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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Médicos deveriam ser educados em Administração

“Curar é uma arte, medicina é uma profissão e o mercado de saúde é um negócio”, pondera David Pares, CEO do AvalDoc
 
Nossa longa e árdua formação tem sido somente em Medicina. Não temos na faculdade, residência e pós-graduações quase nenhuma orientação em como gerenciar uma empresa. Logo que saímos a campo, no entanto, nos batemos com a dura realidade: “Curar é uma arte, medicina é uma profissão e o mercado de saúde é um negócio”.
 
Antigamente, o postulado realmente não se aplicava. Os médicos ainda eram generalistas e em sua maioria com uma clientela bem próxima, tanto pessoal como geograficamente. Entretanto, temos cada vez mais nos deparado com decisões que dizem respeito a negócios.
 
MBAs em Gestão de Saúde estão na moda e um número crescente de médicos está se matriculando não só neles, mas também em outros como Marketing e Mídias Sociais. A tendência é suprir a lacuna que temos numa formação deficiente por necessidade.
 
Quando o médico é lançado no mercado, se depara com a maioria dos problemas que qualquer profissional ou empresa enfrenta. Seja abrindo um consultório, que na prática é uma microempresa, ele tem folha de pagamento, custos fixos e variáveis, funcionários, entre outros. Se ele optar por se tornar um funcionário em alguma estrutura maior, o profissional terá que mostrar que para evoluir ou mesmo continuar empregado, o conhecimento em negócios é fundamental.
 
A estrutura que gira em torno do profissional médico já dispõe de todo o arsenal e quem sofre é sempre o elo mais fraco. As operadoras de saúde, por exemplo, têm especialistas que cuidam para que os custos continuem baixos e as receitas sempre maiores. Mais do que nunca, otimizar os processos de uma clínica médica se faz necessário, a fim de não se tornar refém de convênios e ainda conseguir manter um atendimento humanizado.
 
A citar, nos Estados Unidos já existem mais de 50 Universidades que oferecem uma formação dupla em Medicina com um MBA. Médicos estão ingressando nesses cursos a fim de aprender a lidar com equipamento, pessoal e marketing, aptidões que hoje são requeridas para se tocar uma clínica ou consultório.
 
Educação, sem dúvida, é o pilar essencial da Saúde. Mas o aumento de profissionais da área que se arma de conhecimentos e teorias da Administração tem sido vital para lidarmos com as mudanças no mercado.
 
* David Pares é médico e CEO do AvalDoc
 
SaudeWeb

A responsabilidade no gerenciamento e uso de medicamentos: o que cabe à enfermagem?

Há uma discussão antiga e conflituosa sobre a questão do uso de medicamentos nas instituições de saúde. Há uma lógica de que a enfermagem tem responsabilidades, digamos, amplas, que incluem, além da administração propriamente dita, a solicitação, a guarda e o monitoramento dos efeitos e reações adversas, entre outras.
 
Por Heleno Costa Júnior
 
Historicamente estas responsabilidades foram sendo admitidas e assumidas mediante a imposição de situações distorcidas ou impróprias criadas pela definição e execução de tarefas desenvolvidas pelas equipes de enfermagem nas instituições de saúde em geral. Distorcidas no que se refere a ausência ou insuficiência de profissionais devida e legalmente habilitados para o processo de gerenciamento de medicamentos, que são os farmacêuticos. Impróprias porque as instituições impõem estas atribuições aos profissionais de enfermagem e estes, sem respaldo institucional, acatam e consolidam um papel que técnica e legalmente não são de sua competência.
 
A acreditação desenvolvida no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), através do Programa de Acreditação Internacional Conjunta com a Joint Commission International (JCI) utiliza padrões que visam corrigir ou adequar estas distorções ou impropriedades. O Manual Internacional de Padrões para Acreditação Hospitalar tem um capítulo exclusivamente dedicado ao Gerenciamento e Uso de Medicamentos na instituição.
 
O primeiro padrão do manual trata especificamente desta responsabilização sobre o gerenciamento de medicamentos: “O uso de medicamentos é um recurso importante no cuidado ao paciente e deve ser organizado de modo efetivo e eficiente em toda a instituição.
 
A responsabilidade pelo gerenciamento de medicamentos não cabe apenas à farmácia, mas também aos administradores e profissionais de saúde. O modo através do qual esta responsabilidade é compartilhada depende da estrutura da instituição e da organização de seus recursos humanos.
 
Nos casos em que não há farmácia, os medicamentos podem ser administrados em cada unidade de cuidado, de acordo com a política institucional. Em outros casos, em que há uma grande farmácia central, ela pode organizar e controlar os medicamentos de toda a instituição”. Fica claro que a instituição deve definir e implantar uma política que estabeleça com clareza o papel que cada profissional tem neste processo de uso de medicamentos, sem perder de vista o que define as leis e regulamentos nacionais.
 
