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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Rio lança aplicativo para ampliar doação de órgãos

Estado já é o segundo em número de transplantes. Campanha estimula doações
 
Rio - O Brasil só perde para os Estados Unidos em número de transplantes de órgãos. Com o segundo maior índice de cirurgias realizadas, o país celebra no próximo domingo o Dia Nacional de Doação de Órgãos. Em cinco anos, o Rio saiu da 15ª para a segunda posição nacional, só abaixo de São Paulo, e à frente de países como Suécia, Alemanha, Coreia do Sul e Grécia. Para incentivar ainda mais as doações, o Rio lança o aplicativo Doe + Vida, permitindo que os usuários se cadastrem como doadores e compartilhem a decisão com amigos e familiares.
 
Apesar da posição privilegiada no ranking mundial, calcula-se que mais de 32 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil. “No ano passado fizemos mais transplantes de coração do que este ano. Já estamos em setembro e dá para ver que a situação piorou muito. Ainda não registramos metade das cirurgias que esperávamos para 2015”, apela a médica Jacqueline Miranda, coordenadora do setor de Insuficiência Cardíaca e Transplantes do Instituto Nacional de Cardiologia.
 
A recusa da família à doação, registrada em 40% dos casos, é o principal obstáculo. Para sensibilizar a população sobre o tema, a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) lançou ontem no Rio a campanha #JuntosPelaDoação, com um vídeo que reúne 130 ‘selfies’ de artistas, atletas e músicos conhecidos, além de pacientes beneficiados pelas doações.
 
O sucesso do transplante de fígado motivou Jenifer Prates, de 16 anos, a sonhar com a faculdade de Medicina. “Quando descobri que era portadora de hepatite autoimune, fiquei muito preocupada. Achei que não poderia ter uma vida normal. Eu tinha os olhos muito amarelos e, quando o médico viu meu exame, disse que meu fígado já estava muito ruim. Depois da cirurgia, me senti renovada”, disse ela.
 
Crise ameaça cirurgia feita pelo SUS
A situação política e econômica no Brasil, porém, preocupa, já que 90% das cirurgias para transplantes são feitas pelo SUS. “Estamos batalhando para que o governo continue olhando com cuidado para o programa estadual de transplantes”, diz Lúcio Pacheco, presidente da ABTO.
 
Um dos cinco hospitais particulares do estado que integram o programa, o Hospital Adventista Silvestre, especializado em transplante de fígado, acaba de atingir a marca de 200 operações, em quatro anos de atividade.
 
É possível doar órgãos em vida para parentes de até quarto grau desde que o doador seja saudável. No caso de morte cerebral, a decisão cabe à família. “Este é um quadro irreversível e diferente do coma. Dois médicos, um deles neurologista, avalia o paciente. O diagnóstico é muito preciso”, ressalta. Disponível no sistema Android a partir de domingo, o app Doe + Vida será lançado pela Secretaria estadual de Saúde.
 
Agenda
O Rio tem a segunda maior fila para transplante de córneas do país, com 1,4 mil pacientes à espera, só atrás de São Paulo. Para incentivar doações, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), único banco de olhos do Rio, também preparou uma campanha com cartazes na unidade.
 
Ainda no domingo, às 8h, ex-pacientes do Instituto Nacional de Cardiologia que tiveram o coração transplantado participam de caminhada na orla de Copacabana.
 
Informações sobre doações de órgãos no Rio podem ser obtidas pelo 155.

O Dia

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