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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Antimalárico desenvolvido no Brasil é premiado e pode auxiliar no tratamento de crianças

Foto: EFE/Piyal Adhikary
Foto: EFE/Piyal Adhikary
O antimalárico “ASMQ” está sendo produzido no Brasil e na Índia, graças à transferência de tecnologia ao país asiático
 
Um modelo inovador de Pesquisa e Desenvolvimento resultou em um novo medicamento contra a Malária, elaborado no Brasil e recebeu recentemente o prêmio FINEP de Inovação na categoria Tecnologia Social. O antimalárico “ASMQ” está sendo produzido no Brasil e na Índia, graças à transferência de tecnologia ao país asiático.
 
O medicamento combinou em dose fixa dos componentes químicos “artesunato e mefloquina” de tratamento mais simples contra a malária e foi registrado como bem público, não patenteado, no Brasil em 2008. Em 2010, a transferência de tecnologia Sul-Sul entre Farmanguinhos e a Cipla, na Índia, facilitou a implantação do ASMQ em todo o mundo.
 
O medicamento também faz parte da Lista de Medicamentos Essenciais (LME) para crianças e adultos da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda na África, resultados de um estudo divulgado ontem revelam o potencial de tratamento do AMSQ contra a malária em crianças de até cinco anos no continente.
 
Os resultados de um estudo divulgado nos Estados Unidos também revelam o potencial de tratamento em crianças de até cinco anos na África.
 
A iniciativa foi da instituição “Medicamentos para Doenças Negligenciadas América Latina” (Dndi, pelas siglas de Drugs for Neglected Diseases initiative). O consórcio para o desenvolvimento do antimalárico ASMQ, uma parceria da DNDi e do laboratório farmacêutico Farmanguinhos/Fiocruz, articulou o trabalho de parceiros que, conectados, funcionaram como um laboratório virtual.
 
Seu conjunto de componentes transformadores aplicados entre institutos de pesquisa, programas nacionais de controle da malária, agências regulatórias, indústria farmacêutica e organizações sem fins lucrativos e organismos internacionais fortalecem a capacidade de resposta de países em desenvolvimento para seus próprios desafios na área da saúde.
 
“Este modelo, focado nas necessidades dos pacientes e não em uma lógica de mercado, funciona em parceria com o próprio mercado, por meio da indústria, a sociedade civil e os governos”, acrescentou.

O Prêmio FINEP de Inovação incentiva e contempla instituições, empresas e pessoas físicas por iniciativas, produtos e projetos implantados no Brasil, estimulando o desenvolvimento nacional por meio da inovação. Criado em 1998, o prêmio é conferido em etapa regional e nacional. A cerimônia de premiação acontece hoje no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.
 
Sobre a Malária
Desde 2000, um progresso notável foi feito na luta contra a malária. A OMS, contudo, ainda estima 207 milhões casos por ano, com 627 mil mortes atribuídas à doença -86% das quais de crianças menores de 5 anos de idade. Na região americana, o número estimado de casos de malária é de 1,1 milhões, com 1.100 mortes atribuídas à doença, sendo que 29% seriam crianças menores de 5 anos.
 
EFE Saúde

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