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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

SP: Estado vai receber R$18,8 mi para construção de UPAS


Ao todo o estado já possui 118 UPAs habilitadas e 15 em funcionamento. A construção foi autorizada pelo Ministério da Saúde e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e do programa Saúde Toda Hora

O estado de São Paulo vai receber um repasse de R$ 18,8 milhões, para a construção de dez UPAS (Unidades de Pronto Atendimento). ). As unidades que serão construídas nos municípios de Americana, Franca, Lins, Mococa, terão porte I, com até oito leitos e capacidade para atender até 150 pacientes por dia, cada uma.

As unidades que serão construídas nas cidades de Jandira, Sorocaba, Tatui e Votorantim terão porte II, com até 12 leitos e capacidade para atender 300 pacientes, cada uma. E as unidades que serão construídas em Franca e Diadema terão porte III, com até 20 leitos e capacidade para atender até 450 pessoas, cada uma

Ao todo o estado já possui 118 UPAs habilitadas e 15 em funcionamento. A construção foi autorizada pelo Ministério da Saúde e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e do programa Saúde Toda Hora, que está reorganizando a rede de atenção às urgências do Sistema Único de Saúde (SUS).

 As UPAs 24h oferecem assistência em situações de emergência durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. E funcionam como unidades intermediárias aos hospitais, ajudando a desafogar os prontos-socorros. Ao atender um chamado de urgência, o SAMU/192 presta o primeiro atendimento ao paciente e o encaminha para as UPAs ou para os hospitais da rede, nas situações mais graves.

 Ao todo o Ministério da Saúde autorizou a construção de 53 novas UPAs 24h (Unidades de Pronto Atendimento), em 15 estados (AL, AM, BA, CE, ES, GO, MT, PA, PB, PI, RJ, RO, RS, SC e SP). As unidades garantem um atendimento eficaz às urgências e estão mais próximas da residência da população. A experiência mostra que 97% dos casos atendidos em uma UPA são resolvidos na própria unidade.

As novas UPAs estão distribuídas em 47 municípios. Elas se somam as outras 478 UPAs já habilitadas em todo o país. Ao todo, 113 já estão em funcionamento e outras 99 estão previstas para serem inauguradas até o final de 2011.

Fonte SaudeWeb

Você já tentou trabalhar com enxaqueca?

Para o representante da CPH Health, as empresas de saúde precisam saber como anda a saúde dos seus colaboradores

Com o crescimento econômico brasileiro verificado nos últimos anos, passamos a enfrentar um problema até então desconhecido pelas empresas: a falta de pessoal qualificado. Enquanto muitos debatem soluções para esse mal, que diz respeito essencialmente ao baixo investimento em educação no país, muitos ignoram que vários talentos que atuam em milhares de empresas pelo Brasil afora não estão sendo produtivos por razões tão banais quanto uma enxaqueca.

Se gastos com energia elétrica, alimentação, folha de pagamento ou manutenção podem ser facilmente mensuráveis, as perdas decorrentes da baixa produtividade de empregados doentes, afetados por enxaquecas, dores nas costas, problemas respiratórios ou depressão, ainda são pouco entendidas pelas áreas de Recursos Humanos das empresas.

Segundo pesquisas da CPH Health, os problemas de saúde da maioria dos empregados que trabalham doentes podem começar, por exemplo, com uma alimentação precária: mais de 75% de 194.000 colaboradores de 200 empresas pesquisadas revelam que não se alimentam adequadamente pela manhã, o que pode ter implicações de saúde as mais variadas.

A má alimentação, o recurso frequente a sanduíches, bem como o sedentarismo, vão explicar outra estatística preocupante: mais de 45% dos empregados dessas empresas têm excesso de peso, o que pode levar a problemas cardíacos e respiratórios, que afetam o desempenho no trabalho.

Embora seja um problema clinicamente mais fácil e barato de resolver, a enxaqueca afeta mais de 15% dos colaboradores ouvidos nessa pesquisa, evidenciando que mesmo doenças de fácil resolução terminam por afetar o modo como as pessoas trabalham e produzem. Seja em que situação for, trabalhar com enxaqueca reduz drasticamente a produtividade. Para profissionais que atuam em áreas criativas, por exemplo, como produção de conteúdo, a enxaqueca pode afetar a produtividade em 100%. E, ainda assim, as empresas parecem prestar pouca atenção ao quadro de saúde de seus empregados.

