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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Lançadas duas revistas gratuitas sobre saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), representante exclusivo no Brasil da Joint Commission International (JCI), está lançando a 8ª edição de duas publicações gratuitas e disponíveis online: a revista Acreditação e a revista Acreditação em Saúde

 REVISTA ACREDITAÇÃO (publicação científica):

Gestão é apontada como fundamental para segurança do paciente, por membro do Comitê do Programa Nacional de Segurança do Paciente

Este e outros temas estão na 8a edição da Revista Acreditação

“Os hospitais brasileiros, além da questão de segurança, precisam se movimentar em duas pernas: a primeira é ter recursos financeiros suficientes; somos subfinanciados na área de saúde quando nos comparamos até com países da América Latina... A segunda é a questão da gestão. A gestão não pode continuar do jeito que ela é. Hoje é amadora.” A declaração é do médico Walter Vieira Mendes Júnior, professor da Escola Nacional de saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e membro do comitê de implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) e faz parte da entrevista concedida, com exclusividade, à Revista Acreditação (ACRED), onde fala sobre a importância da gestão para a segurança do paciente.

Na 8ª edição da publicação científica eletrônica do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), Walter Mendes diz ainda que a preocupação com a segurança do paciente começou em 1999, com a divulgação do relatório Errar é Humano, do Institute of Medicine (IOM). “Este relatório motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a definir programas, criar propostas, elaborar políticas na área de segurança e ampliá-las”, comenta. Mendes credita o fato de, ainda hoje, haver falhas de segurança a medicina ser mais complexa, efetiva e perigosa. No entanto, o avanço ocorrido nas áreas tecnológica e do conhecimento, não se propagou na área de gestão. “O problema é que continuamos a tratar a gestão da área de saúde da mesma forma que antes”, considera. Para ele, o atraso na gestão é um dos motivos para ainda ocorrer eventos adversos, mesmo em países de primeiro mundo.

No Brasil, apesar da criação de alguns projetos e programas, como o Proadess e o ProQualis, que consideram a segurança um atributo da qualidade no cuidado em saúde, ainda é baixa a atenção à segurança do paciente. Walter Mendes é da opinião de que o PNSP, instituído ano passado pelo Ministério da Saúde, é fundamental para a qualificação do cuidado em saúde em todos os hospitais brasileiros. “O PNSP compreende, entre outras coisas, os protocolos definidos pela OMS como obrigatório no mundo todo. São eles: cirurgia segura, terapia medicamentosa segura, prevenção de quedas, prevenção de úlcera por pressão, identificação do paciente e higienização das mãos. São os protocolos que estão em voga na OMS e estão aqui no programa do Ministério da Saúde”, salienta.

Apesar das iniciativas, Walter Mendes afirma que a questão da segurança na saúde, no Brasil, ainda tem muito a melhorar tanto no que diz respeito à adoção de protocolos para uma prática assistencial segura, quanto no envolvimento do paciente em seu cuidado e em sua segurança, como também em pesquisas com essa temática. Ele revela ainda que o Comitê Nacional de Segurança do Paciente, do qual faz parte, tem feito articulações com professores universitários buscando introduzir questões relativas à segurança do paciente nos currículos dos cursos das áreas de saúde. “A OMS já tem um guia metodológico de mudança multidisciplinar de currículo, que é uma aspiração melhor. Como fundamentalmente a segurança do paciente depende de uma equipe de saúde, deveriam ter momentos em que reuníssemos estudantes de farmácia, enfermagem, medicina, nutrição, odontologia para discutir situações reais e/ou simuladas para que esses alunos pudessem refletir um pouco mais sobre esses assuntos, em conjunto, como uma equipe multidisciplinar assistencial. Isso é muito importante para que se possa alcançar outra cultura de segurança do paciente”, defende.

Para ler a entrevista completa de Walter Mendes e ter acesso a 9 artigos e 2 teses e monografias publicadas na 8ª edição da Revista ACRED, acesse http://www.cbacred.org.br/ojs/.

