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quarta-feira, 27 de março de 2013

Saneamento básico evita gastos em saúde

Estimativa de especialistas é que a cada R$ 1 investido em melhores condições sanitárias sejam economizados R$ 4 no sistema de saúde
 
Cada R$ 1 investido por governos em saneamento básico economiza R$ 4 em custos no sistema de saúde, estimaram especialistas presentes no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, realizado nesta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
 
– A partir do momento em que o cidadão tem um sistema de distribuição de água em quantidade e qualidade certas, as doenças de veiculação hídrica, como diarreia e esquistossomose, por exemplo, vão diminuir. Se diminuem as doenças, a quantidade de vezes que uma mãe vai levar o filho com disenteria ao médico vai diminuir – disse o diretor do Departamento de Engenharia da fundação, Ruy Gomide.
 
Em todo o mundo, 1,9 milhão de mortes infantis são causadas por diarreias todos os anos, segundo dados apresentados por Léo Heller, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Do total de doenças registradas na população, 4,2% se devem à falta do saneamento básico.
 
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a diarreia é a segunda maior causa de morte entre menores de 5 anos de idade. A Pastoral da Criança, que atua nas comunidades mais pobres do país, confirma as consequências da falta de saneamento para a saúde das pessoas. Nessas áreas, os cuidados devem ser redobrados e os resultados aparecem. Dados de 2012 mostram que de 1,4 milhão de crianças acompanhadas pela entidade, apenas 5,3% tiveram diarreia.
 
Para Ana Emília Treasure, especialista da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é preciso ir ainda mais longe nas pesquisas de saúde sobre o impacto do saneamento básico, pois a falta de água potável ou a presença de contaminações poderia estar ligada também a doenças crônicas.
 
– Temos de conferir a contaminação da produção de alimentos, por exemplo. Esses alimentos contaminados nas plantações podem estar se tornando um fator de risco para enfermidades crônicas, e essa água pode estar causando câncer ou prejudicando o crescimento das crianças.
 
Especialistas em saneamento e o presidente da Funasa, Gilson Queiroz, defenderam que os gastos com o setor voltem a ser contabilizados no piso da saúde, valor mínimo definido por lei que cada município, estado e a União deve empregar na saúde.
 
– Uma das melhores ações preventivas de saúde é um ambiente saudável, com o esgotamento sanitário e a coleta de resíduos. Isso traz economia para os serviços de atendimento médico, reduz a fila dos serviços de saúde e reduz os casos de doenças infecciosas e parasitárias. Com a desvinculação, perde-se recursos de repasse obrigatório, que poderiam ser empregados nas ações preventivas – defendeu Gilson.
 
Após intenso debate na comissão mista que tratou do Orçamento no Congresso, os gastos com saneamento deixaram de ser computados no piso da saúde, definido pela Emenda 29, que determina percentuais mínimos de investimento em saúde pela União, pelos estados e municípios. A União precisa aplicar valor correspondente previsto no Orçamento do ano anterior, corrigido pela variação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados devem aplicar 12% do que arrecadam anualmente em impostos e os municípios 15% de sua receita.
 
Lavar as mãos é medida importante
A pior consequência da diarreia é a desidratação, que pode ser grave tanto em crianças quanto em idosos, de acordo com o pediatra e mestre em infectologia pediátrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Vigotski.
 
— As crianças são as mais afetadas, porque têm um comportamento que permite o acesso ao agente infeccioso, quando, por exemplo, põem a mão na boca, no chão, e têm menos noção de higiene — explica.
 
Além disso, diz o médico, esse grupo pode apresentar o problema com maior frequência e, quando adoece, tem mais probabilidade de uma complicação que pode levar à morte.
 
De acordo com o médico, lavar as mãos com frequência é fundamental. A prática contribui para evitar doenças como conjuntivites, gripes e resfriados. O médico alerta os pais para os sintomas da diarreia como boca seca, lábios rachados, confusão mental e diminuição da urina, além da evacuação mais pastosa ou até mesmo líquida.
 
O gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur, defende o uso do soro caseiro como medida simples que faz a diferença para tratar o problema. Ele ressalta que, apesar de as unidades básicas de saúde distribuírem envelopes do produto, o domínio da técnica do soro caseiro dá autonomia para a família até que ela busque auxílio médico.
 
"O soro caseiro precisa de um punhado de açúcar, uma pitada de sal e um copo de água. A criança deve tomar aos poucos ao longo do dia, assim ela vai repor o líquido no organismo". Segundo Boufler, outra forma de prevenir a diarreia é o hábito de lavar as mãos.
 
Enquanto não há saneamento básico nas localidades, o pediatra reforça que os pais devem manter as crianças longe do esgoto e da água acumulada pelas chuvas e dar prioridade ao consumo de água potável ou fervida. O pediatra lembra que o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida é outra ação que diminui a chance de a criança ter complicações por causa da diarreia.
 
Fonte Agência Brasil

Mulheres fumam cada vez mais no Brasil. Elas já somam 10 milhões segundo IBGE

Aliança de Controle do Tabagismo alerta para os índices e pede adoção de políticas de combate
 
Proibir o fumo em ambientes públicos fechados gera queda nos nascimentos prematuros. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pelo British Medical Journal, uma das publicações da área médica de maior prestígio internacional. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Hasselt, na Bélgica, envolvendo 600 mil partos, vem a tona no Mês da Mulher. A data não é por acaso.

O público feminino é o mais atingido por problemas gerados pelo fumo. No Brasil, enquanto os homens, cada vez mais, têm conseguido largar o cigarro, o número de mulheres tabagistas só aumenta: hoje, já são cerca de 10 milhões, segundo o IBGE. Como consequência, o cigarro é atualmente o responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos no País.

— O fumo é uma epidemia mundial, e na comparação entre os gêneros, os efeitos são ainda mais devastadores à saúde da mulher que à do homem — afirma a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Paula Johns.

Além da questão dos partos prematuros, outro dado que assusta é a divulgação de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália. Segundo a revista especializada Annals of Oncology, o câncer de pulmão vai ultrapassar o de mama, entre as mulheres europeias, até 2015. O aumento reflete o crescimento do número de mulheres que começaram a fumar nos anos 1960 e 1970. Para reduzir esses números, Paula diz que é necessária a implementação da lei antifumo, em âmbito nacional, e a proibição dos anúncios de cigarros em pontos de venda. Experiências internacionais comprovam a eficácia dessas iniciativas.

— O aumento do consumo do cigarro entre mulheres está associado a uma série de fatores, seja para aliviar a ansiedade, o estresse e a depressão, ou até mesmo as tensões do trabalho e de casa. Há ainda razões mais subjetivas, relacionadas com identidade, auto-estima, aceitação social, sentir-se madura ou sexy. É sabido que a indústria pesquisa incansavelmente sobre as aspirações das mulheres e desenvolve produtos que procuram preencher essas lacunas emocionais — comenta.

No Brasil, a lei antifumo foi sancionada em 2011, mas ainda não entrou em vigor em todo o País. Falta, por exemplo, regulamentar justamente os locais onde não se poderá fumar. Nos municípios ou estados onde há legislações específicas, estas valem e as experiências são positivas. Em São Paulo, o consumo de cigarro diminuiu pela metade já no primeiro ano de vigência da lei (2009). No Rio de Janeiro a lei existe também há quase quatro anos. Em 2009, dois mil estabelecimentos comerciais foram multados porque permitiram a presença de fumantes. Em 2012, foram apenas três multas.

Sobre a propaganda em pontos de venda, o problema atinge, também, jovens e aqueles que estão tentando parar de fumar. Um estudo australiano constatou que 40% dessas pessoas relatam ter vontade de fumar ao ver os anúncios e mais de 60% compram impulsivamente cigarros. Um outro estudo feito em 30 países subdesenvolvidos, entre eles o Brasil, constatou que restrições parciais estão associadas a uma redução de 13,6% no consumo per capita, em comparação com 23,5% em países que optaram por proibições mais abrangentes.

