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segunda-feira, 18 de março de 2013

Quimioterapia local é mais eficaz na redução do crescimento de tumores

Mariska de Smet (a esq.) prepara os lipossomos sensíveis à temperatura
Foto: TU Eindhoven/Philips Research
Mariska de Smet (a esq.) prepara os lipossomos
sensíveis à temperatura
Técnica que integra ressonância magnética e ultrassom provoca efeito ainda mais forte do que a quimioterapia regular
 
Quimioterapia local é mais eficaz na redução do crescimento de tumores. É o que revelam pesquisadores da Eindhoven University of Technology, na Holanda.
 
Técnica que integra ressonância magnética e ultrassom provoca efeito ainda mais forte do que a quimioterapia regular.
 
O uso da quimioterapia para tratar o câncer sempre causa efeitos colaterais desagradáveis. Os efeitos tóxicos do medicamento também afetam as células saudáveis, bem como as do próprio tumor. Isto leva a sintomas tais como náuseas, perda de cabelo ou redução da eficácia do sistema imunitário.
 
Os cientistas têm trabalhado há muitos anos na administração de medicamentos usando "veículos de entrega" guiados por imagem: partículas que transportam a medicação através do corpo até o tumor, que podem ser visualizadas após a liberação da droga. Isto permite que doses mais elevadas de medicamento sejam utilizadas, enquanto o resto do corpo do paciente não é afetado.
 
Sensível à temperatura
Cientistas vêm realizando pesquisas em métodos deste tipo, em que lipossomas (pequenas esferas à base de gorduras) sensíveis à temperatura agem como veículos de entrega da medicação.
 
Os lipossomas contêm o medicamento e um meio de contraste que é visível por meio de uma ressonância magnética. Após a injeção no sangue, os lipossomas transportam o medicamento através do corpo. A localização do tumor é identificada pela ressonância magnética, depois disso o tumor é aquecido com o ultrassom. Quando os lipossomas atingem o tumor, o aumento da temperatura faz com que ele se abra para que o medicamento e o meio de contraste sejam liberados.
 
Testes mostraram que o crescimento tumoral foi reduzido depois do tratamento com essa técnica. Na verdade, o efeito foi ainda mais forte do que com a quimioterapia regular.
 
A pesquisadora Mariska de Smet também mostrou que a quantidade de agente de contraste liberada foi um bom indicador do grau em que o crescimento do tumor foi retardado, pois quanto mais visível o contraste, maior o efeito da quimioterapia. Como a quantidade de medicamento liberada imediatamente pode ser medida, isto pode permitir que os médicos no futuro determinem rapidamente a administração de medicação adicional ou iniciem uma outra forma de tratamento.
 
Segundo os pesquisadores, o estudo é de natureza pré-clínica. Antes que os efeitos terapêuticos do método possam ser investigados em pacientes, certo número de dificuldades práticas ainda precisa ser ultrapassado. De Smet espera que vá demorar 10 - 15 anos antes de a nova tecnologia está disponível para uso em pacientes.
 
Fonte isaude.net

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