Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sedentarismo está ligado com maior mortalidade por câncer de mama

Autoexame das mamasEstudo mostra que mulheres com a doença se beneficiam de atividade física
 
Se uma mulher desenvolve câncer de mama, ter seios pequenos e praticar exercícios pode reduzir seu risco de morrer pela doença - principalmente se ela tem receptores de estrogênio. É o que mostra um grande estudo desenvolvido pela equipe do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia (EUA). O estudo foi publicado online dia 09 de dezembro na revista PLoS One.

Especialistas já sabiam que ser fisicamente ativo reduz o risco de contrair câncer de mama em cerca de 25%. O novo estudo, no entanto, observou como o exercício pode ajudar aquelas pacientes que já foram afetadas com a doença.

Para o estudo, os cientistas acompanharam quase 80 mil mulheres durante 11 anos. Todas eram participantes em estudos nacionais sobre caminhada e corrida - do total, aproximadamente 33 mil mulheres caminhavam e 46 mil praticavam corrida.

Quando a pesquisa começou, nenhuma das mulheres tinha sido diagnosticada com câncer de mama. Todas relataram as distâncias que andavam ou corriam a cada semana, bem como tamanho de seu sutiã, peso corporal e altura. Durante o período de acompanhamento, 111 participantes do estudo morreram de câncer de mama. Elas estavam com 50 anos em média quando morreram.

Aquelas que seguiram as diretrizes atuais de exercício - duas horas e meia de atividade moderada, uma hora e 15 minutos de atividade vigorosa ou uma combinação semanal equivalente - tinha uma chance 42% menor de morrer por câncer de mama, em comparação com aquelas que não atenderam às diretrizes. A quantidade de exercício descoberta como protetora contra o câncer de mama foi de cerca de sete quilômetros de caminhada rápida ou quase cinco quilômetros de corrida por semana.

Os autores também notaram que as mulheres cujos sutiãs eram taça C tinham um risco maior de morte por câncer de mama, em comparação com aquelas que vestiam taça A. Mulheres com taça D ou mais tinham as chances aumentadas em quase cinco vezes se comparadas com a taça A.

Segundo os estudiosos, Ter altos níveis de estrogênio é um conhecido fator de risco para câncer de mama - e mulheres de seios maiores têm uma produção maior desse hormônio do que as mulheres de seios pequenos. Entretanto, a atividade física beneficia todas as mulheres, independe do tamanho do seio, uma vez que o exercício diminui a produção de estrogênio.

Embora o estudo tenha encontrado uma ligação entre exercícios e menor risco de morrer por câncer de mama, ele não estabeleceu uma relação de causa e efeito. Além disso, outros hábitos saudáveis que podem reduzir o risco de câncer, como a manutenção de um peso corporal saudável e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Desvende os 10 principais mitos sobre o câncer de mama
O câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres no Brasil, apesar de também afetar os homens, ainda que em menor proporção (1 homem a cada 100 mulheres). O grande número de casos, no entanto, acabou dando origem a muitos mitos sobre a doença. Para esclarecê-los de uma vez por todas, conversamos com os especialistas que mais entendem do assunto.
 
Desvende um por um e aprenda como se prevenir corretamente ou melhorar a adesão ao tratamento:
 
MITO 1: o câncer de mama sempre aparece como um caroço
Existem duas formas principais de aparecimento do câncer de mama. "A primeira delas é o nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido", afirma o mastologista Eduardo Millen, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia. A outra forma mais comum é a microcalcificação. "Neste caso, apenas a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce, quando ele tem, no mínimo, 1 milímetro", aponta. Em torno de 1,5 e 2 centímetros, essa calcificação já consegue ser identificada pelo exame clínico feito por um bom mastologista. Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo.                    
 
MITO 2: todo caroço na mama é um câncer
Nem todo caroço na mama é um câncer. "Na verdade, a maioria dos nódulos que surgem são benignos", afirma o mastologista Silvio Bromberg, do Hospital Albert Einstein. Geralmente, eles são fibroadenomas ou proliferações das células da glândula mamária. Existem ainda os falsos nódulos ou cistos. Neste caso, o potencial de malignidade é nulo, já que o caroço não é nem mesmo sólido.