Outra questão que merece destaque é o consumo precoce do cigarro entre as meninas. Cerca de um terço dos adolescentes brasileiros experimentam tabaco antes dos 12 anos e o percentual de meninas que começam a fumar antes dos 15 anos de idade é 22% maior do que a de meninos, em todas as regiões do país. Para a ACT, nesse sentido, além da proibição da publicidade, há a necessidade de proibição definitiva e imediata dos aditivos nos cigarros.

— Os saborizados não fazem mais mal ao organismo que um cigarro comum, mas são usados para 'atrair' novos fumantes, principalmente os jovens, porque adicionar morango, menta, canela e açúcar diminui a irritabilidade, aumenta a aceitação ao produto e estimula a experimentação — explica Paula Johns.

A Anvisa conseguiu recentemente suspender liminar que permitia à indústria do tabaco continuar a fabricar e vender os cigarros com sabor. A proibição, agora, volta a ser válida e os produtores deverão adequar-se e cumprir os prazos de retirada desse tipo de produto do mercado, ainda este ano.
 
Fonte Diário Catarinense

Agenda lotada: excesso de atividades pode ser prejudicial para as crianças

Quanto mais atividades eles têm, maiores são as
obrigações e a responsabilidade
Saiba qual o limite das obrigações na infância
 
Segundas e quartas, natação e inglês. Terças e quintas, balé. Sábados, ginástica olímpica. Ufa! Cada vez mais, os pais estão ocupando seus filhos com atividades extracurriculares, que vão desde exercícios físicos até o aprendizado de idiomas.
 
Que as atividades fora da escola beneficiam as crianças, não há dúvidas. Mas qual é o limite?
 
Manter-se ocupado é importante, inclusive para os pequenos. Ter obrigações resulta em disciplina, ajuda as crianças a se socializar e a administrar o tempo. Mas o excesso de atividades não combina com o universo infantil. A prática pode resultar na perda de concentração e comprometer a saúde dos pequenos. Quanto mais atividades eles têm, maiores são as obrigações e a responsabilidade. Isso faz com que muitos acabem desenvolvendo distúrbios bastante comuns em adultos, como a depressão e o estresse.
 
Luiza Costa Silva, de nove anos, divide seu tempo entre a escola, as aulas de natação, de inglês, e agora também aulas de catequese às quartas-feiras. Apesar de ter uma agenda bastante ocupada, Luiza ainda consegue achar tempo para brincar. Isso porque, há alguns anos, sua mãe viu que o excesso de atividades estava prejudicando a filha.
 
— Houve momentos em que a Luiza apresentou dores de cabeça, de estômago e outras queixas. Aí vimos que ela estava sobrecarregada e decidimos controlar mais as atividades — explica a enfermeira Ângela Maria Costa Silva, 43 anos.
 
Preocupada com a saúde física e mental da filha, Ângela decidiu buscar um acompanhamento profissional para gerenciar a agenda de Luiza, e manter, assim, um equilíbrio entre as horas de estudo e as de lazer:
 
— Este ano, ela queria fazer natação, judô e mais uma atividade física. Eu tive de dizer não, e fazer ela escolher só um exercício. Assim podemos organizar melhor nosso dia, e sobra tempo para brincar.

Infelizmente, não são todos os pais que têm esse cuidado, explica a psiquiatra e psicanalista de crianças e adolescentes Marlene Silveira Araújo. Muitas crianças sofrem com o excesso de atividades porque os pais acreditam que isso os deixará mais preparados para o futuro, e pensam que é necessário despertar a competitividade desde cedo para garantir o sucesso profissional. Além disso, existe a dificuldade de não ter onde deixar os pequenos durante o dia. Para resolver o problema, os pais mantêm os filhos ocupados o máximo possível.
 
— Não podemos esquecer que, na correria do dia a dia, às vezes falta tempo para dar atenção aos filhos. Com as atividades, os pais tentam também aliviar uma certa culpa de sua ausência física e emocional — comenta a psicóloga Carla Melani.
 
