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quinta-feira, 6 de março de 2014

Amamentação ajuda no posicionamento do maxilar e auxilia a respiração das crianças

Foto: Reprodução
Amamentação ajuda no posicionamento do maxilar e auxilia
a respiração das crianças
Conheça as vantagens do aleitamento materno para a dentição e problemas maxilares
 
Por Dra. FabÍola Lanfredi
 
Atualmente tem sido enfatizada a importância da amamentação, uma vez que o leite materno é o melhor alimento do ponto de vista nutricional e ótimo reforço ao sistema imunológico do bebê contra doenças infecciosas e alérgicas, aumentando o número de anticorpos e previne doenças respiratórias e gastrointestinais. 
 
O aleitamento materno preenche também as necessidades emocionais do bebê, fortalecendo o vínculo mãe-filho, pois enquanto se alimenta no seio materno, o bebê passa por sensações que já eram percebidas no útero, como ouvir os batimentos cardíacos e respiração da mãe, o que proporciona calma, bem-estar e carinho materno, muito importante para o desenvolvimento emocional. 
 
Outro fato importante é que a amamentação é fator decisivo e primordial para a correta maturação e crescimento dos ossos e músculos da face, mantendo essas estruturas aptas para um bom funcionamento e desenvolvimento de toda região facial e oral que guiará e estimulará todas as funções fisiológicas futuras. 
 
Relação entre amamentação e dentição
Ao sugar o seio materno, a criança estabelece o padrão adequado de respiração nasal e postura correta da língua. Os músculos envolvidos estão adequadamente estimulados, aumentando o tônus e promovendo a postura correta para futuramente exercer a função de mastigação. Por este motivo, procura-se enfatizar a amamentação materna como uma forma de prevenção a problemas futuros da criança, por proporcionar o preparo e o aprimoramento da condição neuromuscular das estruturas bucais, ou seja, desde respiração, deglutição e fala, até funções mais complexas. 
 
O crescimento e desenvolvimento do crânio e da face tem o objetivo de conseguir um estado de equilíbrio estrutural e funcional entre todos os músculos e ossos envolvidos. O bebê quando nasce, tem a mandíbula pequena e retraída, o que é chamado de retrognatismo. A cavidade bucal é pequena e assim, a língua se posiciona mais para frente, apoiando-se sobre a gengiva. Junto com o movimento muscular da amamentação, ocorre o desenvolvimento ósseo e crescimento anterior da mandíbula, assim, o retrognatismo mandibular que os bebês apresentam ao nascer deve ser corrigido até a época da erupção dos primeiros dentes de leite para que sua oclusão possa ser correta. 
 
A correta amamentação é, portanto, estímulo a todas as estruturas bucais, como lábios, língua, bochechas, ossos e músculos da face e visa ao preparo e aprimoramento da condição neuromuscular das estruturas bucais. A anatomia e a função se desenvolvem com a amamentação e se aprimoram com a mastigação, deglutição, respiração e fonoarticulação. O aleitamento natural é portanto uma forte ferramenta para prevenção de problemas oclusais, como arcadas dentárias estreitas, falta de espaço para os dentes, má relação entre arcos superior e inferior, postura incorreta da mandíbula etc. 
 
Amamentar é um verdadeiro exercício para o bebê, e é fundamental para o correto desenvolvimento da face e estruturas bucais. A sucção no seio materno promove uma correta e intensa atividade muscular e o bebê executa de 2000 a 3500 movimentos de mandíbula. Ao passo que ao utilizar a mamadeira, estes exercícios não acontecem ou acontecem pela metade. 
 
O bebê apresenta o reflexo da sucção a partir da 32ª semana de gestação e está preparado neurologicamente para o processo da amamentação. O ato da sucção envolve desde a sensibilidade dos lábios do bebê no mamilo da mãe, até o momento da deglutição do leite materno. 
 
Sobre o uso da mamadeira
Vários estudos mostram que crianças que fazem uso de mamadeiras apresentam uma maior propensão a padrões anormais de respiração (respiração bucal) e de deglutição, com interposição anterior da língua e também maior associação com hábitos de sucção de chupeta e dedo. 
 
Muitas mães oferecem mamadeiras e/ou chupetas por dificuldades na prática de amamentação ou por falta de motivação devido a vários fatores, como a vida profissional, outros filhos e até mesmo o tabagismo. Muitas vezes também por falta de conhecimento no que diz respeito à saúde, crescimento e desenvolvimento do seu bebê. Porém, o aleitamento materno, como vimos até aqui, é importantíssimo. 
 
A amamentação no seio proporciona, portanto, uma melhor oclusão, evitando assim, tratamentos ortodônticos longos, com extrações dentárias no futuro. A correta oclusão e o bom posicionamento dentário são imprescindíveis logo na erupção dos dentes de leite para que ocorra também na dentição permanente, assim a criança poderá ter desde cedo um bom desenvolvimento e qualidade de vida. 
 
Toda criança se desenvolve sob a presença e interferência de dois estímulos: características genéticas herdadas dos pais e influências de meio ambiente sobre o organismo do bebê. O tipo de parto, hábitos e modo de alimentação são exemplos de estímulos que atuam no crânio e determinam as respostas de desenvolvimento do sistema mastigatório, respiratório, face, fala e postura corporal. 
 
Portanto, é importante facilitarmos o desenvolvimento do bebê oferecendo a ele os estímulos que lhe proporcionem perfeita função, além de evitarmos ao máximo o uso de mamadeiras e chupetas. 
 
Minha Vida

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