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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ONG quer barrar ação do McDonald's nas escolas

O Instituto Alana, entidade de defesa dos direitos da criança, quer impedir o McDonald's de promover o "Show do Ronald" em escolas públicas do país.
 
No evento, o personagem infantil da rede de fast food, um palhaço vestido com as cores vermelha e amarela da marca, visita escolas para falar sobre temas como ambiente e corpo humano.
 
Em levantamento feito com base em um calendário publicado no site da empresa, o Alana identificou 69 shows nos meses de junho e julho em escolas e creches de dez Estados. "A ação vai contra um compromisso global da empresa de não dirigir publicidade para menores de seis anos", diz a diretora do Alana, Isabella Henriques.
 
Segundo ela, a rede também se comprometeu a não fazer ações de marketing em escolas. Mas deixou em aberto a opção de realizar ações de caráter meramente educativo, desde que solicitada. No site, a empresa convida as escolas a solicitarem o show. "A escola deveria ser um espaço livre desse tipo de ação comercial", diz Henriques.
 
O Alana pretende enviar hoje ao McDonald's uma notificação pedindo para que a empresa pare de fazer o show. "Se em dez dias não pararem, vamos levar o caso para o Ministério Público."
 
O McDonald's disse que vai aguardar a notificação para se pronunciar.
 
Folhaonline

Droga reduz risco de câncer de próstata, mas é alvo de críticas

Mil e uma utilidades Para que a finasterida é usada
Luciano Veronezi/Editoria de Arte/Folhapress
Novos dados de um estudo sobre o uso da finasterida (remédio contra calvície) para prevenir o câncer de próstata reacendem o debate sobre a chamada quimioprevenção.
 
A pesquisa com 19 mil americanos e canadenses mostrou que o remédio, usado por homens saudáveis, reduz em 30% o risco desse câncer.
 
No entanto, o número de tumores agressivos foi maior no grupo que tomou a finasterida versus o placebo, e a mortalidade foi igual entre os dois conjuntos de pacientes.
 
Entre os efeitos colaterais do remédio estão a perda da libido e a disfunção erétil.
 
Esse é, na verdade, o segundo capítulo de uma pesquisa de 2003, a PCPT (Prostate Cancer Prevention Trial), que mostrava que a droga reduzia o risco de câncer, mas já apontava para a maior incidência de tumores agressivos entre os que usavam o remédio em vez do placebo.
 
Só que o acompanhamento dos pacientes por um período de sete anos não permitia concluir se a droga era a responsável pelo aparecimento desses tumores e se, a longo prazo, os pacientes que tomaram a finasterida teriam taxas menores de morte.
 
Uma versão atualizada desse estudo, publicada anteontem no "New England Journal of Medicine", com dados de 18 anos de seguimento desses pacientes, traz mais luz ao debate, mas ainda não é conclusiva sobre a indicação desse remédio, de acordo com especialistas.
 
O estudo mostrou que a droga reduziu ainda mais o risco de câncer de próstata (30% de redução, contra 25% em 2003), em especial os menos agressivos.
 
Mas os resultados mostram que o remédio reduz a mortalidade por câncer, principal objetivo de uma estratégia de quimioprevenção.
 
Outro problema ainda é o maior número de tumores agressivos encontrados entre os usuários do remédio.
 
Uma das explicações para isso é que a finasterida reduz a próstata, facilitando o encontro de tumores na biópsia, segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).
 
Por isso, diz ele, não é preocupante que mais tumores agressivos tenham sido encontrados no grupo do medicamento. "O remédio reduz o risco de tumores de baixo grau e acha os de alto grau mais precocemente. É um resultado relevante."
 
Diretrizes 
Segundo Nardi, a SBU está debatendo se vai passar a recomendar o uso da finasterida para prevenção do câncer de próstata nos pacientes de alto risco. As novas diretrizes da entidade serão publicadas em outubro.
 
Em 2009, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica recomendou o uso do remédio para homens obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata.
 
