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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mulher descobre gravidez após ser erroneamente diagnosticada com tumor no útero

Hoje, por conta da gestação de alto risco e com quase oito meses de gravidez, Antônia dos Santos Sousa está internada há cerca de duas semanas no Hmib

Uma vida de renovação e luta é a história de Antônia dos Santos Sousa, que, há cerca de dois anos, iniciou uma verdadeira peregrinação pelos hospitais do Distrito Federal. A sua busca era por um diagnóstico para os nódulos que começaram a surgir e a se espalhar pelo corpo.

Após várias internações e biópsias, um dos problemas encontrados foi um tumor no cérebro, felizmente benigno. Com o passar do tempo, ele cresceu e, há cinco meses, Antônia passou a se tratar com quimioterapia.

Ao relatar movimentos e dores na barriga, ela também foi diagnosticada com um mioma no útero e chegou a tomar medicação. Porém, como os incômodos não passavam, ela resolveu procurar um médico particular. Foi quando veio a surpresa: “Ele perguntou: a senhora está de óculos? Isso aqui não é um mioma. É uma criança!”. Aos 46 anos, ela seria mãe e já estava grávida de cinco meses. Com a notícia, todos os tratamentos foram suspensos.

Hoje, por conta da gestação de alto risco e com quase oito meses de gravidez, Antônia está internada há cerca de duas semanas no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Ela foi diagnosticada com pressão baixa e diabetes gestacional, está em tratamento com antidepressivos e faz acompanhamento psicológico devido a tudo que passou.

Descoberta da doença
Antônia veio do Maranhão ainda pequena em busca de uma vida melhor e, até então, trabalhava como cozinheira. Ela conta que descobrir a doença foi algo perturbador:

“Foi terrível. Emagreci 13 quilos e fiquei transtornada, pois tudo aconteceu justamente quando consegui uma bolsa para a minha tão sonhada faculdade de Gastronomia. Tive que parar a minha vida e perdi tudo. Virou um caos”, lembra.

Em seguida, veio a notícia da gravidez. Para ela, é um caso de negligência médica, pois deviam ter feito exames de ultrassom em vez de apenas remediar as dores, sem saber do que realmente se tratava. Antônia relata que os médicos diziam que ela não teria mais condições de engravidar por conta dos remédios que tomava e que tinha parado de ovular por causa da idade.

Ela diz que a sua vida virou de pernas para o ar. “Ainda estou absorvendo tudo isso. Afinal, só tive três meses para me acostumar com a ideia. Minha filha é quem está cuidando de tudo”, acrescenta Antônia.

Família pede doações
Como Antônia relata, o bebê pode nascer a qualquer hora devido às complicações. “Aqui no hospital (Hmib), ando apenas da cama para o banheiro e do banheiro para a cama. Tenho muita fé e quero que meu bebê venha com muita saúde. Só tenho a agradecer à minha filha, que sofre comigo, e a todos os amigos que estão se mobilizando. São verdadeiros anjos da guarda que me ajudam da forma que podem”, emociona-se.

A filha Isabella Batista, 23 anos, comovida com a situação da mãe, criou um grupo em uma rede social pedindo doações para a irmã. “Me sinto uma mãe de primeira viagem. Eu estou desempregada, recusaram o auxílio-doença da minha mãe porque disseram que ela está apta a trabalhar. A próxima perícia está marcada só para maio. Apenas meu marido e meu padrasto trabalham, e são muitas as despesas. A minha irmã é um verdadeiro milagre. Apesar de tudo, ela está perfeita. Desejo que elas tenham muita saúde neste ano”, diz.

A bebê já tem nome: Isadora. O parto está previsto para a primeira semana de fevereiro. Mas, apesar de ter recebido algumas doações, ainda precisa de materiais como roupas para recém-nascido, carrinho, fraldas, mamadeira, banheira, mantas, chupetas, berço, colchão, kit berço, toalhas, roupas, sapatinhos, cômoda, entre outros.

Como ajudar
Para quem puder contribuir, as doações podem ser agendadas pelos telefones 9319-7313 e 8319-5199 ou entregues no Studio Fotográfico da Ticiane (Rua 1 Vicente Pires - abaixo do Jockey) ou no ponto de apoio da loja Mamãe Colibri, em Águas Claras, na Avenida Araucárias (ao lado do Franz Café, próximo ao Sigma), em nome de Ana Paula.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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