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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Logística: As etapas da distribuição de medicamentos

Regulamentações visam garantir segurança do produto até a farmácia 

O setor de transporte de medicamentos e produtos farmacêuticos teve seu marco regulatório em 1998, com a publicação da Portaria 802/1988, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que instituiu o sistema de controle e fiscalização em toda a cadeia de produtos farmacêuticos. Este sistema abrange as etapas da produção, distribuição, transporte e dispensação. Mas, desde então, muita coisa mudou, principalmente na relação entre distribuição e varejo.

A execução do pedido de uma mercadoria é o primeiro ponto de interação entre esses elos da cadeia. Há uma década, os contatos relacionados a pedido de mercadoria eram feitos, em sua maioria, pelo telefone, de uma maneira mais lenta e manual. Atualmente, a venda de medicamentos e produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos é feita por meio do uso de softwares de compras, que vêm se mostrando mais ágeis quando se necessita repor certa mercadoria com rapidez, para que não ocorra ruptura. Os sistemas eletrônicos permitem que os pedidos sejam feitos diretamente pelos gestores das farmácias, pois são capazes de se integrar com a tecnologia utilizada nos pontos de venda.
 
Atualmente, todas as grandes empresas oferecem essa possibilidade aos clientes varejistas. Basta a farmácia contar com sistema informatizado de gestão de estoque, para que consiga detectar a necessidade de reposição de determinada mercadoria e encomendá-la diretamente por meio de um sistema integrado à distribuidora.
 
Recebido o pedido, a distribuidora inicia a etapa de picking – localizar o produto desejado dentro do armazém e separá-lo para envio. A tecnologia também entra neste momento, indicando ao operador logístico a localização exata de determinada caixa.
 
Quando o material é separado para envio, começa a preocupação com o transporte, cercado de exigências, principalmente, em relação aos medicamentos de alta complexidade, como os biológicos, que necessitam de condições especiais de transporte e armazenamento. Há regulamentações que envolvem o transporte e armazenamento dos medicamentos a fim de garantir a segurança e eficácia do produto.

Quando as características de temperatura não são levadas em consideração durante o transporte de uma vacina, por exemplo, corre-se o risco do frasco congelar aumentando a probabilidade de ocorrer trincas no vidro. Consequentemente, perde-se a esterilidade do produto, permitindo a entrada de micro-organismos, como bactérias. O grande problema é que a injeção desse material contaminado no organismo pode causar septicemia e até a morte do paciente.
 
Os medicamentos comuns não precisam de cuidados tão específicos no transporte, mas quando chegam às farmácias por meio do distribuidor, também merecem atenção. Com a aprovação da Lei 12.012/14, que determina que as farmácias são estabelecimentos de saúde, que devem prestar atenção farmacêutica ao cidadão, esta responsabilidade fica ainda mais evidente. O farmacêutico ou balconista deve estar preparado para tirar possíveis dúvidas em relação ao uso do medicamento ou problemas de adesão ao tratamento e, assim, encerrar de maneira positiva o clico do medicamento.
 
Guia da Pharmacia

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