REVISTA ACREDITAÇÃO EM SAÚDE (Apresentação de Cases):

Publicada 8ª edição da Revista Acreditação em Saúde

Edição temática sobre segurança do paciente traz entrevista exclusiva com o novo vice-presidente de Acreditação, Padrões e Medidas da JCI falando sobre o que é preciso melhorar na saúde, no Brasil e no mundo

Em sua 8ª edição, a revista Acreditação em Saúde, produzida pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), enfoca em suas 44 páginas o tema segurança do paciente, mostrando ações de sucessos de instituições brasileiras acreditadas pela Joint Commission International (JCI), da qual o CBA é representante exclusivo no Brasil. A revista traz ainda uma entrevista exclusiva com o novo vice-presidente de Acreditação, Padrões e Medidas da Joint Commission International (JCI). Nela, Paul Chang revela o que a JCI tem feito para a melhoria da saúde, no mundo. Entre as ações apontadas por ele estão, o aplicativo eletrônico para monitoramento de higienização das mãos (disponível para instituições acreditadas), uma ferramenta interna de pesquisa online exclusiva para avaliadores e a revisão e ampliação dos manuais do Programa de Certificação do Cuidado Ambulatorial Clínico e de Padrões em Acreditação para Hospitais, que incluiu em sua 5ª versão novos padrões nas áreas de cultura da segurança, liderança baseada em evidências, gestão da cadeia de suprimentos, transcrição de comunicação, cuidado para transplantes, cuidado do paciente em estado crítico, bem como os requisitos para reanimação.

“O transplante de órgãos é um procedimento que salva vidas. Entretanto, existem múltiplos riscos associados ao transplante de órgãos e tecido como, a exposição à doença de doadores infectados e a contaminação bacteriana ou fúngica durante o transporte, o armazenamento ou a movimentação do órgão. A inclusão das normas para o transplante tem o objetivo de ajudar a garantir que os hospitais obtenham os recursos necessários para prestar serviços de transplante seguros”, enfatiza Chang.

Ele, que é médico e mestre em Saúde Pública pela Universidade Nacional de Cingapura, onde atuou em um hospital público com 800 leitos e no Ministério da Saúde antes de trabalhar na JCI, acredita que para melhorar a saúde é preciso combater os eventos sentinelas e adversos: “As organizações precisam conduzir uma análise cuidadosa desses eventos por meio da análise das causas-raiz, bem como focando na implementação de alterações ao nível do sistema, que abordem essas causas de forma significativa”. O vice-presidente de Acreditação, Padrões e Medidas da JCI sublinha que a mudança na qualidade passa pelo envolvimento do gestor com a segurança na prestação do serviço. “A experiência da JCI mostra que as mudanças na organização não são possíveis sem o compromisso tanto dos líderes quanto dos gestores, em todos os níveis. Nós temos visto numerosos exemplos em que a mudança que teve o apoio dos líderes e dos gestores resultou em melhorias significativas na qualidade e segurança do cuidado oferecido”, descreve.

Para Paul Chang, “líderes devem focar em construir ou melhorar os sistemas das organizações onde trabalham, em vez de rapidamente punir a equipe da ‘linha de frente’ quando as coisas não vão bem. Eventualmente, no cuidado em saúde, erros acontecem devido à forma como nós desenhamos ou construímos nossos sistemas. Apenas se os redesenharmos ou utilizarmos tecnologias para que nossos sistemas sejam à prova de erros, seremos capazes de reduzir as falhas substancialmente.” Embora aponte a América do Sul como uma das regiões em crescente cuidado com a saúde saúde, Paul Chang avalia que as instituições de saúde brasileiras precisam melhorar em três aspectos: Gerenciamento das Instalações e Segurança, Qualificação e Educação de Profissionais e Gerenciamento e Uso de Medicamento.

Para ler a matéria na íntegra, acesse http://cbacred.org.br/revistas.

A 8ª edição da Revista Acreditação em Saúde traz ainda uma entrevista com o Coordenador de Educação e assessor de Relações Institucionais do CBA, Heleno Costa Júnior, sobre o novo produto disponível para instituições de saúde hospitalares e ambulatoriais, não acreditadas, que querem iniciar o processo de gestão da qualidade e segurança visando atender a RDC36, da Anvisa: o Fundamentals for Care.

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