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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SUS terá mais um medicamento para tratamento da psoríase

SUS terá mais um medicamento para tratamento da psoríase Stock.Xchng/Divulgação
Medicamento incluído é o metotrexato injetável
Doença se manifesta por lesões avermelhadas ou róseas na pele e atinge cerca de 3% da população mundial
 
O Ministério da Saúde incluiu o medicamento metotrexato injetável para o tratamento da psoríase no âmbito no Sistema Único de Saúde (SUS).

A decisão foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a psoríase é uma doença imune inflamatória crônica da pele, que atinge cerca de 3% da população mundial.

Na maioria das vezes, ela se manifesta por lesões avermelhadas ou róseas cobertas por escamas esbranquiçadas. A doença pode aparecer nos joelhos, cotovelos ou no couro cabeludo. Em alguns casos, pode se espalhar por toda a pele.

A psoríase não tem cura, mas seus sintomas podem ser controlados por meio de tratamento. A doença pode se desenvolver em pessoas de todas as idades e ambos os sexos, e não é contagiosa.
 
Agência Brasil

Hérnia de disco corresponde a 90% das queixas na região lombar

Hérnia de disco corresponde a 90% das queixas na região lombar Divulgação/RBS TV
Foto: Divulgação / RBS TV
Tratamento para a hérnia de disco vai depender da gravidade do
 problema
Problema pode ser provocado por fatores como sedentarismo, genética, obesidade e até envelhecimento
 
Uma simples dorzinha nas costas provocada por uma má postura pode ser aliviada com medicação e hábitos saudáveis.

Entretanto, se essa dor insiste em permanecer na região lombar, passa pelas nádegas e vai até a parte mais baixa de uma ou das duas pernas, pode ser o sinal de outro problema que merece atenção e tratamento: a hérnia de disco.

Confundida muitas vezes com a dor no nervo ciático, a hérnia de disco representa 90% dos problemas relacionados à coluna, sendo que os outros 10% estão associados à má postura, tumores e fraturas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o neurocirurgião formado pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Mauricio Mandel, a hérnia de disco é um problema sério e que deve ser tratado o quanto antes.

— O problema ocorre quando o disco sai do lugar comprimindo os nervos vizinhos. Ela pode ser provocada por vários fatores como sedentarismo, a genética, a obesidade e até o envelhecimento, já que, com o tempo, o disco se torna ressecado e menos resistente — explica.

Os ossos são separados por discos que têm a finalidade de proteger a coluna vertebral e são responsáveis por alguns movimentos, o que permite você se curvar ou alongar. Mas quando esses discos saem do seu lugar ocorre a hérnia, causando um rompimento por lesão ou esforço, o que gera muita dor, câimbra e fraqueza.

Pesquisas mostram que depois dos 50 anos, 30% da população mundial apresenta alguma forma assintomática desse tipo de afecção na coluna. A hérnia de disco acomete mais as pessoas entre 30 e 50 anos, o que não quer dizer que crianças, jovens e idosos estejam livres dela, ressalta o neurocirurgião.

A dor da hérnia de disco em geral começa gradualmente. Ela pode piorar, depois de ficar em pé ou sentar, durante a noite, ao espirrar, tossir ou rir, ao se curvar para trás ou até ao andar alguns metros.

Cirurgia minimamente invasiva pode ser a solução
O tratamento para a hérnia de disco pode ser curto ou demorado, tudo vai depender da gravidade do problema. Algumas pessoas conseguem amenizar a dor com repouso e medicamentos, mas outros casos vão precisar optar por uma cirurgia.

— Muitos pacientes temem recorrer à cirurgia por acreditar que o procedimento é um método antigo e vai comprometer suas funções. Mas, com as novas técnicas, as cirurgias da hérnia de disco estão se tornando cada vez mais minimamente invasiva — afirma Mauricio.

Uma das vantagens das técnicas recentes é que elas interferem apenas na estrutura afetada. As cirurgias minimamente invasiva estão trazendo uma nova forma de tratar a hérnia de disco, já que o problema pode ser resolvido com um procedimento tranquilo e com menos risco de infecções no pós-operatório.

