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sábado, 20 de outubro de 2012

“Ken humano”: vaidade exagerada ou doença?

Especialistas garantem que cirurgia plástica em excesso pode ser sinal de transtorno psiquiátrico
 
O americano Justin Jedlica, de 32 anos, se submeteu a 90 cirurgias plásticas nos últimos dez anos para ficar "parecido" com o boneco Ken, namorado da Barbie. Por trás desta vaidade exagerada, segundo o cirurgião plástico Dr. Felipe Coutinho, coordenador do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional São Paulo (SBCP-SP), está uma doença conhecida como Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).
 
— O paciente não se enxerga como realmente é e por isso tem uma preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. Não importa a quantidade de cirurgias feitas, ele nunca ficará satisfeito com o resultado.
 
Esta busca incansável pela imagem “perfeita”, conforme explica o médico, pode desencadear deformidades estéticas irreversíveis, sem falar que qualquer intervenção cirúrgica não está livre de incidentes. O psiquiatra e psicoterapeuta Dr. Marco Antônio Spinelli completa:
 
— A pessoa tem que estar consciente de que nunca mais vai ter aquela parte do corpo de volta, por isso deve estar segura e sanar todas as dúvidas com o médico antes de se submeter ao procedimento. Se ela não estiver preparada para lidar com a mudança corporal, pode ficar frustrada e até desenvolver um quadro depressivo.
 
De acordo com o Dr. Coutinho, o cirurgião precisa ficar muito atento para identificar este tipo de transtorno psiquiátrico durante a consulta médica e encaminhar o paciente para um especialista.
 
— Dois sinais são clássicos para diagnosticarmos o problema: importância exagerada para uma parte do corpo que está normal e pacientes que já passaram pelas mãos de vários cirurgiões.
 
O Dr. Spinelli concorda com o colega e alerta para a necessidade de tratamento.
 
— O tratamento consiste em terapia comportamental cognitiva e frequentemente uso de medicamentos.
 
Brasil está na segunda posição
O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais realizam cirurgia plástica no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, de acordo com a última pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, referente a 2009.
 
Das 629 mil operações estéticas realizadas por ano, o implante de silicone e a lipoaspiração lideram a lista das mais procuradas, sendo que 72% destes procedimentos são realizados entre 19 e 50 anos, conforme explica o Dr. Coutinho.
 
— A lipoaspiração e o implante de silicone são procurados por pacientes mais jovens, sendo a lipo procurada inclusive por homens. Com o passar do tempo, na faixa dos 50 e 60 anos, a procura por intervenções na face fica mais frequente.
 
Como nos últimos anos houve uma popularização da cirurgia plástica — possibilidade de consórcios e o parcelamento em inúmeras vezes —, o especialista chama a atenção para dois pontos que devem ser cruciais para a contratação deste serviço.
 
— É fundamental o paciente procurar um profissional com título de cirurgião plástico e que seja membro da SBCP e desconfiar de clínicas que oferecem muitas vantagens para o paciente.
 
Fonte R7

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