Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Demência deve triplicar até 2050; a cada 4 segundos, uma pessoa é diagnosticada

BBC
Processo de morte das células do cérebro tem início entre dez e 15
 anos antes de que os problemas de memória se tornam aparentes
Doença é tida como o maior problema médico enfrentado pela geração atual; Brasil é o 9º país do mundo com o maior número de casos, com 1 milhão de pacientes, diz OMS
 
A demência foi identificada por autoridades de saúde como "um desastre global prestes a acontecer", o maior problema médico enfrentado pela geração atual.
 
A cada quatro segundos, uma pessoa é diagnosticada com alguma forma de demência no mundo. Calcula-se que o número de casos cresça dos 44 milhões atuais para 135 milhões em 2050. A demência já custa ao mundo US$ 604 bilhões por ano.
 
O termo demência é usado para descrever quadros médicos em que ocorre a perda - temporária ou permanente - das capacidades cognitivas de um indivíduo. Há múltiplas causas, entre elas, disfunções metabólicas, infecções, desnutrição ou doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer.
 
Nesta semana, representantes do G8 - as oito maiores economias do planeta - se reunirão em Londres para discutir formas de lidar com o problema. O governo britânico, que ocupa a presidência rotativa do G8, anunciou nesta quarta-feira (11) que está dobrando a verba dedicada à pesquisa sobre demência para 132 milhões de libras (mais de meio bilhão reais) até 2015.
 
Segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde em 2012, o Brasil é o nono país do mundo com o maior número de casos, com 1 milhão de pacientes com demência. A BBC perguntou a especialistas da área quais seriam suas prioridades se recebessem os fundos necessários e carta branca para lidar com o problema.
 
Antecipar diagnósticos
No dia em que seu médico lhe diz que você tem demência, você pode pensar que está vivendo o estágio inicial do problema. No entanto, não é o caso.
 
O processo de morte das células do cérebro tem início entre dez e 15 anos antes de que os problemas de memória se tornam aparentes. Ou seja, quando o paciente faz o teste de memória e recebe o diagnóstico, ele já está sofrendo da doença há pelo menos dez anos. A essa altura, um quinto dos principais centros de memória do cérebro já estão mortos.
 
Para alguns especialistas, isso talvez explique a ausência de êxito em testes com medicamentos para tratar o problema: eles estão tentando tratar a doença quando já é tarde demais. O foco na antecipação do tratamento "é absolutamente essencial nas pesquisas", disse o neurologista Nick Fox, do National Hospital for Neurology and Neurosurgery, em Londres.
 
Já houve algum progresso. Agora já é possível ver algumas das proteínas associadas ao Mal de Alzheimer em tomografias do cérebro, mas o desafio é usar esses recursos para prever o desenvolvimento da demência. "Houve imensos avanços em tecnologias que produzem imagens so cérebro. Vivemos uma nova era e isso é muito empolgante", disse Fox.
 
Outros métodos estão sendo investigados, como, por exemplo, técnicas que identificam a presença, no sangue de uma pessoa, de substâncias químicas que ofereçam indícios do desenvolvimento futuro da demência.
 
Outro ponto que os pesquisadores ressaltam é que há vários tipos de demência. O Mal de Alzheimer, a demência vascular e a demência com Corpos de Lewi têm sintomas similares, mas talvez requeiram tratamentos diferentes.
 
Interromper mortes de células
Não há remédios capazes de interromper nem desacelerar o progresso de qualquer forma de demência. Havia muita esperança em duas drogas para tratar o Mal de Alzheimer - Solanezumab e Bapineuzumab - mas elas fracassaram nos testes.
 
Os experimentos sugerem, no entanto, que existe uma pequena chance de que a droga Solanezumab surta efeito em pacientes em estágios bem iniciais da doença. Uma nova série de testes está sendo feita em pacientes com demência moderada.
 
"Se o Solanezumab tiver efeito sobre casos moderados de Mal de Alzheimer, então o caminho seria dar (a droga) cada vez mais cedo", disse Eric Karran, diretor de pesquisas da ONG britânica Alzheimer's Research UK.
 
Alcançar a cura é, obviamente, o sonho de todo especialista nesse campo. Mas retardar a evolução da demência já traria um impacto gigantesco. Segundo cálculos, se conseguíssemos atrasar em cinco anos o desenvolvimento da doença, já cortaríamos pela metade o número de pessoas vivendo com demência.
 
Drogas para sintomas
Existem algumas drogas que ajudam as pessoas a viver com os sintomas da demência, mas não são suficientes. Há medicamentos capazes de aumentar as sinalizações químicas entre as células do cérebro que sobreviveram.
 
