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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Não é só mama: veja quatro outros cânceres mais incidentes em mulheres

Autoexaminar periodicamente as pintas e manchas da pele e consultar um médico em caso de anormalidade é fundamental para evitar o câncer de peleNo outubro rosa falou-se muito sobre a importância da mamografia para detectar câncer de mama, mas não se esqueça de que outros cânceres podem atingir as mulheres 

No outubro rosa fala-se do câncer de mama, que aumenta em 57 mil casos por ano. Prevenir o câncer e diagnosticar precocemente é fundamental para a sobrevida das pacientes, mas há outros tipos de câncer que atingem mulheres. Saiba quais são e entenda o que é possível fazer para prevenir.

1. Câncer de pele não melanoma – Cerca de 83 mil novos casos por ano
Em terras em que o sol é abundante, o câncer de pele é a neoplasia com maior incidência no Brasil. Ele representa 25% dos tumores em todo o País. De acordo com o INCA, entre 2014 e 2015, haverá 83 mil novos casos nas mulheres brasileiras.

O diagnóstico precoce, no entanto, ajuda o câncer a ser controlado e faz com que as taxas de cura sejam altas. Conforme o tempo vai passando, é possível que esse câncer cause úlceras na pele e deformidades.

Não se expor excessivamente ao sol é importante para prevenir o câncer de pele.

Como prevenir?
O sol é importante para a síntese de vitamina D. Médicos recomendam que cada pessoa tome cerca de 15 minutos de sol diariamente, sem proteção solar. Mais que isso, no entanto, pode aumentar o risco de câncer de pele, portanto lançar mão do protetor solar é importante. Vale lembrar que o sol entre 10h e 16h é mais intenso, procure não se expor a ele em excesso.

Dependendo do caso, o tratamento é feito com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Normalmente a cirurgia é o método eleito para acabar com esse câncer.

2. Câncer colorretal – cerca de 17 mil novos casos por ano
Câncer de intestino que atinge as partes do cólon e reto. Ele consiste em tumores que se desenvolvem a partir de alterações de células intestinais. A partir daí, elas silenciosamente se replicam de forma desordenada no intestino grosso. Se detectado precocemente, as chances de cura desse tipo de câncer são altas.

Os fatores de risco para o câncer colorretal são idade mais avançada, hereditariedade, além de doenças inflamatórias crônicas no intestino.

Como prevenir?
Uma boa alimentação ajuda o intestino a funcionar direito, mas não só isso: ela é protetora contra o câncer. Dieta rica em vegetais, laticínios e pobre em gorduras, especialmente a saturada, é importante para manter o câncer longe.

Fazer exames para detecção precoce a partir dos 50 anos, como a colonoscopia, é de extrema importância para o controle da doença. Para quem não tem histórico de câncer hereditário, fazer a colonoscopia a cada 10 anos é o indicado.

O tratamento depende bastante da localização do tumor, bem como o seu tamanho. Quando ainda no início, a cirurgia é bastante recomendada junto com a quimioterapia, de forma a reduzir a reincidência do câncer. Quando há metástase, no entanto, a quimioterapia tradicional pode ser trabalhada junto com a nova classe de medicamentos-alvo, que aumentam a chance de cura.

3. Câncer de colo do útero – cerca de 15 mil novos casos por ano
Perfeitamente possível de ser prevenido, o câncer de colo do útero é causado pelo vírus do HPV. A vacina, portanto, faz com que o corpo, caso tenha contato com o vírus, o destrua e não permita que ele se aloje no organismo.

Para aquelas que já tiveram contato com o vírus e ele já está no corpo, fazer Papanicolau com regularidade ajuda a identificar possíveis lesões e tratar antes que elas se tornem um câncer.
O problema maior do câncer de colo do útero é que quase metade das mulheres são diagnosticadas já em estado avançado por não terem acesso ao Papanicolau ou à vacina. Segundo dados do INCA, essa neoplasia foi a terceira causa de morte por causa de câncer em mulheres.

Como prevenir?
Fazer exames frequentes é importante para detectar alterações iniciais no colo do útero, mas o mais importante mesmo é não contrair o vírus do HPV. Relações sexuais desprotegidas são uma das formas de contágio. Sabe-se que alguns organismos, quando em contato com o vírus, será capaz de destruí-lo e a pessoa não vai adoecer. Outras mulheres têm o vírus e não desenvolvem a doença, mas, em todos os casos de câncer de colo do útero, o HPV está presente.

O tratamento consiste em cirurgia, quimioterapia e radioterapia, sempre levando em conta o tamanho do tumor, estágio da doença e condições da paciente.

4. Câncer de pulmão – cerca de 10 mil novos casos por ano
A maior causa do câncer de pulmão é perfeitamente evitável: basta não fumar, já que 90% desse tipo de câncer é causado pelo tabaco. Além disso, o fumante passivo sofre consequências sérias por culpa de outros que fumam ao seu redor. No Brasil, cerca de 22 mil mortes acontecem por ano, segundo o INCA.

Esse câncer pode ser silencioso ou ter sintomas difusos. Tosse, falta de ar, emagrecimento, dores, sangramento nas vias respiratórias e pneumonias seguidas são alguns dos sinais. Com a suspeita, o médico pede um raio-x de tórax e complementa o exame com uma tomografia computadorizada. A partir de então, é possível identificar se há algo errado. O tipo de tumor, no entanto, só pode ser identificado por meio de uma biópsia.

Como prevenir? 
Não fumar é o melhor meio de prevenir o câncer de pulmão, além de evitar permanecer em ambientes junto com pessoas fumando. Os tabagistas têm 30 vezes mais chance de ter câncer de pulmão comparado com pessoas que não fumam.

O tratamento dependia exclusivamente da quimioterapia padrão, mas com o avanço no tratamento da doença, é possível usar medicamentos biológicos. Em alguns casos, é possível usar medicamentos orais, que o paciente toma em casa, sem precisar ir ao hospital para fazer a infusão da droga quimioterápica. O tipo de tratamento, no entanto, é decidido pelo médico. 

iG

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