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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Polícia Federal recolhe amostras de leite com soda cáustica, água oxigenada e até urina

Delegada explicou como e porque são feitas as alterações


Policiais federais estão investigando empresas de laticínios por adulteração com produtos químicos e contaminação com urina e com a bactéria que causa meningite.

As empresas, consideradas suspeitas até que a investigação chegue ao fim, ficam em três cidades do agreste pernambucano. Na sexta-feira (4), a Polícia Federal esteve nas cidades de Bom Conselho, Pedra, Belo Jardim e São Bento do Una para cumprir mandados de prisão e fazer novas buscas.

Para mascarar a venda de leite estragado e aumentar o volume do produto, as empresas flagradas estariam adicionando água, álcool etílico, ácido lático, água oxigenada e soda cáustica.

E mesmo com esses produtos químicos proibidos e perigosos à saúde, havia também urina (possivelmente das vacas, embora não tenha sido revelado) e a bactéria Neisseria meningitidis, que causa a meningite. Essa doença é uma inflamação nas membranas que envolvem o cérebro, chamadas de meninges. 

s investigações estão sendo feitas por policiais federais que têm base em Garanhus, cidade também da região do agreste pernambucano. Como a investigação ainda está em curso, não foi autorizado à imprensa divulgar os nomes das empresas que estão envolvidas ou para que marcas elas fornecem.

Batizada como “Longa Vida”, a operação da Polícia Federal está trabalhando também com a forte probabilidade de haver o mesmo tipo de contaminação em manteigas e queijos, já que a base desses produtos é o leite. A operação pode ser vista também no site da Polícia Federal (veja aqui).

Segundo a delegada federal Carla Patrícia, que está à frente do caso, a investigação foi motivada por reclamações constantes de consumidores que sentiam o produto diferente, com cheiro e gosto estranhos. Houve também uma denúncia ao Ministério da Agricultura. A operação começou em março de 2015, mas só agora está sendo revelada ao público. 

Em entrevista à Agência Brasil (leia aqui), a delegada federal explicou que existem duas formas mais comuns de adulteração do leite. “Em uma delas, acrescenta-se água, o que faz com que o leite perca valor nutricional. Esse tipo de adulteração está previsto no Código Penal. A outra forma é quando o leite está estragado e há um processo químico para evitar a percepção desse processo. Aí, para obter o efeito de ‘leite bom’, coloca-se soda cáustica, água oxigenada e várias outras substâncias.” – explicou Carla.

O leite de vaca, ainda que não esteja adulterado, já foi motivo de vários estudos e grande parte dos profissionais de saúde desaconselha o seu consumo, afinal, é um produto criado pela natureza para nutrir bezerros, não humanos.

E há um problema ainda maior, que é a morte de bilhões de animais por ano na indústria leiteira, a maioria filhotes machos. Para conhecer mais sobre os motivos que levam milhões de pessoas a abandonar o consumo desse tipo de produto, acesse www.vista-se.com.br/leite.

R7

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