Mas o mais recente medicamento desse tipo, Memantine, foi aprovado em 2003 nos Estados Unidos. Desde então, não apareceu nenhum outro.
 
O médico Ronald Petersen, diretor do Alzheimer's Disease Research Centre na Mayo Clinic, Estados Unidos, disse à BBC: "Isso é terrível quando você leva em conta os bilhões que foram investidos nessa doença".
 
"Existem 44 milhões de pessoas com Mal de Alzheimer e também temos de tratá-las" (além de encontrar uma cura). Precisamos desenvolver drogas para tratar os sintomas e retardar o progresso da doença, como fazemos com (pacientes que sofreram) ataques cardíacos".
 
Minimizar riscos
Você quer cortar radicalmente suas chances de desenvolver câncer de pulmão? Não fume. Quer evitar um ataque cardíaco? Faça exercícios e adote uma dieta saudável. Mas se quiser evitar demência, não há respostas definitivas.
 
A idade é o maior fator de risco. Na Grã-Bretanha, uma em cada três pessoas com idade acima de 95 anos tem demência.
 
Há indícios de que exercícios regulares e dieta saudável tenham efeitos positivos em prevenir ou retardar o desenvolvimento da demência. Mas ainda não se sabe com clareza de que forma o histórico familiar, o estilo de vida e o meio-ambiente se combinam para que um indivíduo tenha ou não demência.
 
O geriatra Peter Passmore, da British Geriatrics Society e da Queen's University Belfast, na Irlanda do Norte, disse que o melhor conselho até agora é: "Manter o coração saudável para evitar danos ao cérebro".
 
"Evite a obesidade, não fume, faça exercícios regularmente, controle a pressão sanguínea, o açúcar e o colesterol. Isso tem poucas chances de fazer mal e pode até fazer bem!"
 
Como cuidar eficazmente
A demência tem custos imensos para a sociedade, mas as contas médicas respondem por uma porção pequena da custo total. O custo real está no tempo passado em casas para idosos e na renda perdida por familiares que abandonam seus empregos para cuidar de parentes doentes.
 
As pesquisas também precisam ser direcionadas para a busca da melhor maneira de se cuidar de pacientes com demência. E também de preservar a independência do paciente pelo maior tempo possível.
 
Estudos já mostraram que a ingestão de remédios antipsicóticos pode ser cortada pela metade se equipes que trabalham com os pacientes receberem o treinamento adequado.
 
Doug Brown, da Alzheimer's Society, disse que talvez um dos campos mais fáceis de pesquisa sobre demência seja o estudo de como cuidar dos pacientes. "Podemos fazer muitos estudos sobre a assistência e os cuidados que oferecemos às pessoas com demência hoje para que vivem da melhor forma possível".
 
iG

Pacientes com câncer de laringe que tiraram cordas vocais formam coral

Eduardo Martins Tarran/ACCamargo
Pacientes que tiveram a laringe retirada cantam no coral Sua Voz
Coral Sua Voz, mantido pelo Hospital A.C. Camargo, conta com pacientes que usam prótese, laringe eletrônica ou voz esofágica
 
Após um silêncio forçado de três meses, desde que fez a extração da laringe, Jair Machado de Rodrigues descobriu que não precisaria das cordas vocais para manter o gosto pelo canto. Ele canta usando uma prótese interna que faz as vezes da laringe. Visualmente, nem dá para perceber. Mas o som emitido, muito grave, mostra que aquela voz é especial e carrega as consequências de quatro décadas de fumo que lhe causaram o câncer de laringe. 
 
Assim como Jair, outras 11 pessoas compõem o Coral Sua Voz, mantido pelo Hospital A.C. Camargo Cancer Center. Dentre eles, há 3 tipos de timbres: as resultantes de prótese, que dão o tom grave; a esofágica - o próprio esôfago produz a voz, em vez de usar a laringe -; e a produzida pela laringe eletrônica, que causa um efeito metálico. E faz-se música.
 
“Todos os coralistas tiveram câncer avançado de laringe e não conseguiriam falar sem aparelhos ou reabilitação fonoaudiológica. Alguns aprendem a falar com o esôfago, que é uma capacidade absurda do corpo humano”, explica Elisabete Carrara de Angelis, diretora de fonoaudiologia do hospital.
 
