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terça-feira, 9 de julho de 2013

Médicos que forem para regiões carentes vão receber auxílio-deslocamento

Brasília – Além de salário de R$ 10 mil, os médicos que forem atuar no interior do país e nas regiões metropolitanas vão receber auxílio para deslocamento, conforme prevê o Programa Mais Médicos, lançado ontem (8) pelo governo federal. A jornada de trabalho será 40 horas semanais na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS), sob a supervisão de instituições públicas de ensino.
 
Na Região Norte, os profissionais vão receber o auxílio deslocamento equivalente a R$ 30 mil. Os médicos que forem para a Região Nordeste receberão R$ 20 mil, e para as regiões metropolitanas, será R$ 10 mil. Tanto o salário quanto os auxílios serão pagos governo federal. O auxílio não é contínuo.
 
De acordo com o governo federal, a prioridade é contratar médicos formados no Brasil. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos brasileiros, o governo contratará médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior, os últimos terão preferência dentro deste grupo. A estimativa inicial do Ministério da Saúde é a abertura de cerca de 10 mil vagas, mas o número pode mudar, já que os municípios ainda vão se inscrever no programa.
 
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faltam médicos no país e a população não pode esperar pelo maior quantidade de profissionais que irão ingressar no mercado com a ampliação dos cursos e residências. Padilha argumenta que há uma má distribuição dos médicos no país. Segundo ele, 700 municípios não têm profissionais; em cinco estados, há menos de um médico por mil habitantes; e em 22 estados, a média de médicos é inferior à taxa nacional, 1,8 profissionais por grupo de mil habitantes.
 
No lançamento do programa, a presidenta Dilma Rousseff disse que o objetivo do Mais Médicos não é trazer profissionais estrangeiros, e sim levar médicos às cidades com carência.
 
Quanto aos médicos estrangeiros, serão contratados os egressos de faculdades com tempo de formação equivalente ao das brasileiras, que tenham conhecimento da língua portuguesa e diploma registrado no país de origem. Esses profissionais vão passar por três semanas de avaliação e capacitação, com supervisão de instituições públicas de ensino.
 
O governo vai lançar três editais: um para atração de médicos, um para adesão dos municípios que desejam receber os profissionais e outro para instituições supervisoras. A quantidade de vagas será estabelecida após a adesão das cidades. Todas as prefeituras podem se inscrever, porém a prioridade é para 1.582 áreas prioritárias com alta vulnerabilidade social, carência de profissionais, população indígena e baixa renda.
 
Fonte Agência Brasil

Primeiros profissionais do Mais Médicos devem começar a atuar em setembro

Conforme o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os editais ficarão abertos em fluxo contínuo
 
Os primeiros profissionais do Programa Mais Médicos, lançado nesta segunda-feira pelo governo federal, devem começar a atuar nas regiões carentes a partir de setembro. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os editais ficarão abertos em fluxo contínuo:
 
— Cada mês vamos fechando a lista dos médicos que preencherão as vagas.
 
Nesta terça-feira, serão publicados os três editais do programa. Os médicos com diploma brasileiro poderão trabalhar fora do programa, desde que cumpram a carga horária de 40 horas semanais para o qual foram contratados. Os profissionais com diploma estrangeiro sem revalidação atuarão exclusivamente na unidade de saúde pública para onde for designado.
 
— O cumprimento da carga horária vai ser fortemente fiscalizado — garantiu Padilha.
 
Com a medida provisória que cria o Mais Médicos, o governo vai conceder registros temporários para o exercício da medicina por estrangeiros. As condições para a atuação dos estrangeiros é ser egresso de faculdade de medicina com tempo de formação equivalente ao brasileiro, ter conhecimentos em língua portuguesa e ter autorização para livre exercício da medicina em seu país de origem.
 
Os profissionais estrangeiros só podem vir de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes é superior à brasileira, hoje de 1,8 médicos para cada mil habitantes. Inicialmente os contratos serão assinados com os profissionais e não com o governo de outros países. Todos os profissionais vindos de outros países cursarão especialização em atenção básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino.
 