Problemas de adultos
Sintomas como os citados no quadro acima, comuns na vida de adultos pelo estresse diário, não deveriam fazer parte da realidade das crianças, afirma a psiquiatra Marlene Silveira Araújo:
 
— Existe uma demanda na sociedade atual na qual as pessoas têm que estar preparadas para a competição, onde o melhor é que vai levar vantagem. Os pais querem criar os filhos para esse mundo e acabam se precipitando ao inseri-los na realidade adulta antes que eles tenham se desenvolvido, antes que estejam maduros.
 
Os pais devem ficar sempre atentos para os sinais de que algo não está bem. Quando forem identificados, é preciso conversar com os filhos para tentar entender o que está causando o mal-estar. Para a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto, é preciso, em primeiro lugar, prestar atenção nos pequenos:
 
— Deve-se "decifrar" os sintomas com as mensagens que a criança envia. Depois de conversar e levantar os motivos que foram apontados, deve-se ponderar e tentar modificar a situação.
 
Se mesmo depois do diálogo o problema persistir, é importante procurar a ajuda de especialistas para identificar o que está acontecendo com a criança.
 
Não dá para fazer tudo
Balancear os desejos da criança com o que é recomendado pode ser um desafio. Na infância, a vontade de conhecer e experimentar tudo é saudável e comum, mas é aí que a experiência dos adultos pode ajudar. Os pais devem conversar com os filhos e ensiná-los que nem tudo é possível, que existem limites e eles devem ser respeitados. Uma forma de mostrar isso é fazer os pequenos escolherem entre as diversas opções disponíveis.
 
Como é um momento de descoberta, os pais devem também estar preparados para mudanças. As crianças estão conhecendo os diferentes esportes, instrumentos musicais e demais habilidades. Só que, muitas vezes, podem não se adaptar a eles.
 
— Nunca se deve forçar a prática de algo que a criança não gosta ou com a qual não se adapta. Somente experimentando ela poderá desenvolver interesse por áreas distintas — explica Carla.
 
Os pais devem sempre ter em conta que as atividades extras são importantes, mas não devem ser colocadas como obrigações. As crianças precisam ter afinidades e gostar do que estão fazendo.
 
— É preciso que os pais saibam que, se as crianças não forem sadias, não serão adultos capazes de competir por coisa alguma, podem se tornar adultos frustrados e inseguros — complementa a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Quézia Bombonatto.

O ritmo ideal

Até dois anos
Durante os primeiros anos de vida, o objetivo é descobrir as coisas, aprender a socializar e brincar. Por isso, é necessário que a criança tenha tempo livre para interagir com outras crianças. Não é recomendável nenhuma atividade extra nesse período.
 
Três a cinco anos
A criança já deve começar a frequentar a escolinha, onde as brincadeiras são mais organizadas. A fantasia tem um papel importante, então é preciso deixar os pequenos criarem e imaginarem livremente. Além da escola, os pais podem levar os filhos em uma ou no máximo duas atividades extras, que devem ser mais lúdicas, como a música, ou que impliquem movimento, como a natação.
 
A partir dos seis anos
Ela passa a desempenhar mais tarefas escolares, e a responsabilidade aumenta. Por isso, é preciso organizar melhor os horários. A lição de casa deve ter hora para terminar, e a criança precisa de um período ainda grande de lazer. Atividades extras em grupo, como futebol, inglês ou ginástica olímpica, por exemplo, são recomendadas — mas sem exagero.
 
Pré-adolescência
As demandas e a carga de estudo aumentam. É preciso ensinar os jovens a organizar seu tempo, dedicando um período para o estudo e outro para atividades extras — tudo isso sem esquecer do lazer. Nesse período, é possível reduzir o tempo dedicado às atividades lúdicas para cerca de duas a três horas por dia. Se não configurar um compromisso, não há restrições para a criança praticar diversas atividades, como tocar um instrumento, pintar ou desenhar, praticar esportes e brincar ao ar livre. As crianças precisam experimentar várias atividades e, a partir daí, manifestar interesse por alguma delas.
 
