião, essas células VSEL (do inglês "Very Small Embryonic-Like") teriam, de acordo com esses pesquisadores, o potencial de se transformar em qualquer célula do corpo para reparar tecidos danificados por uma doença, ou por um acidente. Também poderiam ser uma alternativa às células-mãe embrionárias para pesquisa - o que continua sendo muito polêmico por implicar a destruição de embriões humanos.
 
Como outros laboratórios não conseguiram reproduzir esses resultados, os principais pesquisadores da Faculdade de Medicina de Stanford, na Califórnia, liderados pelo doutor Irving Weissman, tentaram detectar essas células VSEL e avaliar seu potencial médico.
 
Usando vários métodos, os autores do estudo descobriram que a maioria dessas pequenas partículas nas células da medula óssea de camundongos eram apenas restos de células mortas, ou células vivas incapazes de se converter em uma outra célula.
 
"Nossos resultados refutam claramente o fato de que as células VSEL em estudos em camundongos têm o potencial das células-tronco embrionárias, e lançam sérias dúvidas sobre sua possível aplicação clínica em humanos", afirmou o doutor Weissman, cujo estudo foi publicado on-line na revista "Stem Cell Reports" deste 24 de julho.
 
O estudo questiona fortemente o projeto da companhia biofarmacêutica americana NeoStem para realizar testes clínicos destinados a provar a capacidade das células VSEL em medicina regenerativa em humanos.
 
A NeoStem apresentou os direitos exclusivos da tecnologia VSEL, com planos de pedir autorização à FDA - a agência americana que regula alimentos e remédios - para fazer o primeiro teste clínico em pessoas com doenças periodontais (infecções na gengiva).
 
Para o médico Ihor Lemischka, professor de Biologia Regenerativa do Centro Médico Monte Sinai de Nova York, os resultados dessa pesquisa "resolvem definitivamente a questão das células VSEL", cuja pesquisa "foi uma perda de dinheiro". Lemischka, que não participou do estudo, disse que "o laboratório do professor Weissman se tornou referência no mundo sobre células-tronco".
 
"Minha impressão é que um número muito pequeno de especialistas na comunidade científica sobre células-tronco deu alguma credibilidade a esses estudos sobre células VSEL", disse ele à AFP.
 

Ambulatório para Travestis e Transexuais é inaugurado

Paloma Faustino/LeiaJáImagens
Foto: Paloma Faustino/LeiaJáImagens
Ambulatório para Travestis e Transexuais
No Nordeste, a Paraíba é pioneira com esse ambulatório
 
Foi inaugurado na tarde desta quarta-feira (24), no Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa, o ambulatório de saúde especializado para travestis e transexuais. Entre as autoridades que marcaram presença estava o Governador do Estado, Ricardo Coutinho e o Vice-Governador, Rômulo Gouveia. O grupo teatral do Hospital Clementino Fraga Cia do Riso deu inicio ao evento dando um clima de descontração e alegria.
 
De acordo com a presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, Fernanda Benvenutty, a implantação desse ambulatório é fruto de uma discussão dentro do comitê nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais (LGBT). “No serviço público essa população não era bem assistida, agora terão a assistência necessária para garantia de sua saúde”, declarou.
 
Encerrando a inauguração do ambulatório, o governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho, agradeceu a presença de todos no evento, e disse que era preciso construir uma mudança na mentalidade. “Queremos que cada um saiba do valor que tem”, disse o governador, que fez questão de estar presente, compartilhando este avanço.
 
O ambulatório é composto por uma equipe de médicos, psicólogos, ginecologistas, endocrinologistas, entre outras especialidades. No Nordeste, a Paraíba é pioneira com esse ambulatório que visa atender não só a população paraibana, mas também, dos estados vizinhos como Pernambuco e Rio Grande do Norte.
 
“Com a implantação desse ambulatório estamos fazendo história”, afirmou a Secretária Executiva do Estado da Saúde, Cláudia Veras, ressaltando que a tarde desta quarta foi de muita alegria.
 

