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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Médico esclarece principais dúvidas sobre dores nas costas

Médico esclarece principais dúvidas sobre dores nas costas Mike Ryan/Morguefile
A dor nas costas é o segundo motivo mais comum para
 levar as pessoas ao médico
Para ajudar a evitá-las, é importante entender os fatores de risco mais comuns, os tratamentos e as estratégias preventivas
 
A dor nas costas é uma condição patológica bastante comum, e acomete até 80% dos adultos. Para ajudar a evitá-las, é importante entender os fatores de risco mais comuns, os tratamentos e as estratégias preventivas. Para ajudar a responder essas perguntas, confira a entrevista feita com o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira, especialista em coluna.

A dor nas costas pode ir embora por conta própria?

Dr. Cezar Oliveira — Às vezes. A dor nas costas é o segundo motivo mais comum para levar as pessoas ao médico, perdendo apenas para gripes e resfriados. Mas, na maioria das vezes, ela vai embora por conta própria, sem a necessidade de qualquer intervenção médica.

Normalmente, tomar um analgésico e/ou um antinflamatório, juntamente com a redução da atividade por um ou dois dias, pode fazer com que a dor vá embora sozinha.

Quais são as causas mais comuns para o surgimento?

Oliveira —
Na maioria dos pacientes, a dor nas costas é muitas vezes causada por tensão muscular ou espasmos. As alterações degenerativas nos ossos, nas articulações e nos ligamentos também podem contribuir para os sintomas. Causas menos comuns incluem a compressão do nervo ou uma vértebra fraturada.

Tanto a obesidade, quanto o tabagismo podem contribuir para as alterações degenerativas que levam à dor nas costas. Estar acima do peso causa mais estresse sobre a coluna vertebral, podendo provocar o avanço das alterações degenerativas. Já fumar reduz o fornecimento de sangue para os ossos da coluna, causando degeneração acelerada.

O que pode ser feito para prevenir?

Oliveira — Apesar da coluna ser um sistema muito complexo de ossos, nervos, músculos, discos e outros tecidos, mantê-la saudável é possível. Bem no topo da lista de recomendações estão fazer exercícios físicos regularmente, não fumar, manter o peso corporal em bons níveis e procurar manter uma postura corporal adequada ao utilizar aparelhos eletrônicos ou ao levantar objetos pesados.

Além disso, é importante fortalecer os músculos das costas e manter os ossos saudáveis, tomando cálcio e vitamina D.

Quando é recomendável consultar um médico?

Oliveira — Se a sua dor nas costas é grave e interrompe a sua capacidade de fazer atividades normais, persiste por mais de dois meses, ou se você desenvolveu dor ou fraqueza nas pernas, procure um médico. Na maioria das vezes, os sintomas podem ser tratados com medicamentos, e a dor melhora ao longo das semanas.

Que tipo de exames o médico pode pedir para diagnosticar a causa?

Oliveira — A grande maioria das pessoas, cerca de 90% delas, que sofre com dor nas costas, melhora sem tratamento ou com o uso de anti-inflamatórios, prática de exercícios físicos orientados e fisioterapia. Mas quando é necessário fazer exames, normalmente o médico começa com um raio-X para determinar se existe uma fratura.

Se você tiver sintomas de dor, fraqueza ou dormência nas pernas, o médico pode pedir uma ressonância magnética para garantir que não há compressão da medula espinhal e das raízes nervosas.

Quando a cirurgia é necessária?

Oliveira — A compressão dos nervos espinhais ou da medula espinhal, causada pela hérnia de disco ou pela estenose lombar são os diagnósticos mais comuns que podem exigir uma cirurgia.

A estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral, podendo levar à compressão dos nervos que saem da coluna vertebral. Pessoas com estenose frequentemente experimentam dor nas pernas, nas coxas e nas costas, como resultado dos nervos comprimidos.
 
Zero Hora

Médico esclarece principais dúvidas sobre dores nas costas

Médico esclarece principais dúvidas sobre dores nas costas Mike Ryan/Morguefile
A dor nas costas é o segundo motivo mais comum para
 levar as pessoas ao médico
Para ajudar a evitá-las, é importante entender os fatores de risco mais comuns, os tratamentos e as estratégias preventivas
 
A dor nas costas é uma condição patológica bastante comum, e acomete até 80% dos adultos. Para ajudar a evitá-las, é importante entender os fatores de risco mais comuns, os tratamentos e as estratégias preventivas. Para ajudar a responder essas perguntas, confira a entrevista feita com o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira, especialista em coluna.

A dor nas costas pode ir embora por conta própria?
Dr. Cezar Oliveira — Às vezes. A dor nas costas é o segundo motivo mais comum para levar as pessoas ao médico, perdendo apenas para gripes e resfriados. Mas, na maioria das vezes, ela vai embora por conta própria, sem a necessidade de qualquer intervenção médica.

Normalmente, tomar um analgésico e/ou um antinflamatório, juntamente com a redução da atividade por um ou dois dias, pode fazer com que a dor vá embora sozinha.

