Exame identifica ausência ou presença de proteína que garante proteção à mãe e ao bebê

“A presença da substância é um sinal de que o bebê está protegido”, explica Rita de Cássia Silva Calabresi, diretora clínica do Hospital e Maternidade Interlagos - local onde as 63 grávidas que participaram do estudo foram clinicamente acompanhadas.
O teste é indicado para mulheres que apresentam risco de prematuridade, segundo afirma Eduardo de Souza, professor do Departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). “São mulheres que já tiveram um parto prematuro ou esperam por gêmeos”, diz Souza. “Ou que apresentam cólicas abdominais e contrações acompanhadas de modificações cervicais e infecção urinária”, completa Rita.
Os especialistas explicam que entre a 22ª semana e a 34ª semana de gestação, o organismo feminino não deve produzir a fibronectina fetal. “Quando encontramos é sinal de processo inflamatório ou sangramento. Fatores que podem antecipar o parto”, afirma Souza.
E quando o teste - realizado no período de 5 meses e meio a 8 meses e meio de gravidez - tem resultado negativo para a presença da substância, o risco de um parto prematuro é inferior a 1%. “86% das mulheres que apresentaram o resultado negativo não precisaram ficar internadas e não tiveram partos prematuros”, diz Rita.
Já nos 14% dos casos positivos, indicando a iminência de trabalho de parto, o nascimento dos bebês ocorreu, em média, 11 dias após a realização do teste. Para o professor da Unifesp, o teste é capaz de tranquilizar a paciente e, principalmente, evitar o uso desnecessário de medicamentos para inibir o trabalho de parto e os corticoides. “Além de evitar internações e gerar custos”,ressalta a diretora clínica.
Segundo ela, a análise da proteína é um procedimento simples e rápido. "Com um cotonete é recolhido material (secreção) na vagina da paciente. Após dez minutos é possível identificar se o parto será ou não prematuro.” Ela compara a praticidade do teste ao dos exames rápidos de gravidez vendidos em farmácias.
Fonte IG
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