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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

10 doenças que podem dar os primeiros sinais na boca

Anemia, leucemia e até mesmo sífilis são condições que podem dar indicativos na região bucal; lesões devem sempre ser analisadas por um profissional
 
Examinar a língua, os lábios e a gengiva periodicamente é tão importante quanto prestar atenção em qualquer outra parte do corpo. Algumas doenças graves podem se manifestar dando sinais na região bucal. Ao primeiro indicativo de algo errado, é preciso procurar um dentista que fará uma avaliação e, se necessário, encaminhará para um estomatologista, médico especialista que cuida de doenças bucais.
 
A doutora em ciências da saúde e mestre em estomatologia Ana Paula Ribeiro Braosi diz que muitas doenças se manifestam primeiramente na boca. Entre elas, estão problemas que vão desde câncer a doenças autoimunes.
 
Veja abaixo relação de doenças que começam pela boca:
 
Doenças autoimunes
O lúpus eritematoso sistêmico e o eritema multiforme podem se manifestar pela boca. “Podem aparecer lesões ulcerativas na boca, feridas abertas que doem e incomodam”, explica Ana Paula sobre o lúpus.
 
A estomatologista membro da Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral Cíntia Maria Remondes explica que, geralmente, a doença se manifesta na mucosa bucal de forma assemelhada aos sinais corporais.
 
Sífilis
Cíntia explica que a sífilis pode causar lesões granulomatosas na cavidade oral. “Forma um pequeno tumor e, no centro desse tumor, há uma ferida aberta que muitas vezes demora para cicatrizar. É o primeiro sinal que a sífilis dá”, explica a estomatologista.
 
Anemia
“Quando há um despapilamento da língua, ela fica ‘careca’, com aspecto liso, brilhante e muitas vezes com secura. Isso pode significar que a pessoa está anêmica”, diz Ana Paula.
 
Leucemia
Esse tipo de câncer sanguíneo também dá sinais na boca. “A leucemia se manifesta por lesões ulcerativas e por áreas necrosadas. Muitas vezes, há o aumento da gengiva e um sangramento espontâneo, que não existia anteriormente”, diz Ana Paula.
 
Sapinho (candidíase pseudomembranosa)
“O sapinho pode formar pseudo-membranas”, diz Ana Paula. Essas membranas são esbranquiçadas e ficam aderidas na mucosa bucal. O aspecto pode se assemelhar a pequenas feridas.
 
HPV
“Muitas vezes, o mesmo subtipo do HPV que causa câncer no colo do útero pode se manifestar na boca”, diz Ana Paula. “Aparecem pequenas verrugas – ou apenas uma. O quadro pode evoluir para um câncer”, alerta.
 
Pericardite
Cíntia Maria explica que as bactérias que ficam na boca podem até mesmo causar uma infecção no coração. “Por causa de gengivite, doenças gengivais avançadas ou de um canal não realizado essas bactérias da boca podem cair na corrente sanguínea e se alojar em tecidos cardíacos, causando uma infecção”, alerta a estomatologista.
 
“Isso pode até levar à morte, quando não se toma antibiótico de forma adequada ou quando a pessoa já tem algum problema cardíaco prévio”, diz. No entanto, é um mal possível de prevenir: a visita periódica ao dentista consegue identificar problemas gengivais, corrigir a higiene bucal e evitar que o pior aconteça.
 
Refluxo gastroesofágico
Além da falta de escovação dos dentes, da língua e da presença de cáries, o mau hálito pode indicar que a pessoa está com refluxo gastroesofágico. “O conteúdo do estômago acaba subindo e pode causar mau hálito”, diz Ana Paula. Portanto, atenção a esse sinal.
 
Câncer de boca
Esse tipo de malignidade pode acontecer na boca. “Normalmente, o sinal é quando uma ferida não cicatriza em até 15 dias”, diz Cíntia Maria. “Pode se assemelhar com uma afta, mas geralmente é indolor”. Segundo a estomatologista, é preciso procurar um dentista e fazer uma biópsia para ver se é câncer.
 
“O câncer de boca pode ser um tumor primário ou secundário. O primário nasce na boca, já o secundário é reflexo de outro tumor no corpo do paciente”, diz a especialista. “Não dá para dizer de onde o câncer veio, é uma gama enorme de possibilidades”.
 
Câncer infantil
Rhoner Gonçalves alerta para um tipo de câncer infantil que se manifesta na boca, o linfoma de Burkitt. “Esse tumor maligno cresce muito rápido, chega a dobrar de tamanho a cada semana e pode impedir que a criança feche a boca”, alerta o estomatologista. “Normalmente, ele se manifesta na região da gengiva, no fundo da boca, na parte de baixo”.
 
iG

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