Fonte Agência Brasil

Mulheres que trabalham à noite correm mais risco de desenvolver câncer de mama, aponta estudo

Mulheres que trabalham à noite correm mais risco de desenvolver câncer de mama, aponta estudo Denise M./Deposit Photos
O mecanismo não é claro, mas se especula que exista uma
modificação hormonal desencadeada pela mudança do ciclo
natural do sono que pode levar ao crescimento celular desordenado
Modificação hormonal desencadeada pela mudança do ciclo natural do sono pode ser fator determinante
 
Mulheres que tiveram trabalho noturno por mais de 30 anos têm mais risco de desenvolver câncer de mama, de acordo com um estudo publicado online na revista Occupational and Environmental Medicine neste mês. Pesquisadores avaliaram 1134 mulheres com diagnóstico e compararam com outras 1179 sem câncer, mas com a mesma faixa etária, e identificaram o dobro do risco entre as mulheres que atuavam em turno à noite por mais de 30 anos.
 
O mecanismo não é claro, mas se especula que exista uma modificação hormonal desencadeada pela mudança do ciclo natural do sono que pode levar ao crescimento celular desordenado, conforme um dos autores, professor Kristan Aronson, da Queen's Cancer Research Institute, em Ontario (Canada).
 
De acordo com o oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stephen Stefani, existem muitos fatores que são potenciais confundidores que devem ser considerados neste tipo de análise como, por exemplo, acesso à mamografia e quantidade de filhos, ambos fatores que podem interferir na estatística. O fato é que a supressão de melatonina tem sido descrita como envolvida no sistema imunológico que, por sua vez, tem sido cada vez mais identificada nos mecanimos de carcinogênese.
 
— É importe identificar o quanto modificações ambientais podem modificar o risco para a doença, mas classificar trabalhadoras noturnas como fator e risco para câncer de mama ainda é controverso no meio acadêmico — conclui Stefani.
 
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) esperam-se, para o Brasil, mais de 50 mil casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores da pele não melanoma, esse tipo de câncer também é o mais frequente nas mulheres do Sul (65 para cada 100 mil pessoas).
 
Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer da mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. A sobrevida média após cinco anos na população de países desenvolvidos tem apresentado um discreto aumento, cerca de 85%. Nos países em desenvolvimento, a sobrevida fica em torno de 60%.
 
Fonte Zero Hora

Saiba como evitar as calorias e se aquecer com as bebidas quentes no inverno

Saiba como evitar as calorias e se aquecer com as bebidas quentes no inverno Fritz e Frida/Agencia RBS
Foto: Fritz e Frida / Agencia RBS
Nutricionista dá dica de como preparar um chocolate
quente menos calórico
Nutricionista dá dicas e receitas
 
Com a chegada das baixas temperaturas, algumas pessoas optam por uma bebida bem quentinha para combater o frio. No inverno há uma grande procura por alimentos mais calóricos, que ajudam a manter o corpo aquecido. Por outro lado, as opções com menos calorias são uma alternativa para evitar o ganho de peso.
 
A bebida mais famosa da estação é o chocolate quente, mas existem outras opções para se aquecer, como é o caso dos cafés, chás e até mesmo o quentão, feito de vinho quente. Segundo a nutricionista Leopoldina Takahashi, o quentão ou as bebidas alcoólicas aumentam num primeiro instante a temperatura do corpo, pois estimulam a circulação do sangue, mas, por serem vasodilatadores, o frio volta rapidamente.
 
— A função vasodilatadora faz com que haja perda do calor interior para que ocorra uma regulação de temperatura com o meio exterior — explica Leopoldina.
 
O café, por sua vez, tem cafeína, que conta com ação vasoconstritora.
 
— O consumo do café possibilita a redução da perda de calor para o meio exterior. Por isso, o ideal é utilizar leite desnatado e adoçar o mínimo possível para não deixar a bebida calórica — aconselha a nutricionista.
 