Saiba a hora de desacelerar
Para evitar que seu filho sofra com o excesso de atividades, é preciso ficar atento a alguns sintomas comuns que mostram que a coisa não está bem:
 
- Recusa em ir à aula

- Distúrbios no sono (dificuldade para dormir ou para acordar)

- Mudança no humor

- Perda ou excesso de apetite

- Baixo rendimento escolar

- Dores de cabeça constantes

- Irritabilidade, tristeza e agressividade em excesso
 
Fonte Blog Meu Filho

Operação contra aborto prende 24

Belo Horizonte - Quatro dias depois de o Conselho Federal de Medicina (CFM) se posicionar oficialmente a favor do aborto até a 12.ª semana de gestação, uma operação deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais resultou ontem na prisão de 24 pessoas em Belo Horizonte, Diadema, São José do Rio Preto e São Paulo, acusadas de montar um esquema para agenciamento desse tipo de procedimento pela internet.

Segundo o MPE, os integrantes da quadrilha estão diretamente envolvidos em pelo menos 70 abortos praticados na capital mineira desde março do ano passado, com preços que variaram entre R$ 3 mil e R$ 6 mil. O grupo contaria com a proteção de policiais civis, que ainda estão sendo investigados.

A maior parte das prisões - 18 - ocorreu nos municípios paulistas. Em Minas Gerais, foram presos dois médicos, três agenciados e um fornecedor de medicamentos abortivos. O MPE não revelou a identidade dos acusados, mas confirmou que entre os presos estão profissionais que atuavam em uma clínica localizada em uma das áreas mais valorizadas de Belo Horizonte.

As investigações da chamada Operação Vida começaram em março do ano passado e revelaram que a quadrilha agenciava, em sites, gestantes interessadas em interromper a gravidez.

Funcionamento
Os grupos mineiro e paulista atuavam em conjunto, recomendando clientes um para o outro. Quatro métodos eram utilizados, dependendo do tempo de gestação: indução, curetagem, sucção ou o uso de medicamentos abortivos como o citotec, cujo comércio é proibido no País.

"Diante da constatação de que o núcleo da quadrilha atuava no interior de São Paulo, as provas foram encaminhadas ao Ministério Público daquele Estado", informou o MPE mineiro.

De acordo com o órgão, os promotores receberam uma representação formal contra a quadrilha em março, com informações sobre os sites que vendiam o serviço, até mesmo com a divulgação de números de telefone.

Com autorização judicial, a Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos fez interceptações telefônicas e conseguiu identificar 26 suspeitos de integrar o grupo, entre médicos, agenciados, funcionários públicos e policiais.

O Ministério Público informou também que o funcionamento dos sites já havia sido denunciado pela imprensa em Belo Horizonte e, por isso, ainda será investigada a suposta omissão da Polícia Civil mineira no caso.

No Brasil
A legislação brasileira permite o aborto apenas em caso de risco de morte para a mãe ou, com o consentimento da mãe ou de seu responsável legal, quando a gestação é resultado de violência sexual.

Segundo o MPE, os acusados presos ontem devem responder por abortamento ilegal, com o consentimento da gestante, além de formação de quadrilha e distribuição de medicamentos prescritos. Somadas, as penas de cada acusado podem ultrapassar dez anos de prisão.

Fonte Estadão

5 elementos-chave para que a TI traga resultados

O consultor Sérgio Lozinsky dá dicas para os hospitais seguirem rumo à gestão de tecnologia. "A TI típica não responde adequadamente ao que o negócio pede atualmente"
 
Estrategicamente a Folks eSaúde, presidida por Claudio Giulliano, reuniu diferentes perfis de profissionais do setor para discutir a gestão de TI em Saúde. O encontro foi pensado após constatação das dificuldades de muitas instituições em tornar a área de tecnologia da informação estratégica para toda a diretoria.
 
