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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Portugal: Aguarda válvula para o coração

Depois de ter sido diagnosticado com três aneurismas, José Magalhães, 72 anos, aguarda há mais de um mês pela implantação de uma válvula artificial, no Hospital de Santa Marta, em Lisboa. "O médico esteve de férias e ficou de me contactar para marcar a cirurgia", explica o paciente, que já viu a intervenção cirúrgica ser adiada duas vezes.

Operado ao segundo aneurisma tóracico-abdominal em 2010, José Magalhães foi aconselhado a realizar uma nova intervenção. A cirurgia chegou a ser marcada para 28 de Junho, mas, para sua surpresa, foi cancelada minutos depois de ter dado entrada na sala de operações.

"Já estava a ser preparado quando entra uma das médicas e cancela a cirurgia, devido a uma emergência", queixa-se José Magalhães.

Internado há cinco meses na Unidade de Cuidados Continuados Conde Bracial, em Santiago do Cacém, José obteve recentemente autorização para permanecer mais seis meses, enquanto espera pela operação. "Quero que a cirurgia seja o mais rápido possível, porque não tenho família nem casa para onde ir", lamenta.

Até ao fecho desta edição não foi possível obter um esclarecimento do Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Recusa de consulta motiva 2 mil queixas

O número de reclamações dos doentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido à recusa de consultas aumentou em 2010. Segundo o Relatório do Sistema SIM-Cidadão, que registou um total de 45 679 reclamações, foram feitas 2286 queixas devido à recusa de consulta, mais 136 que em 2009. A maior a parte destas reclamações (1866) visa os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

A dificuldade de marcar uma consulta parece afectar cada vez mais pessoas, uma vez que motivou também mais reclamações dos utentes dos ACES no ano passado, tendo sido apresentadas 1779 queixas.

O serviço de Medicina Geral e Familiar dos centros de saúde foi o mais visado pelos utentes nas suas exposições.

Já no âmbito dos hospitais, o principal motivo de reclamação continua a ser o tempo de espera no serviço de Urgência.

O Centro Hospitalar Lisboa Norte (Santa Maria e Pulido Valente) foi o que mais reclamações teve em 2010, com 2628 registos, seguido do Hospital Garcia de Orta, em Almada, com 1893, e do Hospital Fernando da Fonseca, na Amadora, com 1483.

Em relação aos profissionais, os médicos são, de longe, os mais visados, com 23 506 reclamações, seguidos dos dirigentes intermédios, com 9530, dos assistentes técnicos, com 6198, e dos enfermeiros, com 3756.

MEIO ANO PARA DAR UMA RESPOSTA
Com um tempo médio de resposta definido para o SNS de 67 dias, constatou-se que é o Agrupamento de Centros de Centros de Saúde Dão Lafões II (Vouzela) que demora mais tempo a responder às reclamações. Em média, este agrupamento demora 179,59 dias a dar uma resposta às reclamações. Segundo o relatório, seguem-se os hospitais Maria Pia (Porto), 173 dias, Distrital de Águeda, 163, Dona Estefânia (Lisboa), 157,48, e São João (Porto), com 156,65 dias de demora. Em relação às Unidades Locais de Saúde, a do Baixo Alentejo (hospitais de Beja e de Serpa e centros de saúde do distrito de Beja, excepto Odemira) é a que demora mais tempo: 142 dias.

CONTROLO EM GASTOS EXCESSIVOS
O Ministério da Saúde, liderado por Paulo Macedo, quer controlar os gastos nas prescrições de medicamentos e nas horas extraordinárias. Para isso, parece contar com a ajuda da Federação Nacional dos Médicos (FNAM). Sérgio Esperança, presidente da FNAM, defendeu, após uma reunião com o ministro, a necessidade de "haver nos hospitais e centros de saúde auditorias que possam intervir e pôr regras e contenção, sem entrar no capítulo absoluto das restrições".