Mas, em 2011, a FDA (agência que regulamenta medicamentos nos EUA) negou a inclusão da quimioprevenção entre as indicações da droga por causa do maior número de tumores de alto grau.
 
Para Sami Arap, urologista do Hospital Sírio-Libanês, o estudo só gera controvérsias. "Você faz mais diagnósticos, mas não evita mortes."
 
Gustavo Guimarães, diretor do núcleo de urologia do A.C. Camargo Cancer Center, diz que não é possível concluir se a droga deve ser indicada para evitar câncer mas, como ela não aumenta a mortalidade, seu uso é seguro para tratar casos de crescimento benigno da próstata.
 
A quimioprevenção tem mais evidências de eficácia contra o câncer de mama --remédios como o tamoxifeno podem ser indicados se a mulher tiver histórico de doença na família ou certas mutações genéticas. Para prevenir o câncer de próstata, continua valendo a combinação de esportes e boa alimentação.

Folhaonline

Anvisa vai definir necessidade de certificado para equipamentos médicos

Brasília - A partir desta quinta-feira (15), fica a critério da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a exigência da apresentação do Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para o registro de equipamentos médicos, próteses e kits de diagnóstico.  O documento, que antes era obrigatório, agora vai ser exigido com base no risco específico de cada produto.
 
A medida, que foi publicada hoje por meio de decreto presidencial, também facilita a importação de insumos voltados para pesquisa científica. "Muitas vezes as universidades, instituições que estão fazendo projeto de pesquisa, para desenvolver novas vacinas por exemplo,  têm dificuldade de importar produtos, insumos. O decreto permite à Anvisa acelerar, facilitar a importação desses produtos", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
 
O documento também determina que um fabricante pode repassar a titularidade de um registro, desde que as condições de fabricação do produto não sejam alteradas e que a indústria deve informar à Anvisa sobre eventos adversos e queixas técnicas relacionadas a produtos sujeitos à vigilância sanitária, como cosméticos, perfumes e produtos de higiene.
 
O decreto também inclui dispositivos que preveem a possibilidade de reconhecimento da efetividade/eficácia de medicamentos fitoterápicos por meio do uso tradicional para a facilitação do registro desses remédios.
 
De acordo com Padilha, o decreto reduz o prazo para registro de medicamentos, vacinas e produtos pela Anvisa. "Quanto mais medicamentos registrados, a competição aumenta e com isso reduz o preço dos medicamentos para a população, como também a gente pode incorporar mais rapidamente os novos medicamentos e as novas descobertas", defendeu o ministro.
 
O dispositivo ainda altera de seis meses para um ano a antecedência com que fabricantes têm que notificar a Anvisa sobre interrupção da produção de medicamentos para aumentar a eficácia do gerenciamento do risco de desabastecimento do mercado e estabelece hipóteses de priorização de registros de produtos na agência, todas elas alinhadas com as políticas definidas pelo Ministério da Saúde para fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Complexo Industrial da Saúde.

Agência Brasil

Into inaugura unidade de coleta de sangue

Rio de Janeiro – O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), em São Cristóvão, na zona norte do Rio, dispõe agora de uma unidade própria de coleta de sangue. O Hemointo é uma parceira do Into e do governo do estado, e tem capacidade para atender 30 doadores por dia.
 
O objetivo da nova unidade é aumentar as reservas sanguíneas do instituto, que atende pacientes que passarão por cirurgias ortopédicas. A cerimônia de inauguração ocorreu ontem (15), com a presença do secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda e do secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes.
 
De acordo com Helvécio Miranda, o Hemointo será fundamental para que cirurgias eletivas não sejam desmarcadas, já que o abastecimento de sangue coletado pelo Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio) não estava sendo suficiente, por priorizar cirurgias emergenciais. “A taxa de suspensão de cirurgias no Into era muito elevada por falta de sangue. Com a ativação desta unidade de coleta, que está funcionando há cerca de um mês, houve uma queda significativa da suspensão de cirurgias”, revela.


