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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Alta do dólar trava compra de novos equipamentos no HC da Unicamp

Disparada da moeda também tem atrapalhado a aquisição de insumos. Uma das licitações subiu de R$ 4 milhões para R$ 11 milhões em meses
 
A alta do dólar frente ao real tem dificultado a compra de equipamentos médicos e insumos pelo Hospital de Clínicas da Unicamp (HC), em Campinas (SP). Em alguns casos, as licitações que há meses estavam cotadas em R$ 4 milhões subiram para R$ 11 milhões, 175% a mais. Um dos exemplos é o fio cirúrgico, que teve alta de 400%. A unidade médica ressalta que o impasse não prejudicou o atendimento aos pacientes, já que essas aquisições são programadas para uso em alguns meses e não neste ano.
 
Diariamente são 2,5 mil consultas e entre 50 e 60 cirurgias no hospital da Universidade Estadual de Campinas, que é referência em várias especialidades no interior paulista.
 
“Isso [alta do dólar] praticamente inviabiliza nossas compras [agora], porque nossos recursos são limitados. E não dá para crescer de uma hora para outra”, Explica o superintendente do HC, João Batista de Miranda, que destaca ainda que a inflação alta, em torno de 20% no setor, também trava as aquisições.
 
Equipamentos
A dificuldade com a moeda americana atrasa a compra de equipamentos para o tratamento contra o câncer, como o acelerador linear, por exemplo.  Este aparelho faz com que a radiação seja mais concentrada na área a ser tratada, poupando tecidos normais. Isso também dá mais conforto aos pacientes.
 
De acordo com o superintendente, a alta do preço do acelerador linear foi de 80%. E o número de pessoas atendidas poderia dobrar com este equipamento que é comprado fora do Brasil. Sem o novo acelerador, o HC usa uma máquina chamada de Bomba de Cobalto, que está em uso há 28 anos, mas que consegue ajudar no tratamento.
 
O hospital  ainda tem dificuldade para comprar um novo angiógrafo, usado para exames de cateterismo. O valor dele saltou de R$ 1,9 milhão para R$ 3,1 milhões, desde que a cotação do dólar disparou.  “Agora, nós vamos observar o dólar. E esperamos que em alguns meses ele vá para um nível compatível com as nossas receitas.
 
G1

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