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domingo, 20 de janeiro de 2013

Dispositivo portátil fornece diagnóstico de HIV em 15 minutos

SpinDx utiliza um disco giratório, como um leitor de CD, para manipular as amostras de sangue
Foto: Randy Wong/Sandia National Laboratories
SpinDx utiliza um disco giratório, como um leitor de CD,
 para manipular as amostras de sangue
Tecnologia vai ajudar a levar serviços médicos disponíveis apenas em centros de saúde para áreas mais remotas do mundo
 
Pesquisadores da Columbia University, nos EUA, demonstraram que um dispositivo portátil é capaz de detectar pacientes com HIV através apenas de uma picada no dedo, e sincronizar os resultados em tempo real, com registos de saúde eletrônicos.
 
A tecnologia representa um passo em direção a fornecer, para áreas remotas do mundo, serviços de diagnóstico disponíveis apenas em centros urbanizados.

Dos 34 milhões de pessoas infectadas com o HIV no mundo, 68% delas vivem na África subsaariana, com o Sul e Sudeste da Ásia carregando a segunda maior taxa da doença.
 
Muitas pessoas infectadas pelo HIV nessas regiões são incapazes de fazer o teste ou se tratarem porque não podem facilmente viajar para centros de saúde. Isso cria uma carga econômica extrema em nações já pobres.
 
Um dispositivo de baixo custo e móvel que realiza testes de HIV poderia ajudar a combater estas tendências, e a epidemia global geral, permitindo o diagnóstico e tratamento de pessoas infectadas pelo HIV em locais de recursos limitados.
 
Neste estudo, a equipe de Curtis D. Chin e Kee Cheung Yuk desenvolveu um aparelho que executa testes de HIV com a qualidade de laboratórios em 15 minutos utilizando o sangue recolhido por meio de uma picada no dedo.
 
O dispositivo também detecta amostras fracamente positivas, e usa redes celulares e via satélite para sincronizar automaticamente os resultados dos testes com os registros de saúde de pacientes de qualquer lugar do mundo. Devido a isso, ele permitirá que as autoridades monitorem a prevalência da doença em todas as regiões geográficas de forma rápida e eficaz. Isso pode melhorar a eficácia na alocação de medicamentos para diferentes comunidades e os cuidados com o paciente em geral.
 
Fonte isaude.net

Tratamento com medicamento por via oral é 52% mais eficaz na esclerose múltipla

Além da eficácia, o fármaco contribui para adesão ao tratamento, produzindo sensível melhora na qualidade de vida do paciente
 
O Gilenya (fingolimode), do laboratório Novartis, é o primeiro tratamento oral para Esclerose Múltipla (EM) e está trazendo resultados satisfatórios para os portadores da doença, ao facilitar a adesão ao tratamento em diversos aspectos, ao contrário das opções disponíveis , como as injetáveis. O tratamento recebeu o prêmio italiano Prix Galien 2012, na categoria medicamento inovador do ano.
 
Ao seguir corretamente tratamento, por ser administrado oralmente, o portador de EM tem imediata melhoria na qualidade de vida, constatando redução de surtos que se manifesta de diversas formas físicas e psicológicas, por atingir o sistema nervoso central.
 
Em estudos, o medicamento demonstrou também eficácia 52% superior na diminuição dos surtos provocados pela doença, em comparação a um dos tratamentos mais utilizados atualmente.
 
Desde o seu lançamento mundial, mais de 49 mil pacientes já foram tratados com fingolimode. O medicamento foi aprovado na Europa em 2011 e está disponível no mercado brasileiro e em diversos outros países, como Estados Unidos, Canadá, Rússia, Austrália, Argentina, Chile e México.
 
A esclerose múltipla é a doença neurológica desmielinizante de caráter inflamatório e neurodegenerativo mais comum do sistema nervoso central, afetando cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo , segundo dados da OMS. Causa incapacidade significativa e progressiva na maioria dos indivíduos afetados, sendo a causa mais comum de incapacidade neurológica adquirida em adultos jovens.
 
Fonte isaude.net

Falta de sono pode causar sentimento de rejeição entre casais

Noites mal dormidas podem deixar as pessoas menos sensiíveis às necessidades do outro lado
Noites mal dormidas podem deixar as pessoas menos sensiíveis
 às necessidades do outro lado
Noite mal dormida deixa a pessoa menos sensível às necessidades do outro lado, afirmam pesquisadores da Universidade da Califórnia
 
Estudo realizado na Universidade da Califórnia, Berkeley, sugere que falta de sono pode desempenhar um papel importante no sentimento de rejeição muito comum entre casais.
 
A pesquisa, realizada com mais de 60 casais, com idades entre 18 a 56, descobriu que a privação de sono pode deixar os casais "cansados demais para dizer obrigado e fazer com que um ou outro parceiro se sinta rejeitado," afirma Amie Gordon, psicóloga da UC Berkeley e principal autora do estudo.
 
"Pouco sono pode nos tornar mais egoístas, priorizando nossas próprias necessidades sobre as do nosso parceiro", disse ela.
 
Os resultados do estudo, apresentados neste sábado (19) na reunião anual da Society for Personality and Social Psychologists, realizada em New Orleans (EUA), lançam uma nova luz sobre a relação emocional de casais e o sono, oferecendo evidências de que uma noite sem dormir deixa as pessoas menos sensíveis às necessidades dos seus próximos.
 
De acordo com os pesquisadores, para muitos casais, a noite pode se transformar em um campo de batalha com ronco alto, barulho de digitação em laptops ou virar de folhas. "Você pode estar dormindo como um bebê, mas se o seu parceiro não estiver, os dois, provavelmente, vão acabar ficando nervosos e pouco sensíveis às necessidades do outro.
 