Uma das formas de tratamento é por meio da microdissectomia. Essa cirurgia consiste na remoção parcial ou total do disco herniado que causa a compressão da raiz nervosa. O cirurgião faz um pequeno corte nas costas para inserir o afastamento dos músculos da coluna espinhal de modo que ele possa ver a área onde está a hérnia de disco e tratá-la.

O tempo de recuperação para esse tipo de cirurgia é geralmente menor do que o requerido para a cirurgia lombar tradicional. O segredo é encontrar a melhor solução o quanto antes para cada caso.

Zero Hora

Entenda a importância da prática de atividades físicas na terceira idade

Entenda a importância da prática de atividades físicas na terceira idade Dmitriy Shironosov/Deposit Photos
Atividades físicas estão diretamente relacionada à qualidade
de vida na velhice
Além de contribuir na prevenção de doenças cardíacas, exercícios físicos também podem melhorar a capacidade motora dos idosos
 
A chegada da aposentadoria representa, para muitas pessoas, também a chegada de uma certa preguiça e de uma diminuição das atividades que exigem muito do corpo. No entanto, deixar de trabalhar não pode ser desculpa para dar cabo aos exercícios, é o que garante o educador físico Eduardo Danilo Schimtz, especializado em envelhecimento.
 
Segundo Schmitz, as atividades físicas estão diretamente relacionada à qualidade de vida na velhice, principalmente no que diz respeito a prevenção de doenças cardíacas, uma das maiores causas de mortes no mundo. E entre as principais razões para o desenvolvimento desse problema estão a má alimentação, estresse e sedentarismo, tidos como comportamentos típicos da sociedade contemporânea.
 
Além de atuarem na prevenção de problemas cardíacos, as atividades físicas contribuem para a melhoria da capacidade funcional dos idosos. Schimitz afirma que os exercícios ajudam os idosos a manter a capacidade de lidar com as tarefas do cotidiano como varrer a casa ou descer e subir escadas.
 
Depois de 30 anos dedicados à enfermagem e aposentada há dez, Araci Marlene Siqueira, 67 anos, trocou a lã e as agulhas por vôlei e musculação. A motivação foi um convite feito pelo filho para uma caminhada.
 
— Logo que deixei de trabalhar, queria só ficar em casa. Cuidava da minha neta e fazia crochê o dia inteiro. Depois até procurei cursos de artesanato. Até que eu percebi que estava acima do peso e meu filho me convidou para acompanhar ele nas caminhadas diárias — conta Araci.
 
A aposentada afirma que sua energia foi completamente renovada depois que começou a praticar atividades físicas regularmente.
 
— Quando eu me aposentei queria só ficar sentada ou deitada, mas agora eu garanto que é difícil me ver parada. Sempre que eu falto uma aula de ginástica, sinto uma falta enorme. Não sei mais ficar sem praticar uma atividade física — afirma.
 
O que fazer?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha 30 minutos de atividades físicas diariamente. São ideais pelo menos três tipos de exercícios: de força, como musculação; exercícios cardiorrespiratórios, como caminhada, bicicleta e natação; e exercícios de flexibilidade, como alongamento.
 
Para o educador físico, o ideal é combinar os três tipos e exercícios e levar em conta a preferência pessoal do idoso. Schmitz também recomenda que antes de iniciar qualquer prática física regular, o idoso procure um profissional para fazer uma avaliação específica.
 
— O exercício ideal para um idoso não é o melhor para outro, é importante levar uma série de questões em conta como alguma dificuldade física ou doença crônica. Por isso, cada caso deve ser avaliado por um profissional — finaliza.

Zero Hora

Três idosos são internados a cada hora em São Paulo devido a lesões causadas por queda

São Paulo – Três idosos são internados por hora em hospitais públicos do estado de São Paulo em decorrência de lesões causadas por quedas, de acordo com levantamento feito pela Secretaria Estadual da Saúde. Segundo os dados, em 2012 houve 27.817 internações de pessoas com 60 anos ou mais em serviços hospitalares do SUS (Sistema Único de Saúde). Do total, 60% das internações foram de mulheres com mais de 60 anos.
 
