história de Karen Byrne, de 55 anos, foi contada no programa da série da BBC "The Brain", que foi ao ar na última quinta-feira. Aos 27 anos, a britânica foi submetida a uma operação que visava controlar a epilepsia de que sofria desde os 10 anos.
A cirurgia em causa implicou a remoção de um pequeno pedaço do cérebro de Karen, no qual se originariam os sinais elétrico anómalos. No seu caso, o cirurgião cortou o corpo caloso, através do qual é feita a transferência de informação entre os dois hemisférios.
Se, por um lado, a cirurgia curou, de facto, a epilepsia de Karen, deixou-a com um novo problema, detetado numa consulta: Enquanto falava com o médico, ia desabotoando a camisa. Interpelada pelo clínico, apressou-se a abotoar a camisa com a mãeo direita, mas, mal terminou, a mão esquerda recomeçou o processo inverso.
A mão esquerda fora do seu controlo, na sequência da operação, fez ainda, relatou Karen no programa da BBC, com que perdesse várias coisas: "Ela [a mão esquerda] tirava coisas da minha mala, sem que eu me apercebesse."
Da aparente vontade própria da mão resultaram ainda agressões, que chegaram a deixá-la com o rosto inchado.
No programa é explicado que o problema desta britânica, conhecido como o Síndrome da Mão Alheia, causa uma espécie de luta pelo poder dentro da cabeça do doente, uma vez que os dois hemisférios não comunicam e parecem ter uma espécia de consciência à parte.
Karen Byrne sofreu deste síndrome durante 18 anos, mas encontra-se atualmente controlada, graças a medicação.
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