Definidas normas de custeio para deslocamento de profissionais do Mais Médicos

Brasília – O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou na edição de ontem (25) do Diário Oficial da União portaria que define as normas de custeio das despesas com o deslocamento dos médicos participantes do Programa Mais Médicos e de seus dependentes legais.
 
De acordo com o documento, o deslocamento em território nacional será pago pelo governo apenas quando o profissional for encaminhado para atuar em unidade da federação diferente daquela onde reside. Também há previsão de custeio de deslocamentos internacionais, entre a capital mais próxima do local de residência do médico no exterior e as capitais brasileiras. As cidades são indicadas pela coordenação do Mais Médicos.
 
A portaria estabelece que cada médico participante terá direito ao deslocamento de, no máximo, dois dependentes. São considerados dependentes o cônjuge ou companheiro, filhos, enteados ou menores que, mediante autorização judicial, vivam sob a guarda do profissional; além dos pais, desde que, comprovadamente, também sejam sustentados pelo participante do programa.
 
Para terem o deslocamento custeado pelo governo federal, os dependentes deverão estar inscritos no cadastro do médico no programa. As despesas serão pagas apenas para aqueles que se mudarem para o município onde o profissional contratado vai atuar em prazo de 12 meses a partir da data do deslocamento inicial do médico.
 
Lançado este mês por medida provisória, o Programa Mais Médicos tem como meta levar profissionais para atuar durante três anos na atenção básica à saúde em regiões pobres do Brasil. A MP prevê ainda a criação de um segundo ciclo no curso de medicina, no qual os estudantes terão que passar por um estágio de dois anos na rede pública, antes de receber o diploma. As autoridades discutem a possibilidade de os dois anos virem a constituir uma residência no Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a graduação continuaria com seis anos de duração.

Fonte Agência Brasil

Programa Mais Médicos já tem 2.552 municípios inscritos

Brasília – Um total de 2.552 municípios estão inscritos no Programa Mais Médicos. O número representa cerca de 46% das cidades brasileiras, com maior concentração na Região Nordeste. O prazo para inscrição terminaria ontem (25) à meia-noite.  
 
Do total de municípios inscritos, 867 estão na Região Nordeste, 652 no Sudeste, 620 no Sul, 207 no Norte e 206 no Centro-Oeste. Os dados são do último balanço do Ministério da Saúde que contabiliza as inscrições feitas até quarta-feira (24). Todos os municípios do país podem participar do programa indicando as unidades básicas de saúde de suas regiões em que há falta de médicos.
 
Lançado por medida provisória, o Programa Mais Médicos tem como meta levar médicos para atuar durante três anos na atenção básica à saúde em regiões pobres do Brasil.
 
O Mais Médicos também prevê a possibilidade de contratar profissionais estrangeiros para trabalhar nessas regiões carentes. A ampliação do número de vagas em cursos de medicina e da residência médica também faz parte dos objetivos do programa.
 
Veja a tabela com a distribuição por estado dos municípios inscritos no programa:
 
Programa Mais Médicos*
Estado
Municípios Inscritos
Total de Municípios no Estado
Acre
17
22
Amapá
8
16
Amazonas
48
62
Alagoas
21
102
Bahia
233
417
Ceará
115
184
Espírito Santo
31
78
Goiás
109
246
Mato Grosso
60
141
Mato Grosso do Sul
37
78
Maranhão
91
217
Minas Gerais
372
853
Paraná
208
399
Pará
73
143
Paraíba
62
223
Pernambuco
90
185
Piauí
135
223
Rondônia
52
52
Roraima
7
15
Rio Grande do Norte
62
167
Rio Grande do Sul
294
496
São Paulo
215
645
Santa Catarina
118
293
Sergipe
31
75
Tocantins
43
139
Rio de Janeiro
34
92
O Distrito Federal também registrou inscrição no Mais Médicos
*As inscrições foram registradas até a última quarta-feira (24). Os dados são do último balanço do Ministério da Saúde.

 
Fonte Agência Brasil