Quais são as causas mais comuns para o surgimento?
Oliveira —
Na maioria dos pacientes, a dor nas costas é muitas vezes causada por tensão muscular ou espasmos. As alterações degenerativas nos ossos, nas articulações e nos ligamentos também podem contribuir para os sintomas. Causas menos comuns incluem a compressão do nervo ou uma vértebra fraturada.

Tanto a obesidade, quanto o tabagismo podem contribuir para as alterações degenerativas que levam à dor nas costas. Estar acima do peso causa mais estresse sobre a coluna vertebral, podendo provocar o avanço das alterações degenerativas. Já fumar reduz o fornecimento de sangue para os ossos da coluna, causando degeneração acelerada.

O que pode ser feito para prevenir? Oliveira — Apesar da coluna ser um sistema muito complexo de ossos, nervos, músculos, discos e outros tecidos, mantê-la saudável é possível. Bem no topo da lista de recomendações estão fazer exercícios físicos regularmente, não fumar, manter o peso corporal em bons níveis e procurar manter uma postura corporal adequada ao utilizar aparelhos eletrônicos ou ao levantar objetos pesados.

Além disso, é importante fortalecer os músculos das costas e manter os ossos saudáveis, tomando cálcio e vitamina D.

Quando é recomendável consultar um médico?
Oliveira — Se a sua dor nas costas é grave e interrompe a sua capacidade de fazer atividades normais, persiste por mais de dois meses, ou se você desenvolveu dor ou fraqueza nas pernas, procure um médico. Na maioria das vezes, os sintomas podem ser tratados com medicamentos, e a dor melhora ao longo das semanas.

Que tipo de exames o médico pode pedir para diagnosticar a causa?

Oliveira — A grande maioria das pessoas, cerca de 90% delas, que sofre com dor nas costas, melhora sem tratamento ou com o uso de antiinflamatórios, prática de exercícios físicos orientados e fisioterapia. Mas quando é necessário fazer exames, normalmente o médico começa com um raio-X para determinar se existe uma fratura.

Se você tiver sintomas de dor, fraqueza ou dormência nas pernas, o médico pode pedir uma ressonância magnética para garantir que não há compressão da medula espinhal e das raízes nervosas.

Quando a cirurgia é necessária?

Oliveira — A compressão dos nervos espinhais ou da medula espinhal, causada pela hérnia de disco ou pela estenose lombar são os diagnósticos mais comuns que podem exigir uma cirurgia.

A estenose lombar é o estreitamento do canal vertebral, podendo levar à compressão dos nervos que saem da coluna vertebral. Pessoas com estenose frequentemente experimentam dor nas pernas, nas coxas e nas costas, como resultado dos nervos comprimidos.
 
Zero Hora

Saiba o que o crescimento da próstata pode causar à saúde

Saiba o que o crescimento da próstata pode causar à saúde  Jefferson Botega/Agencia RBS
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS
De acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de
 Urologia (SBU) com mais de 10 mil homens em 11 estados
brasileiros, 65% deles têm indícios de próstata aumentada
Urologista do Hospital Israelita Albert Einstein enumera dez dicas sobre o problema, prevenção e tratamentos
 
A partir dos 50 anos, uma condição torna-se bastante comum entre os homens, o crescimento da próstata. Esta pequena glândula, de apenas 15 gramas e responsável pela produção do esperma, chega a pesar de 30 a 120 gramas com o passar do tempo. Essa condição, chamada de hiperplasia prostática, é a doença mais comum na próstata. De acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com mais de 10 mil homens em 11 estados brasileiros, 65% deles têm indícios de próstata aumentada. No mundo, o número chega a 72%.
 
— A hiperplasia prostática é um inchaço da glândula que obstrui parcial ou totalmente a uretra. A doença começa silenciosa, sem alardes, aumentando aos poucos a frequência de urinar. Com o tempo, pode causar dor e a sensação de que a bexiga nunca se esvazia. Casos graves levam o homem à retenção ou incontinência urinária ou até a insuficiência renal — explica o urologista Sandro Faria, do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Vera Cruz.
 
Veja abaixo dez dicas sobre a condição, seu tratamento e prevenção:
 
— A chance de apresentar hiperplasia benigna dobra a cada década do homem. É a doença mais comum da próstata.
 
— A hiperplasia prostática prejudica a qualidade de vida do homem e muda sua rotina, afetando o desempenho no trabalho, no humor, no casamento, na vida sexual. O principal sintoma é o aumento da frequência para urinar.
 
— Algumas condições favorecem o crescimento da próstata: fatores genéticos, diabetes, obesidade e tabagismo. Ter uma vida saudável, com alimentação equilibrada e sem cigarro, podem ajudar a diminuir as chances de apresentar o problema. É importante também procurar o urologista com frequência após os 40 anos.
 
— O diagnóstico é feito pela história clínica e toque retal. O ultrassom e o estudo urodinâmico são necessários em alguns casos.
 
— A dificuldade, segundo o especialista, é que a hiperplasia benigna ainda é negligenciada.
 