Esse quadro se torna ainda mais grave para as empresas quando o empregado vai trabalhar, mas não consegue ser produtivo, produzindo o fenômeno conhecido como “presenteísmo”, ou seja, a pessoa está presente no trabalho, mas sua produtividade está comprometida por problemas de saúde desconhecidos.

Compreender como anda a saúde da força de trabalho é o primeiro passo para que as empresas possam pensar programas de saúde que ajudem os empregados a alcançar uma melhor qualidade de vida. No entanto, nenhuma área de RH terá sucesso nesse levantamento, uma vez que ele pode, facilmente, ultrapassar a fronteira da privacidade. Que empregado que toma antidepressivos manifestaria isso abertamente à área de RH? Poucos. E eles têm boas razões para isso.

Por essa razão, levantamentos sobre o quadro da saúde dos empregados precisam ser feitos por empresas especializadas e idôneas, que vão garantir a confidencialidade das informações. Para as empresas, mais do que saber se este ou aquele empregado tem este ou aquele distúrbio, o importante mesmo é conhecer o quadro geral da saúde de sua força de trabalho e agir para melhorá-lo por meio de programas de saúde focados na solução dos problemas encontrados.

O Brasil ainda engatinha nesse trabalho de mapeamento da saúde e, por essa razão, a maioria das empresas perde excelentes oportunidades de estancar custos com saúde. Para aqueles que duvidam que problemas de saúde afetam a produtividade, faço sempre a mesma pergunta: você já tentou trabalhar com uma enxaqueca?

(*) Ricardo De Marchi é médico e profissional de Saúde Corporativa da CPH Health.

Fonte SaudeWeb

MT: Enfermeiros da rede privada fazem greve

Profissionais estão reivindicando aumento salarial de 20%. E, caso não tenham o pleito atendido, os 1,4 mil colaboradores que atuam na Capital vão parar definitivamente

Enfermeiros e técnicos de enfermagem da rede privada do Mato Grosso declararam greve nesta terça-feira, (02) por 12h nos 5 principais hospitais de Cuiabá. As informações são do site Gazeta Digital. Segundo a publicação, os profissionais estão reivindicando aumento salarial de 20%.

E, caso não tenham o pleito atendido, os 1,4 mil profissionais que atuam na Capital vão parar definitivamente. Segundo o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do estado de Mato Grosso (Sinpen-MT), os profissionais estão recebendo 0,6% de aumento, o que significa R$30 a mais para os técnicos de enfermagem e R$50 para os enfermeiros.

O sindicato explica que apenas 30% dos profissionais estão atendendo no setor de emergência. E ressalta que a greve tem respaldo inclusive dos médicos que abraçaram a causa dos profissionais da enfermagem.

A greve no setor da saúde privada no Estado ocorre justamente no dia em que o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha está em Mato Grosso para inauguração do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, o primeiro a ser administrado pela polêmica gestão das Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Expõe o colapso da saúde onde pacientes fazem economias e cortam gastos para pagar planos de saúde ou consultas particulares, e mesmo assim enfrentam resistência no atendimento por parte de profissionais insatisfeitos.

A greve foi aprovada em Assembleia após negociações sem sucesso com o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat). A categoria pleiteia reajuste salarial e criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

Fonte SaudeWeb

Turismo da saúde: HCor amplia atendimento de pacientes internacionais

O Hospital do Coração, (HCor) registrou um crescimento de 150% no número de pacientes internacionais atendidos na instituição em 2010. Segundo a gerente comercial do HCor, Fernanda Crema, em 2009 o número de pacientes chegava a 85 e, no ano passado, cresceu para 213.

Além do crescimento em número de consultas, o HCor também registrou um aumento de 20% na receita vinda de atendimentos internacionais.

De acordo com Fernanda, esse crescimento ocorreu em vista das relações institucionais que o hospital firmou esse ano com instituições de outros países. “Uma das nossas estratégias para esse ano é expandir o relacionamento com empresas e seguradoras do mundo para podermos atender pessoas de outras localidades.”

