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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novo equipamento traz evolução para tratar a próstata

Equipamento desobstrui canal da uretra com vaporização

Um avanço no tratamento do segundo câncer mais comum em homens, o de próstata, acaba de chegar ao Brasil. Trata-se de um laser que desobstrui o canal da uretra de forma pouco invasiva, vaporizando seu interior. Com isso, o paciente volta a urinar sem dor. A técnica já está sendo usada há dois meses no Centro de Referência em Saúde do Homem, hospital ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Pelo menos 60 pacientes foram operados com a tecnologia. Ainda não há previsão de chegada do aparelho no Rio Grande do Sul.

O urologista Joaquim Claro, diretor do centro, afirma que se há esse estreitamento do canal, a bexiga precisa de mais pressão para funcionar. Com o tempo, o músculo pode entrar em falência, e o paciente precisará de sonda para urinar.

O aparelho – que custa cerca de R$ 300 mil – é o único desse tipo no país pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Claro, o método é eficaz porque age também na presença de água, enquanto os mais antigos só atuam em células com oxigênio (oxi-hemoglobinas). Outra vantagem é que o procedimento pode ser feito ambulatoriamente ou com um dia de internação, reduzindo o risco de infecções e oferecendo um pós-operatórioretra com vaporização.

Fonte Zero Hora

Vacina contra HIV apresenta bons resultados na primeira fase de testes

Cientistas espanhóis estão animados com os resultados preliminares da pesquisa

Um protótipo de vacina contra o vírus HIV já passou pela primeira fase de testes. O objetivo deste primeiro estudo que analisa a resposta do sistema imunológico dos voluntários, realizado pelo Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha (CSIC), foi assegurar que o tratamento não causa nenhum dano aos pacientes.

O resultado animou os pesquisadores Mariano Esteban, do CSIC, Felipe García, do hospital Clinic, e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do hospital Gregorio Marañón, pois a vacina mostrou-se capaz de aumentar as defesas do organismo. Entre os 24 voluntários que receberam as três doses da injeção durante o período de teste, 95% apresentaram melhora no sistema imunológico, de acordo com as informações publicadas no El País.

Esteban calcula que, na melhor das hipóteses, em cinco anos pode-se iniciar testes em grande escala. Porém, isso ainda não garante que a imunização irá funcionar.

Além disso, os especialistas ainda têm mais um obstáculo pela frente: provar se a resposta imune que a vacina produz é suficiente para que os portadores do vírus consigam controlar a doença sem precisar tomar remédios diariamente.

No entanto, o otimismo prevalece entre os cientistas, já que a resposta dessa pesquisa foi seis vezes mais garantido, se comparada com outros estudos já realizados. Os resultados obtidos a partir de testes de laboratório feitos com o sangue dos voluntários mostram que mais anticorpos foram gerados e houve um aumento do número de linfócitos, encarregados de destruir o vírus.

Fonte Zero Hora

Com disposição e pensamento positivo, envelhecer pode ser ótima descoberta

Veja exemplos de envelhecimento saudável – e inspire-se para chegar lá


Aos 97 anos, o desembargador aposentado Garibaldi Almeida Wedy poderia passar suas tardes em casa, na cama, assistindo o término da vida. Ou mesmo doente, entregue à depressão, a exemplo de outras tantas pessoas que já passaram dos 60 anos no Brasil, uma população de 19 milhões.

Ao invés disso, esse simpático senhor veste tênis e abrigo e vai para a academia malhar.

— Eu me sinto mais à vontade, com mais disposição para enfrentar a caminhada da vida — relata o contemporâneo de João Belchior Marques Goulart, o Jango.

Quem tira o aposentado de casa o leva para treinar por cerca de uma hora é o educador físico Paulo Ayres, seu personal trainer há mais de 15 anos. Ayres foi contratado pela família do desembargador quando ele ficou viúvo, na tentativa de fazê-lo se mexer para mantê-lo ativo. A parceria deu certo e ainda rendeu aos dois a amizade.

