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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Portugal: Médicos: nem uma hora extraordinária a partir de 2 de Janeiro

Nem sequer as 12 a que actualmente são obrigados, segundo o Sindicato Independente dos Médicos

A partir do dia 2 de Janeiro os médicos não farão uma única hora extraordinária, nem sequer as 12 a que actualmente são obrigados, revelou à agência Lusa o presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

Em causa está o Orçamento do Estado para 2012, que estabelece novas formas de pagamento das horas extraordinárias, não contemplando qualquer excepção para os médicos.

Em virtude desta alteração, os dois sindicatos – SIM e Federação Nacional dos Médicos (FNAM) – decidiram tomar uma posição conjunta e vão fazer greve às horas extraordinárias.

Isto porque, segundo Carlos Arroz, o pagamento melhorado das horas extraordinárias realizadas pelos médicos, e até agora em vigor, foi definido em 1979 (anterior à criação do Serviço Nacional de Saúde) e contemplava um conjunto de obrigações para estes profissionais.

“Há um pagamento diferenciado porque o que se exige a estes profissionais é maior do que se exige a outros profissionais da Função Pública. Os médicos são obrigados a fazer horas extraordinárias - o que não acontece com outro trabalhador - e a fazê-las em 12 horas consecutivas na urgência", lembrou.

Esta lei, disse, “tinha coisas boas, como a remuneração melhorada, e outras más, como a obrigação de fazer horas extraordinárias, realizá-las em 12 horas consecutivas na urgência e ainda a passagem para o dobro do limite anual das horas extraordinárias, de 100 para 200 horas".

“Ao desacoplar o pagamento das horas extraordinárias, também desacopla as obrigações dos médicos”, sublinhou.

Por esta razão, e a partir do dia 02 de Janeiro – e porque o dia 01 é num domingo e a semana de trabalho dos funcionários públicos decorre entre segunda-feira e domingo – os médicos não irão fazer nem uma só hora extraordinária.

O sindicalista responsabiliza o ministro da Saúde pelos eventuais impactos de uma medida destas no sector da saúde, onde vários serviços são assegurados com horas extraordinárias, como as urgências.
“Quem tem estado a ameaçar os portugueses que há médicos a mais é o ministro da Saúde, ele é que tem dito que não precisa dos médicos”, afirmou.

Carlos Arroz garante que esta questão é do conhecimento de Paulo Macedo desde o passado dia 28 de Outubro e assegura que estas preocupações dos médicos foram dadas a conhecer a “todos os partidos políticos”.

“É a chamada morte anunciada”, disse.

Portugal: Sistema pode entrar em colapso sem horas extra dos médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defendeu hoje que se os médicos deixarem de fazer horas extraordinárias, tal como anunciado pelos sindicatos, o sistema pode entrar em colapso.

José Manuel Silva falava em conferência de imprensa, após uma reunião com o seu homólogo espanhol para analisar as políticas do medicamento nos dois países ibéricos, bem como as implicações na Saúde da situação político-económica que se vive no espaço europeu.

Para o bastonário, não conhecer as especificidades da carreira e atribuir o mesmo pagamento aos médicos do que a outros funcionários públicos é um erro.

O presidente do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Carlos Arroz, anunciou hoje que a partir do dia 02 de janeiro os médicos não farão uma única hora extraordinária, nem sequer as 12 a que atualmente são obrigados.

Em causa está o Orçamento do Estado para 2012, que estabelece novas formas de pagamento das horas extraordinárias, não contemplando qualquer exceção para os médicos.

Em virtude desta alteração, os dois sindicatos – SIM e Federação Nacional dos Médicos (FNAM) – decidiram tomar uma posição conjunta e vão fazer greve às horas extraordinárias.

Isto porque, segundo Carlos Arroz, o pagamento melhorado das horas extraordinárias realizadas pelos médicos, e até agora em vigor, foi definido em 1979 (anterior à criação do Serviço Nacional de Saúde) e contemplava um conjunto de obrigações para estes profissionais.

Fonte Destak

E agora sobre a Radioterapia

Na linha da equidade de acesso, os debates sobre o cancer do ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva ainda não é tema concluído…. até porque ele segue em tratamento e novos aspectos se abrem e vão entrar em pauta.

Recebo a contribuição, que reproduzo abaixo, do colega radioterapeuta Dr. Marcos dos Santos, brasileiro atuando no Institute Gustave Roussy, em Paris, França.

“Caro Stephen

Temos todos acompanhado, independente de inclinações ideológicas, com algum grau de inquietude, o desenrolar do tratamento de um câncer de laringe que acomete o cidadão Luis Inácio Lula da Silva. O diagnóstico tinha o potencial, logo comprovado, de ter relevância política, e repercutiu na internet: Lula, trate-se no SUS! Trata-se, à parte a política, de uma oportunidade interessante para aprofundar-nos na situação atual daquele que será o principal tratamento a que se submeterá nosso Ex-Presidente. Que me perdoem meus amigos oncologistas, mas a despeito da pesada quimioterapia de indução, o prato-principal, a estrela da noite será, sem duvida, a radioterapia.