A gerente comercial completa ao dizer que anteriormente os estrangeiros vinham de forma espontânea e atualmente comparecem em vista da captação realizada.

Entre as nacionalidades que mais são atendidas, Fernanda conta que os africanos são os que mais usufruem dos serviços médicos.

 “Aproximadamente 80% das pessoas que atendemos são da Angola e, na maioria das vezes, são casos de cardiopatas ou pessoas interessadas em fazer check-up”.

A gerente comercial acredita que o turismo da saúde é uma grande oportunidade para o Brasil e torna o País mais competitivo em relação aos outros hospitais.

“Os americanos costumam vir em busca de preços mais competitivos e maior qualidade. Já os canadenses procuram atendimento que preze pela agilidade. Os africanos buscam o atendimento de qualidade que eles não têm no País de origem”.

Diferenças culturais
Segundo Fernanda, além de aprimorar o relacionamento com instituições estrangeiras, o hospital também capacitou seus funcionários para que pudesse atender aos pacientes de forma adequada.

“Realizamos alguns treinamentos com nossas equipes onde foram dados cursos de idiomas e também algumas dicas sobre os hábitos culturais”.

Ela conta que essa atenção pode ser percebida em situações que envolvem a maneira de saudar o paciente até a gastronomia do hospital.

“Procuramos levar em consideração os hábitos de cada cultura, para que as pessoas não se sintam constrangidas quando estiverem no HCor”.

Fonte SaudeWeb

Epidemia de Aids avança no Oriente Médio e Norte da África


Pesquisadores notaram que disseminação está fortemente concentrada em países como Egito, Sudão, Paquistão e Tunísia

A epidemia de HIV/Aids tem avançado entre homens homossexuais e bissexuais no Oriente Médio e Norte da África, disseram pesquisadores na terça-feira, alertando contra a disseminação dos comportamentos de risco na região.

No primeiro estudo do gênero nessa área, onde a homossexualidade e a bissexualidade são tabus, pesquisadores da Faculdade de Medicina Weill Cornell, do Catar, notaram que a epidemia está fortemente concentrada em determinados grupos --com incidência superior a 5 por cento-- em países como Egito, Sudão, Paquistão e Tunísia.

Numa amostra no Paquistão, a contaminação pelo vírus da Aids chegava a 28 por cento, de acordo com o estudo publicado na revista Public Library of Science (PLoS) Medicine.

Os pesquisadores salientaram a necessidade de maior acesso a exames, prevenção e tratamento para homens que fazem sexo com outros homens nesses países.

Estima-se que em 2009 cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo estivessem contaminadas com o vírus HIV, sendo 22,5 milhões na África Subsaariana. Há poucos dados publicados a respeito da epidemia no Oriente Médio e Norte da África.

"É como o buraco negro no mapa global do HIV, e isso desencadeou muitas polêmicas e debates em torno do status da epidemia", disse por telefone Ghina Mumtaz, uma das coordenadoras do estudo.

Segundo ela, fazendo uma busca mais apurada foi possível encontrar os dados necessários, mesmo que coletados por entidades diversas e não divulgados ao público.

Comportamental

As conclusões, segundo os pesquisadores, foram preocupantes, mas não surpreendentes. Uma delas foi a de que em 2008 a transmissão do vírus por sexo anal entre homens representou mais de um quarto dos casos notificados em vários países da região.

"Em todo o mundo há na verdade epidemias emergentes entre homens que fazem sexo com homens, e essa região não é exceção", disse Laith Abu-Raddad, o outro coordenador do estudo.

Ele acrescentou que a melhora nos exames, na vigilância e no acesso ao tratamento ajudaria a limitar a epidemia e a evitar que ela atingisse outros grupos, como mulheres e homens heterossexuais. Salientou que isso não exigiria manifestações públicas desconfortáveis por parte dos governos.

"Os homens que fazem sexo com homens são ainda uma população altamente escondida na região, e há um estigma em torno desse comportamento, mas alguns países têm sido capazes de encontrar formas criativas de lidar com o problema, e ao mesmo tempo evitar sensibilidades sociais, culturais e políticas", disse Mumtaz, citando iniciativas em Marrocos, Líbano e Paquistão.

Fonte IG