— Ele é disciplinado, faz a sua série de exercícios e ainda enche a casa, inspirando todos ao seu redor com suas histórias — elogia Ayres, lembrando que seu aluno ainda desenvolve outras atividades admiráveis para quem chega a uma idade tão avançada, como escrever livros (está no 11°), participar de uma confraria de Tango, viajar, entre outros programas.


Garibaldi Almeida Wedy, de 97 anos, malha na academia
Foto: Jean Schwarz


Aos 80, a bibliotecária aposentada Jacquely de Villeréglan também inspira pela disposição, bom humor contagiante e uma inesgotável energia, que ela atribui a sua personalidade, é claro, mas também ao fato de manter a mente sempre ocupada. No caso dela, a preferência é pela música, sua grande paixão.

— Trabalhei até os 70 e se me deixassem estava lá ainda (na Biblioteca Pública Ligia Meurer, na Capital). Hoje vou a concertos, ao cinema, encontro as minhas amigas, vou à ginástica três vezes por semana. Costumo dizer que idosos devem conservar a afeições e boas lembranças — ensina Jacquely.

O que é longevidade
Se por um lado os avanços da medicina, das políticas públicas de saúde e a melhoria das condições sanitárias estão permitindo que se viva cada vez mais, por outro não se pode deixar que essas pessoas envelheçam sem qualidade de vida.

— O Brasil sempre foi considerado um país de jovens. A preocupação com o envelhecimento vem de no máximo duas décadas, quando os demógrafos do mundo inteiro começaram a se dar conta que o envelhecimento da população estava ocorrendo mais nos países em desenvolvimento e não nos países desenvolvidos, como se pensava. Projeta-se inclusive que, em 2050, o Brasil será o quinto país do mundo em número de idosos — explica o geriatra Emilio Moriguchi, representante do Brasil no grupo de pesquisa do envelhecimento na Organização Mundial da Saúde (OMS).

Diante deste cenário, a OMS lançou há uma década o conceito active age (envelhecimento ativo), que consiste numa programa para que os idosos mantenham a autonomia, a independência e a felicidade.

— Uma vida longa não necessita ser sofrida. Além da questão do sofrimento, o idoso que depende de outras pessoas em função de doenças fali um sistema financeiro de um país porque custa muito dinheiro cuidar de idosos — afirma Moriguchi.

O especialista ressalta que o ideal é que se comece o quanto antes a prevenir doenças, mas isso não significa que uma pessoa com uma doença crônica não deva ser estimulada, pelo contrário:

— A mudança de vida funciona para o idoso também, isso já está comprovado. Uma pessoa de 70 anos, com problemas de locomoção, deve começar com programas de fisioterapia e, com motivação, logo estará nos grupos de convivência. Tiramos pessoas da depressão dessa forma, e sem remédio — revela o médico, frisando que verdadeiras mudanças ocorrem na vida dessas pessoas quando elas começam a conviver com pessoas da mesma idade, quando se distraem, dançam, ouvem música e assim por diante.

— Tudo depende de como a gente pensa, com quem a gente vive e como a gente vive — finaliza.

Dicas para sentir-se melhor:: Mantenha-se sempre em atividades intelectuais, como ler, escrever, tricotar e ir ao cinema. O cérebro em atividade pode ajudar na manutenção da memória e criar novos desafios, funcionando como uma injeção de ânimo constante.

:: As atividades físicas também nunca podem ser deixadas de lado. O exercício ajuda a combater o estresse e libera substâncias responsáveis pela sensação de prazer.

:: Uma motivação é participar de algum grupo social, como os voltados para a terceira idade. Mas também entram na lista os grupos de música, viagem, de igrejas e até voluntariado.