Para o diretor da instituição, Marcos Musafir, o novo núcleo facilitará a assistência aos pacientes.

“Ter um banco de sangue coletando na própria instituição, que tem uma demanda de mil cirurgias por mês, facilitará a assistência do Hemorio. Por ter que assistir todo o estado do Rio, seu atendimento fica um pouco limitado a nós. Com essa coleta interna, poderemos aumentar o número de cirurgias, independentemente do Hemorio.”

A nova unidade de coleta fica no térreo do instituto. O setor funciona das 8h às 12h, de segunda a sexta-feira, e conta com o auxílio de 25 profissionais para coleta e transfusão de sangue.

Fonte Agência Brasil

Pacientes defendem liberação no país de remédio para tratar câncer de medula

Brasília – Deputados federais e médicos discutiram ontem(15) a negativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em autorizar o registro de medicamento com a substância lenalidomida, que é usada no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo, um tipo de câncer de medula óssea. O debate ocorreu na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara do Deputados.
 
O médico e diretor de Políticas Públicas da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Dirceu Raposo Mello, defendeu o uso da substância com monitoramento e controle por parte das autoridades. “Tem pacientes que vão à Justiça e conseguem o tratamento, aí o SUS [Sistema Único de Saúde] importa”. E acrescentou: “O que fazer? A revisão do ato [da Anvisa] e a autorização do uso no país”, disse. Ele relatou na comissão que, atualmente, mais de 80 países no mundo usam a substância para tratamento de pacientes com mieloma múltiplo.
 
A lenalidomida é indicada para os pacientes que já não respondem aos remédios usuais ou abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais provocados pela talidomida, entre eles, formigamento nas mãos e nos pés. Apesar do mieloma múltiplo ser incurável, o medicamento serve para amenizar os efeitos da doença. A lenalidomida integra o mesmo grupo da talidomida (usada no país para o tratamento de aids, lúpus, da hanseníase, de doenças crônicas e de câncer).
 
Ao indeferir o pedido de registro de medicamento contendo lenalidomida, em dezembro de 2012, a Anvisa informou manter os argumentos usados em ocasiões anteriores como a apresentação de estudo comparando o medicamento a base de lenalidomida com tratamento envolvendo placebo e falta de consistência do plano de controle sobre os riscos relacionados à droga, que é análoga da talidomida.
 
A diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde do Ministério da Saúde, Clarice Petramale, destacou que é preciso ter cautela antes de liberar o uso e incorporar o medicamento com lenalidomida ao SUS. “Queremos que haja comprovação das evidências, que a empresa que produz o medicamento e propõe o registro do medicamento no Brasil  prove o que está dizendo. Não basta dizer que melhora os pacientes, precisamos ver os estudos clínicos para ver se o comparador foi correto, quantos por cento melhoraram”, disse.
 
Adalberto Romar faz tratamento para o mieloma múltiplo e relatou, durante a audiência, as dificuldades enfrentadas em função da doença. Ele pediu ao governo federal que autorize a entrada no país de medicamento com lenalidomida. “Exigimos do governo federal uma saída. Dê a nós condição de tratar”, disse.
 
O deputado Fernando Francischini (PEN-PR), um dos responsáveis pela convocação do debate, disse que a Anvisa foi convidada para participar, mas respondeu por ofício e não enviou representante. Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa informou que não pode prestar informações sobre o remédio em audiência pública. De acordo com a agência reguladora, a empresa responsável pelo medicamento solicitou que o julgamento de recursos fosse feito em sessão fechada. "Assim para prestar as informações, a Anvisa necessitaria de autorização expressa da empresa Zodiac Produtos Farmacêuticos S.A, pois os dados do estudo pertencem à empresa e envolvem informações sobre o processo produtivo do produto. Para que as Anvisa faça os esclarecimentos seria necessário expor tais dados. Este documento foi entregue ao deputado Fernando Francischini antes da audiência", diz a nota.

Fonte Agência Brasil