De qualquer maneira, qualquer paciente que identificar um caroço no seio deve procurar um mastologista, independente da idade. Mesmo um nódulo benigno pode exigir acompanhamento médico para que não cresça ou se torne maligno.
 
MITO 3: antitranspirantes e desodorantes favorecem o aparecimento do câncer de mama
"Não há qualquer relação entre o uso de antitranspirantes ou desodorantes e o câncer de mama", afirma a mastologista Maria do Socorro Maciel, diretora de mastologia do Hospital A. C. Camargo. Nenhum estudo comprovou que o uso, seja de produtos roll on, spray ou aerosol, favoreça o desenvolvimento da doença.
 
MITO 4: apenas mulheres com histórico de câncer de mama na família podem ter a doença
"Qualquer pessoa em qualquer idade pode desenvolver um câncer de mama, independente do sexo, da cor ou do histórico familiar", afirma o mastologista Eduardo. Ele aponta, entretanto, que alguns pacientes apresentam um risco maior de ter a doença do que outras. Elas se enquadram nos chamados 'grupos de risco'.

O primeiro grupo de risco é o daqueles que têm dois ou mais parentes que tiveram câncer de mama ou de ovário antes da menopausa, no caso das mulheres. O segundo se refere aos grupos que apresentaram mutações genéticas diretamente ligados ao câncer de mama. O terceiro grupo inclui pacientes que receberam tratamento contra o câncer com radioterapia no tórax antes dos 25 anos. "Depois dessa idade, o DNA não sofre mutações que podem favorecer o câncer de mama", diz o especialista.

Quem pertence a um desses grupos deve começar a fazer exames de mamografia a partir dos 25 anos, aproximadamente. As demais pessoas devem começar a prevenção com a mamografia a partir dos 40 ou 50 anos.
 
MITO 5: a biópsia do câncer de mama pode causar uma metástase
"A metástase pode acontecer quando o câncer apresenta células capazes de se deslocar e implantar em outras partes do corpo, o que independe da realização ou não de uma biópsia", afirma a mastologista Maria do Socorro.
 
MITO 6: sutiã apertado pode causar câncer de mama
Com ou sem aro, com ou sem bojo, com alças largas ou finas, não importa. "O sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama", afirma o mastologista Eduardo. Nenhum estudo foi capaz de provar ação de causa e efeito.
 
MITO 7: autoexame dispensa a mamografia
O autoexame das mamas caiu por terra. "Nenhum estudo conseguiu provar que ele diminui a mortalidade por câncer de mama", afirma o especialista Silvio. Por isso, nada dispensa consultas com mastologistas ou exames de mamografia. De qualquer forma, o toque durante o banho ou em outro momento mais calmo ajuda a identificar lesões ou nódulos. Quando isso acontece, a primeira medida é procurar um médico para uma avaliação mais detalhada.
 
MITO 8: mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama
"A chance de uma mulher desenvolver câncer de mama não está relacionada ao tamanho dos seios", afirma o mastologista Eduardo. Verdadeiros fatores de risco são a obesidade, a hereditariedade e o cultivo de maus hábitos, como fumar.
 
MITO 9: próteses de silicone favorecem o desenvolvimento do câncer de mama
"Próteses de silicone não aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama", diz o especialista Silvio. Antes de fazer o implante, entretanto, recomenda-se realizar uma consulta com um mastologista para ter certeza de que não há qualquer nódulo nas mamas.
 
MITO 10: próteses de silicone atrapalham o diagnóstico do câncer de mama, piorando o tratamento
Em maio de 2013, o periódico científico British Medical Journal publicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama. Os pesquisadores apontam que os implantes podem dificultar a visualização do tecido mamário através de exames de imagem, como a mamografia e a ultrassonografia.

No entanto, não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas. É preciso que mais estudos sejam realizados para que haja uma resolução definitiva. Por hora, é recomendado apenas que pacientes com alto risco para o desenvolvimento do câncer de mama  como as que têm casos próximos da doença na família  evitem a colocação das próteses.
 
Minha Vida

Nenhum comentário:

Postar um comentário