A equipe de enfermagem tem um papel fundamental neste processo, mas não pode assumir ou se responsabilizar por aspectos do gerenciamento que são de clara competência dos profissionais farmacêuticos.
 
Independente de onde estejam estocados, guardados ou sejam manipulados medicamentos na instituição, a responsabilidade deve estar diretamente atribuída a um ou mais farmacêuticos, que devem, através de protocolos ou diretrizes, compartilhar e definir os papeis da enfermagem nas diferentes etapas de gerenciamento e uso de medicamentos.
 
A acreditação tem proporcionado o estabelecimento e o incremente significativo do número de farmacêuticos nas instituições, acrescentando assim uma função fundamental neste âmbito do gerenciamento e uso de medicamentos que é a atuação clínica dos farmacêuticos diretamente nas unidades de internação e serviços em geral.
 
O farmacêutico atua diretamente na análise das prescrições, no controle das interações, no monitoramento do uso e efeitos dos medicamentos, além de controlar e gerenciar as condições e propriedades farmacêuticas, como validade e etc. o que caracteriza a implementação efetiva da farmacovigilância na instituição como um todo.
 
Portanto, a responsabilidade da enfermagem é ainda fundamental neste processo. No entanto, quando tratamos de padrões internacionais, fica claro que o compartilhamento apropriado de papeis deve ser estabelecido por meio de políticas institucionais efetivas e ainda pela composição de uma equipe farmacêutica ativa e suficiente para garantir que o gerenciamento e uso de medicamentos se de em condições adequadas e seguras para o paciente e os profissionais, conforme o porte e o perfil da instituição de saúde.
 
SaudeWeb

Bionexo anuncia aquisição da plataforma Hospitalcenter

Compra do serviço do Grupo M2 Tecnologia aumenta em 12% a base de clientes da empresa no Brasil, que chega a 860 hospitais
 
A Bionexo, especialista em compras eletrônicas para o mercado hospitalar, anunciou nesta segunda-feira (9) a aquisição da plataforma de compras Hospitalcenter, do Grupo M2 Tecnologia, por uma valor não revelado. A compra aumenta em 12% a sua base nacional de clientes da empresa, que chega a 860 hospitais no Brasil.
 
Maurício Barbosa, CEO da Bionexo, diz que a aquisição vai ao encontro da estratégia da empresa no Brasil, ou seja, oferecer soluções de e-commerce para o maior número de instituições de saúde possível. Esse é o primeiro movimento da companhia desde a entrada da Insight Partners como sócio estratégico em 2012.
 
O Hospitalcenter é um portal de comércio eletrônico para a área da saúde que atua também com soluções estratégicas de software para área administrativa e saúde há mais de 20 anos. Possui clientes em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina.
 
SaudeWeb

Portugal: Fisioterapia em Alcoitão ajuda doentes com cancro da mama após mastectomia

Quase dez anos depois de remover uma mama na sequência de um tumor, Maria da Luz começou a ter o braço incapacitado e com dores que a impediam de fazer uma vida normal.
 
Foi esta limitação que a conduziu ao Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão e a fez conhecer como a fisioterapia pode ajudar mulheres submetidas a mastectomias.
 
"Há 10 anos tive de fazer uma operação para tirar os gânglios linfáticos.
 
Passados nove anos, o braço começou a inchar, por falta de circulação da linfa, e com dificuldade de movimentação.
 
Era muito limitativo. Não levantava 60% do braço", conta Maria da Luz, que se encontra novamente a defrontar a doença oncológica, que reincidiu.
 
Destak/Lusa

Mortalidade infantil em Portugal das mais baixas na UE - relatório

Portugal tem a sexta taxa de mortalidade infantil mais baixa da União Europeia, mas, por outro lado, a esperança de vida fica abaixo da média comunitária, de acordo com um relatório sobre "desigualdades na saúde", hoje divulgado pela Comissão Europeia.
 
De acordo com os dados do documento, a taxa de mortalidade infantil em Portugal baixou de 5 crianças por cada 1000 nados-vivos em 2001 para 3,1 em 2011, sendo este o sexto valor mais baixo da UE, onde a média se cifrava em 3,9 mortes por cada 1000 nascimentos.
 
A taxa de mortalidade infantil mais reduzida foi registada na Suécia (2,1), enquanto a mais elevada foi na Roménia (9,4), que, ainda assim, teve uma das descidas mais significativas no espaço de uma década, já que o valor de 2011 foi quase 50% inferior àquele que se verificou em 2001, quando a taxa era de 18,4%.
 
Destak/Lusa