No começo da década de 90 começava a disseminar-se, de maneira consistente, o que conhecemos como radioterapia conformacional (ou 3D). Antes dela, os “alvos” do tratamento radioterápico, os tumores e os gânglios linfáticos, eram localizados a partir de raio-X. Como, neste tipo de imagem, vemos essencialmente estruturas ósseas, a posição do tumor era determinada a partir do osso mais próximo. Com todas as incertezas que essa técnica pressupõe. A radioterapia 3D apareceu quando iniciou-se a localização dos alvos à partir de exames de tomografia. Depois disso (la se vão quase vinte anos!) outras evoluções apareceram. E a grande estrela desse novo grupo é a radioterapia de intensidade modulada; em inglês: IMRT. Através desta técnica, modula-se, ou seja, altera-se a intensidade de um feixe de radiação durante a sua aplicação. E, fundamentalmente, diminui-se a dose aplicada nos tecidos sadios.

E qual é, então, a situação atual da radioterapia para tumores de laringe no SUS? Teria o nosso Ex-Presidente disponível o melhor tratamento, caso decidisse tratar-se pelo nosso sistema público?

O principal problema, hoje, quando falamos da radioterapia oferecida à população brasileira é a infra-estrutura insuficiente. Saiu no Globo de 26 de outubro último: o tempo médio de espera para o inicio da radioterapia é de 113 dias! Bem longe do ideal. Pode-se pensar, a partir dai, que uma vez vencida a fila, os problemas estariam então resolvidos, mas esta não é a verdade. O parque radioterápico brasileiro, alem de insuficiente, não pode ser classificado como “atualizado”. São muitas unidades de cobalto, equipamento antigo e ultrapassado. Além disso, os tratamentos mais avançados, como é natural, tomam mais tempo por serem mais complexos. Então são muitos os serviços que, apesar de equipados para oferecê-los, tratam os pacientes à moda antiga por simples falta de tempo. As técnicas mais avançadas são oferecidas em serviços de exceção, quase sempre quando ha formação de pessoal envolvida (residência médica) e, sempre em casos selecionados, a partir do critério do interesse acadêmico.

Então é irreal e irrealizável a vontade de uma parte da população brasileira, que se manifestou por meio das redes sociais. Ainda que Lula escolhesse um hospital publico para ser tratado, seria possível escolher um que ofereça IMRT. Existem, e de muito boa qualidade. O que não seria imaginável seria tê-lo no que se configura o principal problema atual: esperando, impacientemente, em sua residência, o dia da sua consulta e, finalmente, o inicio do seu tratamento.

Isso, simplesmente, não vai acontecer com a maioria dos políticos…. seja ele quem for.

Por Stephen Stefani



Fonte SaudeWeb

Negociando na Área Regulatória

O processo de negociação sempre pressupõe duas premissas: emissão e recepção. Para que se possa desenvolver um bom processo de negociação, as partes devem estar dispostas, munidas de boa vontade, conhecimento sobre o assunto e o ato em si permeado pelo princípio da boa fé. Dito isto, os profissionais da área regulatória que geralmente são vistos nas suas estruturas como profissionais isolados que fazem aquilo que muitos não entendem ou simplesmente não se habilitam a fazer, devem atuar como exímios negociadores internos e externos.

No âmbito interno, a área regulatória toca diversas outros departamentos, indo desde a engenharia e projetos até o jurídico, na busca das mais diversas informações e documentos que deverão compor os processos de regularização, registro e qualidade. No âmbito externo, cabe ao profissional regulatório estabelecer os vínculos com as diversas autoridades com as quais deve ser relacionar no dia a dia, visando facilitar o acesso às mesmas e abrir canais de comunicação claros e desobstruídos. Em outras palavras, o profissional regulatório deve ser o representante da empresa frente às autoridades da área.

Outro aspecto que deve permear um bom processo de negociação é a transparência, objetividade e clareza das informações que transitam no canal de comunicação, o que, do lado das autoridades, nem sempre é um fato.

Não raramente, os Agentes Regulados recebem respostas evasivas, pouco claras e nada objetivas, o que leva a um endurecimento no processo, muitas vezes representado pela judicialização do tema tratado. Enfim, o Profissional Regulatório também deve buscar desenvolver as suas habilidades de negociação e as empresas, por sua vez, investir até mesmo em treinamentos e processos educativos que levem esses profissionais a um patamar de excelência que permita que o regulatório ande em sincronia com toda a estratégia desenvolvida pela organização, uma vez que esta atue na área regulada.

