Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sinais de que é hora de ir ao dentista

A dor é o principal sinal de alerta, mas feridas e sangramentos também requerem atendimento imediato de um profissional de odontologia

Emergências dentárias acontecem e há quem não saiba identificar os sinais de que é hora de ter uma ajuda especializada de forma imediata. Muita gente inclusive protela enquanto pode a ida ao dentista. Mas de acordo com os especialistas, algumas situações são flagrantes de que um profissional precisa cuidar da saúde bucal.

“A principal urgência em odontologia é a dor. Tem quem sofra com a dor e tente sanar com analgésicos e mil e uma alternativas, fazem bochechos… Embora resolva momentaneamente, não tira a necessidade de ir ao dentista”, explica Vera Soviero, professora da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e coordenadora do curso de odontologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis:

Esse dolorido desconforto tem uma origem predominante. “A causa mais comum de dor de dente é a cárie, que acontece quando ácidos produzidos por algumas bactérias corroem o esmalte dos dentes e atingem a dentina. Quando a cárie não é diagnosticada no início, a inflamação atinge a polpa do dente, causando o abcesso, que causa inchaço e dor nos tecidos que circundam o dente”, esclarece a dentista Camila Galatti, da Abdala Galatti Odontologia.

Dores durante a mastigação podem estar relacionados tanto a cáries, a doenças periodontais, a fraturas dentárias ou a alguma prótese removível mal adaptada, explica Camila. Dores na região de ATM (articulação temporo-mandibular, que liga o maxilar a mandíbula), próximo ao ouvido, igualmente requerem atendimento o quanto antes.

Dente quebrado ou trincado também requer pronto atendimento. “Dependendo do tipo de traumatismo, o tempo de socorro faz diferença no prognóstico daquele dente”, alerta Vera.

Geralmente, sangramentos indicam inflamação gengival por falha na higiene – a placa bacteriana acumula no espaço entre os dentes e a gengiva, quadro conhecido como gengivite. O uso frequente do fio ou da fita dental ajuda a prevenir e a tratar o problema, aponta Camila. No entanto, ter o acompanhamento do odontólogo evita que a situação se agrave a ponto de causar uma periodontite ou a perda do dente.

Se o sangramento for abundante, acompanhado de inchaço da gengiva e de um odor forte, agende o quanto antes uma consulta. “Esses sintomas indicam doença periodontal e que o osso que circunda o dente já foi atingido. Se há sangramento espontâneo, pode haver alguma doença concomitante [além do problema bucal]”, analisa Vera.

Já casos em que a pessoa observa feridas na boca exigem observação atenta, sendo que é normal que surjam aftas ou que a pessoa morda a língua ou a bochecha, por exemplo. Mas se a ferida não cicatrizar em um período de até sete dias, independente de haver dor, procure a orientação de um especialista.

Sensibilidade nos dentes ao ingerir algo gelado e que passa tão logo o estímulo acabe é comum, segundo Vera. “A dentina é a parte mais vascularizada e enervada, quando ela fica exposta por desgaste no esmalte, seja por fratura, queda de restauração, ou exposição de raiz, a gente sente dor. Isso acontece quando ingerimos alimentos quentes, ácidos ou gelados”, pondera Camila.

Mas é preciso ligar o sinal de alerta se a dor for persistente. “É um indício de que pode ser necessário fazer tratamento de canal. Essa dor tende a piorar quando a pessoa está na posição deitada, então, é comum queixas de dor ao acordar ou não conseguir dormir devido à dor”, conclui Vera.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2016 Colgate-Palmolive.

Nenhum comentário:

Postar um comentário