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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Antes de viajar, proteja-se contra a coqueluche

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Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Chile e Argentina estão entre os países que registraram este ano o crescimento da coqueluche em algumas regiões e cidades. No Brasil, o alerta vermelho contra a doença soou em estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, que registraram o aumento de casos em algum período de 2012.
 
“Os surtos e os aumentos de casos têm levado cada vez mais médicos do Brasil e do mundo a recomendar a vacinação dos viajantes contra a coqueluche, principalmente para adolescentes, jovens e adultos”, afirma o médico Jessé Alves.
 
A coqueluche não é uma lembrança agradável que alguém quer trazer de uma viagem, seja no final de semana prolongado ou de férias. Causada pela bactéria Bordetella pertussi, ela é transmitida pelas gotículas expelidas pelo doente quando tosse. Em crianças previamente vacinadas, adolescentes e adultos, geralmente a doença se manifesta através de uma tosse persistente, que pode se prolongar por mais de três semanas. “Apesar de a doença ser mais leve em adultos do que em crianças jovens, até 25% dos adultos podem apresentar pneumonia, fraturas nas costelas, pneumotórax e outras complicações que necessitam de internação”, afirma a pediatra Lucia Bricks, diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, divisão vacinas do grupo Sanofi.
 
Cerca de 1/3 dos adultos infectados não apresentam sintomas, mas podem transmitir a doença para seus contatos, colocando em risco principalmente os bebes menores de um ano, que têm maiores taxas de complicações e risco de morte por coqueluche. “Embora não estejam entre as estatísticas de mortalidade, os viajantes acabam sendo vulneráveis e potenciais disseminadores da coqueluche em seus domicílios e comunidades”, afirma o médico Jessé Alves.
 
Só este ano, a coqueluche já atingiu 1.759 pessoas no Brasil, provocando 39 mortes, a maioria de bebês. No primeiro semestre, foram 1.559 internações em hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde, o SUS – quase o triplo do mesmo período de 2011, quando houve 556 hospitalizações. Em países vizinhos, como a Argentina e o Chile, a situação foi similar. Na Argentina, o volume de casos saltou de 2.452 (2010) para 6.556 (2011). No Chile, o aumento foi de 794 casos (2010) para 2.582 (2011). No primeiro semestre de 2012, a coqueluche atingiu 1.042 pessoas na Argentina e 348 no Chile.
 
Depois do surto da Califórnia em 2010, a coqueluche voltou a assolar os Estados Unidos, principalmente em Washington, Iowa e Colorado. De janeiro até outubro de 2012, a doença atingiu 4.348 pessoas em Washington, muito acima dos 524 casos ocorridos no mesmo período do ano passado.
 
No Reino Unido, foram confirmados 6.121 casos de coqueluche de janeiro a setembro de 2012 – três vezes mais do que os 1.118 casos notificados em 2011 inteiro. Já as Ilhas Canárias (Espanha) detectaram 1.042 casos de coqueluche nos primeiros 10 meses de 2012,, contra 695 confirmados no mesmo período de 2011.
 
Como evitar a coqueluche
A prevenção da coqueluche começa na infância com o esquema básico de vacinação – três doses aos dois, quatro e seis meses – seguido de dois reforços, o primeiro aos 15 meses e o segundo, aos 4 e 6 anos de idade.
 
Especialistas descobriram que a proteção conferida pela vacina e a imunidade natural dada pela doença declinam com o passar do tempo. Por isso, entidades como a SBIm – Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam a vacinação de reforço para adolescentes e adultos não vacinados.
 
Fonte Corposaun

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