Considerado um setor muito regulamentado e dinâmico, a saúde precisa estar preparada para as constantes mudanças e, para isso, ter uma boa gestão e governança pode fazer a diferença. “Uma área só é capaz de se desenvolver através da colaboração de profissionais mais capacitados e influentes dentro da instituição, e que estejam alinhados com a estratégia do negócio, que neste caso é cuidar de vidas. Esse é o primeiro passo rumo à gestão de TI”, considera Giulliano.
 
A necessidade de uma maior aproximação entre o CEO e o CIO é outra característica que deve ser considerada pelos hospitais brasileiros, assim como um posicionamento mais expressivo do líder de TI frente às estratégias da entidade. “O diretor de tecnologia precisa ser influenciador e capaz de subir na hierarquia do hospital, tornando-se uma figura vista não só como um mal necessário”, diz.
 
Construindo uma TI que traga resultado
De acordo com o consultor Sérgio Lozinsky o uso da TI é complicado e demanda um trabalho contínuo muito grande. De um modo geral, a área de tecnologia precisa ter perfis capacitados, novas experiências, processos que permitam gerir bem todas as pessoas impactadas pela TI interna e externamente. “É um conjunto do que chamamos de gestão de TI, que inclui coisas complicadas como gestão de pessoas e acompanhamento financeiro, por exemplo”, avalia Lozinsky.
 
Para ele, os hospitais precisam perceber que por trás do processo de gestão de operações tem muito mais do que apenas cabeamento e suítes, envolve também alinhamento de negócios de TI – considerados estratégicos. “No mundo da tecnologia da informação tem muita novidade e experiências que podem ser aproveitadas e, por isso, o CIO e sua equipe não podem ficar entre quatro paredes, presos dentro da empresa”, considera.
 
Ter uma arquitetura sólida também é tido como essencial para entrega de resultados. Lozinsky destaca entre outros pontos: arquitetura de sistemas; revisão de processos de negócios e organização; seleção e implantação de aplicativos; revitalização de sistemas legados; implementação de PMO para condução dos projetos; e plano diretor de TI.
 
O que não pode faltar
 
Cinco elementos-chave não podem ser esquecidos pelos hospitais. São eles:
 
- Boa equipe de TI;

- Governança de TI;

- Arquitetura de sistemas e processos;

- Segurança e desempenho;

- Maturidade dos serviços.
 
Como o investimento de TI é percebido
O estudo Antes da TI a Estratégia, da IT Mídia, aponta que entre as mil maiores empresas do Brasil 44% têm a TI como estratégica e cobram da área uma postura de inovação e aplicação de novas tecnologias; enquanto 6% não vêem a TI estrategicamente. Na área de saúde, estes números ficam em 40% e 15%, respectivamente.
 
Problema
Estatística apresentada mostra que é claro que o CIO dificilmente faz seu sucessor. Essa realidade comprova os problemas que a TI pode vir a ter com sua equipe, já que o correto é preparar colaboradores para a gestão de tecnologia, segundo o consultor.
 
“A maioria tem equipe com formação técnica, que atua como suporte e resolução de problemas. Isso significa problema de equipe. À medida que é preciso entregar resultado se deve valorizar perfis não técnicos e sim de gestão, de negociação”, diz. Ao considerar que a TI precisa estar mais bem representada, Lozinsky conclui que a TI típica não responde adequadamente ao que o negócio pede atualmente.
 
“Não adianta eu pensar estrategicamente. É preciso ter uma equipe que corresponda a isso, é preciso ter um papel diferenciado, e hoje mais da metade das empresas ainda precisa aumentar a maturidade dos seus processos de governança de TI”.
 
Alvo de investimento dos CIOs
Não diferente do que se esperava, mobilidade é o foco de investimento das mil maiores empresas do Brasil, seguido de segurança da informação. Em saúde, ocorre justamente o contrário: segurança da informação seguido de mobilidade. “Isso faz todo o sentido”, diz o consultor.
 
Lozinsky conclui que mesmo com toda questão de alinhamento ao negócio o CIO ainda coloca em sua lista de investimento muito mais do ambiente que ele constrói do que de outros elementos de TI como virtualização e cloud computing, que aprecem no final das prioridades.
 
Fonte Saudeweb