Além do entretenimento e da amizade, participar do coral ajuda na evolução do tratamento. “A voz esofágica é bem mais grave que a voz natural e é mais limitada em graves e agudos, mas, por meio do canto, é possível ampliar essa gama tonal, o que dá mais expressividade na fala. É preciso ter agudos para expressar alegria ou tristeza, e o coral ajuda nisso”, explica Elisabete.
 
Maria Clara Falcucci, de 62 anos, também foi fumante e teve a laringe retirada há seis anos. Hoje é companheira de coral de Jair. Esse companheirismo do grupo é uma das coisas que ela mais valoriza.

“Nossos encontros são maravilhosos, vejo pessoas com o mesmo problema que o meu, minha autoestima fica lá em cima. Há pessoas que chegaram no coral e não falavam nada. Agora colocaram a prótese e estão ótimas”.
 
Assista ao vídeo do coral Sua Voz:
 

iG

Exercício físico previne câncer de mama em mulheres na menopausa

Foto: Divulgação
Uma sessão de pilates também está entre as atividades indicadas
 para cumprir a cota diária de exercício físico contra o câncer de mama
Estudo mostrou que atividades diárias como uma sessão de pilates, uma hora de musculação ou uma hora de caminhada diminuem o risco de ter a doença
 
O exercício físico não é só bom para emagrecer ou turbinar os músculos do corpo, ele também é um ótimo aliado para prevenir o câncer de mama.
 
Um estudo publicado pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer mostrou que mulheres na menopausa que se exercitavam regularmente tiveram o risco de ter a doença reduzido em 25 %. Aquelas que fizeram atividades mais leves, como ao menos sete horas de caminhadas por semana, reduziram o risco em 14%.
 
O estudo americano, que contou com a participação de 73.615 mulheres na fase da pós-menopausa, provou que atividades simples e regulares reduzem o risco de câncer de mama.
 
"Ficamos satisfeitos ao descobrir que, sem qualquer outra atividade de lazer, apenas andando uma média de uma hora por dia elas tiveram menor risco de câncer de mama", disse Alpa Patel, epidemiologista sênior Associação Americana para Pesquisa do Câncer, em Atlanta, nos EUA.
 
Porém, especialista brasileiro alerta: é preciso manter a regularidade de exercícios e escolher aqueles que queimem 350 calorias/hora por dia. “Isto inclui uma sessão de pilates, uma hora de musculação, trinta minutos de corrida ou ainda uma hora de caminhada modera ou avançada. O importante é a regularidade. A grande sacada deste estudo está no fato de o exercício prevenir o câncer, mas de forma constante e regular. Então, nada de fazer tudo em um dia só da semana”, disse o médico do esporte Benjamin Apter.
 
O risco de câncer de mama é minimizado com o exercício físico, pois ele, ao incentivar a circulação sanguínea, regula substâncias químicas e hormônios como o estrógeno e a progesterona no organismo. Além disso, ele também previne o envelhecimento precoce das células. “A atividade física regular inibe o desequilíbrio hormonal, um importante fator de prevenção do câncer de mama.
 
Outra questão importante está na prevenção do envelhecimento precoce. Com ele, as células podem morrer ou se transformar em algo que chamamos de atipia, que forma tumores”, disse Apter.
 
Apter lembra que é preciso ter exercício físico bem orientado, principalmente para as mulheres sedentárias, que não praticam exercício físico há um tempo. “A notícia é boa, mas é preciso tomar cuidado para não se machucar ou correr os riscos do excesso de treino”, disse.
 
O médico explica que, para quem não faz exercício físico nenhum, é preciso tomar cuidados e seguir etapas. “Primeiro é preciso fortalecimento muscular, depois trabalhar o alongamento e exercícios funcionais e só depois partir para os aeróbicos". Isso leva de três a seis meses, dependendo da pessoa.
 
"Só depois é que dá para ela praticar o esporte que mais gosta, mantendo a musculação duas vezes por semana para evitar lesões”, disse.
 
iG

Fim de ano: faça uma ceia mais saudável

As festas de final de ano estão chegando. Você já está organizando a ceia? Não raro, muitos fazem verdadeiros banquetes nesta época, mas, será mesmo necessário? Como fazer uma ceia mais saudável? Veja algumas dicas e aproveite as festas com mais saúde e consciência.
 
Segundo a nutricionista Tatiana Rom, parceira do Organomix, um e-commerce de alimentos naturais e orgânicos, é recomendado evitar frituras e molhos gordurosos que são à base de creme de leite. Ela recomenda também evitar a maionese e optar pelos assados. A rabada e o kibe assados, por exemplo, são mais saudáveis e continuam saborosos.
 
