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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Comissão do Senado aprova regulamentação da profissão do médico

Após uma década de tramitação, o projeto de lei que regulamenta a profissão de médico caminha para a última votação no Congresso.
 
O chamado "Ato Médico" foi aprovado ontem (19) pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado e segue para votação no plenário da Casa. Se aprovado, vai à sanção da presidente Dilma Rousseff.
 
O texto define normas gerais para a profissão e define o que são ações privativas do médico, como indicação de internação e alta nos hospitais, diagnóstico de doenças e prescrição terapêutica.
 
O projeto é apoiado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), mas vem sendo bombardeado de críticas por outras profissões da saúde, como a enfermagem e a psicologia. Isso porque elas consideram que, ao definir o que é privativo dos médicos --por exemplo, o diagnóstico--, o texto limitou os campos de ação das demais profissões.
 
Gelson Albuquerque, primeiro-secretário do Conselho Federal de Enfermagem, diz que a aprovação do projeto pode ter impacto negativo na rede pública de saúde.
 
"Os médicos não querem ir para o interior, para fronteiras, para o Norte (...) Muitas coisas que os médicos deveriam fazer estão sendo feitas pela enfermagem. E se não tem médico? Tchau e [o enfermeiro] vira as costas?"
 
Deverá haver pelo menos uma mudança na rede pública com o projeto, explica Salomão Rodrigues, coordenador da comissão do "Ato Médico" no CFM. Ele diz que as equipes de saúde da família deverão, todas, ter médicos.
 
"Mais de metade das equipes não tem médico, o que é um fator negativo. Como posso entender uma equipe que cuida da saúde de 5.000 pessoas não ter médico?"
 
O texto deve ser votado em março de 2013. Para o Conselho Federal de Enfermagem, se for aprovado como está, haverá questionamentos quanto à sua constitucionalidade. Os senadores que relataram o projeto afirmaram que o texto não limita as demais profissões.
 
Fonte Folhaonline

Nike lança game de ginástica que tem Neymar como protagonista

Calvin Johnson, Alex Morgan, Allyson Felix e Neymar Jr.: atletas do "NikeFuel Missions"
Calvin Johnson, Alex Morgan, Allyson Felix e Neymar Jr.:
atletas do "NikeFuel Missions"
A Nike lançou na última terça (18) o "NikeFuel Missions", game que é acionado pelas plataformas de fitness da empresa, como o aplicativo Nike+ para Android e para iOS, a pulseira FuelBand e o game Kinect Training.

Neymar é um dos quatro atletas representados no game, cujo papel é dar conselhos para práticas esportivas durante as diferentes missões propostas para o usuário. Os outros atletas --todos dos EUA-- são a velocista Allyson Felix, o jogador de futebol americano Calvin Johnson e a futebolista Alex Morgan.

Tais estágios podem ser atingidos por meio de metas, como correr determinada distância ao longo de uma semana.

"Após cada missão, os usuários podem sincronizar seu dispositivo para rastrear seu progresso. Caso não tenham atingido o objetivo, eles podem recomeçá-la", escreveu a empresa no anúncio do game.
Para jogar, é necessário ter um cadastro no serviço Nike+ e acessar o site missions.nike.com. Então, o usuário deve escolher um nível de dificuldade para receber suas primeiras missões.

É possível comparar as conquistas dentro do game com as de amigos que também jogam o Missions.

Fonte Folhaonline

Exército dos EUA quer usar o Kinect para ajudar soldados feridos e veteranos de guerra

Kinect, sensor de movimentos para Xbox 360 e PC
Joe Raedle/AFP
Kinect, sensor de movimentos para Xbox 360 e PC
A Microsoft trabalha em um programa para computador que utilize o sensor de movimentos Kinect para ajudar veteranos de guerra e soldados feridos a fazerem fisioterapia em casa. A companhia está em conversas com a força aérea dos EUA para definir os requisitos do sistema e também vai discutir a tecnologia com a o centro de pesquisa e engenharia do exército do país.
 
Uma das principais vantagens da fisioterapia via Kinect é o custo: ele custa cerca de US$ 200 nos EUA. Mesmo somado o custo de um computador, o valor final certamente será mais barato do que diversas idas e vindas à hospitais, sem contar o desconforto do deslocamento.
 
O Kinect, lançado em 2010 para o videogame Xbox 360, tem uma versão para PC desde o início do ano. Atualmente, a Microsoft está usando a mesma versão do Kinect disponível no mercado, mas é possível que ela desenvolva uma versão específica para militares no futuro.
 
"A Microsoft está empenhada em garantir que o Departamento de Defesa está ciente das capacidades do produto", disse Phil West, diretor de soluções para o setor público da companhia. "Os cenários incluem funções relacionadas à fisioterapia, mas também abrangem treinamento e simulação, interfaces interativas e assim por diante."
 
Segundo a criadora do Windows, diversos setores já demonstraram interesse no Kinect, da marinha norte-americana ao setor de medicina do exército, onde o sensor poderia ser usado para operar instrumentos cirúrgicos por gestos.
 
