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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Treino com videogames melhora memória de crianças que sobreviveram ao câncer

Treino com videogames melhora memória de crianças que sobreviveram ao câncerA pesquisa, liderada por especialistas do hospital infantil St. Jude Children’s Research Hospital, com sede na cidade de San Francisco, na Califórnia, pode revolucionar a gestão dos efeitos secundários dos tratamentos contra o câncer

Um programa de treinamento informático intensivo com videogames ajudou a melhorar a memória e outras habilidades cognitivas de crianças sobreviventes de câncer, segundo um estudo divulgado na mais recente edição da revista “Journal of Clinical Oncology”.
 
A pesquisa, liderada por especialistas do hospital infantil St. Jude Children’s Research Hospital, com sede na cidade de San Francisco, na Califórnia, pode revolucionar a gestão dos efeitos secundários dos tratamentos contra o câncer.
 
Os pesquisadores descobriram melhoras significativas na memória, na atenção e na capacidade de processar informação dos sobreviventes de câncer que completaram entre 20 e 30 sessões de treino com videogames.
 
As sessões, com duração de 30 a 45 minutos, incluíam exercícios visuais e verbais apresentados como jogos, mas que tinham o objetivo de melhorar a memória.
 
Os benefícios do treinamento são comparáveis aos obtidos com o uso de remédios, segundo os pesquisadores. Os 30 sobreviventes que completaram o programa fizeram com que o desempenho de sua memória e atenção se situasse em níveis normais.
 
As enfermeiras do hospital indicaram também que foi registrada uma melhora significativa nos pacientes em aspectos como o planejamento e a capacidade de abordar múltiplas tarefas ao mesmo tempo.
 
“Os resultados sugerem que o treino informático pode ajudar a preencher um vazio na gestão dos efeitos sobre a habilidade cognitiva que têm um impacto na qualidade de vida dos sobreviventes de câncer e que incluem a probabilidade de estes completarem seus estudos e viverem de forma independente”, afirmou a principal autora do estudo, Heather Conklin.
 
O estudo contou com a participação de 68 crianças sobreviventes de câncer que receberam radiação craniana, quimioterapia intratecal ou ambos para o tratamento de leucemia ou tumores cerebrais. A quimioterapia intratecal é usada para reduzir o tumor ou erradicar as células cancerígenas da espinha dorsal ou do cérebro.
 
Esse tipo de tratamento aumenta o risco de uma menor habilidade cognitiva, que reduz o desempenho escolar, laboral e social. Os participantes do estudo têm entre 8 e 16 anos, completaram o tratamento contra o câncer e estão em remissão há pelo menos um ano.
 
EFE Saúde

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