:: Se mesmo assim ainda for comum a sensação de desânimo, é recomendado buscar ajuda de um profissional da saúde.
Fonte Zero Hora

Conheça os alimentos funcionais que ajudam a turbinar a saúde

Eles satisfazem às necessidades nutricionais básicas para o corpo humano e desempenham efeitos fisiológicos benéficos à saúde

Atualmente diversas pesquisas mostram dados que comprovam que a população do Rio Grande do Sul está cada vez menos saudável. Em geral, boa parte está acima do peso e possui algum tipo de problema cardiovascular. A cultura gaúcha, principalmente se tratando da culinária, é uma das mais ricas do país, mas ao mesmo tempo vem trazendo perigos para quem exagera durante o churrasco com amigos ou no chimarrão da tarde. Muitos estudos já comprovaram que a eficácia de uma alimentação saudável, juntamente com atividade física, ajudam e muito no equilíbrio do corpo e da mente. O Japão foi um dos primeiros países a se preocupar com essa situação, implantando estratégias para prevenção de doenças crônico-degenerativas na população idosa.

No Brasil, desde a década de 90, foram regulamentados os alimentos funcionais, chamados assim, por satisfazerem às necessidades nutricionais básicas para o corpo humano, além de desempenhar efeitos fisiológicos benéficos à saúde, como prevenir e auxiliar na recuperação de doenças. Muitos deles são bem comuns dos gaúchos, como a soja, que possui a isoflavonas, substâncias responsáveis por reduzir os níveis de colesterol e diminuir o risco de doenças cardiovasculares. Em geral, pequenas adaptações nos pratos podem contribuir para uma melhora na alimentação. O tomate orgânico, por exemplo, pode ser servido como salada. Ele possui licopeno, antioxidante que diminui o risco de câncer. Já as frutas podem ser uma ótima opção de sobremesa, pois são ricas em fibras e auxiliam o intestino no seu funcionamento. Existem inúmeras maneiras de adicionar mais saúde no nosso dia-a-dia. A nutricionista funcional e Chef da Escola de Gastronomia Aires Scavone (Egas), Luciane Scavone, afirma que é possível ter uma alimentação saudável e comer com prazer ao mesmo tempo. Os alimentos quando preparados com as técnicas corretas, contribuem com suas funções nutricionais, e cumprem melhor o seu papel, desencadeando efeitos metabólicos.

Para que os produtos ditos funcionais cheguem ao mercado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que o fabricante apresente provas científicas das propriedades funcionais alegadas na embalagem.

— Mas não se entusiasme demais com os rótulos: um litro de leite com ômega 3, por exemplo, oferece menos desse ácido graxo que uma posta de salmão — afirma Inar de Castro, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).

Confira, abaixo, dicas de alimentos funcionais que colaboram para uma alimentação equilibrada e que podem fazer com que seu corpo trabalhe melhor e com muito mais ânimo.

:: Betacaroteno
O que faz: Ajuda a diminuir o risco de câncer.

Como age: Quando ingerimos gorduras e proteínas, o betacaroteno se converte em vitamina A, protegendo as células do envelhecimento.

Onde encontrar: Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve.

:: Isoflavonas
O que fazem: Atenuam os sintomas da menopausa.

Como agem: Por ter uma estrutura química semelhante ao estrógeno (hormônio feminino), alivia os efeitos de calor e cansaço da menopausa e da tensão pré-menstrual.

Onde encontrar: Soja e seus derivados.

:: Licopeno
O que faz: Está relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata.

Como age: Evita e repara os danos dos radicais livres que alteram o DNA das células e desencadeiam o câncer.

Onde encontrar: Tomate e seus derivados, além de beterraba e pimentão.

:: Ômega 3
O que faz: Diminui o risco de doenças cardiovasculares.

Como age: Reduz os níveis de triglicerídeos e do colesterol total do sangue, sem acumulá-lo nos vaso sanguíneos do coração.

Onde encontrar: Peixes de água fria, como salmão e truta, e óleo de peixes.