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Infarmed avisa consumidores para riscos da importação de fármacos


A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) alertou esta terça-feira os consumidores para os riscos que correm ao importarem medicamentos, sublinhando que esta prática não é autorizada em Portugal.

Numa circular informativa publicada no site, a autoridade nacional do medicamento refere que, no caso de haver necessidade de utilizar um fármaco que não está autorizado ou disponível em Portugal, a sua obtenção terá que ser feita através de uma autorização de utilização especial, apenas permitida às farmácias.

"É frequente, principalmente em tempo de férias, o Infarmed receber pedidos de autorização para importação de medicamentos pelos consumidores", refere o Infarmed.

Contudo, alerta, "esta importação não tem suporte legal e acarreta riscos para a saúde dos consumidores, por não estarem garantidas as condições de segurança, qualidade e eficácia exigíveis para um medicamento, quer durante o processo de aquisição, quer durante o próprio transporte".

Assim, o Infarmed "não autoriza a importação de medicamentos para uso pessoal", lembrando que os consumidores só podem adquirir medicamentos nas farmácias (comunitárias e hospitalares) e nos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM).

A autoridade do medicamento aconselha, assim, todos os consumidores que utilizem medicamentos provenientes de outros países a contactar o médico ou o farmacêutico para auxílio na identificação de alternativas terapêuticas.

Fonte Jornal de Notícias

Portugal: Implante pioneiro de válvula aórtica

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho realizou esta terça-feira um implante pioneiro em Portugal de válvula aórtica, por via transaórtica, uma nova abordagem que "apresenta índices de complicações hospitalares muito reduzidos".

Em comunicado enviado, o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho anuncia que realizou, "pela primeira vez em Portugal, uma nova abordagem do implante através de cateter da válvula aórtica (TAVI) por via transaórtica".

O implante "é realizado através de uma "mini-esternotomia" -- pequena incisão de cinco centímetros no esterno, utilizada com alguma frequência na cirurgia cardíaca minimamente invasiva", explica.

O hospital refere que "através deste procedimento foi possível a colocação da prótese aórtica com válvula biológica, uma terapia revolucionária no tratamento da estenose aórtica grave com benefícios clínicos sustentados e resultados evidentes na melhoria da qualidade de vida dos doentes".

Estima-se que em Portugal "uma em cada 15 pessoas com mais de 80 anos sofra de estenose aórtica grave, uma deformidade e calcificação da válvula aórtica que impede o seu normal funcionamento".

No bloco operatório para a intervenção, que foi feita pela primeira vez em Portugal, estiveram as equipas especializadas de cardiologia de intervenção e cirurgia cardíaca do Centro Hospitalar.

Fonte Jornal de Notícias

RN: obstetras e pediatras não vão renovar contratos

Em reunião realizada dia 28, na sede do Sinmed/RN, os obstetras e pediatras da maternidade Divino Amor, localizada no município de Parnamirim (RN) reafirmam a decisão de parar o atendimento a partir desta terça-feira (02).

“Não estamos nos afastando do trabalho, estamos sendo afastados pela administração da maternidade”, ressalva Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN. Deve ser enviado pelo Sinmed RN, um ofício ao Conselho Regional de Medicina do estado (Cremern) solicitando a intervenção ética na Maternidade.

Além disso, os médicos encaminharam à Promotoria de Defesa da Saúde de Parnamirim um documento explicando a situação atual da unidade de saúde. O impasse entre os médicos e a Prefeitura do município começou no mês passado.

 Os médicos exigem que o valor pago por cada plantão sofra um reajuste de 41,66%, passando de R$ 600 para R$ 850. Médicos e gestores não chegaram a um acordo.

 Com isso, a partir de agosto, somente os médicos efetivos continuariam atendendo na unidade. Porém, segundo o Sinmed, há apenas 16 obstetras e 6 pediatras efetivos na maternidade.

 ”Esse número não dá para cobrir a escala de um mês. O Cremern não aceita escalas incompletas”, diz Ana Teresa, chefe de obstetrícia da unidade.

Fonte SaudeWeb