
Segundo o presidente da Fenam,
Geraldo Ferreira Filho, a ausência de concursos públicos para médicos no estado
e no território nacional, o congelamento de salários, a falta de verbas nas
instituições públicas estaduais e federais e a decadência das condições de
trabalho dos profissionais vêm gerando uma crise na categoria.
“Queremos 10% da receita da União
para a saúde, o país aplica hoje cerca de 4,5% do PIB [Produto Interno Bruto] na
saúde. Falta investimento do governo. A situação é precária, falta leito. Há um
sucateamento nos hospitais públicos generalizado. No Rio, o Hospital Geral de
Bonsucesso (HGB), um hospital federal em que faltam profissionais, equipamentos.
São péssimas as condições de infraestrutura", disse.
A categoria defende, entre outras
medidas, a criação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV) e a
priorização do ensino de qualidade e não da expansão de escolas de medicina. O
Brasil está em segundo lugar no mundo em números de escolas médicas: 197 com 208
cursos de medicina e 13 mil alunos. A Fenam é contrária também à terceirização,
à entrega do serviço público às organizações sociais, e protesta contra a
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares pelos serviços que presta.
Fonte Agência Brasil
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