Durante o estudo, os participantes mantiveram um diário de seus padrões de sono mostrando como uma noite bem ou mal dormida afetou sua apreciação de seus pares. Em outro experimento, eles foram filmados envolvidos em tarefas de resolução de problemas. Aqueles que haviam dormido mal na noite anterior mostraram menos apreço por seu parceiro.
 
Fonte isaude.net

Abuso de drogas prejudica desempenho sexual masculino mesmo após reabilitação

 
Descoberta contradiz estudos que sugerem que homens recuperam função sexual normal depois de três semanas de abstinência
 
Pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha descobriram que o abuso de drogas afeta negativamente o desempenho sexual nos homens, mesmo depois de anos de abstinência.
 
A descoberta contradiz outros estudos que sugerem que os homens recuperam espontaneamente a função sexual normal após três semanas de reabilitação.
 
Os pesquisadores avaliaram o desempenho sexual de 605 homens, dos quais 550 tinham sido diagnosticados com dependência de álcool, cocaína, cocaína e álcool, heroína, maconha e speedball (cocaína e heroína). Os restantes 356 homens foram incluídos como controles.
 
A equipe examinou e avaliou quatro áreas de desempenho sexual: desejo sexual, satisfação sexual, excitação sexual e orgasmo.
 
O estudo revelou que o grupo de estudo teve uma diminuição moderada a significativa do desempenho sexual, em comparação com os controles.
 
Além disso, os pesquisadores examinaram os efeitos de diferentes substâncias sobre a sexualidade. O abuso de speedball e cocaína, por exemplo, afetam o prazer sexual, enquanto pouco afeta o desejo sexual. Na verdade, os usuários de cocaína têm desejo sexual muito alto durante períodos de pico de consumo de drogas.
 
O álcool é a droga que mais afeta a excitação sexual, capacidade erétil. Este é o primeiro estudo a revelar o efeito permanente de abuso de substâncias sobre a sexualidade, mesmo após longos períodos de abstinência. Finalmente, os orgasmos são predominantemente prejudicados pela heroína, cocaína, álcool e speedball.
 
Os resultados foram publicados no Journal of Sexual Medicine.
 
Fonte isaude.net

Novo teste vai facilitar produção de medicamentos para prevenir perda auditiva

Colleen Le Prell, líder da pesquisa
Foto: University of Florida
Colleen Le Prell, líder da pesquisa
Abordagem cria surdez temporária e reversível que torna possível avaliar como as drogas funcionam em seres humanos
 
Pesquisadores da Universidade da Florida, nos EUA, desenvolveram um novo método de teste que pode facilitar a produção e comercialização de medicamentos para perda auditiva.
 
A abordagem cria uma perda auditiva temporária e reversível que torna possível avaliar como as drogas funcionam.
 
"Há uma necessidade real de drogas para perda auditiva. Neste momento, as únicas opções para a proteção contra a surdez induzida por ruídos são reduzir o volume do que se está ouvindo, andar longe de locais barulhentos ou usar tampões para os ouvidos, e essas opções podem não ser práticas para todos", afirma o investigador principal Colleen Le Prell.
 
Embora os aparelhos auditivos ajudem a amplificar o som e dispositivos implantados restaurem alguma sensação de som para pessoas com perda auditiva profunda eles não restauram a audição normal. Assim, os pesquisadores estão tentando encontrar drogas que evitem que os danos à audição ocorram.
 
Apesar de protótipos de medicamentos impedirem perda auditiva induzida por ruídos em animais de laboratório, tem sido difícil saber se a mesma proteção é possível em seres humanos, em grande parte porque os pesquisadores não tinham um método eficaz para realizar os testes necessários.
 
Agora, a equipe criou um novo modelo de teste que deixa esses medicamentos que previnem a perda auditiva mais perto do desenvolvimento.
 
O modelo de Le Prell é o primeiro a utilizar níveis controlados de música para causar perda auditiva temporária em participantes humanos. Outros estudos usaram bips ou tons que não resultam em perda auditiva temporária.
 
Três placas de monitoramento asseguraram que os estudos sobre o novo modelo cumprem as normas de segurança nacionais para a pesquisa em seres humanos.
 
Para induzir a perda auditiva temporária, os participantes do estudo ouviram música de rock ou pop em um leitor de música digital através de fones de ouvido por quatro horas a níveis de som que variam de 93 decibéis a 102 decibéis.
 
Cada participante passou por um teste de audição quatro vezes, entre 15 minutos e três horas após a sessão de audição, bem como testes de acompanhamento um dia e uma semana mais tarde.
 
Os pesquisadores notaram que 15 minutos após o término da música, aqueles que ouviram os níveis mais altos de música haviam perdido apenas uma pequena quantidade de audição, seis decibéis, em média. A audição voltou ao normal dentro de três horas.
 
Grupo Le Prell vai usar esse modelo de testes em dois ensaios clínicos de terapias destinadas a determinar se a perda auditiva induzida por ruído pode ser prevenida em humanos. O primeiro estudo usa um suplemento dietético chamado Soundbites, que contém betacaroteno, vitaminas A, C e E e magnésio mineral. Esta fórmula antioxidante impediu a perda auditiva temporária e permanente em animais de laboratório.
 
Em outro estudo em andamento, os participantes tomaram uma droga chamada SPI-1005. A cápsula de teste contém uma molécula chamada ebselen que imita uma proteína protetora do ouvido interno.
 
"Nós realmente queremos descobrir o que vai funcionar em humanos e queremos colocar essas estratégias ao alcance das pessoas que precisam delas", conclui Le Prell.
 
Fonte isaude.net