:: Flavonoides
O que fazem: Diminuem o risco de câncer e atuam como anti-inflamatórios.

Como agem: Anulam a dioxina, substância altamente tóxica usada em agrotóxicos.

Onde encontrar: Suco natural de uva e vinho tinto, além de alimentos como café, chá verde, chocolate e própolis.

:: Probióticos
O que fazem: São microrganismos vivos que ajudam no equilíbrio da flora intestinal.

Como agem: Impedem que bactérias e outros microrganismos patogênicos se proliferem no intestino.

Onde encontrar: Iogurtes e leite fermentado.

Fonte Zero Hora

Médico fala sobre transplante de pâncreas

Segundo Adriano Miziara Gonzalez, cirurgia é simples em relação à tecnologia, mas país ainda precisa de profissionais na área

Em 2010, 44 pessoas passaram por um transplante de fígado no Brasil; outras 83 passaram pelo chamado transplante combinado, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Segundo o médico Adriano Miziara Gonzalez, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Programa de Transplante do Aparelho Digestivo do Hospital São Paulo, existem várias indicações para o transplante de pâncreas, mas três tipos principais.

“O mais comum é o caso do paciente diabético, com o tempo ele pode perder a função renal e chegar ao diagnóstico de diabetes e insuficiência renal crônica. Nesse momento ele precisa de um transplante de rim”, explica o médico. Em geral, nesses casos é feito o transplante de rim e pâncreas, porque corrige o problema renal e a diabetes.

Há ainda duas outras indicações menos frequentes. “Quando o paciente fez o transplante de rim no passado e agora faz o transplante de pâncreas para corrigir o diabetes”, diz. Segundo o médico, essa indicação é controversa, e, no programa de transplantes do Hospital São Paulo os especialistas indicam apenas quando o paciente não se adapta bem ao controle de insulina.

“Chave do processo”
Outra indicação é para corrigir o diabetes por si só. “É uma indicação muito restrita para alguns casos isolados. São pacientes que tentaram de todas as formas com insulina e mesmo assim não conseguem controlar o diabetes”, afirma Gonzalez. O transplante só é indicado após uma avaliação criteriosa.

Segundo o especialista, o transplante de pâncreas exige pouco em relação à tecnologia se comparado a outros órgãos. Entretanto, a cirurgia exige uma estrutura hospitalar muito boa e um preparo muito intenso, com endocrinologistas, nefrologistas e cirurgiões. “Essa é a chave do processo”, diz. Porém, ainda se faz “pouco transplante de pâncreas no Brasil, o principal motivo é a falta de preparo dos profissionais”, completou.

Por isso, segundo o médico, o Programa de Transplante do Aparelho Digestivo do Hospital São Paulo recebe pacientes de todos os Estados. Apesar de ainda faltarem investimentos, ele aprova o serviço de transplantes oferecido no país atualmente. “É interessante que o governo dá um suporte muito cuidadoso para que o Estado consiga realizar o transplante. Além disso, as universidades estão muito preparadas para esse tipo de tratamento”, comenta.

A rotina do transplantado
O paciente que passa por um transplante tem que ter acompanhamento médico periódico e cuidados por toda a vida. Segundo o médico, ele passa por exames para ver se não há rejeição, se o nível do medicamento está bom. “Devagar vamos espaçando [a quantidade de medicamentos]. O principal é chegar até uma quantidade de medicação para que ele se sinta bem, controlando o nível até o paciente atingir o menor número de remédios. Isso serve para qualquer órgão”, explica.

Em relação a quem passou pela cirurgia do pâncreas, Gonzalez diz que, em geral, é um paciente muito empenhado na recuperação. “O controle do diabetes e a hemodiálise, antes do transplante, são dificílimos. Por isso, quando ele consegue se livrar desses problemas, em geral, ele acompanha rigorosamente o tratamento”, comenta o especialista.

Fonte Band