Quanto aos chocolates quentes, Leopoldina dá a dica para não deixar a bebida super calórica:
 
— Minha dica para preparar um chocolate quente é utilizar cacau em pó, pois além de ser rico em vitaminas e minerais, é uma ótima fonte antioxidante. Como no café, aqui também é melhor optar por leite desnatado e, para deixar a preparação ainda mais saborosa, acrescente especiarias como canela, cravo, noz-moscada e casca de laranja.
 
Outra opção para aquecer são os chás, bebidas menos calóricas que podem trazer inúmeros benefícios de acordo com a planta utilizada para o preparo.
 
— É importante lembrar que, para preparar chás de ervas, a água não pode ser servida, pois o chá deve ser preparado sobre infusão. Já os chás de especiarias devem ser fervidos junto com a água para acentuar o sabor — afirma a especialista.
 
Fonte Zero Hora

A hora certa para o doce

Especialistas sugerem melhor horário
para comer um doce
Especialistas recomendam quando e qual doce comer para não comprometer a dieta
 
Infelizmente, a hora ideal para devorar um chocolate não é quando bate aquela vontade incontrolável.
 
De acordo com os especialistas, existe sim um momento mais adequado para saciar esse desejo: depois das principais refeições.
 
“O melhor horário é depois do almoço, pois o açúcar se mistura com outros nutrientes ingeridos, como fibras da salada, proteínas e gorduras da carne, e evita picos de insulina no sangue”, recomenda a nutricionista Gabriella Guerrero, da consultoria Nutriessencial.
 
Quando ingerimos doces de barriga vazia, os níveis de açúcar no sangue aumentam rapidamente, o que provocaria esse pico. Essa oscilação não é saudável, e pode estar relacionada com diabetes, obesidade e outras doenças.
 
A endocrinologista Claudia Cozer, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), explica que ao comer um carboidrato acompanhado de outro grupo alimentar o estímulo de secreção da insulina é menor.
 
“Por isso, sempre recomendamos a ingestão de uma proteína junto com o carboidrato, para minimizar os efeitos sobre a insulina”, afirma.
 
Além disso, satisfeito pela refeição, a tendência é que a quantidade consumida seja menor e mais bem regulada. Perder o controle e devorar uma caixa de bombons, por exemplo, é mais incomum nesse momento.
 
Outro período ideal, sugerem os nutricionistas, é antes ou depois das atividades físicas. Pré-exercício, o doce ajuda a dar ânimo e energia; pós-treino auxilia na recuperação do glicogênio muscular. “Antes da prática de uma atividade física dará ao organismo a possibilidade de queimar essas calorias”, diz o nutrólogo e fundador do Instituto de Medicina Integrada, Health4Life, Mohamad Barakat.
 
Quer comer quanto?
Mesmo nas dietas mais restritivas, os especialistas não costumam recomendar a suspensão total do doce, ainda mais para quem gosta e sente necessidade. Mas há uma cota que deve ser respeitada e pode ser diária ou semanal, dependendo da avaliação profissional de cada caso. “Se está com sobrepeso, indicamos 120 calorias no máximo. Se a pessoa é magra e está com a saúde em dia, essa quantidade pode aumentar”, diz Cozer.
 
Se o objetivo é emagrecer, a recomendação costuma ser “doces somente aos finais de semana” e sempre respeitando a quantidade. Mas os especialistas já entendem que, quando a vontade bate com intensidade, o melhor é satisfazê-la.
 
“Nesses casos, se deixar para comer no final de semana, em vez de um pedaço de chocolate come um pedaço enorme de torta de limão”, avalia. O segredo, diz ela, está na quantidade (pouca) e na frequência (no máximo duas vezes por semana)
 
O melhor doce
Alguns alimentos são menos prejudiciais à dieta do que outros. As melhores opções são sempre aqueles com menos gorduras e calorias. O chocolate ao leite costuma ser um dos grandes vilões na luta contra os quilos em excesso, o ideal é optar pela versão amarga, com mais cacau e menos gordura.
 
Os preferidos dos nutricionistas – e, por isso, os mais indicados – são as frutas, de preferência frescas ou em caldas. Sorvetes de frutas (palito) ou de iogurte, gelatinas e pudins light também podem ser opções interessantes.

Fonte iG