— Há muitos casos de subdiagnóstico. Não temos dados estatísticos no Brasil, mas estima-se que, de seis milhões de pessoas que precisariam receber atenção ao problema, apenas 300 mil estão em tratamento — ressalta Faria.
 
— O crescimento da próstata não evolui para o câncer de próstata. São patologias concomitantes, como enfisema e câncer de pulmão.
 
— Não há nada comprovado que uma taça de vinho por dia ou alimentos como tomate e castanha ajudem a prevenir a doença na próstata.
 
— Casos mais leves são tratados com medicamento e, de acordo com o especialista, 30% dos pacientes precisam de cirurgia para reduzir o tamanho da próstata, que pode ser tradicional — de ressecção transuretral convencional para retirada fragmento da próstata pela uretra, ou a laser, que vaporiza a próstata.
 
— O tratamento mais avançado no Brasil atualmente é a cirurgia a laser, não invasiva, sem limite para o volume de próstata.
 
— O tratamento com laser verde é um avanço para pacientes com doenças do coração, que precisam utilizar drogas anticoagulantes e antes não tinham alternativas de cirurgia. Como o sangramento é mínimo, não há necessidade de suspender o medicamento.

Zero Hora

Prática de yoga reduz distúrbio do sono em pacientes com câncer

Pesquisa americana apontou que atividade reduz o uso de remédios para dormir
 
Estima-se que 30 a 90% dos pacientes com câncer têm algum problema para dormir, inclusive após finalizar o tratamento. Este distúrbio pode ser severo a ponto de aumentar risco de morte.
 
Intervenções, como realização de exercícios físicos, são recomendados em conjunto com mudanças no estilo de vida, alimentação e medicamentos.
 
A prática de yoga é apontada como potencial estratégia para melhorar a qualidade de vida neste grupo de pacientes. Um recente estudo publicado no Journal of Clinical Oncology avaliou 410 pacientes (96% mulheres, 75% com câncer de mama) com desordens do sono após tratamento oncológico. Os participantes foram sorteados para um grupo de controle, com medidas convencionais para manejo do problema para dormir ou para intervenção. Ou seja, além das medidas convencionais, realizavam 75 minutos semanais de yoga, envolvendo exercícios de respiração, postura e meditação. A qualidade do sono foi avaliada antes e após a intervenção, em ambos os grupos.
 
Todos os critérios avaliados com questionários padronizados, como qualidade no sono, tempo para adormecer e tempo total de sono, foram favoráveis para grupo que realizou a intervenção. A necessidade de uso de remédios para dormir reduziu 21% por semana no grupo que fez yoga contra aumento de 5% no grupo controle.
 
Os pesquisadores, da Universidade de Rochester nos Estados Unidos, concluíram que a prática de yoga é uma forma útil para controle de distúrbios de sono na população avaliada.
 
O oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stephen Stefani, destaca que estratégias complementares avaliadas cientificamente são muito bem-vindas para otimizar a qualidade de vida de pacientes com câncer.
 
— Investimentos em qualidade de vida são frequentemente subdimensionados nesta doença, o que é um paradoxal, uma vez que a maioria dos pacientes assinala que esta meta é uma prioridade que não deve ser esquecida — alerta Stefani.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 27 milhões de novos casos de câncer são esperados no mundo para o ano 2030 e 17 milhões de mortes ocorrerão como consequência desta doença e 75 milhões de pessoas vivas estarão já convivendo com o câncer. Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) projetou mais de 250 mil casos novos este ano.
 
Zero Hora

Canudos purificadores

Ujatoba_lifestraw_DivulgacaoParece até mentira, mas existe um canudo que deixa praticamente qualquer líquido potável! Existem duas opções: o LifeStraw, que nasceu em 2005 e o H2LifeTube, que é brasileiro e surgiu em 2011, mas ainda não está disponível no mercado. Uma boa ideia já que, segundo a ONU, 3,5 milhões de pessoas morrem por ano no mundo por doenças relacionadas à água impura.
 
O processo de filtração elimina as partículas, as substâncias químicas e os micro-organismos da água. Tudo isso em pouquíssimo tempo e sem o uso de energia elétrica! O mecanismo é simples e ocorre praticamente enquanto você suga a bebida.
 
Tem também o LifeSaver Bottle, uma garrafa purificadora. Estes produtos, tanto os da LifeSaver quanto o LifeStraw, foram usados no terremoto do Haiti, catástrofe que marcou o ano de 2010, nas enchentes do Paquistão e no continente africano.
 
No Quênia, por exemplo, água potável é coisa rara! Lá 17 milhões dos cerca de 41 milhões de habitantes receberam 27 mil LifeStraw!
 
Os filtros portáteis, além de úteis para exércitos ou para aventureiros, podem ter papel fundamental em causas humanitárias. Você pode doar o LifeStraw para pessoas da África Subsaariana, por exemplo! Clique aqui e saiba como.
 
Os produtos da LifeSaver podem ser adquiridos pelo site e os da LifeStraw são vendidos apenas nos Estados Unidos e no Canadá, porém podem ser encontrados no MercadoLivre.
 
Água é vida!
 
Universo Jatobá