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domingo, 21 de outubro de 2012

Dispositivo intrauterino (DIU) pode ajudar no tratamento de câncer de endométrio em estágio inicial

Pesquisadores da Georgia Health Sciences University, EUA, descobrem que um dispositivo comum de controle de natalidade é eficaz também no tratamento de câncer de endométrio em estágio inicial.
 
Segundo a pesquisa, o dispositivo intrauterino (DIU) pode oferecer um tratamento de baixo custo para todas as mulheres com este tipo de câncer.

O câncer de endométrio, que inicia no revestimento do útero, é o terceiro câncer ginecológico mais comum, chegando a atingir mais de 47 mil mulheres americanas por ano. O pesquisador Sharad Ghamande explica o processo. “Histerectomia total, às vezes, com a remoção de gânglios linfáticos, é o tratamento padrão para este tipo de câncer. Mas as mulheres que estão com obesidade mórbida ou que possuem fatores de risco cardíaco não podem receber a cirurgia”.
 
Por dois anos, Ghamande, juntamente a sua equipe, seguiu um pequeno grupo de pacientes de alto risco com adenocarcinoma endometrióide em estágio inicial, um subtipo comum de câncer de endométrio, e aqueles com hiperplasia endometrial atípica, ou espessamento da mucosa uterina, que pode provocar câncer.
 
Os pacientes foram tratados com o dispositivo intrauterino que libera o hormônio progestina levonorgestrel, utilizado com sucesso como método contraceptivo.
 
A espessura do endométrio foi medida com ultrassom transvaginal antes do estudo e também despois de três e seis meses, apresentando uma diminuição progressiva da espessura em cada fase, o que demonstrou a eficácia do tratamento.
 
Biópsias endometriais subsequentes mostraram reversão do crescimento anormal de células, conhecidas como alterações neoplásicas, em todos os pacientes.
 
A equipe também analisou 13 estudos já publicados e encontrou uma resposta patológica completa em 91,3% dos casos, sem progressão da doença, confirmando suas conclusões.
 
O estudo também valida a utilização de ultrassom transvaginal, utilizado para diagnosticar o câncer endometrial, como ferramenta útil na avaliação do tratamento da doença.
 
“Os tratamentos tradicionais pode resultar em complicações pós-operatórias e de morbidade, não apenas em pacientes de alto risco. Mas nós podemos ter sucesso na criação de uma abordagem de baixo risco e mais eficaz para gerenciar este tipo de câncer em todas as mulheres”, explica Ghamande.
 
Fonte Corposaun

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