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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Olanzapina Engorda?

Não há como negar, quem sofre para manter-se bem com a balança ou não deseja engordar, quando recebe a indicação de determinado remédio geralmente acaba se preocupando se ele traz o aumento de peso como um de seus efeitos colaterais ou não. Mas e em relação ao medicamento de que estamos falando, será que a Olanzapina engorda?
 
E a resposta para essa pergunta é sim, a Olanzapina engorda. Isso porque a reação adversa de ganho de peso está listada na bula da substância e aparece no grupo das reações muito comuns experimentadas por seus consumidores: em mais de 10% dos pacientes que o utilizam.
 
Isso sem contar que ela também causa o aumento de apetite, que aparece como um efeito comum, observado em 1 a 10% dos usuários. Com mais fome, a pessoa fica mais propensa a comer em excesso, o que inevitavelmente se reflete em quilos a mais.
 
Outro fator que agrava essa situação é que o remédio também causa cansaço e fraqueza. Ao se sentir dessa maneira, certamente o paciente não terá muita disposição para levar um dia ativo e praticar atividades físicas com regularidade. Assim, é provável que o seu gasto calórico seja menor, gerando um acúmulo de calorias e um estímulo ao crescimento do peso.
 
E agora, o que fazer? 
A Olanzapina engorda, não há como negar. Mas então o que fazer para não ganhar quilos a mais? Deixar de tomar o medicamento mesmo se o médico indicar? De maneira alguma, se o doutor prescreveu a substância é porque ele é necessária ao tratamento do problema de saúde.
 
Por outro lado, isso não significa que você deva ficar parado e simplesmente se conformar com o aumento do número que aparece na balança. E para tentar amenizar o estrago, há como ter um cuidado maior com a alimentação, certificando-se de seguir uma dieta saudável e equilibrada, sem exagerar nas guloseimas e comidinhas engordativas, e investindo em refeições ricas em fibras, que ajudam a promover a saciedade no organismo e a controlar o apetite.

Outros efeitos colaterais 
Além do aumento de apetite, fraqueza, ganho de peso e cansaço, o produto também pode trazer os seguintes efeitos colaterais:
 
Reação muito comum – mais de 10% dos pacientes:
  • Diminuição da pressão arterial ao levantar;
  • Sonolência;
  • Aumento da prolactina, hormônio que causa a secreção de leite;
  • Crescimento total das taxas de colesterol, triglicerídeos e açúcar no sangue.
Reação comum – entre 1 a 10% dos pacientes:
  • Febre;
  • Prisão de ventre;
  • Inchaço;
  • Dor nas articulações;
  • Inquietação motora;
  • Tontura;
  • Aumento das enzimas do fígado;
  • Glicose na urina;
  • Elevação da gama-glutamiltransferase – enzima dos rins, fígado e vesículas biliares;
  • Aumento do ácido úrico;
  • Diminuição de células brancas no sangue;
  • Elevação de eosinófilos no sangue – célula branca que atua na defesa do organismo.
Reação incomum – entre 0,1 e 1% dos pacientes:
  • Sensibilidade à luz;
  • Lentidão nos batimentos cardíacos;
  • Distensão abdominal;
  • Perda de memória;
  • Sangramento pelo nariz.
Reação rara – entre 0,01% e 0,1% dos pacientes:
  • Hepatite;
  • Convulsão;
  • Erupção cutânea.
Reação muito rara – em menos de 0,01% dos pacientes:
  • Alergia;
  • Coceira seguida de inchaço (angioedema);
  • Coceira (prurido);
  • Urticária;
  • Suor náusea e vômito após suspensão do remédio;
  • Obstrução da veia em decorrência de coágulo – tromboembolismo;
  • Pancreatite;
  • Diminuição das plaquetas no sangue;
  • Amarelado na pele, mucosas e secreções;
  • Coma diabético;
  • Lesão muscular grave;
  • Perda de cabelos;
  • Ereção persistente e dolorosa do pênis;
  • Incontinência urinária;
  • Retenção urinária;
  • Aumento dos níveis de creatinofosfoquinase no sangue – proteína encontrada no músculo;
  • Cetoacidose diabética – comum em portadores de diabetes do tipo 1, caracterizada por uma elevação muito grande nos níveis de açúcar no sangue, pode causar a morte;
  • Elevação da bilirrubina total – substância da bile, que fica no sangue até ser expelida pelas fezes, seus índices altos podem indicar doença.
Contraindicações e cuidados

Pacientes com menos de 13 anos de idade, idosos com psicose associada à demência e pessoas com hipersensibilidade a um dos componentes encontrados na fórmula de Olanzapina não estão indicadas a utilizar o remédio.
 
Mulheres que estejam grávidas ou amamentando os seus bebês devem informar a respeito da gestação ou lactação ao médico que prescrever o medicamento a elas.
 
Quem possui intolerância à lactose também deve contar ao médico sobre o problema e ter cuidado ao usar a Olanzapina, tendo em vista que ela possui a substância em sua composição. Como a capacidade de atenção pode ser prejudicada pelo remédio, não é recomendado que os usuários dirijam ou operem máquinas enquanto estiverem sob seu efeito.
 
O mesmo vale para quem esteja tomando qualquer outro tipo de remédio: é essencial dizer ao médico para descobrir se não há a possibilidade de haver interação de medicamentos.
 
É fundamental que somente as pessoas que receberam a orientação do médico para se tratar a substância utilizem-na. Ingerir um medicamento sem indicação profissional, especialmente se ele trouxer uma variedade de efeitos colaterais, significa oferecer graves riscos à própria saúde.
 
Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)

Mundo Boa Forma

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