De acordo com o geriatra e coordenador médico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), unidade de saúde instalada na zona leste da capital paulista, Anderson Della Torre, o número é maior em mulheres, pois as idosas tendem a ser mais ativas e possuem menos massa muscular do que os homens. “Normalmente, as mulheres também são mais atingidas pela osteoporose, apesar de a doença também atingir os homens”.
 
Segundo Della Torre, 3,7% dos idosos entre 60 e 69 anos cai uma vez por ano, enquanto essa porcentagem chega a 7% para a faixa de 70 a 79 anos. Já entre os maiores de 89, 27% têm pelo menos uma queda ao ano. “O número de quedas é elevado, por isso há muitas internações. É muito comum que eles sofram lesões ósseas que os levem à imobilidade momentânea ou mesmo à dependência, posteriormente”.
 
Della Torre destacou que o uso de medicamentos e o comportamento dos idosos também podem ser apontados como causadores de quedas. Idosos mais ativos, que tendem a realizar atividades principalmente dentro de casa, possuem maior risco. “Um dos maiores motivos de quedas em idosos é a falta de equilíbrio e a perda de massa muscular, que ocorrem naturalmente com o avanço da idade”, explicou.
 
Por isso, o médico alerta sobre a importância da fisioterapia para fortalecer a musculatura e reforçar o equilíbrio. “Essa intervenção vai gerando confiança na marcha. É preciso gerar confiança, para que o idoso volte a andar com tranquilidade, porque depois de um tombo ele pode desenvolver um medo de quedas e acabar se isolando”.
 
Ao desenvolver o medo de cair, o idoso pode piorar sua situação. “Ele limita sua vida e assim, para de fazer atividade física, porque diminui a massa muscular por falta de exercício. Para de fazer as coisas que fazia, diminui sua exposição à vida social e isso leva à depressão, que muitas vez precisa ser tratada com medicamentos”, disse Dalla Torre.
 
Ele também destacou que as fraturas podem evoluir para doenças mais graves, devido à imobilidade do paciente. Por não levantar da cama, o idoso fica também mais suscetível a doenças crônicas que levam à morte.
 
Para evitar quedas, o médico recomenda atitudes e mudanças simples, como fazer atividades para reforço muscular e equilíbrio; utilizar calçados fechados ou que possam ser presos ao redor dos calcanhares; retirar possíveis obstáculos à circulação, como mesas de centro; colocar os objetos mais utilizados no dia a dia em prateleiras baixas ou em locais de fácil alcance; e tomar cuidados com os tapetes, principalmente no banheiro.
 
Além disso, o médico diz que o idoso, quando sofrer alguma queda, deve procurar um médico imediatamente para investigar qual o motivo do acidente. Em caso de idosos que já enfrentam falta de equilíbrio em grau elevado, é recomendável que sejam instaladas adaptações em casa, como corrimãos, elevação dos vasos sanitários e barras de apoio para sentar e levantar.
 
Agência Brasil

Anvisa suspende venda de quatro lotes de medicamentos

Imagem ilustrativa
Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou ontem (10) a suspensão da distribuição, do comércio e uso, em todo o país, do Lote 46202 do medicamento Kollangel, fabricado pela empresa Natulab Laboratórios.

A medida, publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União, foi adotada devido à constatação de irregularidades na rotulagem do produto.
 
A Anvisa informou também que foram suspensos dois medicamentos fabricados pela Pharlab Indústria Farmacêutica.

Todos os lotes fabricados a partir de 2010 do medicamento Loratadina D (na forma de comprimidos revestidos) estão proibidos de ser comercializados devido a uma alteração em sua fórmula sem a autorização prévia da agência.

Já o Lote 012509 do medicamento Cedrilax 30 (na forma de comprimidos) apresentou desvio de qualidade em sua fabricação.
 
A Anvisa interditou ainda cautelarmente o Lote CN121046C da Solução de Cloreto de Sódio 9ml/ml, marca Nasolive, fabricado em setembro de 2012 pela empresa Farmace Indústria Químico-Farmacêutica Cearense e com validade até setembro de 2014.

A interdição vale por 90 dias e se deve a resultados insatisfatórios nos ensaios de Contagem de Bactérias Aeróbias Mesófilas e Contagem de Bolores e Leveduras.

Agência Brasil