Por Roberto Latini

Fonte SaudeWeb

Indústria brasileira da saúde movimenta US$ 2 milhões na Alemanha

Expectativa das 51 empresas brasileiras participantes da feira Medica é fechar US$ 20 milhões de negócios nos próximos 12 meses. Fenem, Takaoka, Olsen foram alguns dos destaques

Durante os quatro dias da maior feira mundial do setor médico hospitalar, a MEDICA, 51 empresas brasileiras realizaram 3.599 contatos com executivos de 99 países, o que resultou em negócios na ordem US$ 2 milhões e expectativas de movimentar US$ 20 milhões nos próximos 12 meses. A participação brasileira no evento é uma parceria entre a Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos, Hospitalares e Odontológico (ABIMO) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

“Nossa participação foi extremamente positiva”, avalia o vice-presidente da ABIMO, Paulo Fraccaro. De acordo com o representante da entidade, foi cumprida com pleno sucesso mais uma etapa rumo às ambiciosas metas da indústria brasileira de equipamentos médicos: atingir, em 2015, 1 bilhão de dólares em negócios com o exterior e estar, dentro de 10 anos, entre os cinco maiores fabricantes mundiais de produtos médicos de alta/média densidade tecnológica.

Empresas de destaque durante a Medica:
K Takaoka
A K Takaoka, especializada em máquinas de anestesia e terapia intensiva, fechou negócios no valor de quase U$ 80 mil e espera concluir contratos em torno de U$ 500 mil a partir das reuniões realizadas na MEDICA. “Esperamos um aumento de 15% a 20% em nossas vendas ao exterior”, sublinhou Luis Carlos Martins, analista de comércio exterior. A empresa lançou internacionalmente novos modelos na feira, entre eles, a máquina de anestesia Sat 500 e o ventilador de terapia intensiva Carmel.

Fanem
A Fanem, líder brasileira na fabricação de produtos de neonatologia, detém 85% do mercado nacional da incubadoras e exporta para mais de 90 países. Lançou na Medica internacionalmente os produtos da linha neonatal berço Koala e o aparelho de fototerapia para bebês Bilitron Sky. “Foi uma agradável surpresa.O volume de contatos e as expectativas de negócios gerados a partir da Medica superou todas as expectativas”, disse Djalma Luiz Rodrigues, diretor industrial da Fanem, que citou, entre outros, um negócio de U$ 270 mil fechado com um cliente marroquino, que incluiu a venda de 50 equipamentos, entre incubadoras, berços aquecidos e aparelhos de fototerapia para bebês. A empresa também encaminhou importantes negociações com executivos de países como Iraque, África do Sul, Argélia, Irã, Tunísia, Índia, Kuwait e Arábia Saudita e manteve contatos com representantes de 60 países. “Esperamos em 2012 crescer nosso faturamento no exterior em pelo menos 15%”, ressaltou Rodrigues.

Olsen
Fabricante de equipamentos médicos e odontológicos, com experiência de mais de 30 anos em cadeiras para exames clínicos, a Olsen espera fechar negócios entre U$ 150 mil a U$ 180 mil, a partir dos contatos feitos na MEDICA. Luciano Rodrigues, gerente de exportação da empresa, acredita que a participação em Düsseldorf vai abrir novos mercados para a companhia, principalmente no norte africano. “Tivemos muitas visitas de executivos daquela região”, sublinhou, destacando, também que fez contatos com representantes de cerca de 45 países e que espera, a curto prazo um crescimento de 5% a 10% no faturamento em exportação do grupo.

Bioeletron
A Bioeletron, companhia de pequeno porte especializada em equipamentos eletromédicos, estreou na MEDICA com o pé direito, já tendo encaminhado importantes negócios. Fundada há menos de dois anos, conseguiu na feira seus cinco primeiros clientes internacionais. “Calculamos que fecharemos negócios em torno de 200 mil euros nos próximos 12 meses, a partir dos contatos que fizemos em Düsseldorf“, disse Elton Rodrigues Ruas, gerente financeiro da empresa. Segundo ele, essa quantia deve representar um aumento entre 10% a 15% no faturamento esperado pela empresa no próximo ano.

Histórico Medica
O evento realizado entre os dias 16 a 19 de novembro, em Düsseldorf, na Alemanha, foi a décima participação brasileira. Em comemoração, a Abimo e a Apex-Brasil lançaram a marca internacional da indústria brasileira, a Brazilian Health Devices.

“A nova marca foi uma construção coletiva, feita a partir de uma interação com as empresas”, comenta o gerente de projetos da Apex-Brasil, Hélio Lobo.

Mercado Internacional
Em apenas uma década, o número de países compradores de equipamentos para saúde fabricados no Brasil saltou de 40 para 180. A conquista de novos mercados levou a um crescimento de 232% nas vendas externas durante o período. Estas conquistas são resultados da parceria de sucesso entre a ABIMO e a Apex-Brasil, estabelecida também há dez anos.

Por conta dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, hoje, a indústria brasileira da saúde exporta para competitivos mercados mundiais. Em 2010, as vendas para os Estados Unidos somaram US$ 141,9 milhões, 22,4% do total de exportações nacionais do setor de produtos e equipamentos de saúde. Alemanha e Bélgica estão entre os dez principais compradores dos produtos fabricados no Brasil.

De acordo com a ABIMO existem cerca de 980 projetos de pesquisa e desenvolvimento do setor, em parceria com as mais prestigiadas instituições de ensino brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fonte SaudeWeb