A Microsoft também explora a possibilidade de usar o Kinect em sessões de terapia anônimas e on-line para aqueles que sofrem de pós-stress traumático.
 
"Eles podem usar avatares, o que permite o anonimato, e possibilita que terapeutas ou psiquiatras se conectem com eles" disse West.
 
Fonte Folhaonline

Projeto de impressora 3D de tecidos e órgãos humanos usa software da Autodesk

NovoGen MMX Bioprinter, impressora da Organovo de tecido humano
NovoGen MMX Bioprinter, impressora da Organovo de tecido humano
Boa notícia: as pessoas talvez não sejam assim tão diferentes das máquinas.
 
Na terça-feira, uma pequena companhia de San Diego chamada Organovo Holdings, que já produz tecidos humanos em pequena escala, anunciou parceria com a produtora de software Autodesk para projetar uma plataforma bioimpressora.
 
A ideia é utilizar parte do software da Autodesk hoje empregado para o projeto e fabricação de objetos inanimados, tais como luminárias ou eletrodomésticos, a fim de construir tecidos vivos e, no futuro, órgãos humanos.
 
Caso órgãos vivos possam ser produzidos da mesma maneira que hoje fabricamos, por exemplo, floreiras e componentes de aviões, com o uso de impressoras tridimensionais, o custo da medicina talvez caia, e a capacidade dos serviços médicos aumentará.
 
"No momento, podemos criar uma fatia tridimensional de fígado instruindo uma 'impressora' quanto ao posicionamento de células", disse Keith Murphy, presidente-executivo da Organovo. "Podemos criar algo com menos de um milímetro de espessura, que colocamos em um banco de testes para estudos de medicamentos. A questão de longo prazo é se poderemos produzir um fígado inteiro".
 
Esse seria um processo mais complexo, envolvendo colocação precisa de células para a confecção do material do órgão e de complementos como veias e capilares, e ao mesmo tempo manter todo o complexo vivo. Murphy declarou que provavelmente serão necessários muitos anos de trabalho antes que isso aconteça.
 
A tarefa também seria muito mais ambiciosa do que os demais esforços de produção de órgãos, a exemplo da criação de uma traqueia adulta usando células-tronco em um tubo de plástico esterilizado, empreendida por uma equipe de cirurgiões de Baltimore.
 
Um projeto de prazo mais curto envolveria a produção de fatias de fígado para testes de medicamentos, o que permitiria que cientistas testassem facilmente coisas como dosagens variáveis de medicamentos, e a criação de tecidos para testes cirúrgicos. A Organovo teria de produzir quantidade significativa de material em suas impressoras, nesses dois casos.
 
Murphy disse que trabalhar com a Autodesk, que já trabalhou extensamente no segmento de impressoras 3D, oferecerá à sua empresa melhor compreensão de como desenvolver software 3D, o que ajudará a Organovo e outras companhias a projetar tecidos tridimensionais melhores.
 
A Autodesk, por sua vez, quer simular de que forma objetos tridimensionais não vivos são criados, para que possa melhorar suas operações básicas.
 
"Se você projeta um chassi de automóvel, o projeto não se altera", diz Carlos Olguin, que comanda o grupo de software biológico, nanodimensional e programável da Autodesk. "A impressão biológica envolve a montagem autônoma de coisas como células-tronco. É um paradigma de design diferente que pode ter grande efeito sobre coisas como protótipos em escala maciça".
 
"Porque que a biologia está se tornando uma disciplina mais madura em termos de engenharia, queremos encontrar muito mais parceiros", ele disse. As empresas não estão pagando uma à outra pela colaboração, e duas equipes de cerca de quatro pessoas, uma de cada companhia, trabalharão juntas em no que Olguin definiu como "primeira fase" do projeto.

Fonte Folhaonline

Consumo de nozes auxilia a prática de atividade física

As nozes são aliadas poderosas de quem pratica qualquer tipo de atividade física. Segundo o nutricionista doutor em fisiologia Ricardo Zanuto, a frutinha oleaginosa é uma excelente fonte de energia e deve entrar no cardápio diariamente.
 
Por possuir aminoácidos essenciais, elas auxiliam a recuperação do tecido muscular depois do exercício. Além disso, a presença de ácidos graxos oleico e linoleico garante fontes de energia para o músculo esquelético. O ômega 3 atua, ainda, como importante substância anti-inflamatória.
 
As fibras presentes provocam maior sensação de saciedade de diferentes formas e retardam a absorção intestinal.
 
Já os aminoácidos, principalmente a leucina, diminui a produção de um neurotransmissor relacionado com o aumento da fome, o que é bastante interessante — diz Zanuto.
 
As nozes também possuem grande quantidade de vitamina E e selênio, importantes substâncias antioxidantes que combatem a formação dos radicais livres que, em excesso, podem ser prejudiciais.
 
A quantidade das nozes para os praticantes de atividade física vai depender do gasto energético, já que cinco nozes, cerca de 28 gramas, equivalem a 193 calorias.  Em média, três nozes são suficientes — finaliza o médico.
 
Fonte Zero Hora