Um dos pratos típicos da ceia é o peru, que também é saudável. “O peru é uma carne branca com pouca gordura. O problema são os acompanhamentos, ele deve ser consumido com alimentos saudáveis”, explica. Para as outras carnes, prefira assadas, cozidas ou grelhadas, mas, vegetarianos, não se preocupem. “As leguminosas são fonte de proteínas. Então, saladas de lentilha ou grão e bico são ótimas opções”, indica.
 
Para sobremesa, uma salada de frutas vai muito bem. Outra opção é montar uma mesa de frutas ou deixá-las organizadas em um recipiente bonito. Assim, além de cada um escolher a sua, o tempo de conservação é maior.
 
E atenção: evite o desperdício! Para isso, pense na quantidade de comida adequada para o número de pessoas. No Natal, por exemplo, é comum que o almoço do dia 25 seja com os mesmos alimentos servidos no dia 24. “O cuidado neste caso deve ser com a exposição dos pratos para evitar a contaminação, já que é uma época de muito calor”, alerta.
 
Na hora de comprar os ingredientes, dê preferência para os alimentos orgânicos. Eles nem sempre são mais caros e não prejudicam a saúde.
 
Anote a receita de um assado vegetariano sugerida pela Organomix:
 
Ingredientes
- 1 berinjela
- 1 abobrinha
- 1 cebola
- 1 abóbora japonesa
- 2 pimentões (coloridos)
- 1 cabeça de alho (com casca)
- Azeite
- Alecrim a gosto
- Sal a gosto
- Pimenta do reino a gosto
 
Modo de Preparo
Primeiro, corte todos os vegetais em pedaços grandes. Arrume os legumes em um tabuleiro, com exceção da abóbora. Esta deve ficar em um tabuleiro separado, pois vai cozinhar por mais tempo.
 
Tempere os dois tabuleiros com sal, pimenta e alecrim. Por último, regue com bastante azeite. Leve ao forno (180°C). A abóbora deve assar por 40 minutos e o mix de legumes por 30 minutos.
 
Para encontrar a feira de orgânicos mais próxima de você, clique aqui. 
 
A Organomix entrega no Rio de Janeiro e em Niterói. Clique aqui e saiba mais.
 
Para mais opções de delivery de orgânicos pelo Brasil, clique aqui. 
 
Universo Jatobá

Enfermeiros vão à Câmara para protestar contra autonomia do Samu de São Paulo

Romildo de Jesus
Autarquia pode significar maior independência do serviço em
 relação à prefeitura
Projeto quer transformar atendimento de emergência em autarquia, aumentando liberdade em relação à Prefeitura
 
Enfermeiros, auxiliares de enfermagens e motoristas de ambulâncias conseguiram marcar para ontem(11) uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo para discutir um Projeto de Lei que pretende transformar o Serviço Móvel de Urgência (Samu) em uma autarquia, o que daria autonomia à administração do serviço, retirando poderes da prefeitura.
 
“O presente Projeto de Lei visa a criação da Autarquia do Samu, transferindo o atual serviço público para esta, a fim de conferir maior agilidade em todos os seus trâmites”, justifica o projeto assinado em conjunto pelos vereadores Paulo Frange (PTB) e Jair Tatto (PT). “A adoção dessa forma possui várias vantagens, entre elas a agilidade nas compras, nas contratações e demissões de pessoal, na reposição de viaturas, na realocação de material e recursos humanos, e até mesmo no treinamento e qualificação de seus quadros, dentre inúmeras outras.”
 
O texto, entregue em agosto, desagradou a categoria, que teme a demissão de funcionários concursados e redução de benefícios, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), que pede a derrubada da proposta.
 
Diante da repercussão negativa do texto, Tatto já cogita retirar seu nome do projeto. “O sindicato nos visitou com três enfermeiros, que, embora não represente toda a categoria, mostrou insatisfação com a proposta.”
 
O vereador, então, encaminhou um ofício ao prefeito Fernando Haddad (PT), à Secretaria Municipal de Saúde, à coordenadoria do SAMU e ao sindicato pedindo uma posição a respeito. “Por enquanto só o sindicato respondeu. Se algum órgão também se manifestar contra a mudança, eu retiro meu nome da proposta.”
 
Segundo Tatto, um projeto de lei não serve apenas para ser ratificado, mas para “criar debate”. “Nem sempre um projeto representa o que é melhor para uma categoria.”
 
A audiência para discutir a pertinência da proposta começa hoje às 13h30 no Salão Nobre Presidente João Brasil Vita, no oitavo andar.
 
iG